Conhece-te a ti mesmo... se puderes.
Segunda-feira, 20 de Novembro de 2017
Mitologia grega

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Mitologia grega é o estudo dos conjuntos de narrativas relacionadas com os mitos dos gregos antigos e dos seus significados.[1] Para muitos estudiosos modernos, entender os mitos gregos é o mesmo que lançar luz sobre a compreensão da sociedade grega antiga e seu comportamento, bem como suas práticas ritualísticas.[2] Os mitos gregos ilustram as origens do mundo, os modos de vida, as aventuras e desventuras de uma ampla variedade de deuses, deusas, heróis, heroínas e de outras criaturas mitológicas.

Ao longo dos tempos esses mitos foram expressos através de uma extensa coleção de narrativas, que constituem a literatura grega e também na representação de outras artes, como a pintura da Grécia Antiga e a cerâmica de figuras vermelhas.[3] Inicialmente divulgados em tradição oral-poética,[4][5] atualmente esses mitos são tratados apenas como parte da literatura grega.[6] Essa literatura abrange as mais conhecidas fontes literárias da Grécia Antiga: os poemas épicos Ilíada e Odisseia (ambos atribuídos a Homero e que focam sobre os acontecimentos em torno da Guerra de Troia, destacando a influência de deuses e de outros seres), e também a Teogonia e Os Trabalhos e os Dias, ambos produzidos por Hesíodo.[7]

Os mitos também estão preservados nos hinos homéricos, em fragmentos de poemas do Ciclo Épico, na poesia lírica, no âmbito dos trabalhos das tragédias do século V a.C., nos escritos de poetas e eruditos do período helenístico e em outros documentos de poetas do Império Romano, como Plutarco e Pausânias. A principal fonte para a pesquisa de detalhes sobre a mitologia grega são as evidências arqueológicas que descobrem e descobriram decorações e outros artefatos, como desenhos geométricos em cerâmica, datados do século VIII a.C., que retratam cenas do ciclo troiano e das aventuras de Hércules. Sucedendo os períodos ArcaicoClássico e Helenístico, Homero e várias outras personalidades aparecem para completar as provas dessas existências literárias.[7]

A mitologia grega tem exercido uma grande influência na cultura, nas artes e na literatura da civilização ocidental e permanece como parte da herança e da linguagem do Ocidente.[8] Poetas e artistas desde os tempos antigos até o presente têm se inspirado na mitologia grega e descoberto que os temas mitológicos lhes legam significado e relevância em seu contemporâneo.[9] Seu patrimônio também influi na ciência, como no caso dos nomes dados aos planetas do Sistema Solar e em estudos teóricosacadêmicospsicanalíticosantropológicos e muitos outros,[10][11][12][13] além de nos dias de hoje tradições neopagãs como a Wicca serem influenciadas por ela e outras como o dianismo, a Stregheria e principalmente o dodecateísmo(ou neopaganismo helênico) tenham tentado resgatar suas crenças.


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publicado por pimentaeouro às 11:54
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Escultura grega

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publicado por pimentaeouro às 10:11
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Domingo, 19 de Novembro de 2017
Velho do Restelo

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Velho do Restelo é um personagem introduzido por Luís de Camões no canto IV da sua obra Os Lusíadas.[1] O Velho do Restelo é variamente interpretado como símbolo dos pessimistas,[2] dos que não acreditavam no sucesso da epopeia dos Descobrimentos Portugueses, e surge na largada da primeira expedição à Índiacom avisos sobre a odisseia que estaria prestes a acontecer:[3][4] No episódio, narra-se a partida de Vasco da Gama aos mares (a saída do porto, ainda em Portugal). Um ancião (o Velho do Restelo) põe-se então a acoimar as viagens e os ocupantes das naus, sob o argumento de que os temerários navegadores, movidos pela cobiça de fama, glória e riquezas, procuravam desastre para si mesmos e para o povo português.

 

A História deu-lhe razão.



publicado por pimentaeouro às 21:59
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Gioconda

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Mona Lisa ("Senhora Lisa"[2]) também conhecida como A Gioconda[3] (em italianoLa Gioconda, "a sorridente"[4]; em francêsLa Joconde) ou ainda Mona Lisa del Giocondo("Senhora Lisa [esposa] de Giocondo") é a mais notável e conhecida obra de Leonardo da Vinci, um dos mais eminentes homens do Renascimento italiano.

Sua pintura foi iniciada em 1503 e é nesta obra que o artista melhor concebeu a técnica do sfumato. O quadro representa uma mulher com uma expressão introspectiva e um pouco tímida. O seu sorriso restrito é muito sedutor, mesmo que um pouco conservador. O seu corpo representa o padrão de beleza da mulher na época de Leonardo. Este quadro é provavelmente o retrato mais famoso na história da arte, senão, o quadro mais famoso e valioso de todo o mundo. Poucos outros trabalhos de arte são tão controversos, questionados, valiosos, elogiados, comemorados ou reproduzidos.

Muitos historiadores da arte desconfiavam de que a reverência de Da Vinci pela Mona Lisa nada tinha a ver com sua maestria artística. Segundo muitos afirmavam devia-se a algo muito bem mais profundo: uma mensagem oculta nas camadas de pintura. Se observarem com calma verá que a linha do horizonte que Da Vinci pintou se encontra num nível visivelmente mais baixo que a da direita, ele fez com que a Mona Lisa parecer muito maior vista da esquerda que da direita. Historicamente, os conceitos de masculino e feminino estão ligados aos lados - o esquerdo é feminino, o direito é o masculino.[5]

A pintura a óleo sobre madeira de álamo encontra-se exposta no Museu do Louvre, em Paris, e é uma das suas maiores atrações.[1]

 


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publicado por pimentaeouro às 20:23
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O sono da razão

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Goia


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publicado por pimentaeouro às 18:55
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Giacomo Casanova

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  DuchcovReino da Boémia4 de junho de 1798) foi um escritor e aventureiro italiano.[1]

Interrompeu as duas carreiras profissionais que iniciou - a militar e a eclesiástica - e levou uma vida aventurada.

A cidade onde Casanova nasceu em 2 de abril de 1725, proporcionou aos turistas um acervo de centenas de peças vindas de museus dos quatro cantos da Europa, do Louvreao Ermitage de São Petersburgo, de Dresde a Varsóvia, de Estugarda a Aix-en-Provence, de Viena a Amesterdão.

Filho de uma atriz de 17 anos de idade e provavelmente do nobre Michele Grimani, proprietário do Teatro de San Samuele onde a sua mãe passou a actuar, Casanova teve uma vida apaixonante, tendo sido inicialmente orientado na sua educação para a vida eclesiástica.

Uma aura mágica envolve toda a sua vida de debochado, libertino, coleccionador de mulheres, escroque e conquistador empedernido que percorria os bordéis de Londrestodas as noites para ter relações com mais de 60 meretrizes, aquele homem que conseguiu fugir das masmorras do Palácio Ducal de Veneza, com uma fuga rocambolesca pelos telhados do palácio, depois de estar prisioneiro durante 16 meses.

Tinha sido preso na madrugada de 26 de julho de 1755, sob a acusação de levar uma vida dissoluta, de possuir livros proibidos e de fazer propaganda antirreligiosa. Esperavam-no cinco anos de cativeiro. Na sua primeira cela minúscula, Casanova nem conseguia se erguer.

Cedo adoece, mas mesmo assim planeia uma fuga e cava um túnel, descobrindo desesperado que os seus planos estão condenados ao fracasso quando o mudam de cela em 25 de agosto.

Mas com um companheiro da prisão, o abade Balbi, planeia meticulosamente nova fuga. Na madrugada do dia 1 de novembro de 1756, escapa-se por um buraco que conseguiu escavar no teto da cela e trepa para os telhados do Palácio Ducal de onde não consegue descer.

Esgotado pela procura de uma escada ou de cordas que lhe permitirão sair do telhados que percorre durante toda a noite, Casanova adormece por um par de horas nas águas-furtadas, uma espécie de forro interior dos telhados do Palácio, mas os sinos da Basílica de São Marcos acordam-no providencialmente e forçam-no a procurar novamente uma outra saída.

Acaba por penetrar novamente na Sala Quadrada do Palácio Ducal servida pela Escada dos Gigantes, decorada pelo famoso arquitecto Sansovino no século XVI. Um guarda vê os dois fugitivos e, pensando que são magistrados de Veneza que ficaram até altas horas da madrugada a trabalhar nos processos judiciais, abre-lhes a porta e deixa—os sair pela Porta da Carta, a entrada habitualmente usada para o ingresso no Palácio dos Doges.

Casanova atravessa a Piazetta numa corrida desesperada ao longo das colunas do Palácio Ducal e atira-se para dentro de uma gôndola, escondendo-se da curiosidade dos transeuntes sob a antiga protecção que muitas destas embarcações possuíam outrora, uma cabina chamada "felze" que foi proibida mais tarde, devido aos encontros amorosos que o esconderijo facilitava.

O aventureiro atravessa a fronteira, parte para Munique e só regressa a Veneza vinte anos mais tarde, em 1785, vindo de Trieste e com a incumbência de escrever regularmente relatórios secretos para a Inquisição de Veneza sobre as pessoas que ele frequenta nas suas longas noites de jogo e de dissolução.

Cruel ironia do destino que ele aceita, existindo cerca de 50 relatórios onde ele acusa nobres e banqueiros de adultério e deboche, da posse de livros cabalísticos e proibidos, de conjura contra o Estado ou de vigarices, crimes que não lhe repugnava cometer!

Em 1772, é recebido novamente no palácio dos Grimani, uma família patrícia de Veneza com a qual pensa estar aparentado, mas por causa das dívidas do jogo envolve-se num confronto com um dos aristocrata de onde sai humilhado, com toda a gente a troçar da sua situação.

Vinga-se ao escrever uma brochura intitulada "Nem Amor Nem Mulheres ou o Limpador dos Estábulos", que todos reconhecem como um retrato do nobre Grimani. Os Inquisidores ameaçam-no e ele é forçado a abandonar Veneza onde nunca mais regressou. A sociedade aristocrática e absolutista do Antigo Regime não podia permitir as ousadias da vingança de um plebeu contra um nobre.

Viaja novamente até Paris e, mergulhando nos salões eruditos e nas bibliotecas, transforma-se num Enciclopedista à maneira de VoltaireDiderotD'Alembert e do Barão d' Holbach.

Irrequieto e agitado por uma inquietação que nunca o abandonou em 73 anos de vida, este sedutor em movimento perpétuo passa grande parte da sua vida em viagens por AvinhãoMarselhaFlorençaRomaPragaSão PetersburgoIstambul e Viena.

Viajou por toda a Europa e conheceu todos as personagens relevantes da sua época. Personagem, por sua vez, característico do Iluminismo do século XVIIIepicúrio e racionalista, é recordado sobretudo pelas suas inumeráveis histórias galantes. Já idoso, em 1788, foi nomeado bibliotecário do conde de Waldstein-Wartenberg.

Dedicou os seus últimos anos à escrita de um romance, Isocameron, e, especialmente, à redacção das suas memórias, História da minha vida, volumosas e escritas em francês, que constituem um fascinante testemunho da época. Desde a sua primeira publicação, em 1822-25, fizeram-se múltiplas edições novas retocadas. O original integral não foi publicado até 1960. Nos 28 volumes que compõem suas memórias, Giacomo Casanova diz ter dormido com 122 mulheres ao longo da vida.

 



publicado por pimentaeouro às 12:37
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Sábado, 18 de Novembro de 2017
Historia trágico-marítima

 

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A longa rota percorrida pelos navios portugueses desde a viagem de Vasco da Gama, entre Lisboa e a Índia, por via do Cabo da Boa Esperança, transformou-se, por vezes, num palco de catástrofes. De acordo com as estimativas feitas, admite-se que nos séculos XVI e XVII naufragou um navio em cada cinco dos que partiram com destino à Índia. Se limitarmos o período ao século XVI e à primeira metade do XVII, a percentagem de perdas atingiu quase 25%.

Quando a tragédia permitia que os náufragos chegassem a alguma terra ou ilha e dali voltassem à Índia ou atingissem, caminhando, algum local onde pudessem recorrer a outro navio, o acontecimento, depois de ter sido contado pelos sobreviventes, ficava registado pelas próprias testemunhas ou por alguém que tivesse mais habilidade na redacção. Nas páginas das narrativas enumeravam-se as causas dos naufrágios, como a largada fora da época regulada pelas normas, as excessivas dimensões e a má construção dos navios, utilizando madeiras inadequadas e calafetagem insuficiente: o exagero das cargas e a sua má distribuição; as tempestades, a deficiência das bombas de água, a carência de velas sobressalentes, a inexperiência, a ignorância e a incapacidade dos pilotos, a falta de solidariedade entre os navios, em virtude de ambição de chegar primeiro aos portos de destino e os ataques de inimigos – piratas, corsários e navios de frotas adversas (francesas, inglesas, holandesas e turcas). Também se revelavam as situações psicológicas dos tripulantes e passageiros desorientados e desesperados e o comportamento dos homens que tinham enfrentado os perigos, a agonia e a morte, tanto na aflição do naufrágio, em que gritavam e recorriam ao socorro divino na confusão do momento extremo, mostrando o individualismo dos homens exposto na tentativa de salvação, como no sofrimento da peregrinação fatigante e perigoso em terras africanas inóspitas. Desta forma nasceu um género literário característico, que se baseia em experiências verdadeiras e que consistia nos relatos de naufrágios, cativando os leitores com os seus episódios impressionantes e aterrorizadores e circulando sob a forma de folhetos avulsos como literatura de cordel.

Todavia, os naufrágios de que se fez redacção foram, evidentemente, apenas uma ponta do icebergue. Em quase 40% dos casos, desconhecemos por que razões naufragaram estes navios, pois perderam-se com todos os tripulantes, passageiros e cargas sem deixarem sobreviventes, testemunhas ou vestígios. Ainda que este desaparecimento total não tivesse originado nenhuma narração, em que se descrevesse a desgraça no mar, considera-se mais calamitoso do que aqueles que foram alvo de relações e se tornaram célebres. Os empreendimentos heróicos e as façanhas prestigiantes dos Portugueses deram origem às crónicas laudatórias. Em contrapartida, afirma-se que a História Trágico-Marítima se salienta de um modo específico na Cultura Portuguesa, apresentando o seu lado escuro/sinistro, constituindo o reverso da visão épica/heróica, mostrando-nos o aspecto sórdido do comércio, da conquista e da navegação perpetuados nas Décadas e nos Lusíadas e podendo ser considerada como uma «anti-epopeia dos Descobrimentos».

Os relatos de naufrágios lograram grande popularidade, de tal forma que o do galeão São João que naufragou em 1552, afamado como o naufrágio de Sepúlveda, foi reeditado diversas vezes, e a primeira edição do da nau Santo António, surgido em 1565, teve mil exemplares numa época em que a tiragem média era mais ou menos de trezentos. A vasta divulgação fez com que, nos anos de 1735 e 36, doze desses folhetos e manuscritos fossem coligidos em dois tomos pelo erudito Bernardo Gomes de Brito, com o título da História Trágico-Marítima, incluindo os seguintes naufrágios: 1. galeão grande São João (1552), 2. nau São Bento (1554), 3. nau Conceição (1555), 4. naus Águia (1560) e Garça (1559), 5. nau Santa Maria da Barca (1559), 6. da nau São Paulo (1561), 7. da nau Santo António (1565), 8. nau Santiago (1585), 9. nau São Tomé (1589), 10. nau Santo Alberto (1593), 11. nau São Francisco(1597), 12. galeão Santiago (1602) e nau Chagas (1594).

Embora Bernardo Gomes de Brito tivesse pensado reunir as narrativas de naufrágios em cinco volumes (de acordo com Inocêncio Francisco da Silva), saíram apenas dois. Por outro lado, conhecemos um “terceiro”. No entanto, em vez de ser uma nova compilação, todos os exemplares do “terceiro volume” diferem por não ser mais que a encadernação dos folhetos avulsos já publicados, pois mantêm a numeração separada de cada brochura sem a folha de rosto interna, alguns não os coligem cronologicamente, há casos em que se misturam os relatos incluídos e não incluídos na História Trágico-Marítima, existem as compilações em que se juntam as duas ou três edições diferentes da mesma narração, há encadernações não só das relações de naufrágios como também de outros temas, etc. Baseando-se na investigação de Charles Ralph Boxer e na nossa consulta da variedade do “terceiro volume”, consideramos as seguintes seis narrativas dos naufrágios como sendo do género idêntico aos doze da História Trágico-Marítima, pela frequência do seu aparecimento no “terceiro”, pelo seu valor literário e pela sua analogia com os outros da compilação britiana; 13. nau Nossa Senhora da Conceição (1621), 14. nau São João Baptista (1635), 15. nau Nossa Senhora do Bom Despacho (1630), 16. nau Nossa Senhora de Belém (1635), 17. naus Sacramento e Nossa Senhora da Atalaia (1647) e 18. galeão São Lourenço (1649).

Este género de literatura satisfez o gosto do público por diversas razões. Em primeiro lugar, o dramatismo do relato mais antigo, ou seja, o do naufrágio do galeão grande São João, impressionou os leitores de tal forma que, além de ter despertado o interesse por narrações deste tipo, ficou conhecido como um paradigma do género. Em segundo lugar, uma vez que todos os portugueses participavam quer directa quer indirectamente na aventura do ultramar e nas suas catástrofes, desejava-se ansiosamente saber a descrição dos acidentes em que poderia estar envolvido algum familiar, conhecido ou amigo. Como terceira finalidade, podemos considerar a didáctica, pois as causas dos sucessivos infortúnios cruamente apontadas serviriam de manual de naufrágios, para que outros se acautelassem contra futuros desastres e soubessem não só os perigos que poderiam vir a enfrentar, dando ênfase aos riscos evitáveis, resultantes da enorme ganância e da irresponsabilidade dos homens, como também às possíveis atitudes a tomar em caso de perdição e de peregrinação em terra desconhecida. Além disso, por descreverem o comportamento humano, em que se misturam o orgulho, a arrogância, a cupidez, o egoísmo, o altruísmo e a renúncia, mostravam vivamente tanto a brutalidade como o heroísmo nas situações que relatam.

Os desastres no mar e a caminhada em lugares distantes e ignorados, que foram escrupulosamente registados e que cativaram o interesse do público da altura continuam a chamar a nossa atenção, pois, além de não cessarem de aparecer as adaptações literárias baseadas na História Trágico-Marítima, a sua reedição e os trabalhos a esse respeito encontram-se hoje nas livrarias, tendo sido elaboradas, na última década, meia dúzia de teses de mestrado e de doutoramento. No entanto, os estudiosos não centraram muita atenção na documentação não publicada, embora os investigadores pioneiros como Charles Ralph Boxer e Giulia Lanciani já tenham referido alguns dos manuscritos não incluídos na antologia setecentista. As fontes, que estavam inéditas até há pouco tempo, não só nos proporcionaram outros pontos de vista para os naufrágios que já conhecíamos como também permitem modificar algumas opiniões geralmente aceites.

 


publicado por pimentaeouro às 22:11
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Mudam-se os tempos
Mudam-se os tempos, mudam-se as vontades,
Muda-se o ser, muda-se a confiança;
Todo o mundo é composto de mudança,
Tomando sempre novas qualidades.

Continuamente vemos novidades,
Diferentes em tudo da esperança;
Do mal ficam as mágoas na lembrança,
E do bem, se algum houve, as saudades.

O tempo cobre o chão de verde manto,
Que já coberto foi de neve fria,
E em mim converte em choro o doce canto.

E, afora este mudar-se cada dia,
Outra mudança faz de mor espanto:
Que não se muda já como soía.

C
amões




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publicado por pimentaeouro às 20:08
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ESQUECER PARA (SOBRE) VIVER

A memória mistura-se com a nossa consciência, com o histórico das nossas vidas, temos uma memória boa e uma memória má, digo eu que não percebo nada de psicologia e ciências afins.

Os acontecimentos nefastos, os dramas e perdas que nos atingiram – a morte de um filho ou de um ente querido – a perda de um grande amor, não podem povoar com frequência a nossa memória, surgir de repente sem sabermos porquê.

Para vivermos, para que a alegria e a esperança não desapareçam, precisamos de apagar, afastar de nós, a má memória.

A memória  tem de ser electiva para continuarmos a viver.


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publicado por pimentaeouro às 19:03
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Avesso dos Lusíadas #3

Repercussões sociais da expansão

 

Nenhum escritor descreveu as consequências sociais da

expansão com tanta clarividência como Gil Vicente. O motivo

por que uma afirmação como esta pode, ainda hoje, causar

estranheza está no facto de nos terem ensinado a ver apenas

um espirituoso inventor de comédias num escritor que foi

também um corajoso pensador social. O auto-retrato que ele

nos legou no prólogo da Floresta de Enganos (texto que,

inexplicavelmente, tem passado despercebido) não foi o de um

alegre cómico, mas o de um filósofo perseguido pelas suas

ideias e amordaçado pela néscia intolerância dos seus

contemporâneos.

 

A análise das contradições e conflitos que agitavam a

sociedade portuguesa decorridos trinta e cinco anos sobre a

descoberta do caminho marítimo para a índia é o tema de

uma peça representada em Évora em 1533: a Romagem dos

Agravados, isto é, o desfile dos que estavam descontentes

com o tempo em que viviam. Esse texto é, ainda hoje, o mais

lúcido estudo de que se dispõe sobre a sociedade portuguesa

dos meados do século XVI.

 

O desfile faz-se perante Frei Paço, que preside. É frei

porque pertence à Igreja, é paço porque pertence ao governo,

mas as duas qualidades confundem-se: «o paço, em frade

tornado, não é frade nem é paço», diz a peça. Domesticada a

nobreza, desaparecida a alta burguesia, a influência política

do clero era cada vez maior; o poder religioso confundia-se

com o poder civil. Uns meses antes da representação tinha

D. João III criado a Mesa da Consciência e Ordens, à qual

passava competir a decisão dos assuntos que «tocassem à

consciência» do rei, isto é, das questões mais melindrosas da

governação. E quem a dirigia eram prelados.

 

Os personagens vêm dois a dois, e cada par simboliza

uma classe social. A primeira a aparecer é o proletariado

campesino: um cavador acompanhado pelo filho. A imagem

do cavador no século XV I é menos risonha do que a do

século XIX. Não se chama Zé-Povinho, chama-se João Morteira,

João da morte. O filho é Sebastião, nome de mártir. É

a ideia de morte a que Gil Vicente sempre liga à vida do

trabalhador da terra: «sempre é morto quem do arado há-de

viver»; «nós somos vida das gentes e morte das nossas vidas»;

«se o nascer foi um momento, porque morro em tantos dias

padecendo?». Era uma classe que agonizava. Em 1521, uma fome

terrível assolou os campos, tendo morrido pelos caminhos muitos

camponeses que tentavam chegar a Lisboa.

A carne, base da alimentação durante a Idade Média, era agora

rara; em 1580, dois estrangeiros que viajam por Portugal

surpreendem-se da pobreza da alimentação popular: sardinha

salgada e pão escuro. A riqueza ultramarina não chegava ao

campo, mas as suas consequências repercutiam nele.

 

Os proprietários, do clero ou da nobreza, faziam pressão para

obter cada vez mais de um solo que produzia cada vez menos,

porque a quantidade dos gados e portanto dos estrumes

diminuía, porque os braços fugiam sob o impulso de um

estímulo duplo: a recusa da miséria e a cobiça da fartura que

a cidade parecia oferecer.

 A luta por um salário melhor já não era possível, porque um

trabalho igual ao do cavador aldeão podia ser prestado pelo

escravo negro; mais ou menos

por esta altura (em 1541), Damião de Góis calculava que

entravam anualmente em Portugal dez a doze mil escravos

africanos. E tudo isso está por detrás da figura dramática de

João Morteira: «Eu trabalho até que caio!» «Eu sou pobre

como um cão!» Já só tem uma esperança: que ao menos o

filho possa ter uma vida melhor.

 Quer, para isso, encaminhá-lo para a Igreja; não é, explica,

uma questão de devoção; é para que possa viver um pouco

mais folgado. Mas nem isso consegue, porque Frei Paço, que

examina o rapaz, não o deixa passar no exame.

 

Também a aspiração do cavador é característica da

época. A Igreja era um caminho para fugir à miséria ou para

a evitar. Filhos de camponeses, filhos segundos de nobres,

ordens religiosas. Elas eram um dos três caminhos possíveis:

«Quem quiser medrar, Igreja, Casa Real ou mar», dizia a

sabedoria do povo. A alternativa era entre a religião, o

serviço do paço ou de algum nobre ligado ao paço, ou a

emigração. Essa procura conduziu, durante o século XVI, à

hipertrofia do pessoal da Igreja; subiu o número de ordens

religiosas, subiu o número de conventos de cada ordem (o

total passou de duzentos para o dobro). Mas a Igreja só

marginalmente participou da riqueza dos descobrimentos; era

fundamentalmente da renda da terra que vivia. Não explorava

directamente os solos, mas recolhia o dízimo de toda a

produção (isso vinha já do século XII I e a instituição da

décima de Deus fora então a forma pela qual a Igreja se

defendera da subida do custo e do nível da vida) e recebia as

rendas dos pequenos empresários rendeiros e enfiteutas, que

formavam a classe média rural.

 

A crise da classe média rural é denunciada no auto pelo

lavrador Aparicianes, que vem acompanhado pela filha:

«Porém eu, que estou no meio, vivo mais desesperado.» Está

no meio porque a sociedade rural se articula em três níveis:

senhores, lavradores, servidores. Os senhores mostram-se

agora mais exigentes na cobrança dos seus quinhões, os servidores

fogem dos campos e os lavradores empobrecem. Este

queixa-se de que traz de renda dois casais que pertencem aos

frades; o temporal desbaratou as sementeiras e ele foi pedir

que lhe esperassem um pouco pela entrega da renda. Mas os

frades responderam que a espera não era a sua divisa. A

palavra espera tinha então o sentido duplo de moratória e de

esfera; e esta última era a divisa de D. Manuel e simbolizava

a riqueza planetária dos descobrimentos. É esse o sentido da

resposta dos frades: estão fora da esfera, não podem esperar.

E obrigaram-no a pagar a bem ou a mal: penhoraram-lhe o

lar, e nem os lençóis escaparam. E o lavrador queixa-se e

lembra com saudade o tempo em que cantava alegremente à

frente dos seus bois, sem sentir o peso da fadiga. Agora não

canta, porque está pobre e «a pobreza e a alegria nunca

dormem numa cama».

 

A destruição da classe média rural era consequência

directa das novas condições de vida do País e não resultava

só da severidade dos proprietários na cobrança da renda e da

fuga dos trabalhadores. Pouco a pouco, as quintas e os casais

que andavam nas mãos dos lavradores passavam à posse dos

nobres, funcionários e aventureiros regressados da índia, porque

a terra foi o único género de investimento dessas economias.

O Português entendia que só a terra oferecia segurança.

Um nobre sentencia nas suas trovas: «Segundo se diz, e eu

avento, de ter coisa sem raiz não se faça fundamento», isto é,

segundo se diz e eu também penso, só a posse da terra é um

investimento seguro. Ele referia-se aos perigos dos negócios de

gado, mas a ideia alargava-se a todo e qualquer negócio com

alguma margem de risco. Um texto de 1608 mostra que, em

plena crise, o ramo de oliveira, o palmo da terra, era considerado

«o último refúgio: «Domina este reino uma certa constelação que

faz os homens incapazes de receber o bom conselho; e assim, eu

profetizo uma grande ruína, e será ditoso o

que tiver um pé de oliveira a que se abraçar!»

Mas esse pé de oliveira já existia antes de o torna-viagem

o comprar. O pão, o vinho, o azeite, não aumentavam pelo

facto de o título da propriedade ou a iniciativa da exploração

estarem a cargo do lavrador plebeu ou do proprietário ido da

cidade, enriquecido com a canela ou a pimenta, e que passava

a viver do rendimento rústico. O número de explorações nas

mãos da classe média é que diminuía. Os novos donos são

dons; muitos não o são por nascimento, mas exigem que lho

chamem, ou pelo menos comportam-se como se o fossem. A

antiga sociedade rural, que se hierarquizava na base das

funções, é substituída por uma outra com base na exterioridade

e no tratamento: de um lado os senhores e as donas, por

outro os homens e as mulheres. Homem passa então a ter

sentido de trabalhador rural; ser tratada por dona é o objectivo

de toda a mulher. Mas a passagem dessa fronteira social

é impossível a quem fique agarrado à enxada. O passaporte

obtém-se na cidade. Aparicianes sabe isso muito bem. Do

mesmo modo que o cavador quis que o filho fosse clérigo, ele

qer que a filha seja dona:

 

É da serra da Lousã,

moça de mui boa fama.

Trago-a cá para ser dama,

quero que seja paçã.

 

 

Para isso já lhe comprou perfumes importados de Génova

e vem confiá-la às lições corruptoras de Frei Paço, que a

moça aprende muito depressa. Muitas mulheres, seguindo esse

mesmo caminho, chegaram a damas e alimentaram a prostituição

de Lisboa no século XVI . O nome que Camões lhes

dava era o de damas de aluguer.

 

A desagregação da classe média urbana é revelada no

auto sob a forma de um conflito entre dois grupos sociais de

características bem diferentes, mas que ainda hoje andam

confundidas sob a mesma designação de classe média: uma

classe média autêntica, porque enraizava no trabalho e se

situava ao nível social correspondente a uma verdadeira situação

económica, e uma classe média fictícia e parasitária,

baseada na aparência e que vivia à custa das classes produtivas.

Ter distinguido entre os dois grupos e definido a relação

que existia entre eles é uma novidade de Gil Vicente.

 

Duas regateiras, que vivem do abastecimento da cidade,

têm uma sobrinha para casar. São quase ricas, visto que a

rapariga tem de seu um conto de réis. Aspirava por isso a um

casamento numa classe social mais elevada: a deslocação de

todas as classes no sentido do vértice da pirâmide é uma dás

características da época Apareceu-lhe um moço que se diz

empregado na câmara de el-rei. Tem boas maneiras («tão

doce! tão cucarento!») e exibe as provas da sua posição de

funcionário do paço: o alvará de filhamento e de acrescentamento,

portanto de primeira nomeação e de promoção.

 Perante esse argumento decisivo, o casamento faz-se. Mas afinal

o alvará era falso. O rapaz era um vadio sem eira nem beira, que

apenas queria viver com o dinheiro da mulher. Pertence à classe

média fictícia, que vive, como um cogumelo, à custa da verdadeira

e que acabará por formar uma classe com características próprias

: ociosa, pobretana, pedinchona de empregos, dependente dos

grandes, servil em relação a quem quer que tenha o poder.

De todo o País milhares de jovens afluem

à corte, cantam trovas, tangem a guitarra, fingem de escudeiros

e morrem de fome até que encontrem senhor que os tome

a seu serviço ou mulher rica que os sustente. Das várias

sátiras que ficaram desse tipo de aprendiz de fidalgo, nenhuma

alude ao trabalho. Um clérigo que por essa altura

estava em Évora e que viera do Brabante, onde o trabalho

era a vida de toda a gente, surpreende-se com o que vê em

Portugal e escreve: «Esta gente prefere ter de suportar tudo a

ter de aprender algum ofício.» Mas também isso se relacionava

com a economia dos descobrimentos. O Estado, subitamente

enriquecido, pudera multiplicar a sua clientela. Dos

duzentos cortesãos do tempo de D. João I I passou-se a

quatro mil no tempo de D. Manuel, e a proporção deve ter

sido a mesma nas casas dos grandes senhores. Quem tivesse

qualidades, desembaraço, ou pelo menos padrinhos, não precisava

de trabalhar, e portanto trabalhar significava que não se tinha disso.

Era uma desqualificação. Trabalhar com o

corpo era o que faziam os Negros e os Mouros; frases do tipo

«0 trabalho é bom para o preto» e «Quem não tem padrinhos

morre mouro» entraram por essa altura na linguagem.

 

A nova estrutura do Estado estava na origem da onda do

parasitismo. Gil Vicente dava-se perfeitamente conta disso.

Depois de uma admirável cena de suspense, em que vai

enunciando como suspeitos do crime de falsificação todos os

altos funcionários régios que assistiam ao espectáculo, acaba

»r descobrir a verdade: o falsificador foi o próprio Frei Paço,

Foi o paco-frade, foi o sistema vicioso que tomava possível

ssa proliferação das classe ociosas à custa das que

prododuziam.

 

A análise vicentina incluiu muitos outros aspectos: a

nobrza riquíssima e fútil, a recitar versozinhos e a fazer

pressão sobre o paço para que lhe suba as rendas já enormes,

do clero que cobiça os bispados novos das ilhas, as freiras que

deploram a confusão deste tempo em que ninguém está

contente com a sua sorte. Mais do que os pormenores, é a

ideia geral que se deve apreender, porque ela exprime as

consequências sociais da economia da expansão: um Estado

rico numa nação pobre, onde a riqueza vinda de fora quebrava

a coluna vertebral do trabalho interno e provocava o

crescimento de uma falsa classe média que nada fazia e que,

como uma corcunda enorme, ia crescendo à custa do resto do

corpo do País e atrofiando com o seu peso as classes produtivas

 que já quase se limitam aos camponeses.

 

A vida de Gil Vicente serve de bom exemplo à evolução

que ele descreve. Homem do povo, mesteiral de profissão,

oi atraído pela actividade da corte e, no princípio do sé

culo XVI , trabalha como ourives da rainha viúva. A corte

aumentou; numa constante festa, precisa de espectáculos. 0

antigo mesteiral larga então as ferramentas do ofício e faz-se

funcionário. Recebe um ordenado para fazer «os autos del-

rei». É um intelectual remunerado e a partir desse momento

a sua vida reflecte uma outra evolução: a da cultura. A

linguagem que ele usa é plebeia, livre, saborosa. Diz tudo o

que pensa sem papas na língua. No tempo de D. Manuel, o

rei e a corte ouvem, riem, gostam. Mas no reinado seguinte

começa a haver quem não ria. Ante tanta liberdade, os

teólogos já franzem o sobrolho. No mesmo ano em que o rei

pediu em Roma o estabelecimento da Inquisição com o

pretexto, entre outros, de que a heresia luterana já tocara

Portugal, um embaixador português fez representar em Antuérpia,

na presença do legado do papa, um dos mais atrevidos

autos de Gil Vicente, precisamente o que tinha por tema

 

o assunto escaldante do tráfico das indulgências. Os teólogos

romanos indignaram-se e fizeram queixa ao papa. Não foi em

vão. O poeta teve um processo e expiou dois anos de castigo.

Ainda voltou à corte em 1536, e é nessa última representação

que nos dá o seu auto-retrato de pensador amordaçado. Mas

nesse ano começou a funcionar a Inquisição, e um silêncio

impenetrável desceu sobre Gil Vicente.

 

 

(José Hernamo Saraiva, História concisa de Portugal )

 

 



publicado por pimentaeouro às 12:42
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Alma minha

Alma minha gentil, que te partiste 
Tão cedo desta vida descontente, 
Repousa lá no Céu eternamente, 
E viva eu cá na terra sempre triste. 

Se lá no assento Etéreo, onde subiste, 
Memória desta vida se consente, 
Não te esqueças daquele amor ardente, 
Que já nos olhos meus tão puro viste. 

E se vires que pode merecer-te 
Algma cousa a dor que me ficou 
Da mágoa, sem remédio, de perder-te, 

Roga a Deus, que teus anos encurtou, 
Que tão cedo de cá me leve a ver-te, 
Quão cedo de meus olhos te levou. 

Luís Vaz de Camões, in "Sonetos" 


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publicado por pimentaeouro às 10:02
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Sexta-feira, 17 de Novembro de 2017
Sebastian Bach

 


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publicado por pimentaeouro às 22:18
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Século das luzes

seculo das luzes.jpg

 O século XVIII é também chamado de Século das luzes. 

A origem de todo esse movimento de nome iluminismo começou na França. Esse termo iluminismo está relacionado com esclarecimento, porque os iluminista, os homens da sociedade do antigo regime viviam nas “trevas da ignorância”. Para eles( os iluministas) o homem é produto do meio em que vive da sociedade e da educação.

 No antigo regime, a educação estava sob o controle da igreja. Isto não era bem visto pelos novos pensadores, os iluministas, pois para eles a igreja ensinava uma filosofia arcaica.  Isto tornava a sociedade ignorante, fanática e submissa. Por isso a educação precisava ser mudada, a razão, ou melhor, a capacidade de pensar por si próprio, deveria ficar a frente na educação.

 Este século, mostrou uma nova maneira de pensar. O objetivo desses filósofos era a busca da felicidade. Eles eram contra a injustiça, intolerância religiosa e a concentração de privilégios nas mãos de poucos( ricos e poderosos).

 Para os iluministas a razão era importante para os estudos dos fenômenos naturais e sociais. De certa forma eles eram  Deístas, ou seja, acreditavam em Deus, mas que este Deus agiria indiretamente nos homens, através das leis naturais. Com isso em mente, a própria pessoa pode descobrir-se dentro da razão.

 Na natureza as pessoas seriam boas, os problemas, as desigualdades sociais foram colocadas e provocadas pelo próprio homem, de acordo com a organização da sociedade. Para concertar essa situação teria de mudar totalmente a sociedade. Para estabelecer a garantia dos direitos naturais da pessoa, como a liberdade e a livre posse de bens.


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publicado por pimentaeouro às 19:51
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Shostakovich

 


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publicado por pimentaeouro às 14:14
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Astor Piazzolla #2

 


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publicado por pimentaeouro às 10:37
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