Conhece-te a ti mesmo... se puderes.
Terça-feira, 17 de Janeiro de 2017
Beethoven

 


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publicado por pimentaeouro às 21:50
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Fim do mundo

Resultado de imagem para neve

 

Amanhã começa o fim do mundo e arredores.


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publicado por pimentaeouro às 12:04
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E o preço ?

Airbus vai pôr táxis voadores no ar ainda em 2017

 Esqueça a Uber e os carros que se conduzem sozinhos. Em Setembro, dissemos-lhe que vinham aí os táxis voadores. E agora a Airbus anunciou que as primeiras unidades vão estar no ar até ao final do ano.

A Airbus criou a Urban Air Mobility em 2016 para desenvolver os táxis voadores autónomos e, um ano depois, vai exibir o seu protótipo funcional, com passageiro a bordo e tudo

O Observador (jornal digital) já tinha avançado que, assim que passou a ser tecnologicamente possível deslocar um automóvel do ponto A ao ponto B sem encalhar em ninguém, cortesia dos mais avançados sistemas de condução autónoma, não faltavam os interessados em realizar a mesma habilidade, mas com aviões e já em 2017. O CEO da Airbus, Tom Enders, vem agora garantir que espera ter a sua versão do táxi voador, em fase de demonstração, até ao final do ano.



publicado por pimentaeouro às 10:54
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Segunda-feira, 16 de Janeiro de 2017
Antevisão


sinto-me:

publicado por pimentaeouro às 22:00
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Redefina

Resultado de imagem para cartoons de ginastica

 

O seu corpo em 20 minutos. Esta maravilha da tecnologia ainda reduz o peso e a celulite. Quem o garante é a Personal 20, para as bandas da Passos Manuel.

Os antigos vendedores da bana da cobra tinham mais decoro e os resultados são os mesmos.



publicado por pimentaeouro às 21:48
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Obseceno

Oito empresários têm tanta riqueza como a metade mais pobre da população





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publicado por pimentaeouro às 20:07
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Génisis 1:26



publicado por pimentaeouro às 19:44
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Domingo, 15 de Janeiro de 2017
Rosa Luxemburgo

 

 

Salvo algumas excepções, o mone de Rosa Luxemburgo não diz nada à geração de hoje. Foi uma lutadora por uma utupia que não se concretizou.

 

Rosa Luxemburgo (nascida Rozalia Luksenburg; [1]em polonês, Róża Luksemburg; Zamość, 5 de março de 1871Berlim, 15 de janeiro de 1919) foi uma filósofa e economista marxista, polaco-alemã. Tornou-se mundialmente conhecida pela militância revolucionária ligada à Social-Democracia da Polônia (SDKP), ao Partido Social-Democrata da Alemanha (SPD) e ao Partido Social-Democrata Independente da Alemanha (USPD). Participou da fundação do grupo de tendência marxista do SPD, que viria a se tornar mais tarde o Partido Comunista da Alemanha (KPD). Seu nome em polaco é Róża Luksemburg e em alemão Rosa Luxemburg.

Em 1915, após o SPD apoiar a participação alemã na Primeira Guerra Mundial, Luxemburgo fundou, ao lado de Karl Liebknecht, a Liga Espartaquista. Em 1° de janeiro de 1919, a Liga transformou-se no KPD. Em novembro de 1918, durante a Revolução Espartaquista, ela fundou o jornal Die Rote Fahne (A Bandeira Vermelha), para dar suporte aos ideais da Liga.

Luxemburgo considerou o levante espartaquista de janeiro de 1919 em Berlim como um grande erro.[2] Entretanto, ela apoiaria a insurreição que Liebknecht iniciou sem seu conhecimento. Quando a revolta foi esmagada pelas Freikorps, milícias patriotas compostas por veteranos da Primeira Guerra que estavam desiludidos com a República de Weimar, mas que rejeitavam igualmente o marxismo e o avanço comunista, Luxemburgo, Liebknecht e alguns de seus seguidores foram capturados e assassinados. Luxemburgo foi fuzilada e seu corpo jogado num curso d'água (oLandwehrkanal), em Berlim.

Em consequência de suas críticas às escolas Marxista-Leninista e correntes mais moderadas da escola social-democrática do socialismo, Luxemburgo tem conceito algo ambíguo por parte de estudiosos e teóricos da esquerda política.[3] Apesar disso, Luxemburgo e Liebknecht são considerados mártires por alguns marxistas. De acordo com o Gabinete Federal para a Proteção da Constituição, a comemoração em memória de Rosa Luxemburgo e Karl Liebknecht continua a desempenhar uma função importante entre a esquerda política alemã.[4]

 

Infância e juventude

Nascida Rozalia Luksenburg numa família judaica de Zamość, perto de Lublin, na Polônia ocupada (então Congresso da Polônia, controlado pelo Império Russo), era a quinta filha de Eliasz Luxemburg, um comerciante de madeira, e de Line Löwenstein[5]. A família migrou para Varsóvia quando ela tinha dois anos de idade,[5] em virtude de problemas financeiros.[6]Aos cinco anos de idade, para tratar uma aparente doença dos ossos do quadril, Rosa teve a perna engessada e ficou acamada por um ano. Como resultado, uma de suas pernas cresceu menos do que a outra, o que a fez mancar pelo resto de sua vida.[7][6]

Em 1880, ela ingressa em um ginásio, onde concluiu os estudos em 1887 e, apesar das excelentes notas obtidas, não recebeu a tradicional medalha de ouro destinada às melhores alunas devido a sua atitude rebelde diante das autoridades escolares.[5] Ainda no ginásio, Luxemburgo entrou para o Partido do Proletariado, que havia sido fundado em 1882 por Ludwik Waryński, antecipando em vinte anos os primeiros partidos socialistas russos. Ela se iniciou na vida política organizando uma greve geral, que resultou na morte de quatro líderes e na dissolução do partido. Apesar disso, Luxemburgo e outros membros do partido que escaparam da prisão continuaram a se encontrar secretamente.

Em 1887, é aprovada no exame Abitur, análogo ao vestibular. Em 1889, aos 18 anos, após fugir para a Suíça, para escapar de uma ordem de prisão expedida contra ela, Luxemburgo começa a estudar na Universidade de Ciências Aplicadas de Zurique, ao lado de outras personalidades socialistas como Anatoli Lunacharsky e o lituano Leo Jogiches, com quem manteve um longo relacionamento amoroso, mas acabaria abandonando devido à infidelidade por parte dele.[7] Luxemburgo continuou a atuar em atividades revolucionárias, enquanto estudava economia política e direito.[8] Obteve doutorado em 1898 com tese intitulada "O desenvolvimento industrial da Polônia".[8][6]

Rosa Luxemburgo se reuniu a vários membros do Partido Operário Social-Democrata Russo (POSDR), como Gueorgui Plekhanov e Pavel Axelrod. Não levou muito para que ela se opusesse ao partido russo na questão da autodeterminação da Polônia, acreditando que a autodeterminação enfraquecia o movimento socialista internacional e fortalecia o comando da burguesia em nações recém-independentes. Assim sendo, ela se afasta tanto do POSDR como do Partido Socialista Polonês (PSP), que defendiam a autodeterminação de minorias nacionais russas.[8]

Foi durante essas articulações para a formação do SDRP, em Zurique, que Luxemburgo conheceu Jogiches, líder do PSP. Ao lado de Jogiches, ela ajudaria a fundar o Partido Social-Democrata do Reino da Polônia[8] (SDRP, mais tarde renomeado Social Democracia do Reino da Polônia e Lituânia).[9] Rosa era a porta-voze teoricista do partido, e Jogiches a promoveu a organizadora do partido. Os dois desenvolveram uma intensa relação pessoal e política pelo resto de suas vidas.[8]

Vida na Alemanha

Rosa Luxemburgo (c. 1915).

Em 1897, Luxemburgo aceitou um casamento de conveniência com Gustav Lübeck, a fim de obter a cidadania alemã. No ano seguinte, mudou-se de Zurique para Berlim, juntando-se ao Partido Social-Democrata da Alemanha. Logo após filiar-se ao partido, começa a atuar na agitação revolucionária. Expressando questões centrais no debate da social democracia alemã da época, ela escreveReforma ou Revolução?, em 1900.[8][9] No livro, uma crítica aorevisionismo da teoria marxista feito por Eduard Bernstein, Luxemburgo explicava que a teoria de Bernstein "tende a nos aconselhar a renunciar à transformação social, a meta final da social-democracia e, inversamente, fazer das reformas sociais, meios da luta de classes, o seu objetivo".

Embora apoiasse o reformismo como meio, o objetivo final de Luxemburgo era a revolução completa. Ela acentuou que reformas ininterruptas do capitalismo traduzir-se-iam no apoio permanente à burguesia, deixando para trás a possibilidade de construção de uma sociedade socialista. Luxemburgo queria que osrevisionistas fossem expulsos do partido. Isso não aconteceu, mas Karl Kautsky manteve a teoria marxista no programa do partido.[8] Com essa polêmica, Rosa Luxemburgo torna-se conhecida e respeitada dentro do Partido Social-Democrata Alemão.[6]

Em 1902, passado o tempo mínimo exigido pela legislação da Alemanha da época para se divorciar sem perder sua cidadania, ela divorciou-se de Lübeck.[5]

Em 1904, ficou presa por quase dois meses, acusada de ser contra os esforços de preparação para a guerra no país.[10] Durante a Revolução Russa de 1905, ela concentrou sua atenção no movimento socialista no Império Russo, defendendo que "a partir desta data, o proletariado russo estourou no cenário político comoclasse pela primeira vez". Defendeu a teoria marxista da revolução, em oposição aos mencheviques e ao Partido Socialista Revolucionário, e em apoio aosbolcheviques.[8] Segundo alguns historiadores, foi a partir desse evento que Luxemburgo desenvolveu sua teoria revolucionária.[9]

Mudou-se então para Varsóvia a fim de ajudar o levante revolucionário russo, sendo presa por três meses e ameaçada com a pena de morte.[8] [6]

Em 1906, começou a defender sua teoria de greve das massas como o instrumento de luta revolucionária mais importante do proletariado. Essa linha de pensamentotornou-se motivo de grande contenda no Partido Social Democrata da Alemanha, ganhando a oposição de August Bebel e Kautsky. Pela agitação apaixonada, Luxemburgo recebeu a alcunha de "Rosa sangrenta".[8]

Em 1907, ela foi novamente presa, dessa vez por dois meses, novamente de se contrapor aos esforços de guerra em um discurso feito durante o Congresso do Partido Social Democrata em Jena dois anos antes. Em outubro do mesmo ano, passou a atuar como professora de economia política e história econômica na escola do Partido Social Democrata, cargo que exerceu até 1914, com algumas interrupções. A partir das aulas, escreveu duas de suas obras mais importantes:Introdução à economia política, publicado em 1925, e A acumulação do Capital, publicado em 1913.[6]</ref> Neste último, defende que o imperialismo anda de mãos dadas com o capitalismo,[8] além combater as posições revisionistas do marxismo.[9] Em 1910, Luxemburgo rompe definitivamente com Kautsky, quando este não apoiou sua campanha a favor da substituição da monarquia pela república.[6]

Em 1914, ela foi julgada e condenada a um ano de prisão pelo Segundo Tribunal Criminal de Frankfurt, por incitamento à desobediência civil, num discurso feito em setembro de 1913. A defesa feita na ocasião - uma condenação da guerra e do imperialismo - foi publicada sob o título de "Militarismo, guerra e classe trabalhadora". Em 4 de agosto do mesmo ano, a bancada social-democrata do Reichstag votou a favor dos créditos de guerra, o que a deixou profundamente abalada. Em dezembro, o deputado Karl Liebknecht votou sozinho contra nova concessão de créditos de guerra.[6] Liebknecht e Luxemburgo fundaram, então, o grupo Internationale, que logo tornar-se-ia a Liga Espartaquista. O grupo defendia que os soldados alemães abandonassem a guerra para iniciar uma revolução no país.[8]</ref>[5]

Em 1915, Luxemburgo passou um ano na prisão por agitação antimilitarista.[6] Na prisão, Luxemburgo escreveu O Folheto Junius, que criou a base teórica para a Liga Espartaquista.[8] [9] Ainda na prisão, ela escreve A Revolução Russa, sobre os eventos daquele ano na Rússia, alertando para o perigo de os bolcheviquesinstalarem uma ditadura totalitária no país.[8] Apesar disso, o livro enaltece a iniciativa revolucionária dos bolcheviques e destaca a importância da Revolução Russa no cenário internacional, criticando, porém, a violência revolucionária.[9] Mais tarde, porém, Luxemburgo se opôs aos esforços da recém-formada União das Repúblicas Socialistas Soviéticas para alcançar paz em todos as frentes de batalha, mediante a assinatura do Tratado de Brest-Litovski com a Alemanha.[8]

Mesmo presa, ela não deixaria de fazer política. O grupo Internationale continuou se articulando dentro do Partido Social-Democrata até ser expulso.[9] Em 1917, o Partido Social-Democrata expulsou não só os espartaquistas como também um grande grupo da oposição interna.[9] Desse grupo, originou-se o Partido Social-Democrata Independente.[9] A Liga Espartaquista, entretanto, manteve-se organizada no PSDI, conservando sua organização e seu programa político.[9] Os espartaquistas deixaram o PSDI quando este decidiu participar do governo.[9]

Em 8 de novembro de 1918, o governo alemão, relutantemente, libertou Luxemburgo da prisão.[8][9][6] Logo, ela daria continuidade à agitação revolucionária, dirigindo o jornal Die Rote Fahne (A Bandeira Vermelha) e fundando, com Liebknecht, no dia 31 do mês seguinte, o Partido Comunista da Alemanha.[8][6] Enquanto isso, conflitos armados a favor dos espartaquistas sacudiam as ruas de Berlim.[8] No dia 9 de janeiro de 1919, Berlim encontrava-se em estado de sítio. Luxemburgo e Liebknecht, perseguidos, sabiam que já não havia mais para onde fugir.

Morte

Em 15 de janeiro de 1919, Rosa Luxemburgo, Karl Liebknecht e Wilhelm Pieck, líderes do Partido Comunista da Alemanha, são presos e levados para interrogatório no Hotel Eden, em Berlim. [8] Embora os detalhes das mortes de Luxemburgo e Liebknecht sejam desconhecidos, a versão mais aceita é a de que tenham sido retirados do hotel por grupo paramilitares Os Freikorps. Luxemburgo e Liebknecht foram escoltados para fora do prédio, sendo espancados até ficarem inconscientes.[8] Pieck conseguiu fugir, enquanto Luxemburgo e Liebknecht foram levados - cada um em um jipe militar.[8] O primeiro jipe, com Rosa Luxemburgo, virou antes da ponte denominada Corneliusbrücke, em uma pequena rua paralela ao curso d'água conhecido Landwehrkanal. Ela foi baleada e jogada, agonizante, nas águas geladas de janeiro do Landwerkanal. Seu companheiro de luta, Karl, seguiu no outro jipe, que cruzou a Corneliusbrücke e entrou em uma das ruas desertas do parque Tiergarten. Ele, então, foi obrigado a caminhar e, a seguir, baleado pelas costas. Morto, foi entregue como indigente em um posto policial. Dois meses mais tarde, Jogiches foi morto pelo mesmo grupo.[7] O corpo de Rosa Luxemburgo só foi encontrado no final de junho.[6] Seus assassinos jamais foram condenados.[6] Somente em 1999, uma investigação do governo alemão concluiu que os paramilitares haviam recebido ordens e dinheiro dos governantes social-democratas para matar Luxemburgo e Liebknecht.

Os corpos de Rosa Luxemburgo e Karl Liebknecht foram enterrados no Cemitério Central de Freidrichsfelde, em Berlim.[11] Todos os anos, socialistas e comunistasse reúnem no local, na segunda segunda-feira de janeiro, para homenageá-los.

Ideias

Luxemburgo defendeu o materialismo dialético de Marx e a concepção de história. O que o revisionismo tem a dizer sobre o desenvolvimento objetivo do capitalismo? Karl Kautsky, o socialista ético, rejeitou os argumentos neokantianos em favor do darwinismo social. O proletariado teve que ser reorganizado em 1893, e antes em 1910-1911, o que era uma pré-condição para poderem agir. Formaram a estrutura substantiva de argumentos com Rosa Luxemburgo em 1911, quando afastaram-se seriamente. Mas para Kautsky, o que Luxemburgo entendia ser apropriado para os radicais, Lênin e Parvus na Rússia, não era necessariamente tão verdadeiro na Alemanha. Kautsky era mais velho do que ela, mais cauteloso, considerando greves em massa como aventureirismo. Mas a mudança qualitativa radical para a classe trabalhadora conduziria Luxemburgo em uma época de revolução, que ela pensou que tinha chegado. Estava determinada a levar o capitalismo a seus limites para desenvolver a consciência de classe.[12] A fim de obter organização e essa consciência, os trabalhadores tinham que ir à greve para testar a resistência à exploração; isso não seria exequível através de adesão cega à organização de um partido.[13]

Uma característica peculiar do pensamento de Rosa é o seu posicionamento em relação ao cristianismo. Rosa escreveu um opúsculo denominado "O Socialismo e as Igrejas" (1905), onde, embora fosse ateia, atacou menos a religião enquanto tal e mais a política reacionária da Igreja. Nessa obra afirmou que os socialistas eram mais fiéis aos preceitos originais do cristianismo do que o clero conservador da época, pois os socialistas lutavam por uma ordem social de igualdade, liberdade e fraternidade, e, portanto, os padres deveriam acolher favoravelmente o socialismo, se quisessem honestamente aplicar o preceito cristão de "amar o próximo, como a si mesmo".

Além disso, denunciava o clero que apoiava os ricos, que exploram e oprimem os pobres, afirmando que ele estaria em contradição explícita com os ensinamentos cristãos, tal clero não serviria a Cristo, mas ao dinheiro. Segundo Rosa, os primeiros cristãos seriam comunistas apaixonados e denunciavam a injustiça social. Entretanto, essa causa seria, em sua época, do movimento socialista que traria aos pobres o Evangelho da fraternidade e da igualdade, chamando o povo para estabelecer na terra o Reino da liberdade e do amor pelo próximo. Em vez de se envolver em uma batalha filosófica, em nome do materialismo, Rosa procurava salvar a dimensão social da tradição cristã para a transmitir ao movimento operário[14].

A crítica à Revolução de Outubro

Em um artigo publicado pouco antes da Revolução de Outubro, Luxemburgo caracterizou a Revolução de Fevereiro de 1917 na Rússia como uma "revolução do proletariado" e disse que a "burguesia liberal" foi arrastada para o movimento pela exibição de "poder proletário". A tarefa do proletariado russo, disse ela, era agora acabar com a guerra mundial "imperialista", além de lutar contra a "burguesia imperialista". A guerra mundial tornou a Rússia madura para uma revolução socialista. Portanto, "o proletariado alemão é também ... exposto a uma questão de honra, e uma questão muito fatídica." [15]

Em várias obras, incluindo um ensaio escrito na prisão e publicado postumamente por seu último companheiro, Paul Levi (publicação que precipitou sua expulsão da Terceira Internacional) intitulado "A Revolução Russa",[16] Luxemburgo criticou duramente algumas políticas bolcheviques, como a supressão da Assembléia Constituinte em janeiro de 1918, o seu apoio para a partição das antigas propriedades feudais às comunas camponesas, e sua política de apoio ao pretenso direito de todos os povos nacionais a "auto-determinação". De acordo com Luxemburgo, os erros estratégicos dos bolcheviques criaram perigos tremendos para a Revolução, como a sua burocratização.

Sua crítica afiada à Revolução de Outubro e aos bolcheviques foi diminuindo na medida em que comparou os erros da revolução e dos bolcheviques com o "fracasso completo do proletariado internacional".[17]

Teóricos bolcheviques como Lenin e Trotsky responderam a esta crítica argumentando que as noções de Luxemburgo foram as dos marxistas clássicos, mas isso não se encaixava na Rússia de 1917. Eles afirmaram que as lições da experiência real, como o confronto com os partidos burgueses, os tinha forçado a rever a estratégia marxista. Como parte deste argumento, assinalaram que, depois que a própria Luxemburgo saiu da prisão, também foi forçada a confrontar a Assembleia Nacional na Alemanha - um passo que eles compararam com seu próprio conflito com a Assembleia Constituinte.

"Nesta erupção da divisão social no próprio colo da sociedade burguesa, neste aprofundamento e intensificação internacional dos antagonismos de classe reside o mérito histórico do bolchevismo, e com esta façanha - como sempre em grandes ligações históricas - os erros particulares e os erros dos bolcheviques desapareceram sem deixar rasto.[18]

Depois da Revolução de Outubro, passa a ser uma "responsabilidade histórica" dos trabalhadores alemães realizar uma revolução por si mesmos, e, assim, acabar com a guerra.[19] Quando uma revolução estourou também na Alemanha em novembro de 1918, Luxemburgo imediatamente começaram a agitar por uma revolução social:

"A abolição da dominação do capital, a realização de uma ordem social socialista - isso, e nada menos, é o tema histórico da revolução atual. É uma tarefa descomunal, e uma que não será cumprida no piscar de um olho apenas pela emissão de alguns decretos vindos de cima. Somente pela ação consciente das massas trabalhadoras na cidade e no país que pode ser trazida à vida, somente através da mais alta maturidade intelectual das pessoas e do idealismo inesgotável ela pode ser trazida com segurança através de todas as tempestades e encontrar o seu caminho ao porto."[20]

 

 


publicado por pimentaeouro às 18:43
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O Passado não volta mais

 

 

Não sei se algum computador é capaz de simular as jogadas de uma partida de dados, jogada manualmente, mas penso que na vida de cada um de nós muito do que nos acontece, das decisões que tomamos, do rumo que a nossa vida segue é, em grande parte fruto do acaso, como num jogo de dados.

Naquela noite, recuada no tempo (final da década de 50 do século passado), a pergunta que ela me fez e a resposta que eu dei, alterou o rumo da minha vida e da vida dela também.

Era um namoro típico da época, pedido prévio ao pai, regras definidas para namorar e para passear, devidamente acompanhados. Pelos padrões de hoje, era um namoro platónico, ou pouco mais.

A maior intimidade que tivemos não passou de beijos trocados com alguma dose de ingenuidade.

Recém-chegado a Torres Novas, já não me lembro como, fui aceite num pequeno grupo de jovens da minha idade (pouco mais de vinte anos e apenas dois ou três mais velhos). Profissões pouco variadas, empregados de serviços, três ou quatro operários, um pequeno comerciante e pouco mais.

Principalmente, à noite, tínhamos uma animada e descontraída conversa à, mesa de café ,onde conversávamos de tudo um pouco e, praticamente nenhuma política. Com uma excepção, que ninguém sabia, o mais velho do grupo era comunista e mais tarde ingressou na clandestinidade.   

Torres Novas era uma pequena cidade de província, parada no tempo salazarista, regida por valores conservadores. A mulher era doméstica, vivia em casa para tratar do marido e dos filhos, poucas de atreviam a frequentar um café, sempre acompanhadas, havia missa aos domingos, tabernas para convívio dos homens, a televisão, a preto e branco, dava os primeiros passos, as prostitutas estavam confinadas em «casas de meninas ou de má fama», os dias sucediam-se monótonos e iguais.

O automóvel era uma excepção, o comércio era feito em pequenas lojas e no mercado municipal, a roupa passava do irmão mais velho para o mais novo, nas camisas aplicava-se um colarinho novo, a moda era coisa remota e os salários eram baixos. Conseguir uma poupança, pequena que fosse (um pé de meia) era uma aspiração das famílias e para as filhas casadoiras era necessário o enxoval.

A mulher casava aos dezoito anos, às vezes menos, e aos vinte e cinco se não conseguisse casar, começava a adquirir o estatuto de «tia«. Casamento, sempre pela igreja ( o Registo Civil era mera formalidade burocrática sem qualquer valor simbólico), o vestido branco e a virgindade da mulher eram fundamentais, o homem tinha que assegurar o sustento da família.

O adultério praticado pelo homem era discretamente tolerado, quando praticado pela mulher era pecado e crime.

Todos cumprimentavam respeitosamente os notáveis da terra e cada um «habitava» no seu gueto social. Uma sociedade fechada e contraditória, as relações de vizinhança e a  solidariedade coabitavam com a intolerância e a opressão, o crédito bancário para consumo não existia mas a palavra dada era um compromisso que se cumpria.

 


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publicado por pimentaeouro às 12:15
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Sábado, 14 de Janeiro de 2017
O Destino

A Golden Thread.jpg

 

A mitologia grega tem uma deusa, Moira, que traça o destino dos humanos, e existe abundante literatura e poesia sobre o destino. Na cultura Ocidental o destino, comandado por Deus ou por outra entidade, esta muito arreigada na crença das populações.

A ideia de destino é muito sedutora (o acaso e o imprevisível assustam) e não é por acaso que existe há milhares de anos. Ninguém escreveu o rumo das nossas vidas, nós e o acaso é que construímos a nossa história de vida, entre opções, encruzilhadas, rumos que decidimos  seguir. 

A liberdade, um bem precioso exclui o destino, não somos autómatos de uma força que nos comandaria.

Sei que esta opinião é polémica e não falta que acredite no destino 

O problema está no facto, também histórico, de a ideia do destino  puder ser facilmente manipulada por que manda. Isto é que é muito perigoso.



publicado por pimentaeouro às 21:43
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Sexta-feira, 13 de Janeiro de 2017
FlorBela Espanca

Os Versos que Te Fiz

Deixa dizer-te os lindos versos raros
Que a minha boca tem pra te dizer!
São talhados em mármore de Paros
Cinzelados por mim pra te oferecer.

Têm dolências de veludos caros,
São como sedas brancas a arder...
Deixa dizer-te os lindos versos raros
Que foram feitos pra te endoidecer!

Mas, meu Amor, eu não tos digo ainda...
Que a boca da mulher é sempre linda
Se dentro guarda um verso que não diz!

Amo-te tanto! E nunca te beijei...
E, nesse beijo, Amor, que eu te não dei
Guardo os versos mais lindos que te fiz!

Florbela Espanca, in "Livro de Sóror Saudade"


publicado por pimentaeouro às 21:54
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A carta que não recebes-te

Sebastião,

A tua avó sofre há 9 anos de uma doença rara, incurável e sem tratamento especifico ( a industria farmacêutica só investe nos medicamentos de grande consumo) que lhe afecta os pequenos nervos das pernas.

Há mais de quatro anos que sofre de dor crónica, dói todos os dias, apenas nuns dias dói mais e noutros dói menos e tem a mobilidade muito limitada, apenas consegue andar cerca de 200 metros e tem que se sentar. Apesar deste sofrimento consegue ter boa disposição e conversando com ela ninguém percebe o seu sofrimento

Como é natural encontra-se muito fragilizada e muito magra.

Porque tem grande auto estima não está acamada; é uma heroína anónima. A minha vida anda toda em torno dela para tentar minorar o seu sofrimento mas não posso alhear-me deste drama nem tenho ninguém com que partilha-lo: assistir diariamente ao seu sofrimento é uma cruz que carrego.

Provavelmente ficarás chocado com este drama. Não resolvi dar-te conhecimento do que se passa de animo leve, exitei muito em faze-lo mas acho que deves ter consciência da situação da tua avó.

Se puderes devesenquando telefonar-lhe ou tomar um café com ela isso vazia-lhe bem e merece.


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publicado por pimentaeouro às 12:09
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Quinta-feira, 12 de Janeiro de 2017
Velhice

 

A velhice também é a idade do balanço, do acerto de contas com a vida e com o nosso passado. Tanto erro, tanta insensatez, tanta inutilidade. Os que se gabam de voltar a fazer tudo de novo sem nada emendar, são petulantes ou mentem tentando iludir-se.

Por mim, gostava de saber se acrescentei alguma parcela de felicidade às pessoas – poucas - que amei e que me amaram e se, colectivamente, vou deixar algo mais do que recebi: tenho a veleidade de pensar que sim, mesmo sabendo que ninguém é bom juiz em causa própria.

Ainda tenho uma coisa por realizar. Uma peregrinação, apenas dois ou três dias, a Torres Novas (sem bordão nem merenda), a terra onde vivi cerca de seis anos da minha mocidade, onde tive bons amigos e amores infelizes que deixaram uma marca de tristeza na minha vida .

Quero percorrer sozinho as velhas ruas, principalmente à noite, do casco velho da cidade (o que ainda restar delas), rever casas, as pessoas já lá não estão certamente,  ir até ao jardim que ladeava o Almonda, (ainda existirão chorões debruçados sobre o rio?) límpido então mas hoje poluído ,  subir até ao Castelo e contemplar a cidade e, com sorte, ainda encontrar vivo um ou outro  amigo daqueles  anos distantes. Antes de partir, quero reavivar essa parcela da minha vida, capricho de velho.


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publicado por pimentaeouro às 20:19
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Quarta-feira, 11 de Janeiro de 2017
Vem aí mais frio

 Resultado de imagem para polo norte

 

Os meus neurónios ficam congelados.


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publicado por pimentaeouro às 22:52
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Terça-feira, 10 de Janeiro de 2017
Contas à vida

Todos os casais a partir dos 60 anos começam a deitar contas à vida, ou seja contas à morte, quem irá morrer primeiro, talvez seja uma contabilidade macabra a que ninguém escapa.

Todos desejam ser o primeiro a morrer, uma forma de egoísmo?. As excepções à regra existem quando um dos cônjuges deve sobreviver para dar apoio ao outro em caso de doenças graves. Não são leis da natureza que ditam estes comportamentos, são leis da convivência social.

Já fiz a minha contabilidade mas não é para a tornar publica. 


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publicado por pimentaeouro às 19:20
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Fui aumentado

Resultado de imagem para geringonça 

 

Se pensa que dois mais dois são quatro está enganado, dois mais dois podem ser tres. Não é a teoria da relatividade são contas à moda da geringonça. Este mês recebi menos 40,00 € na pensão. Porquê? Porque o governo decidiu pagar este ano o subsidio de Natal aos pensionistas e reformados. Todos os meses receberei um onze avos do subsidio de Natal  e em Dezembro, se até lá não morrer, receberei metade daquele subsidio. Contas feitas, receberei menos 440,00 € de pensão. 

Não percebeu nada? Eu também não.


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publicado por pimentaeouro às 17:31
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Domingo, 8 de Janeiro de 2017
Vergonha nacional

Lembrando o seu passado de antifascista, o PCP regista as profundas e conhecidas divergências que marcaram as relações do PCP com o dr. Mário soares, designadamente pelo seu papel destacado no combate ao rumo emancipador da Revolução de Abril e às suas conquistas, incluindo a soberania nacional.

 

P.S.

O principal adversário do PCP não é a direita mas o Partido Socialista.

É um caso estudo de patologia ideológica.


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publicado por pimentaeouro às 21:47
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Faleceu Mário Soares #2

Mário Soares pertenceu a uma elite de políticos nacionais (Diogo Freitas do Amaral, Sá Carneiro, Álvaro Cunhal) e europeus (Mitterrand, Willy Brant, Helmut Schmidt) que tinham carisma e forte personalidade. Mário Soares tinha visão à frente da sua época e nunca teve medo de arriscar quando estava em minoria.

Esta geração de políticos construiu a U.E. e geriu a Guerra Fria. Os políticos de hoje, Jerónimo de Sousa, Passos Coelho, António Costa são medíocres e os da U.E. fizeram o alargamento a Leste, um tiro no pé, a U.E. com 27 Estados membros é ingovernável.

Não sabemos, ninguém sabe se voltará a existir uma geração de políticos como os dos anos 60 a 80.



publicado por pimentaeouro às 18:57
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Sábado, 7 de Janeiro de 2017
Faleceu Mário Soares

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Os principais jornais mundiais estão a noticiar a morte de Mário Soares, sendo em Espanha o desaparecimento do ex-Presidente da República é mesma um das notícias do dia.

O correspondente em Lisboa do El País escreve que “é impossível compreender os últimos 50 anos de Portugal sem Mário Soares”, recordando o seu papel na luta contra a ditadura do Estado Novo mas também o combate à “deriva comunista da revolução dos cravos”. A notícia da morte de Soares é a manchete do site do El País.

Já o “El Mundo” publica uma notícia e um obituário de fundo com o título “Mário Soares: pai da democracia portuguesa”, em que recorda a vida de Soares. “A vida de Mário Soares e a história da democracia portuguesa andaram sempre de mãos dadas”, é a primeira frase do texto do obituário publicado por Virgina Lopez, corresponde em Lisboa.

 

P.S.

Devemos-lhe muito.


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publicado por pimentaeouro às 19:58
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Florbela Espanca
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Em Portugal, ainda hoje, a poesia é ofício de homens em contraste com a maior sensibilidade feminina.
 
Poetisa portuguesa, natural de Vila Viçosa (Alentejo). Nasceu filha ilegítima de João Maria Espanca e de Antónia da Conceição Lobo, criada de servir (como se dizia na época), que morreu com apenas 36 anos, «de uma doença que ninguém entendeu», mas que veio designada na certidão de óbito como nevrose.
Registada como filha de pai incógnito, foi todavia educada pelo pai e pela madrasta, Mariana Espanca, em Vila Viçosa, tal como seu irmão de sangue, Apeles Espanca, nascido em 1897 e registado da mesma maneira. Note-se como curiosidade que o pai, que sempre a acompanhou, só 19 anos após a morte da poetisa, por altura da inauguração do seu busto, em Évora, e por insistência de um grupo de florbelianos, a perfilhou.
Estudou no liceu de Évora, mas só depois do seu casamento (1913) com Alberto Moutinho concluiu, em 1917, a secção de Letras do Curso dos Liceus. Em Outubro desse mesmo ano matriculou-se na Faculdade de Direito da Universidade de Lisboa, que passou a frequentar. Na capital, contactou com outros poetas da época e com o grupo de mulheres escritoras que então procurava impor-se.
Colaborou em jornais e revistas, entre os quais o Portugal Feminino. Em 1919, quando frequentava o terceiro ano de Direito, publicou a sua primeira obra poética, Livro de Mágoas. Em 1921, divorciou-se de Alberto Moutinho, de quem vivia separada havia alguns anos, e voltou a casar, no Porto, com o oficial de artilharia António Guimarães. Nesse ano também o seu pai se divorciou, para casar, no ano seguinte, com Henriqueta Almeida. Em 1923, publicou o Livro de Sóror Saudade.
Em 1925, Florbela casou-se, pela terceira vez, com o médico Mário Laje, em Matosinhos. Os casamentos falhados, assim como as desilusões amorosas, em geral, e a morte do irmão, Apeles Espanca (a quem Florbela estava ligada por fortes laços afectivos), num acidente com o avião que tripulava sobre o rio Tejo, em 1927, marcaram profundamente a sua vida e obra. Em Dezembro de 1930, agravados os problemas de saúde, sobretudo de ordem psicológica, Florbela morreu em Matosinhos, tendo sido apresentada como causa da morte, oficialmente, um «edema pulmonar». Postumamente foram publicadas as obras Charneca em Flor (1930), Cartas de Florbela Espanca, por Guido Battelli (1930), Juvenília (1930), As Marcas do Destino (1931, contos), Cartas de Florbela Espanca, por Azinhal Botelho e José Emídio Amaro (1949) e Diário do Último Ano Seguido De Um Poema Sem Título, com prefácio de Natália Correia (1981).
O livro de contos Dominó Preto ou Dominó Negro, várias vezes anunciado (1931, 1967), seria publicado em 1982. A poesia de Florbela caracteriza-se pela recorrência dos temas do sofrimento, da solidão, do desencanto, aliados a uma imensa ternura e a um desejo de felicidade e plenitude que só poderão ser alcançados no absoluto, no infinito. A veemência passional da sua linguagem, marcadamente pessoal, centrada nas suas próprias frustrações e anseios, é de um sensualismo muitas vezes erótico.
Simultaneamente, a paisagem da charneca alentejana está presente em muitas das suas imagens e poemas, transbordando a convulsão interior da poetisa para a natureza. Florbela Espanca não se ligou claramente a qualquer movimento literário. Está mais perto do neo-romantismo e de certos poetas de fim-de-século, portugueses e estrangeiros, que da revolução dos modernistas, a que foi alheia.
Pelo carácter confessional, sentimental, da sua poesia, segue a linha de António Nobre, facto reconhecido pela poetisa. Por outro lado, a técnica do soneto, que a celebrizou, é, sobretudo, influência de Antero de Quental e, mais longinquamente, de Camões. Poetisa de excessos, cultivou exacerbadamente a paixão, com voz marcadamente feminina (em que alguns críticos encontram dom-joanismo no feminino). A sua poesia, mesmo pecando por vezes por algum convencionalismo, tem suscitado interesse contínuo de leitores e investigadores. É tida como a grande figura feminina das primeiras décadas da literatura portuguesa do século XX.


 



publicado por pimentaeouro às 19:30
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É sim. Há vários grandes desafios, há problemas en...
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A grande maioria das vezes dá-me vontade de chorar...
E eles a dar-lhe.....
Partilho da ideia. Essa geração de políticos, que ...
É mesmo soma e segue!!!!
O mundo é feito de contradições.
Ver agora esta notícia depois de há pouco ter lido...
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