Conhece-te a ti mesmo... se puderes.
Terça-feira, 23 de Agosto de 2016
Ajude a Liga dos Bombeiros

 

Ligue para o 760 200 800, custa só 0,60 centimos mais IVA.


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Domingo, 21 de Agosto de 2016
Coisas de verão #8

VENENNEO.jpg


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Coisas de verão #8

 

 

No principio dos anos 50 do século passado Troia era um deserto, ninguém ia tomar banho para lá. A praia muito pouco frequentada era a Caldeira na foz do rio Sado.

Num dia remoto foi com um amigo à Caldeira e lá almoçamos uma caldeirada feitas por pescadores com peixe pescado nessa madrugada. Adolescente, não sabia que estava a comer um manjar de Deuses: este encantamento nunca mais se repetiu.

Nos anos 70 começaram a ser construidos apartamentos ( as bandas ), duas torres e um hotel, Troia nasceu para o turismo e era a praia preferida dos setubalenses.

Nessa época era possível ir de barco ou de ferry, almoçar ou tomar café num bom restaurante, tomar banhos de mar, ir ao snack ou ir para a bela piscina na praia da Galé. O empreendimento teve a participação de pequenos investidores que viam o seu capital remunerado.

Veio o 25 de Abril e na balburdia do PREC Troia foi entregue a uma comissão de trabalhadores que cavou a sua ruína: era penoso ir a Troia e ver tanta incompetência.

Não me lembro em que data o Belmiro de Azevedo resolveu investir no património imobiliário construido em Troia. Como é óbvio, não o fez por filantropia. Os apartamentos e as torres foram restaurados, pode ir-se de barco para a praia mas os ferrys foram desviados para um caís construido quase a meio caminho da Comporta e um bilhete de ida e volta de carro para duas pessoas custa 39 euros. Existe um restaurante na praia mas o serviço é caro e instalações sanitários só mesmo as deste restaurante.

É uma Troia diferente da que eu conheci, mudou  várias coisas para melhor, outras não.


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Sexta-feira, 19 de Agosto de 2016
Portugal dos pequeninos

Entramos na Grande Guerra a mando dos «bifes» , o que eles agradeceram roubando-nos a África. E agora que não há mais que roubar, ajoelhámo-nos a pedir a Nossa Senhora de Fátima e ao «Esteves» (Salazar) que no tragam a salvação.

Mas uma coisa te digo: esta nossa desgraçada pátria não tem compostura nem remédio. Elites que pensem, governem a sério, façam justiça, ponham ordem nas instituições e nas finanças? Nunca tivemos, nunca vamos ter. Ao longo de séculos habituámo-nos à podridão e ao desleixo, ao cada um por si. Mentimos por natureza, roubamos quanto podemos, o ódio e a inveja correm-nos no sangue, o que mais nos diverte é maldizer. Resumindo: uma nação de pelintras e comadres.

 

Os novos Maias, José Rentes de Carvalho

 


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Sábado, 13 de Agosto de 2016
Pirómanos globais

Dentro de 4.000 milhões de anos quando o Sol implodir e se tornar numa gigante vermelha a Terra será engolida por um braseiro cósmico, mas o homem não quer esperar tanto tempo.

Procura-se petróleo nos quatro cantos do mundo, fazem-se pesquisas no mar a 4.000 metros de profundidade, os EUA, a Rússia e outros países ocidentais já iniciaram a corrida à apropriação de territórios no Arctico; aguarda-se ansiosamente o degelo completa do Polo Norte para iniciar-se a pesquisa de petróleo a gás natural, Ninguém quer perder uma gota de petróleo para o vizinho.

E sede de petróleo e o correspondente aumento da emissão de dióxido de carbono desencadeará alterações climáticas devastadoras; calor excessivo, incêndios incontroláveis, chuvas torrenciais, etc.

É o Apocalipse sem remissão pela não do homem.

 


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Coisas de verão #8

 


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Quinta-feira, 11 de Agosto de 2016
Sicília, meados do século XIX

Diante daqueles desgraçados que olhavam para ela com os seus olhos demasiado grandes e demasiado pretos, Giuseppina sentira-se pouco à vontade; Francesco então explicara-lhe que aqueles eram os carusi, ajudantes e escravos dos pirriaturi (mineiros de enxofre), a quem tinham sido vendidos antes de completarem os dez anos. Subiam e desciam as escadas da minha, carregados como burros, até quando, lá fora, anoitecia; e depois ainda durante a noite, tinham que partilhar a enxerga com os seus donos, por mais que possa parecer repugnante. De dia serviam-lhes de servos, de noite de mulheres…

 

Sebastiano Vassalli, do livro o Cisne

 


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Camilo Castelo Branco

 

Mestre Camilo, leituras de férias


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Quarta-feira, 10 de Agosto de 2016
Clima

 

Avariamos o relógio, já não tem volta. Provavelmente morreremos num deserto escaldante.


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Portugal arde, arde!

 

Um estudo da U.E. referente aos aos de 2.000 a 2.013, abrangendo 5 países, França, Espanha, Itália, Grécia e Portugal, revela que 53,4% de todos os fogos ocorridos aconteceram em Portugal e os restantes 46,6% ocorreram naqueles 4 países: Portugal campeão europeu de fogos em mais de uma década. Algo vai mal no reino da Dinamarca.

98% dos fogos são causados pelo homem e 75% são de origem criminosa! O Diagnóstico está feito e refeito: cerca de 90 % da floresta pertence a particulares, dispersa por cerca de 500.000 proprietários e os restantes 10% são propriedade do Estado.

Esta estrutura da propriedade inviabiliza qualquer veleidade de planeamento e de organizar a prevenção: é fatal como o destino, Portugal vai continuar a arder, a perder riqueza.

 

!


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Segunda-feira, 8 de Agosto de 2016
Coisas de verão #7

 

Mestre Monet



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Sábado, 6 de Agosto de 2016
Tango da velha guarda ?

 


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Domingo, 31 de Julho de 2016
Morrer de amor ?

Conheci o C.R.  em Torres Novas em meados dos anos 50 do século passado. Ambos frequentávamos uma «tertúlia» de jovens mas ele era mais velho cerca de cinco anos, já tinha virado a etapa da mocidade.

Quando no final daquela década passou para a clandestinidade comunista, para mim foi uma surpresa completa. Não sabia que Salazar era um ditador, que existia o Partido Comunista e que os seus funcionários viviam clandestinamente; tudo coisas que aprendi mais tarde.

Reencontramo-nos em Lisboa no início dos anos 70, casado com uma mulher que também tinha vivido na clandestinidade.  Convivi com a casal até que ele se reformou e regressou a Torres Novas.

Nos anos do PREC, a imprensa da época vaticinava que ascenderia a ministro do Trabalho pela mão do PCP.

Tinha uma vida pessoal e familiar austera, quase espartana, e apregoava a superioridade moral dos comunistas, gene que circulava exclusivamente no sangue dos militantes do PCP. Talvez aspirasse a delfim de Álvaro Cunhal e não chegou a ministro porque no assalto aos ficheiros da PIDE o MRPP encontrou a sua ficha onde constava que na prisão tinha denunciado camaradas do seu partido, ficha que o MRPP fez publicar na imprensa.

Foi uma espécie de bomba atómica política que deixou em estado de choque os membros da comissão executiva do PCP, a sua mulher e centenas de camaradas seus.

No dia em que foi noticiada a bomba telefonou-me a perguntar se podia ir dormir a minha casa e no final do dia voltou a telefonar-me a dizer que já não precisava. Logicamente, deduzi que a mulher tinha perdoado a traição.

Pode morrer-se de amor como nos romances do romantismo do século XIX?

C. R. faleceu há dois anos e a viúva renunciou a viver, definha lentamente de desgosto. De todos os milhares de seres vivos que existem no planeta, o cérebro humano é o orgão mais complexo que existe: e meu e o de quem le este post.

 

 


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Para uma amiga
 

 

 

 Todos os mamíferos quando nascem precisam de um período de aprendizagem de duração variável. Os humanos são um caso à parte: como durante milhões de anos o cérebro foi aumentado, a natureza teve de inventar um expediente para que mãe e bebé não morressem no parto: nascem prematuros e a sua aprendizagem é a mais longa, se não forem ensinados e alimentados morrem.

Os humanos criaram uma segunda natureza cultural que se sobrepôs à primeira e necessitam de ser socializados. Somos gregários e não sobrevivemos fora de qualquer sociedade que tenhamos construído ao longo de milénios.

O «bom selvagem» não existe e ninguém nasce puro ou impuro, a vida é que tece esses percursos: a natureza é neutra, a sociedade é que cria sentidos para a vida, bons e maus.

Também não estou nada satisfeito com a educação que recebi (no tempo de Salazar) e com o pouco ensino que me deram. Lentamente fui abrindo os olhos para os sentidos da vida e o acaso desempenhou o papel principal.

A minha vida foi atípica, aconteceram-me coisa fora do tempo e sem jeito: estava mal preparado – equipado – para muitas coisas. Não pude escolher, mas se pudesse gostaria de ter nascido noutra época, algures no século XVII: a vida era mais calma.

 


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Trinta anos de retrocesso

 

Começam-se a perceber os contornos do golpe militar na Turquia, país que já teve vários.

O contra golpe de Ergodan representa um retrocesso na incipiente democracia turca. Só se encontra algo parecido nas ditaduras militares da América Latina nos anos 70 e 80.

A tradição de violência naquele país é de muito mau augúrio. Depois disto adeus à adesão a U.E. (logicamente a Turquia devia ser expulsa na Nato, onde supostamente só podem estar regimes democráticos.



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Sábado, 30 de Julho de 2016
Dinheiro e...

Sentado numa pequena esplanada a principal atracção são os automóveis que tem de para no semáforo da esquina. Coisas de província.

Pára um BMW topo de gama. Dentro está um casal dos seus trinta anos. O rádio toca música pimba. Não se pode ter tudo...



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Coisas de verão #6

 



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Sexta-feira, 29 de Julho de 2016
Coisas de verão #5

 

Uma leitura refrescanta para a praia.


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Segunda-feira, 25 de Julho de 2016
Coisas de verão #4

 


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Domingo, 24 de Julho de 2016
Coisas de verão #3

 

Do blogue Na Idade Média é que era bom



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