Conhece-te a ti mesmo... se puderes.
Quinta-feira, 18 de Janeiro de 2018
Desejo de uma vida

FERNANDA.jpeg

 Os desejos podem concretizar-se através de sonhos? Isso não será uma ilusão?

Hoje, somos dois velhos que pouco tem em comum, dois desconhecidos sem nada para dizer um ao outro. As nossas vidas cruzaram-se há cerca de 50 anos, num amor breve. Porque nos separamos definitivamente, ainda hoje é um enigma para mim. Perdi o que mais necessitava, o teu amor, e cometi um dos maiores erros da minha vida.

Não necessitava só de amor, de uma família de filhos, tudo a que poderia aspirar.

Perdi, também, o remédio para a da minha intranquilidade que a tua ternura e serenidade podiam dar-me. O sonho de muitos anos concretizou-se ontem à noite sem que possa imaginar porque me aconteceu.

O sonho era uma mistura de passado e presente, de realidade e irrealidade. Conversei com o teu pai, já falecido, e perguntei-lhe se ainda se lembrava de mim. Depois disse-lhe que tinha sido teu namorado.

O real e o sonho confundem-se: falo com um dos teus dois filhos (no sonha eram cinco), jovem e muito louro. Pergunto-lhe também se já tinha ouvido falar de mim.

Em tua casa todos sabem que regressei a Torres Novas. Vozes que não identifico dizem-me que te pressionaram para o namoro acabar.

Entro no teu quarto. Estavas bela, como na juventude, com o teu sorriso meigo e tranquilo. Dirijo-me  para ti: choro e digo meu Deus, Fernanda, como foi possível encontrar-te?

O meu grande desejo de velho concretizou-se num sonho. À memória do meu amor acrescento o sonho de um encontro que não se realizará.

Senti a felicidade como poucas vezes aconteceu na minha vida.

 


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publicado por pimentaeouro às 21:58
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Combater a solidão

A secretária para a sociedade civil e desportiva é agora a nova “ministra da solidão”. Oito milhões de britânicos dizem sentir-se sempre a sós.

A solidão mata e o governo britânico quer combatê-la. Não se conhece ao certo os caminhos dessa morte, mas há material de estudo que baste para sugeri-la com alta probabilidade. Por exemplo, um estudo de há sete anos avalizado pela Universidade de Cambridge, e que cruza os dados de mais de uma centena de investigações que analisam o tema da mortalidade em relação à vida social do indivíduo, argumenta que pessoas solitárias são 50% mais propensas a terem uma morte precoce do que outras. Outro grande estudo, este cruzando os dados de mais de três milhões de pessoas, sugere que o impacto da solidão na saúde é semelhante ao da obesidade.

O governo britânico anunciou esta semana que a subsecretária de Estado para o desporto e a sociedade civil vai passar a desempenhar também as funções de responsável pelo combate à solidão. Tracey Crouch é subsecretária, mas já vem sendo chamada a “ministra da solidão”. É exagero, mas um avanço. O passo dado pelo governo de Theresa May foi provocado pela Comissão Jo Cox, do nome da deputada assassinada há dois anos por um militante da extrema-direita e que, em vida, debateu os problemas da solidão. A investigação conduzida em seu nome terminou no fim do ano passado num relatório que defende que cerca de oito milhões de britânicos dizem estar regularmente ou “sempre” em solidão.

 

“Para demasiadas pessoas, a solidão é a triste realidade da vida moderna”, afirmou Theresa May num comunicado publicado quarta-feira, no qual formaliza as novas tarefas da sua subsecretária. Crouch começará por recolher sugestões legislativas de várias organizações sociais e, em paralelo, o gabinete de estatística britânico preparará uma fórmula para calcular o problema.

Segundo o relatório publicado pela Comissão Cox – e em parte conduzido pela Cruz Vermelha – cerca de metade dos britânicos reconhece sentir-se ocasionalmente solitários. “Quero enfrentar este desafio para a nossa sociedade e que todos tomemos medidas para discutir a solidão sofrida pelos mais velhos, os cuidadores de saúde e os que perderam entes queridos – pessoas que não têm com quem falar ou partilhar os seus pensamentos e experiências”, lê-se no comunicado da primeira-ministra.

A paisagem da solidão britânica descrita no relatório publicado em dezembro desmembra algumas ideias comuns sobre o tema. Grande parte das ferramentas para o combate à solidão estão dirigidas para a população mais velha. No entanto, pelo menos de acordo com a consulta do ano passado, são as gerações mais novas, de idades compreendidas entre os 16 e os 24 anos, assim como a população economicamente mais desfavorecida, quem mais frequentemente confessa sentir-se só.

Parece haver até um decréscimo de solidão à medida que se avança na idade: os que têm mais de 55 anos, por exemplo, dizem-se menos solitários que os da faixa etária abaixo, e o mesmo acontece com os que têm 70 anos ou mais. Embora o relatório defenda que deve haver mais ferramentas de combate à solidão para gerações mais novas, também sustenta que é um erro concluir que os mais velhos não são as vítimas mais comuns.

“Isto não sugere que os mais velhos de 55 são menos solitários, mas, antes, que dizem sentirem-se menos frequentemente sozinhos. Embora este estudo não apresente provas categóricas de que há menos prevalência de solidão para os mais velhos, sugerimos que estes grupos etários estejam mais a par dos apoios disponíveis.”


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publicado por pimentaeouro às 21:44
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D. Afonso VI

 Afonso VI (Lisboa21 de agosto de 1643 – Sintra12 de setembro de 1683), apelidado de "o Vitorioso", foi o Rei de Portugal e Algarves de 1656 até sua morte, o segundo monarca português da Casa de Bragança. Era filho do rei João IV e a sua esposa Luísa de Gusmão, com sua mãe servindo como sua regente desde sua ascensão até 1662 quando foi removida por Afonso e seu favorito Luís de Vasconcelos e Sousa, 3.º Conde de Castelo Melhor.

Seu reinado viu o final da Guerra da Restauração e o reconhecimento da Espanha da independência de Portugal. Afonso também negociou alianças com a França através de seu casamento com Maria Francisca de Saboia. Entretanto, ele era fisicamente e mentalmente fraco, fazendo com que seu irmão mais novo Pedro, Duque de Beja, conspirasse em 1668 para declará-lo incapaz. Pedro tornou-se regente do reino, anulou o casamento de Afonso e casou-se com Maria Francisca. Ele passou o resto de seu reinado praticamente como um prisioneiro.

 

Afonso VI (Lisboa21 de agosto de 1643 – Sintra12 de setembro de 1683), apelidado de "o Vitorioso", foi o Rei de Portugal e Algarves de 1656 até sua morte, o segundo monarca português da Casa de Bragança. Era filho do rei João IV e a sua esposa Luísa de Gusmão, com sua mãe servindo como sua regente desde sua ascensão até 1662 quando foi removida por Afonso e seu favorito Luís de Vasconcelos e Sousa, 3.º Conde de Castelo Melhor.

Seu reinado viu o final da Guerra da Restauração e o reconhecimento da Espanha da independência de Portugal. Afonso também negociou alianças com a França através de seu casamento com Maria Francisca de Saboia. Entretanto, ele era fisicamente e mentalmente fraco, fazendo com que seu irmão mais novo Pedro, Duque de Beja, conspirasse em 1668 para declará-lo incapaz. Pedro tornou-se regente do reino, anulou o casamento de Afonso e casou-se com Maria Francisca. Ele passou o resto de seu reinado praticamente como um prisioneiro.



publicado por pimentaeouro às 19:26
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Alberto Caeiro

Não sei quantas almas tenho.
Cada momento mudei.
Continuamente me estranho.
Nunca me vi nem acabei.
De tanto ser, só tenho alma.
Quem tem  alma não tem calma.
Quem vê é só o que vê,
Quem sente não é quem é,
Atento ao que sou e vejo,
Torno-me eles e não eu.
Cada meu sonho ou desejo
É do que nasce e não meu.
Sou minha própria paisagem;
Assisto à minha passagem,
Diverso, móbil e só,
Não sei sentir-me onde estou.
Por isso, alheio, vou lendo
Como páginas, meu ser.
O que sogue não prevendo,
O que passou a esquecer.
Noto à margem do que li
O que julguei que senti.
Releio e digo :  "Fui  eu ?"
Deus sabe, porque o escreveu.

 




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publicado por pimentaeouro às 19:24
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Quarta-feira, 17 de Janeiro de 2018
Robespierre

 

 

 

Robespierre foi um dos raros defensores do sufrágio universal e da igualdade dos direitos, defendendo a abolição da escravidão e as associações populares. Ele defendia que "a mesma autoridade divina que ordena aos reis serem justos, proíbe aos povos serem escravos".

Embora a Igreja tenha sido um dos principais alvos da Revolução, Robespierre acreditava na existência de um Ser Supremo e dizia que "Se a existência de Deus, se a imortalidade da alma não fossem senão sonhos, ainda assim seriam a mais bela de todas as concepções do espírito humano".

Vários historiadores da época relataram, em detalhes, os acontecimentos daquele período. Um deles, F. A. Mignet, escreveu sobre sua percepção dos ideais de Robespierre e de Saint-Just:

"(...) Robespierre e Saint-Just haviam traçado o plano desta democracia, cujos princípios eles defendiam em todos os seus discursos. Eles queriam mudar os costumes, o espírito e os hábitos da França. Eles queriam transformá-la em uma república à moda dos antigos".

"O domínio exercido pelo povo, magistrados desprovidos de orgulho, cidadãos sem vícios, a fraternidade nos relacionamentos, o culto da virtude, a simplicidade dos modos, a austeridade do caráter, eis o que pretendiam estabelecer".

"Liberdade e igualdade para o governo da república; indivisibilidade em sua forma; virtude como seu princípio; Ser Supremo como o seu culto. Quanto aos cidadãos, fraternidade em seus relacionamentos, probidade em sua conduta, bom senso como espírito, modéstia em suas ações públicas, que eles deveriam nortear para o bem do estado, e não para eles mesmos. Tal era o símbolo de sua democracia."

Na véspera de sua prisão, Robespierre proferiu o que pode ser considerado o seu epitáfio: "A morte não é o sono eterno. Mandai antes gravar: a morte é o início da imortalidade!".



publicado por pimentaeouro às 22:05
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É urgente o Amor

 É urgente o Amor,

É urgente um barco no mar.

 

É urgente destruir certas palavras

ódio, solidão e crueldade,

alguns lamentos,

muitas espadas.

 

É urgente inventar alegria,

multiplicar os beijos, as searas,

é urgente descobrir rosas e rios

e manhãs claras.

 

Cai o silêncio nos ombros,

e a luz impura até doer.

É urgente o amor,

É urgente permanecer.

 

 

 

 

ATÉ AMANHÃ

 

Sei agora como nasceu a alegria,
como nasce o vento entre barcos de papel,
como nasce a água ou o amor
quando a juventude não é uma lágrima.

É primeiro só um rumor de espuma
à roda do corpo que desperta,
sílaba espessa, beijo acumulado,
amanhecer de pássaros no sangue.

É subitamente um grito,
um grito apertado nos dentes,
galope de cavalos num horizonte
onde o mar é diurno e sem palavras.

Falei de tudo quanto amei.
De coisas que te dou
para que tu as ames comigo:
a juventude, o vento e as areias.

Eugénio de Andrade, in "Até Amanhã"

 

 

 

 

Passamos pelas coisas sem as ver,
gastos, como animais envelhecidos:
se alguém chama por nós não respondemos,
se alguém nos pede amor não estremecemos,
como frutos de sombra sem sabor,
vamos caindo ao chão, apodrecidos.

 

 


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publicado por pimentaeouro às 21:49
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Terça-feira, 16 de Janeiro de 2018
Corsários e Piratas Portugueses

Corsários e Piratas Portugueses

Sebastião Gonçalves Tibau, nascido em Santo António do Tojal, embarcado para a Índia na qualidade de soldado em 1605, desertou do serviço da Coroa tornando-se líder de uma república pirata. Sob o seu comando mais de 3 mil homens, uma imponente armada e numerosas peças de artilharia espalharam a violência e o terror nos mares de Bengala.

 

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publicado por pimentaeouro às 21:43
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Amigo António

Amigo António,

Não receberás esta carta, mas continuo a escreve-la como se fosse enviá-la pelo correio. Não respondes-te à minha primeira carta e, assim, não terás que responder a esta: afinal, os amigos também se esquecem.

A minha sogra faleceu perto dos noventa anos. Passava os dias cantarolando cantigas de quando fora jovem e histórias de amigas, a maior parte delas, já falecidas.

A natureza, sabiamente, retira aos velhos a memória de curta duração, não se lembram do que aconteceu na semana anterior, e devolve-lhes a memória do passado distante, a chamada memória de longa duração: mais ano menos ano, acontece e todos. Parece-me que sou precoce, já vivo mergulhado na memória de longo prazo, principalmente a memória da minha juventude ( a fase mais importante da existência ) vivida aí, em Torres Novas.

Esta dádiva da natureza tem um preço, a memória antiga é traiçoeira , omite, distorce factos e acontecimentos, fantasia o passado, temos que ser prudentes com ela: até os que escrevem livros de memórias não escapam a esta realidade. A memória é imperfeita e complexa como nós.

Recordo com muita saudade os amigos que ai conheci (convivi com dois em Lisboa, o Francisco Canais Rocha e o António Graça, falecido ainda novo) e, paradoxalmente dois insucessos amorosos, com a tua irmã e seguidamente com a Julieta Fradinho, natural de Silves, filha de um funcionário do Tribunal (com cara de poucos amigos, nunca o vi com uma companhia), que terminou brutalmente com a proibição categórica do pai, à boa maneira do século XIX.

 

Sempre ouvi dizer que o primeiro amor nunca se esquece e julgava que eram histórias de livros, mas é verdade, acontece mesmo. O meu primeiro amor foi com a tua irmã e a sua recordação ficou gravada nos recantos sinuosos da  minha memória.

Namoro curto, igual a todos os namoros daquela época e terminou com uma imposição que, inexperiente, não soube contornar.

Visto de fora, eu era um rebenta corações, na realidade, eu é que fiquei rebentado: para um jovem de vinte e poucos anos que se inicia   nos caminhos tortuosos do amor, dois insucessos seguidos deixam marcas fundas. Apesar disto, por estranho que pareça, tenho uma recordação muito grata – nos sentimentos não existe racionalidade - da Fernanda e da Julieta.

Não comentei estes insucessos com ninguém, lambi as feridas em solidão. Talvez por ter feito este recalcamento, agora tenho uma necessidade irreprimível de falar e escrever sobre eles.

Por obra do acaso, o grande fazedor e desfazedor de vidas, conheci na Net, um conterrâneo do Algarve, a viver em Sintra, e que conhece a Julieta. Deu-me o seu endereço e irei procura-la se saúde permitir.

Gostaria igualmente de voltar a ver a tua irmã mesmo que ela tenha uma memória desfavorável de mim: aos oitenta anos, doente, na idade do perdão, não tenho necessidade de enganar ninguém. Sei que ela está casada com o Arlindo e julgo que o conheço.

Há uns meses convidaram-me para um concurso de blogues. Tinha que apresentar uma resenha «biográfica» e saiu-me o texto que junto a esta carta. Dá uma síntese das minhas andanças.

Desejo a continuação das tuas melhoras e despeço-me com um abraço e cumprimentos para a tua esposa.

 

 


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publicado por pimentaeouro às 21:32
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Conversa com uma amiga

torres novas.jpg

 Escrevo como se estivessemos à mesa e um café a conversar e conto com a sua paciênvia para me escutar.

Tive uma infância trister – orfão de pais vivos, uma história complicada – e uma adolescência dificil; a mocidade vivía em Torres Novas e foi um tempo de alegrias e de solidão. Foi o tempo dos meus primeiros amores, ambos falhados, e tive a sorte de fazer parte de um grupo de jovem da minha idade, com duas excepções, que foram bons amigos. Ainda hoje recordo esse grupo com muita saudade, alguns desses amigos já faleceram, o Canais Rocha, o Fernando Canais, o meu homónimo Gonçalves, empregado do Simões da loja de fotografias e outros cujo nome não me ocorre.

Recordo Torres Novas com sentimentos contraditórios, a felicidade hefemera do amor da Fernanda e da Julieta e a tristeza da solidão que se seguiu àqueles amores; com frequencia a felicidade acontece no passado e não volta a repetir-se.

Apesar dos 82 anos são recordações que ainda não se apagaram num final de vida onde a memória de longo prazo se vai transformando numa nevoa , onde a vida vai  ficando despovoada.

Não faço  ideia se voltarei a Torres Novas, para reencontrar e abraçar alguns amigos que ainda restam e para tomarmos o adiado café mas este desejo também poderá ficará por concretizar.

 


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publicado por pimentaeouro às 19:29
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Faleceu Madalena Iglésias

madalena.jpg

 

 

Madalena Iglésias morreu esta terça-feira numa clínica em Barcelona, Espanha, avança a agência Lusa, citando fonte familiar.

A cantora venceu o Festival da Canção em 1966 com “Ele e Ela”.

O velório da cantora realiza-se esta tarde no Tanatório de Collaserola, em Barcelona, pelas 18h (17h em Lisboa).

No Facebook, os filhos da cantora escreveram: "Agradecemos profundamente o carinho e respeito que sempre lhe demonstraram. Vocês foram responsáveis por uma parte importante da sua felicidade. Madalena nasceu para cantar. E continuará a cantar".

Madalena Iglésias nasceu em Lisboa, a 24 de outubro de 1939, e iniciou a carreira na ex-Emissora Nacional.

Antes de vencer o Festival da Canção em 1966, a intérprete tinha vencido uma votação na televisão espanhola onde foi eleita Rainha da Rádio e Televisão.



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Faleceu Madalena Eglesias

Madalena Iglésias morreu esta terça-feira numa clínica em Barcelona, Espanha, avança a agência Lusa, citando fonte familiar.

A cantora venceu o Festival da Canção em 1966 com “Ele e Ela”.

O velório da cantora realiza-se esta tarde no Tanatório de Collaserola, em Barcelona, pelas 18h (17h em Lisboa).

No Facebook, os filhos da cantora escreveram: "Agradecemos profundamente o carinho e respeito que sempre lhe demonstraram. Vocês foram responsáveis por uma parte importante da sua felicidade. Madalena nasceu para cantar. E continuará a cantar".

Madalena Iglésias nasceu em Lisboa, a 24 de outubro de 1939, e iniciou a carreira na ex-Emissora Nacional.

Antes de vencer o Festival da Canção em 1966, a intérprete tinha vencido uma votação na televisão espanhola onde foi eleita Rainha da Rádio e Televisão.



publicado por pimentaeouro às 19:16
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Tenho fases, como a Lua

 LUA ADVERSA


Tenho fases, como a lua
Fases de andar escondida,
fases de vir para a rua...
Perdição da minha vida!
Perdição da vida minha!
Tenho fases de ser tua,
tenho outras de ser sozinha.

Fases que vão e que vêm,
no secreto calendário
que um astrólogo arbitrário
inventou para meu uso.
E roda a melancolia
seu interminável fuso!


Não me encontro com ninguém
(tenho fases, como a lua...)
No dia de alguém ser meu
não é dia de eu ser sua...
E, quando chega esse dia,
o outro desapareceu...


Cecília Meireles

 

 

 

 


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Segunda-feira, 15 de Janeiro de 2018
Cantigas de escárnio e mal dizer

As cantigas de escárnio[1] e maldizer constituem um dos três géneros em que se divide a Satírica galego-portuguesa, que em Portugal encontrou expressão por volta de 1189 (ou 1198?) e 1385. Foram escritas, assim como todos os textos populares da época, em galego-português. As cantigas de escárnio e maldizer, sub-género da lírica galego-portuguesa, incluem sirventesesprovençais morais e políticos, sátiras literárias e maledicências pessoais, como "tenções"prantos e paródias; em resumo, os textos que não se encaixam como cantiga de amigo e de amor. O trovadorismo galego-português aperfeiçoou uma canção satírica proveniente da Provença, que lhe davam o nome de sirventés, que, chegada à Galiza, acabou por influenciar os trovadores para que estes, apoiando-se, talvez, numa tradição satírica autóctone transmitida oralmente e anterior à convivência com as formas occitânicas, criassem uma nova maneira de trovar: a cantiga de escárnio e maldizer.

O corpus lírico galego-português conta com aproximadamente 430 textos pertencentes ao género. A principal característica dessas cantigas é a crítica ou sátira dirigida a uma pessoa real, que era alguém próximo ou do mesmo círculo social do trovador. Apresentam grande interesse histórico, pois são verdadeiros relatos dos costumes e vícios, principalmente da corte, mas também dos próprios jograis e trovadores.



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Domingo, 14 de Janeiro de 2018
Defender criminosos

Apesar da chuva, mais de 95 mil manifestantes ocuparam durante sábado as principais avenidas de Bilbau para reivindicar, que anos depois da ETA ter terminado unilateralmente o conflito armado que tinha com o Estado espanhol, a questão dos cerca de 500 presos bascos detidos em prisões em toda a Espanha fosse discutida. 

 

 



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Popeye

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Fez as delicias da minha infancia.


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