Conhece-te a ti mesmo... se puderes.
Domingo, 4 de Dezembro de 2016
4.500 mil milhões de anos... em 24 horas

Resultado de imagem para florestas carboniferas

 

Se imaginarmos a história da Terra, com os seus 4.500 mil milhões de anos comprimidos num dia de 24 horas, a vida começaria cedo, por volta das 4 horas da madrugada, com o aparecimento dos primeiros organismos unicelulares simples, mas depois não acontece mais nada durante as 16 horas seguintes.

Só quase às 20,30m, depois de terem passados cinco sexto do dia, é que o planeta tem alguma coisa concreta para mostrar ao Universo, uma fina camada de irrequietos micróbios.

Depois aparecem as primeiras plantas marinhas, seguidas, 20 minutos mais tarde das primeiras alforrecas e da enigmática fauna ediacarana. Às 21,04m entram em cena os trilobites seguidos mais ou menos pelos simétricos seres de Burgess Shale.

Pouco antes das 22,00m começam a surgir as plantas em terra. Pouco depois surgem os primeiros seres terrestres. Graças a uns dez minutos de clima ameno, à 22,24m a Terra está coberta das grandes florestas carboníferas, cujos resíduos nos fornecem todo o nosso carvão, e surgem os primeiros insectos voadores.

Os dinossários aparecem em cena pouco antes das 23,00m, caminhando pesadamente e aguentam-se até às 23,45m. Àos 21,00m para a meia-noite começa a era dos mamíferos. Os humanos surgem um minuto e dezassete segundos antes da meia-noite. Nesta escala a duração de uma vida humana dura apenas um instante.

Ao longo deste dia extraordinário, os continentes flutuam de um lado para o outro e colidem a um ritmo precipitado. Há montanhas que erguem de repente e outras que se fundem, bacias oceânicas que aparecem e desaparecem, glaciares que avançam e regridem.

Não faltaram várias extinções maciças; o planeta Terra é um lugar perigoso para se viver.

 


tags:

publicado por pimentaeouro às 12:48
link do post | comentar | favorito
|

mais sobre mim
pesquisar
 
posts recentes

O crime compensa

António Gedão

Natália Correia

Contos do Gin-Tonic

A vida sem sentido

A doença senil

Portugal envelhece

Era perigoso pensar

Tratam-nos da saúde

Mais do que provável

arquivos
tags

???

ambição

amizade

amor

animais

antropologia

armas

arquitectura

arte

arte biografias

astronomia

ballet

biografias

biologia

blogues

café curto

carttons

ciência

cinema

civilização

clima

comunicação social

corrupção

criminosos

crise financeira

demagogia

demência

demografia

descobrimentos

desemprego

destino

diversos

doenças

dor

economia

eleiçoes

ensaio

ensino

escravatura

escultura

estado

estupidez

eternidade

ética

eu

eutanásia

evolução

família

férias

filosofia

futebol

genocídio

governo

greves

guerra

história

inquisição

internacional

justiça

literatura

livros

memória

miséria

morte

mulher

mulheres célebres

musica

natureza

natureza humana

paisagens

paleontologia

partidos políticos

patologia ideológica

pátria

pintura

planeta terra

pobreza

poesia

politica

regime político

religião

saudade

saúde

segurança social

sentimentos

sexo

sindicatos

sociedade

sonhos

tecnologia

terrorismo

terrorismo de estado

testamento vital

tristeza

união europeia

universo

velhice

vida

violência

xadrez

todas as tags

favoritos

Um fantasma

Arte de furtar

Deus existe? #2

Para onde vou?

Sou um San

O Século xx Português

Pater Famílias

Avesso dos Lusíadas #2

links
últ. comentários
Vamos admitir que ele é mesmo culpado face à sente...
Pesadelo com os milhões que tem para gastar?
Mas, mesmo em liberdade, não estará a viver um pe...
Por enquanto s+e se vêm nuvens...Um abraço.
A evolução da natureza é cega, não muda para melho...
Talvez ainda vá dar para que isto mude...por exemp...
Ainda assim, acho que poderemos estar a melhorar, ...
Apesar da nossa insignificância e de não saber qua...
Acho que este livro tenho (ao contrário de O Cisne...
blogs SAPO
RSS