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Quinta-feira, 20 de Julho de 2017
Luís XIV o rei Sol

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 Só tomava banho uma vez por ano e disfarçava o mau cheiro enxarcando-se com perfumes.

 

Nascido em cinco de setembro de 1638, o futuro Luís XIV era o filho mais velho do rei Luís XIII de França (1601-43) com sua consorte espanhola Ana (1601-66). Considerando-se que houvera mais de vinte anos de um casamento estéril entre os seus pais antes que o futuro Rei Sol viesse à luz, desde pequeno Luís foi cognominado como um “presente de Deus”.

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Pouco antes do quinto aniversário do menino, seu pai Luís XIII faleceria. Embora entre os seus desejos finais estivesse especificado que a regência não deveria ter a participação de sua esposa, Ana conseguiu arregimentar o apoio do Parlamento e tornar-se a única regente de Luís XIV, mantendo o posto por vários anos. Junto com seu primeiro-ministro, o cardeal Mazarin (1602-61), ela enfrentou a série de revoltas civis conhecidas em seu conjunto como Fronda. Estes motins apenas terminariam em 1652, quando Luís XIV alcançou a maioridade e pôde preservar a cambaleante autoridade real da Casa de Bourbon. Em 1659, a paz com Espanha foi alcançada; para cimentar o fim das hostilidades, Luís XIV se casaria no ano seguinte com a primogênita do rei espanhol, Maria Teresa.


Luís XIV da França, o Rei Sol. Pintura de Hyacinthe Rigaud (1701).

Até 1661, as tarefas de governança eram em boa medida deixadas aos cuidados de Mazarin. Quando este faleceu, o rei optou por não nomear um substituto, e assumiu plena responsabilidade em relação ao reino. De acordo com a teoria política predominante na época, Luís XIV via seu poder como sendo derivado diretamente de Deus; logo, suas vontades não deveriam ser contestadas. Desta forma, Luís XIV é o expoente máximo do sistema político conhecido como absolutismo.

Adotando o sol como o seu emblema, Luís XIV trabalhou com seu ministro de Finanças – Jean-Baptiste Colbert – para reformar a organização financeira do reino. Isso permitiria que o exército e a marinha fossem expandidos, o que ajudaria a marcar a política externa deste reinado como bastante agressiva – como visto nas últimas três décadas de reinado de Luís XIV, quando França enfrentaria sucessivamente a Guerra da Liga de Augsburgo e a Guerra de Sucessão Espanhola; esta última causaria fome generalizada e endividaria profundamente o reino francês, tornando Luís XIV impopular. Em 1685, numa procura para obter uniformidade religiosa na França, o Édito de Nantes – que permitia liberdade de culto para os protestantes franceses – seria revogado. Milhares de huguenotes partiriam para a Holanda ou Inglaterra.

O reinado de Luís XIV é mais conhecido por ter sido o período onde foi construído o famoso palácio de Versalhes. Erguido por vontade do monarca, que desejava centralizar a administração do reino e tornar a nobreza dependente, o palácio seria construído por vários anos antes que, em 1682, o rei fosse para lá com sua corte. Eventualmente, seria o lar de nada menos do que 60.000 pessoas. Versalhes seria a sede do governo francês até a Revolução de 1789.


Palácio de Versalhes. Foto: Eric Pouhier / via Wikimedia Commons / CC-BY-SA 2.5

Apesar de ter tido vários filhos e filhas com suas amantes ao longo dos anos, quando Luís XIV faleceu em Versalhes - alguns dias antes do que teria sido seu 77º aniversário – o herdeiro do trono era seu bisneto homônimo de apenas cinco anos de idade, conhecido depois de sua ascensão como Luís XV (1710-74). Tendo reinado durante pouco mais de 70 anos, Luís XIV ainda é o mais longevo governante ocidental.

Bibliografia:



publicado por pimentaeouro às 19:03
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