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Quarta-feira, 3 de Janeiro de 2018
Geraldo se Pavor

Geraldo Geraldes (século XII) foi uma personagem semilendária da história de Portugal à época das lutas da Reconquista. Tornou-se conhecida, já desde o século XII, pelo nome de Geraldo sem Pavor.

Personagem representativa do período de formação das fronteiras de Portugal, acredita-se que fosse um nobre de trato difícil, pelo que muito cedo abandonou o norte de Portugal para tentar a sorte no sul do país, nas lutas contra os mouros. Nessa qualidade, liderou como um caudilho um bando de proscritos, salteadores e aventureiros.

Aquando da conquista da região do Alentejo por D. Afonso Henriques e também da Estremadura espanhola, Geraldo Sem Pavor ofereceu-se como voluntário para tomar a cidade de Évora, bem como outras localidades vizinhas. Utilizando como base de operações o castro hoje conhecido como Castelo do Geraldo próximo de Valverde (Nossa Senhora da Tourega) e do qual existem algumas ruínas, introduziu-se nos muros da cidade, executando o governador mouro e entregando a praça ao soberano.

 
Geraldo sem Pavor representado no brasão de Évora.

De personalidade imprevisível, foi um dos principais entusiastas da tomada de Badajoz, campanha que, em 1169, viria a se revelar um desastre para as forças de D. Afonso Henriques em geral, e para as do próprio Geraldo em particular, que acabou por perder todas as suas terras excepto as do Castelo de Juromenha.

Afirma a tradição que o espírito aventureiro deste nobre o levou a Ceuta, no Norte d'África, em missão de espionagem a serviço secreto de D. Afonso Henriques, que lhe havia recomendado a tomada daquela praça. Quando a verdadeira finalidade da operação foi descoberta, Geraldo morreu à mãos dos almóadas.

 
Praça do Giraldo, praça central de Évora, nomeada em honra de Geraldo

Figura central na iconografia da cidade de Évora, encontra-se representado em posição central no brasão de armas da municipalidade, montado a cavalo e empunhando a espada em riste.

 



publicado por pimentaeouro às 17:35
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2 comentários:
De A rapariga do autocarro a 3 de Janeiro de 2018 às 18:08
Não conhecia a história, obrigada!


De pimentaeouro a 3 de Janeiro de 2018 às 21:18
Diz-se que não há fumo sem fogo. Não sabemos onde começa a história e termina a lenda, de qualquer forma deve ter sido mais ou menos assim.


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