Conhece-te a ti mesmo... se puderes.
Terça-feira, 6 de Junho de 2017
Africanos duas vezes

Resultado de imagem para antropologia homo faber

 

Africanos  duas vezes. Primeiro, cerca de 1.800.000 de anos, o Homo erectus, tetravô dos nossos bisavôs, saiu de África e espalhou-se por grande parte do planeta, até onde os glaciares deixavam.

À medida que progredíamos para norte a nossa pele foi perdendo as cores  castanho e preto e foi ficando castanho claro e branco. Enfrentávamos a natureza com pedras polidas, pedras mal-amanhadas. Por natureza éramos generalistas mas acabámos por nos tornarmos especializados em sobreviver, uma luta titânica que mal conseguimos imaginar.

Oportunistas, astutos, agressivos e inteligentes, milhares de anos de mutações e de selecção natural, dotaram-no com um cérebro grande, que já não pode crescer mais.

O bipedismo, o domínio do fogo, a linguagem e socialização foram forjando o que somos hoje. Predador e presa durante milhões de anos, só a agricultura – invenção das mulheres? – e a sedentarização mudaram radicalmente hábitos e comportamentos, mas isso foi ontem, ou seja menos de 1% da nossa caminhada.

O caçador e recolector ainda deve estar no nosso cérebro.

Milhares de anos depois, cerca de 125.000 anos, é a vez do Homo sapiens, o Homem moderno, voltarmos a sair de África, e desta vez para colonizar todos os continentes e muitas ilhas.

Segundo cálculos modernos existiriam apenas cerca de… 10.000 Homens modernos divididos em pequenos grupos de 20 a 30, no máximo, pessoas.

A nossa vida há 100.000 anos já não era só perigos e agruras, já tínhamos lazer, tempo para a família, para cantar e dançar e finalmente para produzir arte, filha da ociosidade.

O triangulo clima-alimentos-população domina toda a nossa evolução. Quando os dois primeiros mudam, a população pode aumentar, diminuir ou, até, perecer.

Hoje, com mais de 6 mil milhões de habitantes, durante quantos anos irá haver jantar para todos.



publicado por pimentaeouro às 21:14
link do post | comentar | favorito
|

mais sobre mim
pesquisar
 
posts recentes

Engels

O brinco da tua orelha

Cantico negro

Homo erctus

Anos 60

O pai da História

Há mais vida algures

Florbela

De onde venho?

Júlio Verne

arquivos
tags

???

ambição

amizade

amor

animais

antropologia

armas

arquitectura

arte

arte biografias

astronomia

aves

ballet

biografias

biologia

blogues

café curto

ciência

cinema

civilização

clima

corrupção

criminosos

crise financeira

demagogia

demência

demografia

descobrimentos

desemprego

destino

diversos

doenças

dor

economia

eleiçoes

ensino

escravatura

escultura

estado

estupidez

eternidade

ética

eu

eutanásia

evolução

família

filosofia

futebol

genocídio

governo

greves

guerra

história

incendios florestais

inquisição

internacional

justiça

literatura

livros

memória

miséria

mitologia

morte

mulher

mulheres célebres

musica

natureza

natureza humana

paisagens

paleontologia

partidos políticos

patologia ideológica

pátria

pintura

planeta terra

pobreza

poesia

politica

regime político

religião

saudade

saúde

segurança social

sentimentos

sexo

sindicatos

sociedade

sofrimento

sonhos

tecnologia

terrorismo

terrorismo de estado

testamento vital

tristeza

união europeia

universo

velhice

vida

violência

xadrez

todas as tags

favoritos

Meu amor

Dilemas

A poesia

Volta e meia

Interrogação

Apatia

O que resta

A correr

Guarda-jóias

Feliz Natal

links
últ. comentários
E faz mesmo. Obrigada.😙
Faço a minha parte para evitar o esquecimento.
"é bom não esquecer"
Uma descrição de algo que felizmente já não é freq...
Um tinto Alentejano também...!
Tem razão, Gandhi tinha um lado negro que também d...
Pois, parece que era muito bom homem mas parece qu...
Obrigada por nos trazer sempre temas deveras inter...
As inovações levam tempo a ser aplicadas de forma ...
blogs SAPO
RSS