Conhece-te a ti mesmo... se puderes.
Segunda-feira, 30 de Janeiro de 2017
Amor1

FALEMOS DE AMOR

 

Amar uma coisa significa querer que ela viva.

CONFÚCIO

 

O texto que segue é seco árido, não tem romantismo nem poesia. Porque insisto em editá-lo? Porque o amor – ou a sua falta – tem uma importância decisiva nas nossas vidas, proporcionando-nos bem-estar, felicidade, ou, pelo contrário, sofrimento e dor.

As relações entre dois seres apaixonados são das mais complexas que existem. Quase todas as emoções que sentimos entram num jogo contraditório de atracção e repulsa, num turbilhão de contradições.

O amor tem diversos inimigos e o ciúme é dos mais poderosos, capaz de destruir relações muito fortes.

Será possível dissecar o amor em laboratório? Se isso um dia vier a acontecer, em lugar de uma vitória da ciência, teríamos uma derrota do ser humano, da sua imaginação, da sua aspiração à felicidade: romancistas e poetas seriam remetidos para o pó da História.

Como não existem escolas para ensinar a amar (o autor afirma que não existe uma ciência do amor), temos de aprender a amar empiricamente, com a vida.

Falar de amor implica falar de relações sexuais – um dos principais pilares da relação amorosa. O texto mostra-nos como a compreensão do sexo tem sido complicada e rodeada de tabus através dos séculos, até chegarmos à liberdade sexual que hoje existe nos países ocidentais.

Do tabu absoluto sobre o sexo passamos para a liberdade sexual… sem escola. A Educação Sexual que pretendemos ensinar nas escolas é pouco mais que uma boa intenção.

Durante vários anos pratiquei relações sexuais «mecânicas» (a minha mulher também não sabia) e foi já adulto feito que aprendi a fazer sexo (há época, sexo era coisa de libertinos e de mulheres debochadas).

Teoricamente, os jovens de hoje sabem mais do que eu sabia, teoricamente…

 

 

Desde que a sociedade burguesa foi criada existe o mito do homem másculo e viril e da mulher dócil e submissa (domesticada, no fundo).

Durante, praticamente todo o regime de Salazar as relações homem e mulher estavam subordinadas à moral católica (prolongamento do regime) e à família de tipo patriarcal. O texto refere com detalhe os preconceitos sociais que reprimiam eros.

O namoro era a antecâmara para o casamento e os pais, machos, ditavam as regras. Sofri por duas vezes os golpes desta tirania social.

O primeiro golpe que sofri foi no namoro com a Fernanda (UM FANTASMA) e o segundo mais profundo, em especial para a Julieta (PATER FAMÍLIAS). Jovens que viam as suas vidas destroçadas, às vez com consequências trágicas, contaram-se aos milhares e a literatura dos séculos XIX e XX e os filmes do princípio do século XX tiveram bastante matéria-prima com o tema.

Os jovens de hoje tem um conceito de namoro que não quem qualquer correspondência com o mesmo conceito até ao final do regime salazarista. Nem sonham a liberdade de que dispõem.

O amor continua a ser o principal caminho para felicidade mas tem inúmeros atalhos para o sofrimento.

Tema de muitos séculos, o meu sincero desejo é que continue a sê-lo no futuro com romantismo e muita poesia.

 

 


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publicado por pimentaeouro às 12:01
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