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Domingo, 22 de Outubro de 2017
António Botto

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 António Botto (1897-1959) foi um poeta, contista e dramaturgo português.Fez parte da Segunda Geração Modernista de Portugal.

António Tomás Botto (1897-1959) nasceu em Concavada, no concelho de Abrantes, Portugal, no dia 17 de agosto de 1897. Filho de Francisco Tomás Botto e de Maria Pires Agudo, em 1902 mudou-se com a família para o bairro de Alfama, em Lisboa. A vida simples no bairro de Alfama é muitas vezes tema de suas poesias.

Desde cedo começou a trabalhar como ajudante de uma livraria onde entrou em contato com as obras de importantes personagens literárias. Estreou na literatura com as coletâneas poéticas: “Trovas” (1917), “Cantigas da Saudade” (1918) e “Cantares” (1919). Em 1921 publicou a primeira edição do livro de poesias “Canções”, que se tornou sua obra mais conhecida e polêmica, onde cultiva a beleza física masculina.

A segunda edição do livro "Canções", publicada em 1922, foi apreendida por causar grande agitação nos meios religiosos e conservadores da época. Nesse mesmo ano, Fernando Pessoa, de quem foi amigo, publica na revista Contemporânea o ensaio “António Botto e o Ideal Estético em Portugal”. Nos anos seguintes, Botto publicou: “Motivos de Beleza” (1923) e “Curiosidades Estéticas” (1924).

Ainda em 1924, António Botto partiu para a África como funcionário público e se estabeleceu como escriturário em Angola. Mais tarde foi transferido para Luanda. Em 1925 regressa para Lisboa e nesse mesmo ano publica “Pequenas Esculturas”, em seguida lança “Olimpíadas” (1927) e “Dandismo” (1928). Em 1930, Fernando Pessoa traduz para o inglês a obra polêmica “Canções”.

No domínio poético, António Botto cultiva o lirismo delicado e puro, oscilando sempre entre duas extremidades. Enquanto uns versos exprimem valores eróticos e sensuais, outros deixam transparecer o caráter social e realista da modesta sociedade lisboeta. Nos contos, acrescenta um caráter moralizante. Dedica-se à prosa de ficção, escrevendo narrativas para adultos e crianças.

António Botto colaborou com várias revistas e jornais, como “Athena”, “A Águia”, a “Contemporânea”, a “Presença”, entre outras. Em 1933 escreveu a peça de teatro, em três atos, “Alfama”. Publicou ainda: “Ciúme” (1934), “Sonetos” (1938) e “Ódio e Amor” (1947). Nesse mesmo ano, depois de levar uma vida desregrada e boêmia, frequentando a região das docas marítima, onde buscava a companhia de marinheiros, partiu para o Brasil.

António Botto faleceu no Rio de Janeiro, no dia 16 de março de 1959.

 

P.S.

Um poeta esquecido imerecidamente.

 


publicado por pimentaeouro às 17:49
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