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Segunda-feira, 17 de Outubro de 2016
Asoka

Asoka, também grafado Asoca[1], Açoka, Axoca ou Ashoka, também conhecido como Açocavardana (emdevanágari, अशोक Aśokaḥ)[2] (304 a.C.232 a.C.) foi um imperador indiano da dinastia máuria que reinou entre 273 e 232 a.C. Frequentemente citado como um dos maiores imperadores da Índia, Açoca reinou sobre a maior parte do território correspondente à Índia moderna depois de várias conquistas militares. Seu império estendia-se do atualPaquistão, Afeganistão e partes do Irã, a oeste, até Bengala e os atuais estados indianos de Assã, a leste, e deMysore, ao sul. Sua capital era em Mágada (atualmente no estado indiano de Biar). Ele converteu-se ao budismo, abandonando a tradição védica predominante, depois de testemunhar os massacres da guerra de Kalinga, que ele mesmo havia iniciado devido a seu desejo de conquista. Dedicou-se posteriormente à propagação do budismo na Ásiae estabeleceu monumentos marcando diversos lugares significativos na vida de Gautama Buda.

Seu título imperial em prácrito advém do devanágari Devanampriya Priyadarsi (देवानांप्रिय प्रियदर्शी "Aquele que é amado pelos deuses e que é amável para com todos") e Dhamma (धम्म "Que segue a lei, religioso, justo").

 

 
Império Máuria no reinado de Asoka, o Grande. O império se estendia do Irã a Bangladesh/Assam e daÁsia Central (Afeganistão) a Tamil Nadu/sul da Índia.

Revelando-se um general guerreiro impecável e um político astuto, Asoka passou a comandar vários regimentos do exército máuria. Sua crescente popularidade em todo o império fez seus irmãos mais velhos desconfiarem de suas chances de serem preferidos por Bindusara para se tornarem o próximo imperador. O mais velho deles, Susima, o tradicional herdeiro ao trono, convenceu Bindusara a enviar Asoka para reprimir uma revolta em Taxila, uma cidade no distrito noroeste da região paquistanesa de Punjab, onde o príncipe Susima era o governador. Taxila era um lugar muito inconstante por causa do estado de guerra entre a população indo-grega e da má gestão do próprio Susima. Isto levou à formação de diferentes milícias causando tumultos. Asoka consentiu e partiu para a área problemática. Quando as notícias da visita de Asoka com seu exército começaram a aparecer, ele foi saudado pelas milícias revoltante e a rebelião terminou sem um conflito (a província revoltou-se mais uma vez durante o reinado de Asoka, mas desta vez a revolta foi esmagada com punho de ferro).

O sucesso de Asoka deixou seus meio-irmãos mais desconfiados de suas intenções de se tornar o imperador e mais incitamentos de Susima levaram Bindusara a enviar Asoka para o exílio. Ele foi para Kalinga e lá permaneceu incógnito. Lá ele conheceu uma mulher pescadora chamada Kaurwaki, por quem ele se apaixonou. Recentemente foram encontradas inscrições indicando que ela viria a se tornar sua segunda ou terceira rainha.

Entretanto, houve novamente uma revolta violenta em Ujjain. O imperador Bindusara convocou Asoka a retornar do exílio depois de dois anos. Asoka foi para Ujjain e na batalha que se seguiu foi ferido, mas seus generais reprimiram a revolta. Asoka foi tratado de forma oculta para que os partidários do grupo de Susima não pudessem prejudicá-lo. Ele foi tratado por monges e monjas budistas. Nesta ocasião foi onde ele primeiro aprendeu os ensinamentos de Buda e foi também onde se encontrou com Devi, que foi sua enfermeira pessoal e filha de um comerciante da adjacenteVidisha. Após a recuperação, ele se casou com ela. Era completamente inaceitável para Bindusara que um de seus filhos se casasse com uma budista, por isso ele não permitiu a Asoka ficar em Pataliputra, mas em vez disso mandou-o de volta para Ujjain e o fez governador de Ujjain.

O ano seguinte foi de completa paz para ele e Devi estava prestes a ter seu primeiro filho. Entretanto, o Imperador Bindusara morreu. Quando a notícia do herdeiro ao trono prestes a nascer espalhou-se, o príncipe Susima planejou a execução do nascituro. No entanto, o assassino que veio para matar Devi e seu filho matou sua mãe em seu lugar. Nesta fase da sua vida, Asoka era conhecido por sua sede insaciável por guerras e campanhas lançadas para conquistar as terras de outros governantes e tornou-se conhecido como Chandashok (terrível Asoka; a palavra em sânscrito chanda significa cruel, feroz ou rude).

Tendo subido ao trono, Asoka expandiu o seu império ao longo dos oito anos seguintes, desde os limites atuais e regiões da Birmânia- Bangladesh e do estado de Assam na Índia no leste da território do atual Irã/Pérsia eAfeganistão, a oeste; desde a cordilheira Pamir no norte até quase à porção peninsular ao sul da Índia (ou seja, Tamil Nadu/Andhra Pradesh).

 


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publicado por pimentaeouro às 21:06
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