Conhece-te a ti mesmo... se puderes.
Terça-feira, 27 de Junho de 2017
Ave do paraíso

Paradisaeini é uma tribo de aves passeriformes da família Paradisaeidae, com 14 géneros e cerca de 43 espécies das chamadas aves-do-paraíso. A característica mais marcante das aves-do-paraíso é a plumagem exuberante dos machos da maioria das espécies, utilizada como ornamento nos rituais de acasalamento. O grupo é típico da Australásia e está presente nas regiões tropicais do Norte da Austrália, Nova Guiné, Indonésia e Ilhas Molucas. As aves-do-paraíso habitam principalmente zonas de floresta tropical e manguezais.

As aves-do-paraíso são aves de pequeno a médio porte, medindo entre 15 a 120 cm de comprimento, incluindo a cauda. As espécies maiores têm dimensões aproximadas a um corvo. O grupo é notório por dimorfismo sexual extremo: as fêmeas têm plumagem monótona, em tons de cinzento e castanho, enquanto que os machos da maioria das espécies são muito coloridos, por vezes em tons contrastantes e/ou iridiscentes, com caudas longas e/ou penas que se destacam na cabeça e pescoço. Há no entanto espécies onde o macho não é ornamentado e é semelhante à fêmea. O bico é curto e forte e adaptado a uma alimentação omnívora, baseada em frutos, folhas e animais como anfíbios, insectos e outros invertebrados.

Os machos das aves-do-paraíso são normalmente solitários, enquanto que as fêmeas vivem em pequenos bandos juntamente com os juvenis. Na época de reprodução, o macho representa uma série de rituais de exibição, com o objectivo de atrair as fêmeas. Estas danças são muito elaboradas e no género Parotia fazem inclusivamente lembrar as danças hula e limbo. Nas maioria das espécies, onde há dimorfismo sexual significativo, a fêmea toma conta da incubação e crias sozinha, mas quando o macho é semelhante em plumagem à fêmea toma também parte nos cuidados parentais. A hibridização é um fenómeno comum dentro deste grupo e resulta em animais com plumagens intermédias, que foram confundidos no passado como espécies próprias.

As plumas das aves-do-paraíso são bastante importantes nas sociedades nativas da Nova Guiné como símbolo de estatuto social. Quando a ilha foi descoberta e explorada por naturalistas europeus, as aves-do-paraíso causaram sensação pelo seu exotismo e diversidade. As plumas tornaram-se num adorno habitual nos chapéus das senhoras das classes média e alta, enquanto que os museus de história natural e coleccionadores privados competiam pelo maior número possível de exemplares taxidermizados. No final do século XIX, princípio do século XX, foram abatidas muitas aves-do-paraíso para estes fins e muitas espécies ficaram à beira da extinção. Hoje em dia o IUCN lista apenas 12 aves-do-paraíso, mas todas as espécies do grupo estão protegidas na Papua-Nova Guiné e Irian Jaya. A importação de plumas de aves-do-paraíso é proibida na maioria dos países.

 
Paradisaea minor

As aves-do-paraíso foram anteriormente classificadas em família própria, Paradisaeidae.

A espécie Parotia berlepschi, foi descrita no século XIX. Seu nome científico é uma referência a Hans von Berlepsch, ornitólogo alemão do mesmo século. Acreditava-se estar extinta, mas uma expedição ocorrida em dezembro de 2005 redescobriu-a nas Montanhas Foja, na Papua-Nova Guiné.


tags:

publicado por pimentaeouro às 20:41
link do post | comentar | favorito
|

mais sobre mim
pesquisar
 
posts recentes

Raríssimo ou talvez não.....

IRMÃO HOMEM

O piolho viajante

D. Manuel I

Eternidade #3

Cuidado com o Ana

As sete maravilhas

Por este rio acima

Albinoni

Beethoven

arquivos
tags

???

ambição

amizade

amor

animais

antropologia

armas

arquitectura

arte

arte biografias

astronomia

aves

ballet

biografias

biologia

blogues

café curto

ciência

cinema

civilização

clima

corrupção

criminosos

crise financeira

demagogia

demência

demografia

descobrimentos

desemprego

destino

diversos

doenças

dor

economia

eleiçoes

ensino

escravatura

escultura

estado

estupidez

eternidade

ética

eu

eutanásia

evolução

família

filosofia

futebol

genocídio

governo

greves

guerra

história

incendios florestais

inquisição

internacional

justiça

literatura

livros

memória

miséria

mitologia

morte

mulher

mulheres célebres

musica

natureza

natureza humana

paisagens

paleontologia

partidos políticos

patologia ideológica

pátria

pintura

planeta terra

pobreza

poesia

politica

regime político

religião

saudade

saúde

segurança social

sentimentos

sexo

sindicatos

sociedade

sofrimento

sonhos

tecnologia

terrorismo

terrorismo de estado

testamento vital

tristeza

união europeia

universo

velhice

vida

violência

xadrez

todas as tags

favoritos

Mãe, até amanhã

Apenas

Esperança

A rapariga que roubava fl...

Nada é em vão

De amor nua

Vazio

Uma criança

Um fantasma

Arte de furtar

links
últ. comentários
Valeu-nos os Espanhóis andarem entretidos com as g...
Já fiz o luto da minha primeira mulher. Agora rest...
... Agora é menos bonita. A velhice tem muitos inc...
O acaso é o grande fazedor de vidas, dramas, felic...
Viveu e Vive de forma tão bonita!*
Como pode um episódio tão doce ter um final tão dr...
Amigo João,Não sei encontrar palavras para si, por...
Interessante, gosto muito de história,
Interessante, gostei de ler o seu post.
blogs SAPO
RSS