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Sábado, 8 de Outubro de 2016
Budismo

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Buda nunca reivindicou a divindade para si ou para o seu sistema.

O budismo implicava uma atitude pacífica e tolerante, o que fazia dele um assunto publico , não uma mera prática privada; e estava aberto a todos, fosse qual fosse o seu credo, posição social ao raça. Nos séculos que sobreviveram à morte de Buda, os seu seguidores beberam nas atitudes já presentes no pensamento indiano – a renúncia à riqueza e ao poder, o vegetariamisno e o pacifismo – e alargaram-nas a um credo do faz ao outros o que queres que te façam a ti.

Em contraste, o cristianismo viria a mesclar-se com o muito terreno e agressivo poder do Império Romano tardio, e o Islão armar-se-ia de forma ainda mais dramática. O budismo era de facto diferente. Era, essencialmente, uma rejeição radical de tudo o que concorre para formar o que chamamos História – impérios terrenos, capacidade tecnológica para o desenvolvimento, ideias e sistemas políticos em mutação. Buda diz: afastai-vos de tudo isso e olhai para dentro de vós mesmos. Não é de espantar, portanto, que, com a única excepção que abordaremos adiante, o budismo raramente surja como um sistema de crenças que influenciou a História. Isto não significa que não fosse extremamente influente. Propagou-se aos países do Sudeste Asiático.

A influência dos monges e da arte budista na China foi imensa e de lá estendeu-se à Coreia e ao Japão. 



publicado por pimentaeouro às 21:52
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