Conhece-te a ti mesmo... se puderes.
Sábado, 2 de Janeiro de 2016
Como escrevo?

Algumas amigas e amigos, poucos, têm-se referido à forma como escrevo e não tenho sabido dar resposta, não pertenço a nenhuma escola literária – ainda existem? – se tivesse talento para tanto, gostaria de pertencer ao realismo magico de Isabel Allende o oposto de como escrevo.

Por mero acaso encontrei a resposta, escrevo como Jo. Jo, João, e Rosa, são as duas personagem centrais do filme os Gatos não têm vertigens de António Pedro Vasconcelos. Jo, é um jovem marginal que vive no mundo do pequeno delito, pequenos roubos de ocasião que rendem escassos cobres para o álcool e os charros.

Jo tem na mochila um caderno vermelho onde escreve o que vive, como vive e nada mais mas parece que é muito.

Estabelece-se uma relação de amizade entre Rosa, reformada, que vive só e Jó que se infiltra na varanda da casa desta. Rosa furta-lhe o caderno vermelho que lê e decide apresentá-lo a uma editora: a editora decide editar o caderno, “O novo livro de Jo”.

Nenhuma editora publicará o que escrevo porque a minha vida é mais «pobre» do que a vida de Jo, apenas escrevo como ele escreve, o que vivo e como vivo.


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publicado por pimentaeouro às 12:24
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2 comentários:
De golimix a 2 de Janeiro de 2016 às 14:35
Mas eu gostaria muito de ler um livro escrito por si. E penso que se enganam, por aquilo que aqui leio, tem muito para ensinar e falar.

Bom Ano, pelo menos que traga paz 🍀


De pimentaeouro a 2 de Janeiro de 2016 às 21:27
Pode crer que nunca pensei em escrever um livro. O livro é uma mercadoria desvalorizada, em Portugal publicam-se centenas e centenas de livros por ano, com as mesmas tiragem do que 1.975, excepto para os escritores consagrados.
Desejo-lhe também um bom Ano Novo e saúde.
Um abraço.


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