Conhece-te a ti mesmo... se puderes.
Terça-feira, 7 de Março de 2017
Destino

“Como é que eles se encontraram? Por acaso, como toda a gente.”… “Para onde iam? Dar-se-á o caso de a gente saber para onde vai?”

(Diderot)

 

Não é sobre do destino do autocarro, do comboio ou do avião, a última estação de qualquer viagem, que vou escrever. A este destino todos nós chegamos no nosso dia-a-dia.

O Destino com maiúscula é uma miragem sedutora, tranquilizadora que nos conforta e deixa quietinhos: alguém decidiu a nossa vida por nós, não precisamos de nos preocupar.

A Igreja Católica tirou grande proveito desta milenar ideia e transformou num bálsamo enganador com que nos anestesiamos «voluntariamente»."

Verdade seja dita, não foi apenas a Igreja quem beneficiou do sossego dos espoliados, o narcótico também é útil para todos os que governam e mandam, em todos os tempos.

Diderot, no seu famoso “Tiago o fatalista” coloca na boca do Amo, D. Quixote do século XVIII, a sentença “todo o que nos acontece cá em baixo, de bem ou de mal, está escrito lá em cima”.

Na vida de cada um de nós, o imprevisto, as circunstâncias e o acaso, talvez ocupem mais de  50%. O que sobeja fica para o nosso livre arbítrio, que ainda tem dividir a sua parte do bolo com as nossas emoções, sentimentos, etc.

Damásio deixou bem explicado que, naquilo a que chamamos as nossas decisões, a fatia do bolo que cabe à racionalidade é nemor do que pensamos.

O meu destino encontra-se traçado: além da morte, não tenho destino algum.


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publicado por pimentaeouro às 16:31
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