Conhece-te a ti mesmo... se puderes.
Terça-feira, 31 de Maio de 2016
Don Juan

 

 

Don Juan é uma personagem semilendária que parece ter vivido em Sevilha, em tempos muito remotos, e que, exibindo várias modalidades de carácter e em resultado das múltiplas aventuras que lhe são atribuídas, tem servido de inspiração a muitos poetas e autores dramáticos que fizeram dela o tipo de conquistador brilhante, libertino e sem escrúpulos, de quem as mulheres irresistivelmente se enamoram e que ele engana, despreza e esquece.
O primeiro tipo de personagem de Don Juan é trazido ao nosso conhecimento através da Crónica de Sevilha, que nos apresenta Don Juan Tenório como o autor da morte do comendador Uloa, cuja filha havia raptado.
Tirso de Molina (1571-1648), poeta e dramaturgo espanhol, autor de obra literária muito vasta e muito rica, trouxe a personagem D. Juan para o mundo da literatura e para o mundo do teatro com a sua comédia El Burlador de Sevilla, em que foi secundado pelo dramaturgo francês Jean Baptiste Molière (1622-1673), que trata o tema Don Juan no seu Dom Juan, l'Amour Médecin, pelo dramaturgo espanhol António Zamora /1664-1728) e pelo poeta cómico italiano Carlo Goldini (1707-1793).

 

A figura de Don Juan tem inspirado poetas e escritores de muitos países e de várias épocas. De entre muitos outros merecem referência especial o romancista francês Alexandre Dumas (1802-1870); o poeta austríaco Nikolaus Lenau (1802-1850); o escritor francês Prosper Mérimée (1803-1870); o poeta espanhol José Zorrilha (1817-1893); o escritor português António Silva Gaio (1830-1870); o poeta português António Gomes Leal (1849-1921), em A Última Fase da Vida de D. João, o poeta português Abílio Guerra Junqueiro (1850-1923), em A Morte de D. João; o autor dramático francês Henri Bataille (1872-1922); o médico e escritor português António Patrício (1878-1930), em D. João e a Máscara; o poeta português João de Barros (1881-1960); o poeta e dramaturgo português Rui Chianca (1891-1931), em Alma de D. João.
D. Juan é também o título de um poema da autoria de Lord Byron, mas aqui o poeta inglês transformou significativamente a personagem do conquistador libertino e sem escrúpulos de Tirso de Molina.
D. Juan é ainda o título e o assunto de uma ópera do compositor austríaco Wolfgang A. Mozart (1756-1791).



publicado por pimentaeouro às 20:51
link do post | comentar | favorito
|

mais sobre mim
pesquisar
 
posts recentes

D. Manuel I

Eternidade #3

Cuidado com a Ana

As sete maravilhas

Por este rio acima

Albinoni

Beethoven

Semi-servos

Grande mesquita de Djenné...

Política

arquivos
tags

???

ambição

amizade

amor

animais

antropologia

armas

arquitectura

arte

arte biografias

astronomia

aves

ballet

biografias

biologia

blogues

café curto

ciência

cinema

civilização

clima

corrupção

criminosos

crise financeira

demagogia

demência

demografia

descobrimentos

desemprego

destino

diversos

doenças

dor

economia

eleiçoes

ensino

escravatura

escultura

estado

estupidez

eternidade

ética

eu

eutanásia

evolução

família

filosofia

futebol

genocídio

governo

greves

guerra

história

incendios florestais

inquisição

internacional

justiça

literatura

livros

memória

miséria

mitologia

morte

mulher

mulheres célebres

musica

natureza

natureza humana

paisagens

paleontologia

partidos políticos

patologia ideológica

pátria

pintura

planeta terra

pobreza

poesia

politica

regime político

religião

saudade

saúde

segurança social

sentimentos

sexo

sindicatos

sociedade

sofrimento

sonhos

tecnologia

terrorismo

terrorismo de estado

testamento vital

tristeza

união europeia

universo

velhice

vida

violência

xadrez

todas as tags

favoritos

Apenas

Esperança

A rapariga que roubava fl...

Nada é em vão

De amor nua

Vazio

Uma criança

Um fantasma

Arte de furtar

Deus existe? #2

links
últ. comentários
Valeu-nos os Espanhóis andarem entretidos com as g...
Já fiz o luto da minha primeira mulher. Agora rest...
... Agora é menos bonita. A velhice tem muitos inc...
O acaso é o grande fazedor de vidas, dramas, felic...
Viveu e Vive de forma tão bonita!*
Como pode um episódio tão doce ter um final tão dr...
Amigo João,Não sei encontrar palavras para si, por...
Interessante, gosto muito de história,
Interessante, gostei de ler o seu post.
blogs SAPO
RSS