Conhece-te a ti mesmo... se puderes.
Domingo, 19 de Junho de 2016
Eu, a puta

Enquanto o seu ventre inchava, Janeke não disse o nome do pai.

Quando teve o recém-nascido sobre o seu seio, murmurou o nome do filha mais velho do Sr. Bicking. Este mandou-a imediatamente prender, com a criança que chorava para comer. Ela tem de confessar a mentira e sobretudo não exigir o casamento. Diz a história que ele não exigiu nada.

Na prisão, ela enforca-se perante o bebé que acabava de arrotar. Como se a sua honra não tivesse sido lavada, para se vingar ainda da pobre rapariga, o Sr. Bicking exige que o cadáver da suicida seja supliciado e enforcado na praça. A morta enforcada. Toda a simpática cidade de Edam assistiu.

 

Eu, a puta de Rembrandt, de Sylvie Matton


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publicado por pimentaeouro às 21:01
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4 comentários:
De golimix a 20 de Junho de 2016 às 08:46
Forte. Gosto desse género de livros. Com uma história por trás da estória!


De pimentaeouro a 20 de Junho de 2016 às 17:30
É a Holanda do século XVII, tolerante e de brandos costumes. No resto da civilizada Europa não era melhor.


De redonda a 20 de Junho de 2016 às 18:33
Que historia terrível!


De pimentaeouro a 20 de Junho de 2016 às 21:33
A verdade nua e crua.


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Acho que sim.
Não sabia que existia uma praia assim na Europa
mas se apenas uma pessoa souber, será ainda assim ...
:) ainda bem que não trocam :)
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