Conhece-te a ti mesmo... se puderes.
Domingo, 19 de Junho de 2016
Eu, a puta

Enquanto o seu ventre inchava, Janeke não disse o nome do pai.

Quando teve o recém-nascido sobre o seu seio, murmurou o nome do filha mais velho do Sr. Bicking. Este mandou-a imediatamente prender, com a criança que chorava para comer. Ela tem de confessar a mentira e sobretudo não exigir o casamento. Diz a história que ele não exigiu nada.

Na prisão, ela enforca-se perante o bebé que acabava de arrotar. Como se a sua honra não tivesse sido lavada, para se vingar ainda da pobre rapariga, o Sr. Bicking exige que o cadáver da suicida seja supliciado e enforcado na praça. A morta enforcada. Toda a simpática cidade de Edam assistiu.

 

Eu, a puta de Rembrandt, de Sylvie Matton


tags:

publicado por pimentaeouro às 21:01
link do post | comentar | favorito
|

4 comentários:
De golimix a 20 de Junho de 2016 às 08:46
Forte. Gosto desse género de livros. Com uma história por trás da estória!


De pimentaeouro a 20 de Junho de 2016 às 17:30
É a Holanda do século XVII, tolerante e de brandos costumes. No resto da civilizada Europa não era melhor.


De redonda a 20 de Junho de 2016 às 18:33
Que historia terrível!


De pimentaeouro a 20 de Junho de 2016 às 21:33
A verdade nua e crua.


Comentar post

mais sobre mim
pesquisar
 
posts recentes

Perplexo

Flamenco #3

Guantanamera

S. Pedro zangado

Flamenco #2

Ciro II

Ricos e pobres

Reformar, reformar

Flauta de pan

A EMEL é fel

arquivos
tags

???

ambição

amizade

amor

animais

antropologia

armas

arquitectura

arte

arte biografias

astronomia

ballet

biografias

biologia

blogues

café curto

carttons

ciência

cinema

civilização

clima

comunicação social

corrupção

criminosos

crise financeira

demagogia

demência

demografia

descobrimentos

desemprego

destino

diversos

doenças

dor

economia

eleiçoes

ensaio

ensino

escravatura

escultura

estado

estupidez

eternidade

ética

eu

eutanásia

evolução

família

férias

filosofia

futebol

genocídio

governo

greves

guerra

história

inquisição

internacional

justiça

literatura

livros

memória

miséria

morte

mulher

mulheres célebres

musica

natureza

natureza humana

paisagens

paleontologia

partidos políticos

patologia ideológica

pátria

pintura

planeta terra

pobreza

poesia

politica

regime político

religião

saudade

saúde

segurança social

sentimentos

sexo

sindicatos

sociedade

sonhos

tecnologia

terrorismo

terrorismo de estado

testamento vital

tristeza

união europeia

universo

velhice

vida

violência

xadrez

todas as tags

favoritos

Um fantasma

Arte de furtar

Deus existe? #2

Para onde vou?

Sou um San

O Século xx Português

Pater Famílias

Avesso dos Lusíadas #2

links
últ. comentários
Gosto imenso!
Esperemos que não fique zangado muito mais tempo.....
E uma metáfora do nosso país. Temos muitos pobres ...
Não resistem...
Será que existirá sempre este fosso enorme?
Os casos que refere são excepções que não traduzem...
Mas nos anos 50/60 já havia por cá mulheres que ti...
Não há melhor.
blogs SAPO
RSS