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Sábado, 8 de Abril de 2017
Eugénio de Andrade

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Eugénio de Andrade (1923-2005) foi um dos maiores poetas portugueses contemporâneos. Tem obras publicadas em várias línguas. Recebeu o Prêmio Camões, em 2001.

Eugénio de Andrade (1923-2005), pseudônimo de José Frontinhas Neto, nasceu em Póvoa de Atalaia, pequena aldeia da Beira Baixa, Portugal, no dia 19 de janeiro de 1923. Filho de camponeses, após a separação dos pais, passou sua infância em companhia da mãe. Com sete anos de idade muda-se com a mãe para Castelo Branco. Em 1932 muda-se para Lisboa, onde frequenta o Liceu Passos Manuel e a Escola Técnica Machado de Castro. Em 1935 já mostrava seu interesse pela leitura, passando horas nas bibliotecas públicas. Em 1936 começa a escrever seus primeiros poemas.

Em 1938 envia alguns poemas para o poeta Antônio Bolto, que logo quer conhecê-lo. Em 1939 publicou seu primeiro poema “Narciso”. Pouco tempo depois passa a assinar com o nome “Eugénio de Andrade”. Em 1943 ele vai para Coimbra, onde permanece até 1946, após cumprir o serviço militar.

Em 1947, já em Lisboa, torna-se funcionário público, exercendo durante 35 anos a função de inspetor administrativo do Ministério da Saúde. Em 1948 publica o livro “As Mãos e os Frutos”, que recebeu elogio dos críticos literários. Em 1950 foi transferido para o Porto. Em 1956 morre sua mãe, que tinha sido sua grande companheira.
Eugénio de Andrade publicou mais de vinte livros de poesia, publicou obras em prosa, antologia, livro infantil e traduziu, para o português, livros do poeta Frederico Garcia Lorca, José Luís Borges, René Char, entre outros. O poeta levava uma vida reservada, vivia distante da vida social e pouco aparecia em público.

Eugénio de Andrade recebeu diversas distinções, entre elas, o Grau de Grande-Oficial da Ordem Militar de Santiago da Espada (1982), o Prêmio da Associação Internacional de Críticos Literários (1986), o Prêmio D. Diniz da Fundação Casa Mateus (1988), o Grande Prêmio da Poesia da Associação Portuguesa de Escritores (1989), foi agraciado com a Grã-Cruz da Ordem do Mérito (1989) e recebeu o Prêmio Camões (2001). Em 2003 a obra “Os Sulcos da Sede” recebeu o Prêmio de Poesia do Pen Clube Português.

Eugénio de Andrade faleceu em Porto, Portugal, no dia 13 de junho de 2005.



publicado por pimentaeouro às 22:38
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