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Terça-feira, 14 de Novembro de 2017
Fogo do céu

bomba nuclear.jpg

 

Estou a terminar a leitura de um pequeno livro “A Segunda Guerra Mundial” de Gerhard Schreiber. É um monumento à barbaridade humana.

Segundo o autor houve diversas guerras dentro da Segunda Guerra Mundial e entre elas a guerra das bombas.

A iniciativa foi nazi, mas a partir de Agosto de 1 942, quando ingleses e americanos adquiriram superioridade em meios aéreos e de comunicações, os bombardeamentos tornaram-se industriais, prioritariamente sobre grandes centros urbanos, infra-estruturas industriais e de transportes.

O objectivo deliberado das duas partes consistia em aterrorizar – e massacrar – as populações civis. Nazis e Aliados em pé de igualdade! Foram mortos milhões de civis de todas as idades e arrasadas grandes cidades na Europa, ex União Soviética, China, Japão, etc.

A guerra das bombas foi uma nova forma de fazer a guerra, como nunca tinha existido no mundo, e violou todas as convenções internacionais sobre a utilização de meios aéreos.

Desde 45 para cá, a corrida aos armamentos e respectivo tráfico nunca cessaram, mas pior, a evolução tecnológica dos armamentos ultrapassa tudo o que posamos imaginar.

Paradoxalmente, podemos afirmar que os armamentos utilizados na segunda guerra mundial e a sua capacidade de morte e destruição, são hoje peças de museu!

Entre esta monstruosa parafernália de meios de destruição conta-se as bombas de fragmentação, bombas que contêm dezenas ou centenas de pequenas bombas no seu interior que se espalham cegamente por uma área de território alargada, matando e destruindo ao acaso. Uma loucura do cérebro humano.

A Convenção contra as Bombas de Fragmentação foi assinada por 107 países em Dezembro de 2 008, em Oslo, para entrar em vigor este ano. Até hoje a Convenção foi ratificada apenas por 38 países.

EUA, Rússia e China, os grandes fabricantes mundiais destas bombas não ratificaram – coerentemente – a Convenção.

Apesar de tudo isto, as bombas de fragmentação são apenas uma pequena amostra do inferno que caí do céu. As guerras de hoje – EUA à cabeça – são precedidas de semanas seguidas de bombardeamentos, diurnos e nocturnos, para depois os exércitos ocuparem as ruínas.

O objectivo de aterrorizar as populações civis deve estar a atingir o seu limite.

 

 

 

 


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publicado por pimentaeouro às 19:51
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