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Quinta-feira, 3 de Novembro de 2016
Gandhi

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 O princípio do satyagraha, frequentemente traduzido como "o caminho da verdade" ou "a busca da verdade", também inspirou gerações de ativistas democráticos e antirracistas, incluindo Martin Luther King Jr. e Nelson Mandela. Frequentemente, Gandhi afirmava a simplicidade de seus valores, derivados da crença tradicional hindu: verdade (satya) e não violência .

Mohandas Karamchand Gandhi (em hindi: मोहनदास करमचन्‍द गान्‍धी; em guzerate: મોહનદાસ કરમચંદ ગાંધી;Porbandar, 2 de outubro de 1869Nova Déli, 30 de janeiro de 1948), mais conhecido como Mahatma Gandhi (dosânscrito "Mahatma", "A Grande Alma") foi o idealizador e fundador do moderno Estado indiano e o maior defensor doSatyagraha (princípio da não agressão, forma não violenta de protesto) como um meio de revolução.[1]

Quando Gandhi voltou à Índia, em 1891, sua mãe havia falecido, e ele, devido àtimidez, não obteve êxito na sua profissão legal de advogado. Assim, aproveitou a oportunidade que surgiu de ir para África do Sul, durante um ano, representando a firma hindu de Dada Abdulla em KwaZulu-Natal, em um processo judicial.[1]

Sua estadia na África do Sul, notório local de discriminação racial, despertou-lhe aconsciência social. Como advogado, Gandhi fez o melhor para descobrir os fatos. Depois de resolver um caso difícil, ele passou a ter notoriedade por sua atuação. Ele mesmo relata: "eu aprendi a descobrir o lado bom da natureza humana e a entrar nos corações dos homens. Eu percebi que a verdadeira função de um advogado era unir partes separadas".[7]

Acreditava que o dever do advogado era ajudar o tribunal a descobrir a verdade, não tentar incriminar o inocente. Ao término do ano, durante uma festa de despedida, de retorno à Índia, Gandhi tomou conhecimento que uma lei estava sendo proposta para privar os hindus do voto. Os amigos dele insistiram: "fique e conduza a briga para os direitos de nossos compatriotas na África do Sul." Gandhi fundou, em KwaZulu-Natal, o Congresso Hindu em1894, e seus esforços foram uma vigorosa advertência para a imprensa.

 
Gandhi e sua esposa Kasturba Gandhi em foto de 1902.

Quando Gandhi retornou à África, após buscar a esposa e filhos na Índia em janeiro de 1897, os sul-africanos tentaram interromper suas atividades de maneiras sórdidas. Uma delas foi a tentativa de subornar e ameaçar o empresário Dada Abdulla Sheth; mas Dada Abdulla era cliente de Gandhi e, finalmente, depois de um período de quarentena, Gandhi recebeu permissão para aterrissar. A turba de espera reconheceu Gandhi e começou a espancá-lo até que a esposa do Superintendente Policial veio ao salvamento dele. A turba ameaçou linchá-lo, mas Gandhi escapou usando um disfarce.

 
Gandhi com o "Indian Ambulance Corps" durante a "Segunda Guerra dos Bôeres" (1899-1900).

Depois, ele se recusou a processar os que o haviam espancado, permanecendo firme no princípio de controle do egoísmo com respeito à pessoa infratora; além de que tinham sido os líderes da comunidade e do governo de Natal que haviam causado o problema.[2]

Entre 11 de outubro de 1899 até 31 de maio de 1902, foi travada a Segunda Guerra dos Bôeres. Em Natal, Gandhi incentivou os britânicos a recrutar indianos.[8] Ele argumentou que estes deveriam apoiar os esforços de guerra, a fim de legitimar suas reivindicações à cidadania plena.[8] Os britânicos aceitaram a oferta de Gandhi de liderar um destacamento de 20 voluntários indianos como um corpo padioleiro para tratar dos soldados feridos. Esse corpo foi comandado por Gandhi e operou por aproximadamente dois meses.[9] A experiência ensinou-lhe que era impossível desafiar diretamente o poder militar do exército britânico e que este só poderia ser combatido de uma forma não violenta.[10]

Gandhi acabou permanecendo vinte anos na África do Sul defendendo a minoria hindu, liderando a luta de seu povo pelos seus direitos.[11] Ele experimentou ocelibato durante trinta anos de sua vida e, em 1906, retomou o juramento de Brahmacharya até o fim da vida.

De acordo com uma biografia recente bastante polêmica, Gandhi separou-se em 1908, quando já tinha quatro filhos, para viver com Hermann Kallenbach, umfisiculturista alemão de origem judaica que emigrara para a África do Sul e viria a tornar-se um de seus discípulos mais próximos. Viveram sob o mesmo teto por dois anos, separando-se quando Gandhi retornou à Índia em 1914. [12]

 

O primeiro uso de desobediência civil em massa ocorreu em setembro de 1906. O Governo de Transvaal quis registrar a população hindu inteira. Os hindus formaram uma massa que se encontrou no Teatro Imperial de Joanesburgo;[2] eles estavam furiosos com a ordem humilhante, e alguns ameaçaram exercer uma resposta violenta à ordem injusta.

Porém, eles decidiram, em grupo, se recusar a obedecer às providências de inscrição; havia unanimidade, e apenas alguns poucos se registraram. Gandhi decidiu chamar esta técnica, de se recusar a se submeter à injustiça, de Satyagraha, que quer dizer, literalmente: "força da verdade". Uma semana depois de desobediência, as mulheres Asiáticas foram dispensadas do registro.[1] Quando o governo de Transvaal finalmente pôs em prática o "Ato de Inscrição Asiático" em 1907, Gandhi e vários outros hindus foram presos.

A pena dele foi de dois meses sem trabalho duro, dedicando-se durante esse período à leitura. Durante a vida, Gandhi passaria um total de mais de seis anos como prisioneiro. Enquanto lia na prisão, Gandhi travou contato, por carta, com Leon Tolstoi, um de seus ídolos. O escritor russo, com suas ideias libertárias, influenciou o indiano. Ele também indicou, a este, a leitura de Henry David Thoreau. Gandhi descobriu, então, a desobediência civil. Também teve, papel importante sobre o pensamento de Gandhi, a obra do pensador anarquista Piotr Kropotkin. Logo, ele começou a perceber, cada vez mais, as possibilidades infinitas do "amor universal".

O movimento de protesto em prol da conquista dos direitos para os indianos na África do Sul continuou crescendo; em um certo ponto, foram presos 2 500 indianos dos 13 000 existentes na província, enquanto 6 000 fugiram do Transvaal.

Durante a desobediência civil, Gandhi desenvolveu o uso de ahimsa que significa "sem dor" e que, normalmente, é traduzido como "não violência". Gandhi seguiu o preceito de "odiar o pecado e não o pecador. Desde que nós vivemos espiritualmente, ferir ou atacar outra pessoa é atacar a si mesmo. Embora nós possamos atacar um sistema injusto, nós sempre temos que amar as pessoas envolvidas. Assim, ahimsa é a base da procura pela verdade".

 

Gandhi também foi atraído para a vida agrícola simples. Ele começou duas comunidades rurais de Satyagrahis: "Fazenda Fênix" e "Fazenda Tolstoi". Escreveu e editou o diário "Opinião indiana", para elucidar os princípios e a prática deSatyagraha. Três assuntos foram abordados e questionados: os direitos dos hindus na África do Sul; a proibição deimigrantes Asiáticos; e, por fim, o invalidamento de todos casamentos não Cristãos.

Em novembro de 1913, Gandhi conduziu uma marcha com mais de duas mil pessoas. Gandhi foi preso e solto após pagar fiança. Logo após, o prenderam novamente e o libertaram, e novamente foi preso depois de quatro dias de liberdade. Foi, então, condenado ao trabalho forçado durante três meses, mas as greves continuaram, envolvendo aproximadamente 50 000 operários, e milhares de indianos foram presos.

Finalmente, através de negociação, os assuntos foram resolvidos. Todos osmatrimônios, independente de qual fosse a religião, se tornaram válidos; os impostos em atraso foram cancelados, e os operários, contratados; e foi concedida mais liberdade aos indianos.

Gandhi constatou o poder do método de Satyagraha e profetizou que ele poderia transformar a civilização moderna. "É uma força que, se se tornasse universal, revolucionaria ideais sociais e anularia odespotismos e o militarismo."

Enquanto isso, a Índia ainda estava sofrendo debaixo das regras coloniais britânicas. Gandhi sugeriu que a Índia podia ganhar sua independência por meios não violentos e por via da autoconfiança. Gandhi rejeitou a força bruta e a opressão e declarou que a força da alma ou amor é que mantém a unidade das pessoas em paz e harmonia.

 
Gandhi em 1918, quando liderou ossatyagrahi de Kheda, no Gujarate, contra as taxações injustas.

De volta à Índia em 1915, Gandhi passou a exercer o papel de conscientizador da sociedade hindu e muçulmana sobre a luta pacífica pela independência indiana, baseada no uso da não violência. O uso da não violência, por sua vez, baseava-se no uso da desobediência civil.

Gandhi estava pronto para morar nas ruas sujas com os intocáveis se necessário, mas um benfeitor anônimo doou dinheiro suficiente para um ano. Gandhi passou então a ajudar os necessitados e as crianças carentes.

Em 1917, Gandhi ajudou as pessoas que trabalhavam em tecelagens, diante da exploração injusta dos proprietários sobre esses trabalhadores. Ele foi detido, mas logo perceberam que o Mahatma era o único que poderia controlar as multidões.

Reformas foram ganhas novamente por meio da desobediência civil. Os trabalhadores têxteis de Ahmedabad também eram economicamente oprimidos. Gandhi sugeriu uma greve e, como os trabalhadores temiam as consequências dela, ele fez um jejum para encorajar a continuação da greve.

O primeiro desafio de Gandhi ao governo britânico na Índia foi em resposta aos poderes arbitrários do "Rowlatt Act" de 1919. A Índia tinha cooperado com a Inglaterra durante a guerraː no entanto, lhe estavam sendo reduzidas as liberdades civis.

Guiado por um sonho ou experiência interna, Gandhi decidiu pedir um dia de greve geral. Porém, a filosofia de Mahatma não foi bem entendida pelas massas, e violências estouraram em vários lugares. O Mahatma se arrependeu declarando que tinha feito "um erro de cálculo", e cancelou a campanha.

Gandhi fundou e publicou dois semanários sem anúncios - a "Índia Jovem" em inglês e o "Navajivan" em Gujarati. Em 1920, Gandhi iniciou uma campanha de âmbito nacional de não cooperação com o governo britânico que, para o camponês, significou o não pagamento de impostos e nenhuma compra de bebida alcoólica, pois o governo ganhava toda a renda de sua venda.

Gandhi realizou várias viagens ao longo de todo o território hindu, com a função de conseguir a conscientização em massa de todas as pessoas, mostrando a necessidade da prática da desobediência civil e do uso da não violência. Durante finais dos anos 1920, Gandhi escreveu uma autobiografia retratando suas experiências vividas. Nesse livro, descreveu os erros cometidos, e o esforço de os superar.

 

Em suas falas, ele exibe, através dos dedos da mão, seu programa de cinco pontos:

Esses cinco pontos, os cinco dedos representando o sistema, estavam conectados ao pulso, simbolizando a não violência.

 

Finalmente em 1928, ele anunciou uma campanha de Satyagraha em Bardoli contra o aumento de 22% em impostos britânicos. As pessoas se recusaram a pagar os impostos, sendo repreendidas pelo governo britânico. No entanto, os indianos continuavam não violentos. Finalmente, após vários meses, os britânicos cancelaram os aumentos, libertaram os prisioneiros, e devolveram as terras e propriedadesconfiscadas; e os camponeses voltaram a pagar seus tributos.

Ainda nesse ano, o Partido do Congresso Nacional Indiano quis a autonomia da Índia e considerou a guerra aos ingleses para conseguir esse fim. Gandhi se recusou a apoiar uma atitude como esta, porém declarou que, se a Índia não se tornasse um Estado independente ao final de 1929, então ele exigiria sua independência.

Por conseguinte, em 1930, Mahatma Gandhi informou, ao vice-rei, que a desobediência civil em massa iniciaria-se no dia 11 de março. "Minha ambição é nada menos que converter as pessoas britânicas à não violência, e, assim, lhes fazer ver o mal que fizeram para a Índia.[13] Eu não busco prejudicar as pessoas." Gandhi decidiu desobedecer as "Leis do Sal" que proibiam os hindus de fazer seu próprio sal;[13] este monopólio britânico golpeou especialmente os pobres.

Começando com setenta e oito participantes, Gandhi iniciou uma marcha de 124 milhas para o mar que duraria mais de vinte e quatro dias. Milhares tinham se juntado no começo, e vários milhares uniram-se durante a marcha.[1] Primeiro, Gandhi e, então, outros, juntaram um pouco de água salgada à beira-mar empanelas, deixando-as ao sol para secar. Em Bombaim, o Partido do Congresso Nacional Indiano colocou panelas no telhado; 60 000 pessoas juntaram-se ao movimento, e foram presas centenas delas. Em Karachi, onde 50 000 assistiram ao sal sendo feito, a multidão era tão espessa que impedia a polícia de efetuar alguma apreensão. As prisões estavam lotadas com pelo menos 60 000 transgressores. Incrivelmente, lá "não havia praticamente nenhuma violência por parte da população; as pessoas não queriam que Gandhi cancelasse o movimento."[13]

 

Gandhi foi preso, mas o amigo dele, Sarojini Naidu, conduziu 2 500 voluntários e os advertiu a não resistir às interferências da polícia. De acordo com uma testemunha ocular, o repórter Miller de Webb, eles continuaram marchando até serem detidos por quatrocentos policiais, mas eles não tentaram lutar.

Tagore declarou que a Europa tinha perdido a moral e o prestígio na Ásia. Logo, mais de 100 000 hindus estavam na prisão, incluindo quase todos os seus líderes.

Gandhi foi chamado a uma reunião com o vice-rei Irwin em 1931, e eles firmaram um acordo em março. A desobediência civil foi cancelada; foram libertados os prisioneiros;[13] a fabricação de sal foi permitida na costa; e os líderes do Partido do Congresso Nacional Indiano assistiriam à próxima conferência de mesa-redonda em Londres. Para participar desta conferência, Gandhi viajou novamente a Londres, onde conheceu Charlie Chaplin, George Bernard Shaw e Maria Montessori, entre outros.[13] Em transmissão de rádio para os Estados Unidos, ele falou que a força não violenta é um modo mais consistente, humano e digno. Discutindo relações com os britânicos, ele disse que ele não quis somente a independência, mas também a interdependência voluntária baseada no amor.


 Enquanto preso em 1932, Gandhi entrou em um jejum em nome dos Harijansporque, a eles, tinha sido determinado que formassem um eleitorado separado. Poderia ser um jejum até a morte, a menos que ele pudesse despertar a consciência hindu. O assunto foi resolvido, e até mesmo templos hindus destinados aos "intocáveis" foram abertos pela primeira vez.[13] No próximo ano, Gandhi fez um jejum de vinte e um dias para purificação, e os funcionários britânicos, amedrontados de que ele pudesse morrer, colocaram-no na prisão. Gandhi anunciou que não se ocuparia da desobediência civil até que sua oração fosse completada.

Mesmo com a Segunda Guerra Mundial se aproximando, Gandhi confirmou seus princípios pacifistas. Ele mostrou como a Abissínia (Etiópia) poderia ter usado a não violência contra Mussolini, e ele a recomendou para os Tchecos e para os chineses. "Se é valente, como é, morrer, a um homem que luta contra preconceitos, é ainda valente se recusar a briga e ainda recusar se render ao usurpador".

 

Já em 1938, ele exortou os judeus a defender os seus direitos e, se necessário, morrer como mártires. "Uma caçada humana degradante pode ser transformada em uma postura tranquila e determinada, oferecendo-se, aos homens e mulheres desarmados, a força dada a eles por Jehovah." Mahatma recomendou o uso de métodos não violentos aos britânicos para combater Hitler, já que não podia dar seu apoio a qualquer tipo de guerra ou matança.

O Partido do Congresso Nacional Indiano prometeu, a Gandhi, que ele ficaria fora da prisão, mas outros 23 223 indianos foram presos, inclusive Vinoba Bhave, Jawaharlal Nehru e Patel. Em 1942, Gandhi sugeriu modos para resistir não violentamente aos japoneses. Ele propôs, às pessoas japonesas, a causa da "federação mundial da fraternidade, sem a qual não poderia haver nenhuma esperança para a humanidade".

 

Porém, Gandhi continuou exercendo uma revolução não violenta para a Índia e, em1942, ele e outros líderes foram presos. Ele decidiu jejuar novamente, sendo que apenas ele sobreviveu. Quando a guerra terminou, ele afirmou sobre a necessidade de "uma paz real baseada na liberdade e igualdade de todas as raças e nações". Nos últimos anos de sua vida, ele havia dito: "violência é criada por desigualdade, a não violência pela igualdade".

Ele foi a uma peregrinação para Noakhali para ajudar aos pobres. A independência para a Índia era agora iminente, masJinnah, o líder muçulmano, estava exigindo a criação de um estado separado: o Paquistão. Gandhi pregou em favor da unidade e tolerância, até mesmo lendo, às reuniões, o Alcorão.

Os hindus o atacaram porque pensaram que ele era a favor dos muçulmanos, e os muçulmanos exigiram, dele, a criação do Paquistão. Gandhi foi para Calcutá para acalmar a discussão e a violência entre hindus e muçulmanos. Mais uma vez, ele jejuou até que os líderes da comunidade assinaram um acordo para manter a paz. Antes de que eles assinassem, ele os advertiu de que, se se rebelassem, ele jejuaria até a morte. Gandhi, em janeiro de 1948, fez muito para acalmar os conflitos entre hindus e muçulmanos, permitindo a divisão da Índia em dois países.

Após a guerra, Gandhi se envolveu com o Congresso Nacional Indiano e com o movimento pela independência. Ganhou notoriedade internacional pela sua política de desobediência civil e pelo uso do jejum como forma de protesto.

Por esses motivos, sua prisão foi decretada diversas vezes pelas autoridades britânicas, prisões às quais sempre se seguiram protestos pela sua libertação (por exemplo, em 18 de março de 1922, quando foi sentenciado a seis anos de prisão por desobediência civil, dos quais cumpriu apenas dois anos).

Outra estratégia eficiente de Gandhi pela independência foi a política do swadeshi - o boicote a todos os produtosimportados, especialmente os produzidos na Inglaterra.[14] Aliada a esta estratégia, estava sua proposta de que todos os indianos deveriam vestir o khadi - vestimentas caseiras - ao invés de comprar os produtos têxteis britânicos.

 

Gandhi declarava que toda mulher indiana, rica ou pobre, deveria gastar parte do seu dia fabricando o khadi em apoio ao movimento de independência. Esta era uma estratégia para incluir as mulheres no movimento, em um período em que pensava-se que tais atividades não eram apropriadas às mulheres.

Sua posição pró-independência endureceu após o Massacre de Amritsar em 1920, quando soldados britânicos abriram fogo matando centenas de indianos que protestavam pacificamente contra medidas autoritárias do governo britânico e contra a prisão de líderes nacionalistas indianos.[14]

Uma de suas mais eficientes ações foi a marcha do sal, conhecida como Marcha Dândi, que começou em 12 de março de1930 e terminou em 5 de abril,[14] quando Gandhi levou milhares de pessoas ao mar a fim de coletarem seu próprio sal ao invés de pagar a taxa prevista sobre o sal comprado.

Em 8 de Maio de 1933, Gandhi começou um jejum que duraria 21 dias em protesto à opressão britânica contra a Índia.[14]Em Bombaim, no dia 3 de março de 1939, Gandhi jejuou novamente em protesto às regras autoritárias e autocráticas para a Índia.

Gandhi passou cada vez mais a pregar a independência durante a II Guerra Mundial, através de uma campanha clamando pela saída dos britânicos da Índia (Quit Índia, literalmente Saiam da Índia), que, em pouco tempo, se tornou o maior movimento pela independência indiana, ocasionando prisões em massa e violência em uma escala inédita.

Gandhi e seus partidários deixaram claro que não apoiariam a causa britânica na guerra a não ser que fosse garantida, à Índia, independência imediata.

Durante este tempo, ele até mesmo cogitou um fim do seu apelo à não violência, um princípio até então intocável, alegando que a "anarquia ordenada" ao redor dele era "pior do que a anarquia real". Foi, então, preso em Bombaim pelas forças britânicas em 9 de agosto de 1942 e mantido em cárcere por dois anos.

Gandhi teve grande influência entre as comunidades hindu e muçulmana da Índia. Costuma-se dizer que ele terminava rixas comunais apenas com sua presença. Gandhi posicionou-se veementemente contra qualquer plano que dividisse a Índia em dois estados, o que efetivamente aconteceu, criando a Índia - predominantemente hindu - e o Paquistão - predominantemente muçulmano.

No dia da transferência de poder, Gandhi não celebrou a independência com o resto da Índia, mas ao contrário, lamentou sozinho a partilha do país em Calcutá.

Gandhi tinha iniciado um jejum no dia 13 de janeiro de 1948 em protesto contra as violências cometidas por indianos e paquistaneses. No dia 20 daquele mês, sofreu um atentado: uma bomba foi lançada na sua direção, mas ninguém ficou ferido.

Entretanto, no dia 30 de janeiro de 1948, Gandhi foi assassinado a tiros, em Nova Déli, por Nathuram Godse, um hindu radical que responsabilizava Gandhi pelo enfraquecimento do novo governo ao insistir no pagamento de certas dívidas ao Paquistão. Godse foi, depois, julgado, condenado e enforcado, a despeito do último pedido de Gandhi, que foi, justamente, a não punição do seu assassino.

O corpo do Mahatma foi cremado, e suas cinzas foram jogadas no rio Ganges.



publicado por pimentaeouro às 16:59
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