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Terça-feira, 4 de Abril de 2017
Grupo do leão

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Este quadro de grandes dimensões (201 x 376 cm) representa os pintores naturalistas portugueses que se reuniam na Cervejaria Leão de Ouro, em Lisboa, na então chamada Rua do Príncipe (atualmente Rua Primeiro de Dezembro). Os artistas decidiram colaborar na decoração do restaurante que a Cervejaria passou a integrar. Logo à entrada, ficou o retrato do Grupo. A pintura aí ficou até ser adquirida pelo Museu em 1945. Estão nela representados onze artistas, um intelectual, um empregado de mesa e o dono da Cervejaria. Ao fundo, em pé, da esquerda para a direita: o pintor João Ribeiro Cristino (1858-1948), o intelectual Alberto de Oliveira, o empregado Manuel Fidalgo, o próprio pintor Columbano (1857-1929), o dono da Cervejaria António Monteiro, o paisagista Cipriano Martins. Sentados, da esquerda para a direita: o paisagista Henrique Pinto (1853-1912), o pintor José Malhoa (1855-1933), o pintor de marinhas João Vaz (1859-1931), o pintor Silva Porto (1850-1893), o pintor António Ramalho (1859-1916), o pintor Moura Girão (1840-1916), o caricaturista Rafael Bordalo Pinheiro (1846-1905) e o escultor José Rodrigues Vieira (1856-1898).

A figura mais próxima do centro da composição representa o principal impulsionador do Grupo, Silva Porto, a quem Alberto de Oliveira está apresentando o catálogo que ele próprio organizara para uma exposição do Grupo. Toda a composição é firme, mantendo porém a naturalidade. A inclinação para a esquerda da figura de Alberto de Oliveira é compensada pela inclinação para a direita da figura de Manuel Fidalgo. À esquerda, aparece em cores claras a representação, em toda a largura, de uma coluna; no outro extremo do quadro aparece outra coluna clara, não representada em toda a largura, acompanhada porém pela claridade das roupagens de Columbano e de Rodrigues Vieira. A mesa clara atravessa horizontalmente todo o quadro, servindo de eixo ordenador das figuras dos artistas, todas escuras e bem recortadas, com os rostos perfeitamente identificáveis. Alguns estiveram no atelier de Columbano, expressamente para este quadro. De outros, o autor possuía já a imagem, por os ter retratado anteriormente, ou até possuir apontamentos e fotografias. António Ramalho e Rodrigues Vieira são os que mais deixam transparecer a alegria daquele momento de convívio.

Columbano apreciava os retratos coletivos realizados por Frans Hals e, em França, observou talvez o célebre quadro de Fantin Latour, representando Verlaine, Rimbaud e outros poetas: Coin de Table (1872). Também apreciou as pinturas pré-impressionistas de Edgar Degas, e possivelmente o seu próprio auto-retrato, no Grupo, com a sua cartola e enviesamento do corpo, corresponde a alguma influência do pintor francês.



publicado por pimentaeouro às 18:16
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