Conhece-te a ti mesmo... se puderes.
Domingo, 28 de Fevereiro de 2016
Leituras #2

Na divulgação cientifica interessa-me a cosmologia e a astronomia e a antropologia. Do Big Bang às galáxias, das galáxias às estrela de primeira e segunda geração e destas últimas áos planetas. No cosmos as distancias são inimagináveis, milhões e milhões de quilometros que a luz leva séculos a percorrer.

No planeta terra, formado há 4.500 milhões de anos, sucederam-se as Eras, Paleozóico, Mesozóico e Cenozóico com as respectivas populações que evoluiram em complexidade; bactérias, algas, animais de corpo mole, peixes, anfibios, insectos, plantas, répteis, florestas de pteridófitas, répteis terapsideos, dinossauros, mamiferos, plantas coniferas, passaros (filhos dos dinossauros), primatas e humanos e, finalmentee, o Homo, dito Sapiens. A terra mudou de forma, formaram-se os continentes que conhecemos hoje; a evolução nunca dorme mas não tem um plano nem uma finalidade, é o acaso que manda, não existe em parte alguma um ser criador.

Como surgiu a vida no planeta que habitamos? Na aparência, a vida é uma simples combinação de atómos de carbono, hidrogénio, oxigénios e outros atomos em pequenas quantidades. A vida acontece – só aconteceu uma única vez -, no chamado mundo ARN ( ácido ribunocleico) moléculas que funcionam como um gene e como uma enzima, o ARN  é um precursor da vida.

Qualquer ser vivo tem de possuir ADN,  o código de genes que é trasmitido à geração seguinte e a capacidade de realizar reacções quimicas para digerir comida.

Daqui para a frente é a complexa história da complexidade crescente das formas de vida até ao homem. A história da vida no planeta não é uma linha recta, aconteceram cinco extinções em massa e outras menores, a extinção mais devastadora ocorreu no periodo Permico, há 250 milhões de anos, e calcula-se que pereceram 96% das espécies existentes, salvaram-se alguns repteis, dinosauros, plantas coníferas, peixes, etc.; a vida escapou por pouco.

No final do Cretácico ocorreu uma extinão em massa, designada evento KT, va-se lá saber por quê; um meteorito com cerca de 10 quilometros de diametro, colidio com o planeta terra, na peninsula de Yucatán, no sul do México, e abriu uma cratera com cerca de 150 quilometros de diametro, pior que um diluvio as nuvens de pó cobriram a atmosfera, gelaram a temperatura e as espécies vivas morreram em massa.

É talvez mais prudente pensarmos que o planeta terra é um local pouco seguro para habitar. Se a vida não se extinguir com outro cataclismo qualquer, está condenada a desaparecer num futuro longinquo quando o Sol, no seu declinio, extinguir a terra. Não há austronauta que se salve.


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publicado por pimentaeouro às 22:15
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