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Domingo, 25 de Junho de 2017
Leon Tolstói

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Leon Tolstói (1828-1910) foi um escritor russo, autor de “Guerra e Paz", obra-prima que o tornaria célebre. Profundo pensador social e moral é considerado um dos mais importantes autores da narrativa realista de todos os tempos.

Leon Tolstói ou Liev Nikoláievitch Tolstói (1828-1910) nasceu em Yasnaya Polyana, Rússia, no dia 09 de setembro de 1828. Filho de Nicolau Tolstói, de origem ilustre, que remota à princesa Maria Nicolaievna, com nove anos ficou órfão de pai e de mãe, sendo educado por preceptores. Em 1841, muda-se para Kazan. Em 1844, ingressou na Universidade de Kazan, onde estudou Ciências jurídicas e línguas orientais, mas insatisfeito com o ensino formal abandonou o curso.

Senhor de inúmeros servos, dono de 2.200 hectares de terra, tem sua juventude dividida em contradições. Entusiasma-se com o luxo e a frivolidade da capital, porém preocupa-se com os servos e procura oferecer-lhes melhores condições. Duvida das próprias certezas e sente as contradições dos dois mundos em que vive.

Ao completar 23 anos, entrou para o Exército, ao mesmo tempo em que publicou os capítulos da autobiografia "Infância", na revista O Contemporâneo, de São Petersburgo. Um ano depois eclode a Guerra da Crimeia entre russos e turcos. Por ser de origem nobre, o conde Liev recebe o posto de oficial de Artilharia, sendo designado para lutar no cerco de Sebastopol, momentos que descreveu depois em uma crônica.  

De retorno à Rússia, descrente da guerra, após a derrota das tropas russas, funda em suas terras, uma escola modelo para os camponeses, redigindo uma revista pedagógica, onde difundia suas ideias que se fundamentavam, em síntese, na adoção, pelos homens, de uma simplicidade evangélica. Inicia uma série de viagens pela Europa, onde observa as novas experiências em educação. Desenganado do mundo e de suas seduções, investiu contra os convencionalismos e pregava uma reforma fundamental nas estruturas sociais.

Essa estranha personalidade de místico e pacifista de homem que provara da futilidade e da frivolidade, mas que conhecera, nos cinco anos de guerra, os dramas e sofrimentos de seu povo,  acabou excomungado pela Igreja ortodoxa e malvisto pelo Estado czarista russo e a nobreza de então.

A vida na corte o deixou decepcionado, administrar suas propriedades não mais o satisfaz e a vida militar o repugnava. Dedica-se então a escrever e conclui o livro "Infância" (1852), em seguida publica "Adolescência" (1954) e "Juventude" (1856), completando assim a trilogia autobiográfica. Em 1862 casa-se com Sofia Andreievna.

De sua grande produção novelística destaca-se “Guerra e Paz” (1869), vasto painel de sua pátria ao tempo de Napoleão e das campanhas travadas na Áustria, e descreve a invasão da Rússia pelo exército francês e a sua retirada, compreendendo o período de 1805 e 1820. Com mais de mil páginas na versão original, é um dos maiores romances da história.

Outras grandes obras de Tolstói é “Anna Karenina”, um romance passional e  amplo quadro social, considerado um dos melhores romances psicológicos da literatura moderna, e “Ressurreição”, esse romance já inteiramente dominado por suas ideias místico-reformistas. Leon Tolstói, pública também artigos e contos, a maioria com objetivos doutrinários, a que mais se destaca é “A Morte de Iván Ilitch”, obra considerada pelos críticos como a mais perfeita novela já escrita.

A morte sucessiva de três filhos, e de uma tia, abala a vida do escritor. Começa uma grande transformação em sua vida. Afirmando que "O pivô do mal é a propriedade", repudia a nobreza, veste-se como camponês, anda descalço e serve-se a si próprio. Divide os móveis da família entre a mulher e os filhos, deixa metade dos direitos autorais para o público. No meio da noite, abandona sua casa, acompanhado de sua filha mais nova, para viver como um camponês qualquer.

Leon Nicolaievich Tolstói faleceu numa estação ferroviária de Astapovo (hoje Leon Toltói), na província de Riaz, Rússia, no dia 20 de novembro de 1910, em consequência de uma pneumonia.



publicado por pimentaeouro às 12:18
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2 comentários:
De redonda a 25 de Junho de 2017 às 19:19
Eu li a Guerra e Paz quando era adolescente à noite, um único volume que era dos meus pais e não era nada fácil de ler - não gostei das partes de guerra e queria era saber com quem é que a Natasha ia ficar, se com o príncipe André se com o Pedro...


De pimentaeouro a 25 de Junho de 2017 às 20:53
Guerra e Paz é um classico. A vida atribulada e contraditória de Tolstoi dava um romance.


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