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Quinta-feira, 21 de Abril de 2016
Meia realidade

É histórico, desde que existe a CGTP pela primeira vez reconhece que a sindicalização diminuiu mas atribui essa quebra só a factores externos; a troika, o encerramento de empresas, o aumento do desemprego, a emigração, etc. Todavia existem factores internos que também contribuem para a diminuição da sindicalização; muitos trabalhadores não se reconhecem na actividade dos sindicatos, acham, e bem, que são dominados pelos partidos políticos, à esquerda e à direita, etc.

Naquele acto de contrição com a realidade a CGTP declara que existem 550.000 trabalhadores sindicalizados mas na realidade serão apenas cerca de 250.000 e também não apresenta dados sectoriais que permitam conhecer melhor a realidade daquele universo.

Acontece que desde o final da década de 80 a maioria dos sindicalizados encontram-se nos sindicatos da função publica, trabalhadores da Administração local, enfermeiros, etc.

Isto significa que a CGTP deixou de ter representação maioritariamente operária e passou a ter representação maioritariamente de serviços: a CGTP é há mais de duas décadas uma central sindical de serviços.

Arménio dos Santos continua a querer manipular a realidades como sempre foi feito mas a outra metade da realidade acabará por impor-se, quer a CGTP queira, quer não.

 



publicado por pimentaeouro às 22:43
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4 comentários:
De Kruzes Kanhoto a 22 de Abril de 2016 às 12:33
Deixei de ser sindicalizado há trinta anos quando conheci melhor - por dentro - o modus operandi da coisa...


De pimentaeouro a 22 de Abril de 2016 às 20:30
É o normal.


De A rapariga do autocarro a 22 de Abril de 2016 às 16:22
Sou sindicalizada, mas sinceramente acho que não sei se tenho tido efectivamente alguma vantagem!, pelos menos a quota a sair da carteira essa é certa!


De pimentaeouro a 22 de Abril de 2016 às 20:30
Desconheço a capacidade de negociação dos sindicatos da polícia.


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