Conhece-te a ti mesmo... se puderes.
Terça-feira, 13 de Dezembro de 2016
Natal #1

 

Na guerra (carnificina) de 1.914-1.918 , num ano que não recordo, num grupo de soldados alemães e outro grupo de saldados franceses, saíram das respectivas trincheiras para celebrar o Natal e confraternizar uns com os outros.

Foram todos presos, considerados traidores à Pátria  e fuzilados sumariamente: a mensagem natalícia poderia  ser celebrada nas cidades, vilas e aldeias mas não podia entrar nas trincheiras.

Depois do Natal o que acontece? Nada, ou mais exactamente, continua tudo na mesma: os rancores e ódios continuam, os mercados e a especulação continuam como dantes, os pobres continuam pobres, as guerras não cessam, a vida continua a sua «normalidade».

Almas caridosas e bem intencionadas sentem-se tranquilas porque num dia do ano representaram o papel da bondade e da fraternidade. Inventada há cerca de 1.600 anos, a celebração da mensagem de Jesus não alterou os sentimentos e os comportamentos dos humanos: a mensagem de Cristo é contrária à natureza humana, continuamos a ser como éramos, contraditórios com o Bem e Mal dentro de nós. Amém


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publicado por pimentaeouro às 22:12
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2 comentários:
De redonda a 14 de Dezembro de 2016 às 13:40
Será que não alterou mesmo? Em vez de pensar no que lhes aconteceu depois (não conhecia esse episódio) porque não pensar antes nos soldados que no campo de batalha foram capazes de suspender a guerra?
O meu avô paterno esteve na 1ª GM, tinha 19 anos, foi para França e esteve na batalha de la Lys, levava de bicicleta ordens do comando para perto da frente.


De pimentaeouro a 14 de Dezembro de 2016 às 15:31
Lamento decepcioná-la mas não alterou nada. A Segunda Guerra Mundial ( a Primeira foi apenas europeia ) foi muito pior, morreram 60 milhões de pessoas, 25 milhões na ex-URSS e 15 milhões na China sem contar com os feridos graves e mutilados: é uma contabilidade macabra.
No mundo de hoje há várias guerras regionais que podem ser o rastilho para algo muito grave.
O Bem e o Mal continuam a existir dentro de nós.


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