Conhece-te a ti mesmo... se puderes.

Sábado, 8 de Julho de 2017
Africanos duas vezes

 Resultado de imagem para homo erectus

 

Africanos  duas vezes. Primeiro, cerca de 1.800.000 de anos, o Homo erectus, tetravô dos nossos bisavôs, saiu de África e espalhou-se por grande parte do planeta, até onde os glaciares deixavam.

À medida que progredíamos para norte a nossa pele foi perdendo as cores  castanho e preto e foi ficando castanho claro e branco. Enfrentávamos a natureza com pedras lascadas e polidas, pedras mal-amanhadas. Por natureza éramos generalistas mas acabámos por nos tornarmos especializados em sobreviver, uma luta titânica que mal conseguimos imaginar.

Oportunistas, astutos, agressivos e inteligentes, milhares de anos de mutações e de selecção natural, dotaram-no com um cérebro grande, que já não pode crescer mais.

O bipedismo, o domínio do fogo, a linguagem e socialização foram forjando o que somos hoje. Predador e presa durante milhões de anos, só a agricultura – invenção das mulheres? – e a sedentarização mudaram radicalmente hábitos e comportamentos, mas isso foi ontem, ou seja menos de 1% da nossa caminhada.

O caçador e recolector ainda deve estar no nosso cérebro.

Milhares de anos depois, cerca de 125.000 anos, é a vez do Homo sapiens, o Homem moderno, voltarmos a sair de África, e desta vez para colonizar todos os continentes e muitas ilhas.

Segundo cálculos modernos existiriam apenas cerca de… 10.000 Homens modernos divididos em pequenos grupos de 20 a 30, no máximo, pessoas.

A nossa vida há 100.000 anos já não era só perigos e agruras, já tínhamos lazer, tempo para a família, para cantar e dançar e finalmente para produzir arte, filha da ociosidade.

O triangulo clima-alimentos-população domina toda a nossa evolução. Quando os dois primeiros mudam, a população pode aumentar, diminuir ou, até, perecer.

Hoje, com mais de 6 mil milhões de habitantes, durante quantos anos irá haver jantar para todos.



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Terça-feira, 6 de Junho de 2017
Africanos duas vezes

Resultado de imagem para antropologia homo faber

 

Africanos  duas vezes. Primeiro, cerca de 1.800.000 de anos, o Homo erectus, tetravô dos nossos bisavôs, saiu de África e espalhou-se por grande parte do planeta, até onde os glaciares deixavam.

À medida que progredíamos para norte a nossa pele foi perdendo as cores  castanho e preto e foi ficando castanho claro e branco. Enfrentávamos a natureza com pedras polidas, pedras mal-amanhadas. Por natureza éramos generalistas mas acabámos por nos tornarmos especializados em sobreviver, uma luta titânica que mal conseguimos imaginar.

Oportunistas, astutos, agressivos e inteligentes, milhares de anos de mutações e de selecção natural, dotaram-no com um cérebro grande, que já não pode crescer mais.

O bipedismo, o domínio do fogo, a linguagem e socialização foram forjando o que somos hoje. Predador e presa durante milhões de anos, só a agricultura – invenção das mulheres? – e a sedentarização mudaram radicalmente hábitos e comportamentos, mas isso foi ontem, ou seja menos de 1% da nossa caminhada.

O caçador e recolector ainda deve estar no nosso cérebro.

Milhares de anos depois, cerca de 125.000 anos, é a vez do Homo sapiens, o Homem moderno, voltarmos a sair de África, e desta vez para colonizar todos os continentes e muitas ilhas.

Segundo cálculos modernos existiriam apenas cerca de… 10.000 Homens modernos divididos em pequenos grupos de 20 a 30, no máximo, pessoas.

A nossa vida há 100.000 anos já não era só perigos e agruras, já tínhamos lazer, tempo para a família, para cantar e dançar e finalmente para produzir arte, filha da ociosidade.

O triangulo clima-alimentos-população domina toda a nossa evolução. Quando os dois primeiros mudam, a população pode aumentar, diminuir ou, até, perecer.

Hoje, com mais de 6 mil milhões de habitantes, durante quantos anos irá haver jantar para todos.



publicado por pimentaeouro às 21:14
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Sexta-feira, 10 de Março de 2017
Homo sapiens

 Resultado de imagem para homo sapiens sapiens imagens

 

Não sei o que  terá passado pela cabeça dos antropólogos quando baptizaram de primata ( o primeiro ) os tetra bisavós dos nossos avós. Na realidade foram dos últimos a aparecer na savana africana.

Como um disparate nunca vem só, a seguir baptizaram um primo daqueles de Homo Sapiens Sapiens, uma refinada afirmação de egocentrismo agudo.

Com  boa vontade apenas podemos chamar ao primo dos primatas Sapiens Asno, tal a quantidade de disparates que tem acumulado ao longo de milhares de anos. Só nos últimos mil anos, fazendo tábua rasa de milénios de civilização, temos resumidamente: a escravatura, a exploração das mulheres, sacrifícios rituais de humanos, queima de bruxas e hereges, anti-semitismo e racismos vários, massacres em massa, genocídios, crendices e superstições etc..

A cereja no bolo são as guerras mundiais do século XX, dezenas de conflitos regionais e centenas de outros de menor escala; nenhum continente escapou à sanha auto destruidora e a linha que separa militares e civis nos conflitos é mais ilusória do que real. O património destruído é simplesmente incalculável.

Com este currículo às costas, o sujeito não é de fiar.



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Segunda-feira, 26 de Setembro de 2016
Homo Sapians ?

Resultado de imagem para homo sapiens

 

Em hora sem inspiração os antropólogos resolvera baptizar de Homo Sapians o primata que há cerca de 200.000 anos saiu de África rumo à Ásia e outros rumo à Europa onde exterminaram o Homem de Neandertal.

Para uma criatura tão contraditória e perigosa o apelido é um contra-senso. Nem tudo é mau, com uma tenacidade incrível, o homem moderno migrou para quase todos os cantos habitáveis do planeta Terra, ultrapassando obstáculos como o deserto, montanhas, oceanos e o gelo.

Com a mesma tenacidade incrível praticou (e pratica) horrores, massacres, genocídios e porque é contraditório construiu pirâmides, pontes com quilómetros, catedrais góticas e obras de arte e pinturas maravilhosas.

Não é esta a imagem que o espelho nos devolve mas somos assim. 



publicado por pimentaeouro às 19:45
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Segunda-feira, 20 de Junho de 2016
Somos todos
 
Africanos  duas vezes. Primeiro, há cerca de 1.000.000 de anos, o Homo erectus, nosso tetra, tetravô dos nossos bisavôs, saiu de África e espalhou-se por grande parte do planeta, até onde os glaciares deixavam.

À medida que progredíamos para norte a nossa pele foi perdendo as cores  castanho e preto e foi ficando castanho claro e branco. Enfrentávamos a natureza com pedras lascadas e polidas, pedras mal-amanhadas. Por natureza éramos generalistas mas acabámos por nos tornarmos especializados em sobreviver, uma luta titânica que mal conseguimos imaginar.

Oportunistas, astutos, agressivos e inteligentes, milhares de anos de mutações e de selecção natural, dotaram-nos com um cérebro grande, que já não pode crescer mais.

O bipedismo, o domínio do fogo, a linguagem e socialização foram forjando o que somos hoje. Predador e presa durante milhões de anos, só a agricultura – invenção das mulheres? – e a sedentarização mudaram radicalmente hábitos e comportamentos, mas isso foi ontem, ou seja menos de 1% da nossa caminhada.

O caçador e recolector ainda deve estar gravado no nosso cérebro e os diferentes papeis sociais do homem e da mulher já vinham de muito longe no tempo. 

Milhares de anos depois, há cerca de 125.000 anos, é a vez do Homo sapiens, o Homem moderno,  saírmos pela segunda vez de África, e desta vez para colonizar todos os continentes e muitas ilhas.

Que bicho me mordeu para fazer esta digressão atabalhoada e superficial? Precisamos de saber de onde vimos para conhecermos quem somos.


publicado por pimentaeouro às 22:05
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Quinta-feira, 19 de Maio de 2016
Homo sapiens ? #2
 

 

 

 

Autores de diversas áreas consideram o homo sapiens insensato e pérfido e alguns até duvidam, simplesmente, que alguma vez tenha sido sapiens.

Estas dúvidas não surgem apenas em épocas de grandes crises e desastres (I Guerra Mundial, grande depressão de 1929, II Guerra Mundial, etc), é um cepticismo – será cepticismo? – permanente de uma visão da História.

Edgar Morin considera que o homo sapiens é simultaneamente homo demens, Mark Twain escreve um ensaio com o título “A Abominável Raça Humana” e existe abundante literatura onde o homem é o vilão, o lobo do homem, o assassino do homem.

A linha divisória entre razão e emoção, racional e irracional, lucidez e loucura, é muito ténue e os dois extremos misturam-se com frequência.

Guerras, massacres e limpezas étnicas são incontáveis, mas a partir do século XVI com o colonialismo Ocidental adquiriram uma dimensão industrial.

Com a pilhagem das terras e de matérias-primas praticaram-se dezenas de genocídios em África, América Central e do Sul, Austrália,  e um pouco por quase toda a Terra.

Já nos séculos XVIII e XIX, os europeus que emigraram para os EUA dizimaram as populações indígenas. O Estado pagava por cada cabeça e  privados «caçavam» de conta própria.

Os sobreviventes deste genocídio, que deu muitos filme de cowboys, foram confinados a exíguas reservas, para morrerem lentamente.

Nós, portugueses, também temos uma quota, mas especializamo-nos numa modalidade: a venda de escravos negros, aos milhões, (até vendíamos aos Espanhóis), tratados como animais e transportados de África, para o «Novo Mundo» como sacos de batatas.

Raramente falamos desta ignomínia da nossa história. Preferimos evocar os heróis e os grandes feitos da imensa amalgama de grandezas e misérias a que chamamos “Descobrimentos”.

Sapiens e louco! 

 



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Terça-feira, 12 de Maio de 2015
Um primo afastado

Las chimpancés cazadoras dan pistas sobre los primeros humanos

El único grupo de primates que usa lanzas para cazar de forma habitual puede aportar claves sobre el origen de las sociedades humanas

Las chimpancés cazadoras dan pistas sobre los primeros humanos

Un viejo chimpancé bebe agua en una charca, en Fongoli, Senegal. / FRANS LANTING

 

En la calurosa sabana senegalesa se encuentra el único grupo de chimpancés que usa lanzas para cazar animales con los que alimentarse. Se ha visto a algún otro chimpancé sirviéndose de herramientas para la captura de pequeños mamíferos pero estos, en la comunidad de Fongoli, cazan de forma habitual usando ramas afiladas. Este modo de conseguir alimento es un uso cultural consolidado para este grupo de chimpancés.

Junto a esta innovación tecnológica, en Fongoli se da también una innovación social que les distingue del resto de chimpancés estudiados en África: hay más tolerancia, mayor paridad de sexos en la caza y los machos más corpulentos no atropellan tan a menudo los intereses de los demás gracias a su fuerza. Para los investigadores que vienen observando este comportamiento desde hace una década, estos usos además podrían ofrecer claves sobre la evolución de los ancestros humanos.



publicado por pimentaeouro às 23:49
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Quarta-feira, 25 de Março de 2015
Venus?
AS PRIMERAS ESCULTURAS DE LA HISTORIA
 
 
 

 

 Venus de Willendorf (c. 25000-20000 a.C.). Esta figura en piedra caliza de la Diosa Grávida prehistórica, con los atributos femeninos relacionados con la fertilidad muy resaltados, es la más popular de cuantas se conocen. Mide 11 cm. y fue hallada en Willendorf en 1908. Se conserva en el Museo de Historia Natural de Viena, Austria.
 
Esta esculturas rudimentares estão longe da arte rupestre de Altamira e outros locais, são apenas um embrião de algo mal definido. Já significam uma nova forma de ocupar os ócios e de fazer objectos que não se destinam à sobrevivência.
Serão Vénus? Não sabemos. As mulheres seriam tão obesas? Também não sabemos. Provavelmente a deformação do corpo feminino poderá estar ligada a outro objectivo, mítico ou não. De qualquer forma são uma nova etapa na forma de pensar.
 
 
 


publicado por pimentaeouro às 22:39
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Terça-feira, 28 de Outubro de 2014
Homo Sapiens #1

Autores de diversas áreas consideram o homo sapiens insensato e pérfido e alguns até duvidam, simplesmente, que alguma vez tenha sido sapiens.

 

Estas dúvidas não surgem apenas em épocas de grandes crises e desastres (I Guerra Mundial, grande depressão de 1929, II Guerra Mundial, etc), é um cepticismo – será cepticismo? – permanente de uma visão da História.

 

Edgar Morin considera que o homo sapiens é simultaneamente homo demens, Mark Twain escreve um ensaio com o título “A Abominável Raça Humana” e existe abundante literatura onde o homem é o vilão, o lobo do homem, o assassino do homem.

 

A linha divisória entre razão e emoção, racional e irracional, lucidez e loucura, é muito ténue e os dois extremos misturam-se com frequência.

 

Guerras, massacres e limpezas étnicas são incontáveis, mas a partir do século XVI com o colonialismo Ocidental adquiriram uma dimensão industrial.

 

Com a pilhagem das terras e de matérias-primas praticaram-se dezenas de genocídios em África, América Central e do Sul, Austrália,  e um pouco por quase toda a Terra.

 

Já nos séculos XVIII e XIX, os europeus que emigraram para os EUA dizimaram as populações indígenas. O Estado pagava por cada cabeça e  privados «caçavam» de conta própria.

 

Os sobreviventes deste genocídio, que deu muitos filme de cowboys, foram confinados a exíguas reservas, para morrerem lentamente.

 

Nós, portugueses, também temos uma quota, mas especializamo-nos numa modalidade: a venda de escravos negros, aos milhões, (até vendíamos aos Espanhóis), tratados como animais e transportados de África, para o «Novo Mundo» como sacos de batatas.

 

Raramente falamos desta ignomínia da nossa história. Preferimos evocar os heróis e os grandes feitos da imensa amalgama de grandezas e misérias a que chamamos “Descobrimentos” 

 

 

 



publicado por pimentaeouro às 11:09
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Segunda-feira, 30 de Junho de 2014
Génesis, 1:26



publicado por pimentaeouro às 13:07
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Quinta-feira, 20 de Março de 2014
Para onde vamos?

 

Durante dois milhões de anos como bípedes especializamo-nos em sobreviver, principalmente, ao clima, às devastadores glaciações, sete ao todo: uma história não escrita nem contada de heroísmo puro.

Pelo caminho fomos polindo pedras, até há poucos tempo, descobrimos e inventamos o fogo,  dominamos a fala, socializamo-nos - quem perdia ou saia do grupo não sobrevivia - e guerreamo-nos sempre: a violência corre-nos nas veias.

Dois milhões e anos a caminhar para onde? Onde chegamos hoje por mero acaso sem que nada o determinasse nem nenhuma entidade nos guiasse? Sabemos tanto do nosso destino como o Homo Sapiens quando saiu de África há 150.000 anos.

Substituímos os mitos ancestrais por mitos «civilizados»: o progresso é sempre em linha recta, é o pior de todos.

Progresso é uma coisa muito relativa, complexidade exponencial é mais objectivo. Em poucos milhares de anos vertiginosos desde a primeira aldeia e a primeira cidade, onde ficou o progresso moral? Deixámo-lo na beira da estrada e tornamo-nos crentes do dinheiro, único valor,  do consumo e vivemos submersos num mar tecnologia que não dominamos.

Ninguém sabe se a natureza iirá  dar-nos outro o bónus de mais dois milhões de anos e muito menos como serão.

Pelo andar da carruagem, dos últimos dois séculos, podemos ter fundadas dúvidas sobre o nosso futuro. 



publicado por pimentaeouro às 21:50
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Quarta-feira, 29 de Maio de 2013
Conhece-te a ti próprio

 

 

 

É um parente afastado, remoto, mas precisamos conhecer a família para nos conhecermos a nós próprios.



publicado por pimentaeouro às 14:28
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Segunda-feira, 19 de Novembro de 2012
Sou africano

 

 

O Homo sapiens, ao contrário do que poderá parecer porque é pouco referido, nasceu em África e quando saiu daquele continente, há apenas 60.000 anos, para explorar o resto do planeta, levava consigo toda a tecnologia desta espécie mais evoluída (economia de caça, recolha e pesca, primeiras sepulturas, nascimento da arte, etc.) do que o seu antecessor Homo erectus.

Os pequenos grupos humanos que penetraram na Península Arábica e os que não se aventuraram e ficaram em África  tinham a pele escura, o cabelo escuro e os olhos escuros.

À medida que os reduzidos grupos de Homo sapiens foram penetrando no Médio Oriente, Europa, Ásia Central, China, Austrália, Américas, etc. a melanina foi alterando a pigmentação da pele mas o que predomina, no mundo,  é a pele escura, o cabelo escuro e os olhos escuros (Índia, Ásia Central, nativos das Américas, etc.)

Resumindo, em qualquer parte do mundo que nasçamos somos todos descendentes de africanos, comumente designados por pretos.

Os racistas de todas as cores são ignorantes e exploradores com base na sua suposta superioridade racial.

 



publicado por pimentaeouro às 22:45
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Quarta-feira, 31 de Outubro de 2012
Somos todos
Africanos  duas vezes. Primeiro, cerca de 1.800.000 de anos, o Homo erectus, nosso tetra, tetravô dos nossos bisavôs, saiu de África e espalhou-se por grande parte do planeta, até onde os glaciares deixavam.

À medida que progredíamos para norte a nossa pele foi perdendo as cores  castanho e preto e foi ficando castanho claro e branco. Enfrentávamos a natureza com pedras polidas, pedras mal-amanhadas. Por natureza éramos generalistas mas acabámos por nos tornarmos especializados em sobreviver, uma luta titânica que mal conseguimos imaginar.

Oportunistas, astutos, agressivos e inteligentes, milhares de anos de mutações e de selecção natural, dotaram-no com um cérebro grande, que já não pode crescer mais.

O bipedismo, o domínio do fogo, a linguagem e socialização foram forjando o que somos hoje. Predador e presa durante milhões de anos, só a agricultura – invenção das mulheres? – e a sedentarização mudaram radicalmente hábitos e comportamentos, mas isso foi ontem, ou seja menos de 1% da nossa caminhada.

O caçador e recolector ainda deve estar no nosso cérebro. 

Milhares de anos depois, há cerca de 125.000 anos, é a vez do Homo sapiens, o Homem moderno,  saimos pela segunda vez de África, e desta vez para colonizar todos os continentes e muitas ilhas.

Segundo cálculos modernos existiriam apenas cerca de… 10.000 Homens modernos divididos em pequenos grupos de 20 a 30, no máximo,  de pessoas.

A nossa vida há 100.000 anos já não era só perigos e agruras, já tínhamos lazer, tempo para a família, para cantar e dançar e finalmente para produzir arte, filha da ociosidade.

O triangulo clima-alimentos-população domina toda a nossa evolução. Quando os dois primeiros mudam, a população pode aumentar, diminuir ou, até, perecer.

Hoje, com mais de 6 mil milhões de habitantes, durante quantos anos irá haver jantar para os privilegiados que têm comida?

Que bicho me mordeu para fazer esta digressão atabalhuada e superficial? Talves porque esta origem primitiva devesse tornarnos um pouco mais sensatos e humildes.


publicado por pimentaeouro às 23:54
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Domingo, 23 de Setembro de 2012
Homo sapiens? #1

 

 

 

Autores de diversas áreas consideram o homo sapiens insensato e pérfido e alguns até duvidam, simplesmente, que alguma vez tenha sido sapiens.

Estas dúvidas não surgem apenas em épocas de grandes crises e desastres (I Guerra Mundial, grande depressão de 1929, II Guerra Mundial, etc), é um cepticismo – será cepticismo? – permanente de uma visão da História.

Edgar Morin considera que o homo sapiens é simultaneamente homo demens, Mark Twain escreve um ensaio com o título “A Abominável Raça Humana” e existe abundante literatura onde o homem é o vilão, o lobo do homem, o assassino do homem.

A linha divisória entre razão e emoção, racional e irracional, lucidez e loucura, é muito ténue e os dois extremos misturam-se com frequência.

Guerras, massacres e limpezas étnicas são incontáveis, mas a partir do século XVI com o colonialismo Ocidental adquiriram uma dimensão industrial.

Com a pilhagem das terras e de matérias-primas praticaram-se dezenas de genocídios em África, América Central e do Sul, Austrália,  e um pouco por quase toda a Terra.

Já nos séculos XVIII e XIX, os europeus que emigraram para os EUA dizimaram as populações indígenas. O Estado pagava por cada cabeça e  privados «caçavam» de conta própria.

Os sobreviventes deste genocídio, que deu muitos filme de cowboys, foram confinados a exíguas reservas, para morrerem lentamente.

Nós, portugueses, também temos uma quota, mas especializamo-nos numa modalidade: a venda de escravos negros, aos milhões, (até vendíamos aos Espanhóis), tratados como animais e transportados de África, para o «Novo Mundo» como sacos de batatas.

Raramente falamos desta ignomínia da nossa história. Preferimos evocar os heróis e os grandes feitos da imensa amalgama de grandezas e misérias a que chamamos “Descobrimentos”.

Sapiens e louco! 

 



publicado por pimentaeouro às 00:17
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