Conhece-te a ti mesmo... se puderes.

Sexta-feira, 14 de Julho de 2017
Jupiter

 

A humanidade nunca tinha estado tão perto daquela que é uma das formações mais curiosas de Júpiter. Os dados recolhidos pela sonda deverão servir para compreender melhor a mancha, mas vão demorar "algum tempo" a analisar.



publicado por pimentaeouro às 20:38
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Quinta-feira, 23 de Fevereiro de 2017
Trappist-1

 illustration of a seven planet solar system

 

Alô, alô, daqui fala planeta Terra. Este chamamento jamais existirá e é simples de perceber embora exista alguma confusão acerca de marcianos.

Trappist-1 é uma simpática estrela, bem mais pequena do que o nosso Sol, e tem, na sua órbita 7 planetas parecidos com a Terra.

Está apenas a 40 anos luz da nossa casa (378 429 218 903 240 km. )  , menos do que um grão de areia à escala cósmica. 

Provavelmente nunca chegaremos a saber se nalgum daqueles planetas existirá qualquer forma de vida,sempre diferente da nossa. Isso poderá acontecer em 3 planetas que se encontram na chamada «zona habitável», distancia em relação  à estrela que permite a existência de água, essencial à vida como nós a conhecemos.

Esta descoberta, trabalho de muitos anos, foi realizada por uma equipa internacional ( temos lá a portuguesa Catarina Fernandes) que utilizou telescópios localizados em diversos países da Terra.

Trabalho de ciclopes!



publicado por pimentaeouro às 22:08
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Quarta-feira, 4 de Janeiro de 2017
PGC 1000714

Foi localizada uma nova (e rara) galáxia

 Tem o nome de PGC 1000714 e foi descoberta a 359 milhões de anos luz de distância da Terra. A nova galáxia pertence a um grupo raro de que fazem parte apenas 0,1% das galáxias conhecidas.
 
 

A nova galáxia apresenta um núcleo elíptico rodeado por dois anéis

Cientistas da Universidade do Minesota Duluth e do Museu de Ciências Naturais da Carolina do Norte deram uma primeira descrição desta galáxia com um núcleo elíptico bem definido rodeado de dois anéis circulares. “A galáxia parece pertencer a uma classe raramente observada, do tipo Hoag”, refere um comunicado citado pela agência Efe.

“Menos de 0,1% de todas as galáxias observadas são do tipo Hoag”, indicou a autora principal do estudo, Burcin Mutlu-Pakdil, do Instituto de Astrofísica da Universidade do Minesota. As galáxias do tipo Hoag têm um núcleo circular rodeado por um anel e sem nada visível que ligue ambas as partes, enquanto a maior parte das observadas são como a Via Láctea, de forma espiral.

 

Os investigadores recolheram imagens da galáxia que apenas se pode observar com facilidade desde o hemisfério Sul, com um grande telescópio nas montanhas do Chile. Essas imagens serviram para determinar a idade das duas principais partes da galáxia: o anel exterior e o corpo central. Mas também descobriram provas de um segundo anel interior em torno do corpo central, segundo o comunicado.



publicado por pimentaeouro às 11:50
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Quinta-feira, 24 de Novembro de 2016
Calor a mais

O exoplaneta mais parecido com a Terra é um mundo infernal

Planeta rochoso tem tamanho e massa semelhantes à Terra, mas dá volta à sua estrela em apenas 8,5 horas. Resultados fazem sonhar com a descoberta de Terras em locais compatíveis com a vida.

 

Em Kepler-78b, o pôr do Sol é gigante. Imagine uma estrela a ocupar metade do céu entre o horizonte e o zénite. E ainda rochas fundidas à superfície devido a temperaturas muito altas. Kepler-78b gira a uma distância mínima do seu sol e completa uma volta em apenas 8,5 horas. Está tão perto daquela estrela que os astrónomos consideraram que pertence a uma nova classe de planetas. É um mundo quente, infernal, o oposto da nossa realidade amena, e incompatível com a vida que conhecemos. E, no entanto, duas equipas de astrofísicos fizeram, separadamente, medições deste exoplaneta e descobriram que, das centenas que já se conhecem, o Kepler-78b é o mais semelhante à Terra no tamanho, na massa e na densidade.

Os artigos com os resultados das duas equipas são publicados nesta quarta-feira na edição online da revista Nature. Uma das equipa inclui um investigador português Pedro Figueira.

Por onde começar a procurar vida noutros planetas? Os astrofísicos gostariam de começar essa procura em sítios com as características do nosso mundo. O ideal seria mesmo encontrar um planeta-irmão da Terra, de tamanho e massa semelhantes, a girar à volta de uma estrela com dimensão e idade equivalentes à do Sol e na mesma zona de habitabilidade. Ou seja, suficientemente perto da sua estrela para o calor impedir a água de congelar, mas não tão perto que a fizesse evaporar-se para o espaço.

Mas até agora, ainda não encontraram a Terra número dois.

Desde 1995, quando se descobriu o primeiro planeta fora do nosso sistema solar, já se identificaram com certeza perto de 1000 exoplanetas. Alguns deles aproximam-se daquilo que os cientistas procuram. Há exoplanetas que são super-Terras, têm duas a dez vezes a sua massa, alguns estão em regiões onde pode haver água líquida. Há outros têm massa equivalente à da Terra, mas situam-se em regiões que se adivinham mortas.

Ninguém está à espera de encontrar vida em Kepler-78b. Quando foi noticiada a sua descoberta, em Agosto deste ano, sabia-se pouco: estava a 700 anos-luz de distância, na constelação do Cisne, girava em redor de uma estrela um pouco mais pequena do que o Sol, completando uma volta em 8,5 horas. Mercúrio, a 58 milhões de quilómetros do Sol, demora 88 dias.



publicado por pimentaeouro às 17:47
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Sexta-feira, 11 de Novembro de 2016
Mais um vizinho distante

O Sistema Solar tem novo planeta gigante

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GIGANTE. O misterioso Planeta Nove terá 10 vezes a massa da Terra e duas a quatro vezes o seu diâmetro, segundo os astrónomos

FOTO PLANETUSER

É um planeta gasoso semelhante a Neptuno em termos de tamanho e composição e demora 15 mil anos a completar a sua órbita à volta do Sol, de onde dista cerca de um ano-luz (nove biliões de quilómetros). Fica localizado na Nuvem de Oort, a gigantesca nuvem com biliões de cometas nos confins do Sistema Solar

Depois de os astrónomos anunciarem, nos últimos anos, cada vez mais descobertas de planetas extrassolares na Via Láctea, ninguém esperaria que aqui bem “perto” existissem grandes planetas por descobrir. Mas a verdade é que acaba de ser confirmada por uma equipa de investigação do Instituto de Tecnologia da Califórnia (Caltech) a existência de um novo planeta gasoso gigante no Sistema Solar.

Chama-se Planeta Nove, tem 10 vezes a massa da Terra e duas a quatro vezes o seu diâmetro, sendo um planeta gasoso semelhante a Neptuno, em termos de tamanho e composição. E está situado a cerca de um ano-luz do Sol (nove biliões de quilómetros), na Nuvem de Oort, a gigantesca mancha com biliões de cometas nos confins do Sistema Solar.

Para continuar a ler o artigo, clique AQUI

 


publicado por pimentaeouro às 10:08
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Quarta-feira, 6 de Julho de 2016
Jupiter

 

 

A sonda Juno levou cinco anos a percorrer 2.800 milhões de quilometros até entrar na orbita de Jupiter. Uma proesa cientifica e tecnológia que custou 990 milhões de euros.

 

Júpiter é o maior planeta do Sistema Solar. Em seu interior caberiam todos os outros juntos.

É o quinto planeta a partir do Sol. O planeta é conhecido desde a Antiguidade e recebeu o nome do principal deus romano, Júpiter.

Júpiter tem anéis em volta de si e muitos satélites (luas) naturais: 63 luas no total.

As quatro maiores luas de Júpiter foram descobertas por Galileu Galilei em 1610 ao apontar seu telescópio para o céu e receberam nomes da mitologia: Io, Europa, Ganimedes e Calisto.

Uma observação mais detalhada do planeta, ainda assim, só pôde ser feita no século XX com o envio de sondas de exploração.

A primeira delas foi a Pioneer 10 dos Estados Unidos, mas muitas outras se seguiram e há inclusive planos para futuras sondas.

 

 Qual seu tamanho?

 
ordem de tamanho - Sol, Júpiter, Terra e Lua

Júpiter tem 142,984 km ou cerca de 11 Terras de diâmetro no equador. Isso faz com que seja cerca de um décimo do tamanho do diâmetro do Sol! Caberiam cerca de 1.400 Terras. Tem 133,709 km ou 10 Terras de diâmetro de polo a polo.

A rápida rotação de Júpiter (que gira em torno de si mesmo em menos de dez horas, em comparação com 24 horas da Terra) cria uma protuberância no equador.

O campo magnético de Júpiter é a maior do Sistema Solar. Ele tem uma cauda que se estende além da órbita de Saturno. Se pudesse ser visto da Terra, ele pareceria ser cinco vezes o tamanho da lua cheia.

Como é a superfície?

A superfície que vemos não é sólida. Este enorme planeta tem um núcleo relativamente pequeno, sólido e rochoso. Líquidos e gases rodeiam este núcleo e se misturam com a atmosfera.

Júpiter é um planeta muito nublado, venta muito e tem muitas tempestades.

Ele está sempre coberto por uma camada de nuvens, e a velocidade dos ventos, de 600 km/h são comuns.

As tempestades são visíveis como redemoinhos, faixas e manchas. A tempestade particularmente violenta, cerca de três vezes o diâmetro da Terra, é conhecida como a Grande Mancha Vermelha. Essa tempestade já existe pelo menos desde 1831, e talvez desde 1665.

A camada de nuvens é dividida em várias faixas.

As faixas mais claras são chamadas zonas, as faixas mais escuras são chamadas cinturões. As cores são causadas por pequenas mudanças na temperatura e química.

Cada faixa gira na direção oposta à das suas vizinhas. Ao longo das bordas onde as faixas se encontram, estes ventos colidem e criam padrões em espirais.

A atmosfera tempestuosa de Júpiter tem relâmpagos como na Terra. No entanto, enquanto os relâmpagos da Terra podem ser mais quentes do que 50.000ºC, a queda de raios em Júpiter pode passar de 5.000.000ºC, que é cem vezes mais do que na Terra.

 
Comparação entre os tamanhos de Júpiter e da Terra.

De que é feito?

Júpiter, junto com Saturno, Urano e Netuno, é muitas vezes chamado de gigante gasoso, porque a maioria desses planetas é feita de líquido e de gás.

A maior parte dos estudiosos concorda em dizer que Júpiter é uma grande bola de gases com um núcleo de gelo.

O interior do planeta é muito quente e a pressão enorme. Há uma camada de nuvens de amônia e não de água como na Terra, ventos muito fortes e tempestades.

A maior delas é a conhecida Grande Mancha Vermelha de Júpiter, um grande anticiclone que gira no sentido contrário ao do relógio com o tamanho de três planetas Terra.

A tempestuosa atmosfera de Júpiter tem clarões e raios como a da Terra, mas os de Júpiter podem ser cem vezes mais poderosos que os da Terra. Os raios surgem a partir da pequena quantidade de água existente na parte superior das nuvens.

 
Grande Mancha Vermelha em foto da sonda Voyager 1 de 25 de Fevereiro de 1979.

Júpiter tem alguns anéis escuros e difíceis de ver, formados de poeira mais do que gelo como os de Saturno.

São tão difíceis de ver, que até a aproximação da sonda Voyager em 1979, os cientistas não sabiam que Júpiter tinha anéis.

Os anéis se estendem por uma área grande, suficiente para atingir a órbita de duas luas mais próximas. Formaram-se a partir do choque de meteoros com essas luas e de material de cometas e outros objetos que possam ter se aproximado de Júpiter.

Já a Grande Mancha Vermelha é provavelmente a característica mais conhecida de Júpiter. Ela é conhecida desde 1831 ou pouco antes.

Trata-se de uma grande tempestade na superfície do planeta. Não é, contudo, a única a existir. Há outras menores, brancas ou vermelhas.

No ano 2000, três dessas tempestades menores se uniram e formaram uma maior, próxima da Grande Mancha Vermelha. Ela foi chamada de Oval BA ou Pequena Mancha Vermelha e desde seu surgimento, mudou de cor, deixando de ser branca e passando a ser vermelha.

Por estar muito distante da Terra, as primeiras observações em detalhes de Júpiter só puderam ser feitas após a criação do telescópio.

Foi Galileu Galilei que observou as maiores luas do planeta em 1610.

Muitos anos depois, já no século XX, satélites dos Estados Unidos foram os primeiros a passar perto do planeta: a Pioneer 10 em 1973 e as Voyager 1 e 2 em 1979. As sondas Voyager descobriram os anéis de Júpiter, várias luas e sinais de vulcões em Io.

No final do século, os astrônomos puderam observar a colisão de um cometa com o planeta, cometa Shoemaker-Levy 9, e dessa trombada puderam fazer novas descobertas.

Também foi enviada uma sonda que orbitou o planeta de 1995 a 2003, a Galileo. Outras missões estão planejadas para observação das luas, em que é possível que exista vida.

Luas

 
Io fotografada pela Galileo Orbiter NASA
 

Júpiter tem 63 luas conhecidas. As quatro maiores foram descobertas por Galileu em 1610 e por isso são chamadas de luas galileanas. São elas: Io, Europa, Ganimedes e Calisto que são nomes de personagens da mitologia associados com Júpiter.

 

 
Europa pela Voyager 2 NASA
 

Io é um pouco maior que a Lua. Tem muitos vulcões e está coberta por lava de várias cores. Io não tem muitas crateras, porque a lava as cobre depois de algum tempo e seu interior é feito de ferro e minerais.

Não há água ou gelo em Io como nas outras luas galileanas, talvez porque a lua fosse muito quente quando formada. Seu nome vem de uma mulher amada por Júpiter na mitologia romana. 

Europa por sua vez é um pouco menor que a nossa Lua. Sua superfície é coberta de gelo com algumas rachaduras visíveis. Esse gelo pode esconder um grande oceano de água com duas vezes mais água que a existente em toda a Terra.

A existência de água combinada com o calor gerado por vulcões subaquáticos poderia dar origem a vida nesta lua de Júpiter. Europa, além disso, tem uma atmosfera. Seu nome também vem da mitologia romana.

 
Ganimede visto pelo Voyager-1 NASA
 

Ganimedes é a maior lua de Júpiter e do Sistema Solar. É maior até que o planeta Mercúrio. Descobriu-se que Ganimedes tem uma magnetosfera, ou seja, uma região magnética que envolve e protege a lua de pequenas partículas.

 
Calisto pela Galileo NASA


É provável que exista também água abaixo da superfície congelada de Ganimedes. E assim como em Europa e Io, existe uma atmosfera em Ganimedes. Segundo a mitologia, Ganimedes era o copeiro dos deuses.

 

Calisto tem quase o mesmo tamanho que Mercúrio. É coberta por muitas crateras, algumas delas brilhantes. O relevo de Calisto também apresenta vales e escarpas.

Acredita-se que existam gelo e água abaixo da superfície como em outras luas de Júpiter. Da mesma forma, Calisto também possui uma fina atmosfera. Essa lua poderá, talvez, abrigar bases de exploração humanas no futuro.



publicado por pimentaeouro às 20:30
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Quarta-feira, 11 de Maio de 2016
Esperança, para quê?

Não nos servirá para nada.

NASA anuncia a descoberta da maior colecção de exoplanetas de sempre

A agência espacial norte-americana anunciou esta terça-feira a detecção de 1284 novos planetas noutros sistemas solares pelo telescópio espacial Kepler.

 
Ilustração que representa os diversos mundos descobertos noutros sistemas solares pelo telescópio espacial Kepler NASA/W. STENZEL

A agência espacial norte-americana NASA anunciou esta terça-feira que a missão do telescópio espacial Kepler conseguiu descobrir a maior colecção de planetas de sempre. No total, são 1284 novos planetas noutros sistemas solares (exoplanetas), o que significa o dobro dos planetas que já tinham sido confirmados por este telescópio. “Esta descoberta dá-nos a esperança de que, nalgum sítio ao redor de uma estrela semelhante ao nosso Sol, acabaremos por descobrir um planeta como a Terra”, refere Ellen Stofan, cientista da NASA, em comunicado da agência espacial.



publicado por pimentaeouro às 11:06
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Sábado, 7 de Maio de 2016
Nebulosa Omega

 

Esta imagem dá-nos uma perspectiva geral da região gigante de formaçao de estrelas conhecida por M 17 ou nebulosa Omega. Esta região fica na constelação do Sagitário, perto do plano da Via Láctea, a cerca de 5000 anos-luz de distância.

Estas observações, caracterizadas pelo seu grande campo de visão, elevada sensibilidade e elevada qualidade de imagem, têm como objectivo identificar estrelas de elevada massa em fase de formação e registar o seu espectro de infravermelho para um estudo físico detalhado destes objectos raros.

Estrelas de massa elevada em formação são muito mais difícieis de encontrar do que as de pequena massa como o Sol, isto porque elas vivem muito menos tempo e passam pelas diferentes fases de evolução muito mais rapidamente.

A formação de estrelas, tanto de pequena como de elevada massa, não pode ser observada na região do óptico, devido ao elevado obscurecimento provocado pela poeira existente nas nuvens onde as estrelas se formam. Daí o recurso a instrumentos sensíveis à radia - See more at: http://www.portaldoastronomo.org/npod.php#sthash.VfBCpcln.dpuf



publicado por pimentaeouro às 19:51
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Terça-feira, 26 de Abril de 2016
Quando o Sol se extinguir

... Diga-se ainda que o Sol vai a meio da vida e que o seu fim será espectacular mas não tão violento como o de uma supernova. Estrelas não muito grandes, como o Sol, primeiro incham, tornando-se gigantes vermelhas. Depois vão expelindo aos soluços as camadas exteriores. Acabam como um “caroço”, que passa a chamar-se “anã branca”. Nessa altura, a Terra, se ainda existir como a conhecemos, desaparecerá.

Ilustração de uma supernova GREG STEWART/LABORATÓRIO NACIONAL DO ACELERADOR SLAC

“A Bolha Local, a cavidade onde reside o sistema solar e outras estrelas, foi provocada pela explosão de 17 estrelas nos últimos 14 milhões de anos”, especifica Miguel Avillez, que já tinha chegado a esta conclusão em investigações anteriores. “Essas estrelas continuaram a mover-se e saíram da cavidade de gás rarefeito e estão agora na região da associação [enxame] de estrelas Escorpião-Centauro”, diz ainda. “O artigo que publicamos na Naturedemonstra que a assinatura dessas explosões estelares está no fundo do mar”, acrescenta. “Como o ferro-60 se forma unicamente em supernovas, quando aparece no fundo do mar teve de vir de uma estrela que explodiu.”...



publicado por pimentaeouro às 09:09
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Domingo, 24 de Abril de 2016
Para que possamos compreender

 

Este é o diagrama que encontramos em todos os manuais e também em livros de astronomia, é uma imagem que nos é familiar mas que tem a escala das distancias entre planetas completamente errada.

Num diagrama com a escala correcta, se reduzirmos a Terra ao tamanho de uma ervilha, Júpiter fica a mais de 300 metros de distância e Plutão a cerca de 2,50 quilómetros, com o tamanho de uma bactéria, ou seja invisível;  está a 4,777 biliões de quilómetros afastado da Terra, uma insignificância em termos cósmicos.

Com a tecnologia actual, a nave New Horizons viajou a cerca de 80.000 km/hora e levou mais de 9 anos a chegar a Plutão mas o sistema solar não acaba aí, ainda existirá, muito para lá a  Nuvem de Oort.

Provavelmente nunca chegaremos a visitar Plutão, restando ainda saber para quê.



publicado por pimentaeouro às 22:41
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Sexta-feira, 8 de Abril de 2016
De onde venho ?

 

 

Do confim do Tempo primordial, sem memória. O hidrogénio é o culpado de tudo, está em todos os cantos do Universo e foi a partir dele que a implosão  das primeiras estrelas gerou as estrelas de segunda geração que «fabricaram» todos os átomos que existem.

Viajei pelo espaço sideral de distâncias inimagináveis – calor e frio extremos,   vi galáxias de todas as formas: viajei sem destino marcado até parar numa galáxia qualquer, numa estrela qualquer, num qualquer planeta.

Não me lembro, mas foi no planeta Terra que o milagre da vida aconteceu como poderá ter acontecidos noutros planetas desta ou de outras galáxias. Saí de um Oceano e comecei a rastejar em terra. Milhões e milhões de anos para que tudo isto acontecesse e era apenas um princípio. Por mais de uma vez estive em risco de perecer e esta história teria terminado, mas a vida tem tanto de vulnerável quanto de persistente.

Surgiram milhares e milhares de espécies que já pereceram, até que um dia no meio de uma selva africana surgi eu.

Aceitar que a vida não tem sentido é um choque, pode até ser uma angústia e para os crentes de qualquer religião é um absurdo, mas de facto não tem sentido.  Nós é que temos de acrescentar-lhe um, escolher um desígnio, para vivermos com dignidade, sem esquecer que a nossa natureza acrescenta valores éticos ao que pensamos, ao que fazemos e ao que esperamos que os outros façam.

Não conseguimos viver sem valores éticos a menos que nos transformemos em oportunistas inveterados que atropelam tudo e todos.

O Aleijadinho esculpia as suas estátuas com o martelo e o escopo amarrados às mãos e tinha de captar o essencial de cada apóstolo. Sem a arte dele tenho a mesma obsessão quando escrevo: só o essencial, só o essencial.

Para escrever este post  tive que montar um cavalo brioso, cem vezes mais veloz do que a velocidade da luz, tive que captar apenas traços muito gerais de uma história com cerca de 15 mil milhões de anos, antiguidade que somos incapazes de compreender. Só a viagem por uma pequena galáxia dava para escrever vários livros.

Da recentíssima vida na Terra – escassos 4,5 mil milhões de anos – sabemos que a vida poderia ter meia dúzia ou mais de percursos diferentes com formas (seres) também inimagináveis.

A última grande extinção no Pérmico, ocorrida há cerca de 250 a 300 milhões de anos deu-nos as actuais formas de vida. Os seres que sobreviveram e os novos que surgiram não tinham  qualquer consciência de  que eram os protagonista de uma nova era, apenas desenvolviam troques para sobreviver. É deles,  dos dinossáurios que se extinguiram, que começa a ser escrita a nossa história, uma odisseia que dá para escrever uma biblioteca inteira.

Por um acidente tectónico no Vale do Rift Africano, uma parte da floresta desapareceu e nasceu a savana. Um macaco curioso, desceu das árvores e começou a perscrutar a savana e os seus predadores: pouco depois entramos em cena até ao Homo Erectos. Seguiram-se uma série de acontecimentos prodigiosos – a invenção do fogo é apenas um deles - mas é uma história demasiado complexa para que eu a possa esboçar.

Se não tivesse acontecido mais nada, a razia do Pérmico, era suficiente para nos ensinar – se quisermos aprender – que a marcha cósmica da vida não tem qualquer sentido.

Uma vez de pé, comecei a usar as mãos e a cabeça, o homem faz-se  si próprio, disse Gordon Chile: percebi que para sobreviver tinha que viver em grupo. Quando surgiu a minha consciência não sei (parece que ninguém sabe), também não sei quando surgiu a linguagem, nem sequer sei quando percebi que  a reprodução poderia ser feita com amor: amei até hoje e  é cada vez mais necessário amar.

Tudo isto foi muito difícil, perigos imensos, frios glaciares e agora poderia ser apenas eu a perecer: foi um milagre chegar até hoje.

Os meus tetravós construíram pirâmides e catedrais, inventaram a música e a poesia, a literatura e a filosofia, a ciência e quando estão ensandecidos destroem tudo.

Tenho sido muito insensato, além de genocídios e guerras sem fim, estrago a natureza que me deu vida. Sozinho nada posso fazer e colectivamente, em sociedades, não sabemos governar-nos.

Dentro de milhões de anos, o planeta Terra irá ficar estéril como a Lua, sem qualquer forma de vida, e quando lá chegarmos os humanos serão os primeiros a ficar petrificados. A vida não tem qualquer sentido para além daquele que nós lhe damos

Perplexo, vejo chegar a minha  hora de partir: quando terminar a minha ínfima caminhada, que não deixará qualquer peugada,  devolvo ao espaço os átomos que as estrelas me emprestaram para fazerem novas combinações. Gostava de poder escolher uma estrela para repousar mas a natureza não perde tempo com os nossos desejo, anseios,  fantasias e angustias, segue o seu caminho sem nunca olhar para trás.

Não é poético, mas é assim.

 

P.S.

Reeditado



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Sábado, 12 de Março de 2016
Bai, Bai Marte

Europa a postos para partida de missão a Marte

Sonda e módulo de aterragem da ExoMars vão ser lançados depois de amanhã. Em 2018, será a vez de um rover iniciar a sua viagem ao planeta para procurar vida lá. Missão em duas partes conta com a Rússia.

Ilustração da sonda Trace Gas Orbiter, que vai procurar em Marte gases raros como o metano, um possível indício de vidaESA/ATG MEDIALAB


publicado por pimentaeouro às 11:46
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Terça-feira, 17 de Novembro de 2015
15 500 000 000

De kilometros. A força da gravidade do Sol chega até lá mas a sua luz não, é sempre noite de bréu.

 Descoberto objeto três vezes mais longe do Sol do que Plutão

 

 

O objeto recém-descoberto foi revelado numa conferência astronómica em Washington, nos EUA

O telescópio japonês Subaru permitiu aos cientistas identificar um novo objeto no Sistema Solar, que é o mais longínquo de sempre a ser observado. O objeto orbita o Sol a 15,5 mil milhões de quilómetros de distância, três vezes mais longe do que Plutão.

As observações iniciais, anunciadas no encontro anual de ciências planetárias da Sociedade Astronómica Americana, perto de Washington, nos EUA, permitiram concluir que o objeto terá entre 500 e 1000 quilómetros de extensão.

Segundo a BBC, a equipa responsável pela descoberta, especializada em objetos do Sistema Solar distante, é liderada pelos investigadores norte-americanos Scott Sheppard e Chad Trujillo.

 
 

Será preciso aprender mais sobre o objeto para o poder compreender melhor. Este encontra-se muito longe do Sol - para comparar, o planeta Terra encontra-se a cerca de 150 milhões de quilómetros do Sol. Este objeto, batizado por agora de V774104, foi observado a 15,5 mil milhões de distância, o que permite presumir que será um corpo gelado.

Outros planetas-anões do Sistema Solar externo, porém, como o planeta-anão Eris, têm órbitas muito excêntricas - Eris tanto está a 5,7 mil milhões de quilómetros do Sol como, noutro ponto da sua órbita, está a 14,6 mil milhões de quilómetros de distância. Falta saber se o V774104 se desloca para mais perto ou mais longe que os 15,5 mil milhões a que foi observado.



publicado por pimentaeouro às 11:54
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Sexta-feira, 24 de Julho de 2015
Kepler 452b

 Resultado de imagem para constelação cisne

 

Os astrónomos gostam de baptizar os astros com nomes bizarros, sabe-se lá porquê. O plneta Kepler 452b é irmão do nosso planeta, um irmão de tamanho maior, encontra-se na zona habitável em relação ao Sol lá do sitio, tem água e outra semelhanças com o nosso planeta: não sabemos se é habitado nem que formas de vida poderá ter.

Como se encontra a uns modestos 1.400 anos-luz ( 13.245.022.662 quilómetros) de nós não corre o perigo de lá chegarmos. Daqui, apenas podemos fazer votos de que nunca venha a ter uma humanidade…



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Sexta-feira, 17 de Julho de 2015
4.900 mil milhões #1

Sonda entra em contato com a Terra após passagem por Plutão

  • 14 julho 2015
New Horizons | Foto: PA
Sinal enviado pela New Horizons confirma que a sonda sobreviveu à passagem por Plutão

Um sinal recebido na noite desta terça-feira pela Nasa (agência espacial americana) confirma que a sonda New Horizons sobreviveu a sua passagem histórica por Plutão.

Dados contidos no primeiro contato da sonda desde seu encontro com o planeta anão sugerem que não houve problemas na missão.

A New Horizons passou a 12.500 km da superfície gelada do planeta anão nesta terça-feira, voando a 14 km por segundo.

Leia mais: Cinco coisas surpreendentes sobre missão da Nasa a Plutão

O sinal foi captado por volta das 22h (horário de Brasília) por uma antena gigante em Madri, na Espanha – parte de uma rede de comunicações da Nasa.

A mensagem levou quatro horas e 25 minutos para atravessar 4,7 bilhões de quilômetros no espaço e chegar até a Terra.

Cientistas e engenheiros comemoraram e agitaram a bandeira americana na sede da missão em Laurel, no Estado de Maryland.

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"Estamos em contato com a telemetria (transmissão de dados a longa distância) da espaçonave", disse a gerente de operações da missão, Alice Bowman, ao receber a confirmação da chegada da mensagem.

"A espaçonave está saudável, temos dados sobre o sistema de Plutão e estamos saindo do sistema de Plutão. Não consigo dizer como estou me sentindo! É exatamente como planejamos!."

As primeiras fotos em alta resolução de Plutão – com cerca de 10 vezes mais detalhes do que as que já foram divulgadas – devem ser publicadas pela Nasa nesta quarta-feira.

Em sua conta de Twitter, o presidente americano Barack Obama disse: "Plutão acaba de receber seu primeiro visitante! Obrigado, Nasa. É um grande dia para as descobertas e para a liderança americana".

Leia mais: Plutão é maior do que se pensava, revela sonda da Nasa

Momento chave

Na manhã desta terça-feira, cientistas e engenheiros comemoraram a passagem da New Horizons por Plutão. O episódio é considerado um momento chave na história da exploração espacial.

A viagem marca o fato de que todos os nove objetos considerados por muitos como os planetas do Sistema Solar – de Mercúrio a Plutão – já foram visitados pelo menos uma vez por uma espaçonave terrestre.

"Completamos o reconhecimento inicial do Sistema Solar, uma empreitada iniciada pelo presidente John Kennedy há mais de 50 anos, e que continua até hoje, com o presidente Obama", disse o cientista chefe da missão, Alan Stern.

O físico Stephen Hawking também parabenizou a equipe. "As revelações da New Horizons podem nos ajudar a entender melhor como o nosso Sistema Solar foi formado. Exploramos porque somos humanos e queremos saber", afirmou, em mensagem.

As características da superfície de Plutão, reveladas nas primeiras imagens enviadas pela sonda do planeta anão, já são objeto de especulação intensa na comunidade científica.

Plutão tem uma região clara, com manchas escuras e em formato de coração perto de seu equador, que foi informalmente chamada de "baleia".

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Que seja um bom dia.
Pertence à literatura medieval alemã. Frades liber...
Que maravilha para começar o dia!!!
Teve a sorte de ter uma boa professora e declamado...
Gosto muito deste poema.Tive a sorte de no 10º e n...
Já os vi na televisão e em sonhos :)
Mas teve o trabalho de pesquisa ;)
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