Conhece-te a ti mesmo... se puderes.

Quarta-feira, 22 de Novembro de 2017
D. Afonso V

d. afonso v.jpg

 

O seu reinado compreendeu três grandes períodos. O primeiro vai da elevação ao trono (1438) à batalha de Alfarrobeira. D. Duarte confiara por testamento a regência à rainha viúva; mulher e castelhana, era impopular no reino, sendo apoiada por D. Afonso, duque de Barcelos e pela nobreza nortenha. D. Pedro, duque de Coimbra, apoiado por seus irmãos e pelas cidades, é eleito regente em Cortes (1439) e mantido no governo quando D. Afonso V atinge a maioridade (1446). Só em 1448 se turvam as relações entre ambos, devido às intrigas do conde de Barcelos; D. Pedro retira-se para Coimbra e é morto em Alfarrobeira (1449). 

A segunda fase caracteriza-se pelos feitos militares de D. Afonso V no norte de África, que lhe valem o epíteto de Africano: rei-cavaleiro conquista Alcácer Ceguer (1458), ataca Tanger (1460, 1462, 1464), toma Arzila (1471) e Larache, juntando ao título de «rei de Portugal e dos Algarves» o de «aquém e além-mar em África». 

O último período é dominado pela política peninsular: vago o trono de Castela pela morte de Henrique IV, Afonso V defende os direitos de sua sobrinha D. Joana, a Beltraneja, com quem celebra esponsais, contra os reis católicos. A batalha de Toro é-lhe desfavorável; decide passar a França para obter, nos termos do acordo de 8 de setembro de 1475, o apoio de Luís XI, que lho recusa, devido à guerra com o duque de Borgonha. Afonso V falha na mediação que tenta entre ambos; de regresso, pensa ir a Jerusalém e abdica, mas reconsidera. E quando Luís XI assina um tratado de amizade com Fernando e Isabel, Afonso V reconhece-Ihes a realeza castelhana pelo tratado de Alcáçovas (1479). 

Durante o reinado de Afonso V abranda a descoberta de África (vai-se do Rio do Ouro ao Cabo de Santa Catarina) e o poderio da nobreza põe em perigo a estabilidade do Estado. Afrouxaram as relações com Borgonha e estabeleceram-se contactos com a Bretanha. Floresceram na sua corte Mateus de Pisano, Fernão Lopes, Azurara, Nuno Gonçalves, cardeal Alpedrinha, Vasco Fernandes de Lucena. Na regência de D. Pedro coligiram-se as Ordenações Afonsinas.

 



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Domingo, 19 de Novembro de 2017
Giacomo Casanova

casanova.jpg

  DuchcovReino da Boémia4 de junho de 1798) foi um escritor e aventureiro italiano.[1]

Interrompeu as duas carreiras profissionais que iniciou - a militar e a eclesiástica - e levou uma vida aventurada.

A cidade onde Casanova nasceu em 2 de abril de 1725, proporcionou aos turistas um acervo de centenas de peças vindas de museus dos quatro cantos da Europa, do Louvreao Ermitage de São Petersburgo, de Dresde a Varsóvia, de Estugarda a Aix-en-Provence, de Viena a Amesterdão.

Filho de uma atriz de 17 anos de idade e provavelmente do nobre Michele Grimani, proprietário do Teatro de San Samuele onde a sua mãe passou a actuar, Casanova teve uma vida apaixonante, tendo sido inicialmente orientado na sua educação para a vida eclesiástica.

Uma aura mágica envolve toda a sua vida de debochado, libertino, coleccionador de mulheres, escroque e conquistador empedernido que percorria os bordéis de Londrestodas as noites para ter relações com mais de 60 meretrizes, aquele homem que conseguiu fugir das masmorras do Palácio Ducal de Veneza, com uma fuga rocambolesca pelos telhados do palácio, depois de estar prisioneiro durante 16 meses.

Tinha sido preso na madrugada de 26 de julho de 1755, sob a acusação de levar uma vida dissoluta, de possuir livros proibidos e de fazer propaganda antirreligiosa. Esperavam-no cinco anos de cativeiro. Na sua primeira cela minúscula, Casanova nem conseguia se erguer.

Cedo adoece, mas mesmo assim planeia uma fuga e cava um túnel, descobrindo desesperado que os seus planos estão condenados ao fracasso quando o mudam de cela em 25 de agosto.

Mas com um companheiro da prisão, o abade Balbi, planeia meticulosamente nova fuga. Na madrugada do dia 1 de novembro de 1756, escapa-se por um buraco que conseguiu escavar no teto da cela e trepa para os telhados do Palácio Ducal de onde não consegue descer.

Esgotado pela procura de uma escada ou de cordas que lhe permitirão sair do telhados que percorre durante toda a noite, Casanova adormece por um par de horas nas águas-furtadas, uma espécie de forro interior dos telhados do Palácio, mas os sinos da Basílica de São Marcos acordam-no providencialmente e forçam-no a procurar novamente uma outra saída.

Acaba por penetrar novamente na Sala Quadrada do Palácio Ducal servida pela Escada dos Gigantes, decorada pelo famoso arquitecto Sansovino no século XVI. Um guarda vê os dois fugitivos e, pensando que são magistrados de Veneza que ficaram até altas horas da madrugada a trabalhar nos processos judiciais, abre-lhes a porta e deixa—os sair pela Porta da Carta, a entrada habitualmente usada para o ingresso no Palácio dos Doges.

Casanova atravessa a Piazetta numa corrida desesperada ao longo das colunas do Palácio Ducal e atira-se para dentro de uma gôndola, escondendo-se da curiosidade dos transeuntes sob a antiga protecção que muitas destas embarcações possuíam outrora, uma cabina chamada "felze" que foi proibida mais tarde, devido aos encontros amorosos que o esconderijo facilitava.

O aventureiro atravessa a fronteira, parte para Munique e só regressa a Veneza vinte anos mais tarde, em 1785, vindo de Trieste e com a incumbência de escrever regularmente relatórios secretos para a Inquisição de Veneza sobre as pessoas que ele frequenta nas suas longas noites de jogo e de dissolução.

Cruel ironia do destino que ele aceita, existindo cerca de 50 relatórios onde ele acusa nobres e banqueiros de adultério e deboche, da posse de livros cabalísticos e proibidos, de conjura contra o Estado ou de vigarices, crimes que não lhe repugnava cometer!

Em 1772, é recebido novamente no palácio dos Grimani, uma família patrícia de Veneza com a qual pensa estar aparentado, mas por causa das dívidas do jogo envolve-se num confronto com um dos aristocrata de onde sai humilhado, com toda a gente a troçar da sua situação.

Vinga-se ao escrever uma brochura intitulada "Nem Amor Nem Mulheres ou o Limpador dos Estábulos", que todos reconhecem como um retrato do nobre Grimani. Os Inquisidores ameaçam-no e ele é forçado a abandonar Veneza onde nunca mais regressou. A sociedade aristocrática e absolutista do Antigo Regime não podia permitir as ousadias da vingança de um plebeu contra um nobre.

Viaja novamente até Paris e, mergulhando nos salões eruditos e nas bibliotecas, transforma-se num Enciclopedista à maneira de VoltaireDiderotD'Alembert e do Barão d' Holbach.

Irrequieto e agitado por uma inquietação que nunca o abandonou em 73 anos de vida, este sedutor em movimento perpétuo passa grande parte da sua vida em viagens por AvinhãoMarselhaFlorençaRomaPragaSão PetersburgoIstambul e Viena.

Viajou por toda a Europa e conheceu todos as personagens relevantes da sua época. Personagem, por sua vez, característico do Iluminismo do século XVIIIepicúrio e racionalista, é recordado sobretudo pelas suas inumeráveis histórias galantes. Já idoso, em 1788, foi nomeado bibliotecário do conde de Waldstein-Wartenberg.

Dedicou os seus últimos anos à escrita de um romance, Isocameron, e, especialmente, à redacção das suas memórias, História da minha vida, volumosas e escritas em francês, que constituem um fascinante testemunho da época. Desde a sua primeira publicação, em 1822-25, fizeram-se múltiplas edições novas retocadas. O original integral não foi publicado até 1960. Nos 28 volumes que compõem suas memórias, Giacomo Casanova diz ter dormido com 122 mulheres ao longo da vida.

 



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Quinta-feira, 16 de Novembro de 2017
D. Duarte

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D. Duarte recebeu o seu nome em homenagem ao avô de sua mãe, o rei Eduardo III da Inglaterra. Desde muito jovem, D. Duarte acompanhou o seu pai nos assuntos do reino, sendo portanto um herdeiro preparado para reinar; em 1412 foi formalmente associado à governação pelo pai, tornando-se seu braço direito.

 
Estátua de D. Duarte em Viseu

Ao contrário de D. João I, D. Duarte foi um monarca preocupado em gerar consenso e ao longo do curto reinado de cinco anos convocou as Cortes cerca de cinco vezes, para discutir assuntos de estado. Várias vezes as Cortestinham pedido a D. João I a organização de uma colectânea em que se coordenasse e actualizasse o direito(lei) vigente, para a boa fé e fácil administração na justiça. Para levar a cabo essa obra, D. Duarte designou o doutor Rui Fernandes, que a concluiu em 1446. Posteriormente revista por ordem do infante D. Pedro, ela se converteria nas Ordenações Afonsinas.

D. Duarte deu continuidade à política de incentivo à exploração marítima e de conquistas em África. Durante o seu reinado, o seu irmão Henrique estabeleceu-se em Sagres, a partir de onde dirigiu as navegações: assim, em 1434 Gil Eanes dobrou o Cabo Bojador, um ponto lendário da época, cuja travessia causava terror aos marinheiros; daí avançou-se para Angra dos Ruivos em 1435, e Afonso Gonçalves Baldaia atingiu o Rio do Ouro e Pedra da Galé em 1436.

Em 1437, os seus irmãos Henrique e Fernando convenceram-no a lançar um ataque a Marrocos, de forma a consolidar a presença portuguesa no norte de África, que se pretendia uma base para a exploração do Oceano Atlântico. A ideia não foi consensual: D. Pedro, Duque de Coimbra e D. João, Infante de Portugal estavam contra a iniciativa de atacar directamente o rei de Marrocos.

A campanha foi mal sucedida e a cidade de Tânger não foi conquistada,custando a derrota grandes perdas em batalha. O próprio príncipe Fernando foi capturado e morreu em cativeiro, por recusar-se a ser libertado em troca da devolução de Ceuta, o que lhe valeu o cognome de "Infante Santo". O próprio D. Duarte morreu pouco tempo depois de peste.

Fora da esfera política, Duarte foi um homem interessado em cultura e conhecimento. Escreveu vários livros de poesia e prosa. Destes últimos destaca-se o Leal Conselheiro (um ensaio sobre variados temas onde a moral e religião têm especial enfoque) e a Livro da Ensinança de Bem Cavalgar Toda Sela (em forma de manual para cavaleiros). Estava a preparar uma revisão do código civil português quando a doença o vitimou.

Jaz nas Capelas Imperfeitas do Mosteiro de Santa Maria da Vitória, na Batalha.

 



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D. João I

d. joao i.jpg

  

João I de Portugal (Lisboa11 de abril de 1357 – Lisboa, 14 de agosto de 1433), conhecido como o Mestre de Avis e apelidado de "o de Boa Memória", foi o rei de Portugal e dos Algarves de 1385 até sua morte, sendo o primeiro monarca português da Casa de Avis. Era o filho ilegítimo do rei D. Pedro I de Portugal com uma senhora comum chamada Teresa Lourenço, sendo escolhido e aclamado como rei durante a Crise de 1383–1385.

Com o apoio do condestável do reino, Nuno Álvares Pereira, e aliados ingleses travou a Batalha de Aljubarrota contra o Reino de Castela, que invadira o país. A vitória foi decisiva: Castela retirou-se, acabando bastantes anos mais tarde por o reconhecer oficialmente como rei. Para selar a aliança Luso-Britânica casou com Filipa de Lencastre, filha de João de Gante, 1º Duque de Lencastre (de segunda criação), dedicando-se desde então ao desenvolvimento do reino.

Em 1415, conquistou Ceuta, praça estratégica para a navegação no norte de África, o que iniciaria a expansão portuguesa. Aí foram armados cavaleiros os seus filhos D. DuarteD. Pedro e D. Henrique, irmãos da chamada ínclita geração.

 D. João era filho ilegítimo (natural) do rei D. Pedro I e de D. Teresa Lourenço, uma dama galega (Ms. 352 do Arquivo Nacional da Torre do Tombo da Crónica de el-rei D. Pedro I, de Fernão Lopes) ou de uma filha de Vasco Lourenço da Praça, um mercador de Lisboa, segundo D. António Caetano de Sousa, e que fez eco noutros conceituados historiadores contemporâneos como Maria Helena Cruz Coelho e o olisipógrafo José Sarmento de Matos[1]. Em 1364, foi consagrado Grão-Mestre da Ordem de Avis.

À data da morte do rei D. Fernando I, Portugal parecia em risco de perder a independência. A rainha D. Leonor Teles de Menezes era impopular e olhada com desconfiança. O facto de se ter tornado pública a sua ligação amorosa com o nobre galego João Fernandes Andeiro, personagem influente no paço, atraiu todas as críticas contra a sua pessoa e a do seu amante. Para além do mais, a sucessão do trono recaía sobre a princesa D. Beatriz, única filha de Fernando I e de Leonor Teles de Menezes, casada aos onze anos de idade com o rei João I de Castela.

No entanto, a burguesia e parte da nobreza juntaram-se à voz popular que clamava contra a perda da independência, tão duramente mantida por D. Fernando I. Dois pretendentes apareceram para competir com João I de Castela e D. Beatriz pela coroa portuguesa:

 
Morte do Conde Andeiro
Museu Nacional Soares dos Reis, Porto)

Acicatado por um grupo de burgueses e nobres, entre os quais Álvaro Pais e o jovem D. Nuno Álvares Pereira, e tomando em linha de conta o descontentamento geral, o Mestre de Avisassassina o conde de Andeiro no paço a 6 de dezembro de 1383. Com a posterior fuga de Leonor Teles de Lisboa para Alenquer inicia-se a sucessão de acontecimentos que lhe entregará a regência, a qual de início planeia exercer em nome de seu meio-irmão, o Infante D. João. Mas como este último já fora aprisionado por D. João I de Castela, abria-se então a possibilidade política de o Mestre de Aviz vir a ser rei.

O assassinato do conde Andeiro explica-se, bem mais do que pela vontade de vingar a honra do falecido rei Fernando I, ainda que este tenha sido um dos motivos, pela razão de que João I de Castela havia começado a violar o pacto antenupcial de Salvaterra de Magos logo no primeiro dia em que se fez aclamar, em Toledo, «Rei de Castela e Portugal». Aquele tratado antenupcial apenas conferia a si e à sua mulher Beatriz, sendo esta herdeira de Fernando I, o título nominal de reis e senhores de Portugal, mas sem deterem poderes de efectiva governação. Além disso, os reinos de Castela e Portugal deviam manter-se separados. Para além de logo ter mesclado as armas dos dois reinos, João I de Castela, continuando a desrespeitar o tratado, entra em Portugal pela Guarda nos finais de Dezembro de 1383. Queria ser soberano pleno, e não de dois reinos separados mas dum único, considerando que não tinha que atender em nada ao tratado de Salvaterra porque a sua mulher Beatriz era a herdeira do trono português. Quem o diz de forma mais clara não é Fernão Lopes, mas sim o cronista castelhano Pero Lopez Ayala, contemporâneo dos acontecimentos, na sua Crónica do Rei Dom João o primeiro de Castela e Leão. Consultem-se, para o constatar, os capítulos IX e XI do ano quinto e os capítulos I e II do ano décimo segundo desta Crónica. Seguiu-se a crise de 1383–1385, ou Interregno, um período de anarquia e instabilidade política onde as diferentes cidades e vilas de Portugal se declaravam umas por D. Leonor Teles (a maioria destas até ela abdicar da regência em benefício de João I de Castela e da filha), outras por D. Beatriz e o seu marido, outras ainda pelo Mestre de Aviz, além das que se mantiveram neutras, na expectativa do desenlace.

A guerra civil arrastou-se por mais de um ano. D. Nuno Álvares Pereira, posteriormente Condestável de Portugal, revelou-se um general de grande valor, ao contrário, ao início, do próprio pretendente ao trono. Fernão Lopes é um crítico feroz das acções militares do Mestre durante o primeiro ano de guerra, dado que tinha tendência a preferir os cercos e a assistência dos grandes fidalgos, sem outros resultados que não fossem traições, ao contrário da luta militarmente inovadora e terrivelmente eficaz de Nuno Álvares, que arrancou muitas vitórias no Alentejo e deu boa ajuda a Lisboa, onde o Mestre ficou sitiado sem se ter podido abastecer das provisões necessárias para aguentar durante muito tempo o cerco. No entanto, depois das Cortes de Coimbra em 6 de Abril de 1385, o rei D. João I mostrou-se um bom seguidor das tácticas militares de D. Nuno Álvares, e do conselho de guerra deste constituído por escudeiros.

 
O génio militar de Nuno Álvares Pereira foi decisivo na Batalha de Aljubarrota.

Finalmente a 6 de abril de 1385, as Cortes portuguesas reunidas em Coimbra elevam o Grão-Mestre de Aviz, como D. João I, a rei de Portugal[2]. Esta tomada de posição significava na prática que a guerra com Castela prosseguiria sem quartel, visto que declarava nulo o estatuto de D. Beatriz de Portugal, rainha consorte de Castela, como herdeira de D. Fernando, e isto devido em especial à violação do tratado de Salvaterra tanto pelo seu marido como por ela (com 11 anos de idade tivera de jurar o tratado em Badajoz, aquando do casamento). «Venhamos a outra maior contradição», disse João das Regras, ao começar a falar da «quebra dos trautos» no seu discurso perante as Cortes de Coimbra (Crónica de el-rei D. João I, cap. CLXXXV). E como os quebrara, não podia suceder ao pai, o «postumeiro (último) possuidor» destes reinos. É por isso que na História de Portugal Beatriz não figura como Rainha, pois foram as próprias Cortes de 1385 a proclamar que ao rei D. Fernando I, postumeiro possuidor do reino de Portugal, quem sucedeu foi o rei D. João I.

Pouco depois, em Junho de 1385, João I de Castela invade pela 2.ª vez Portugal com o objectivo de tomar Lisboa e ver-se livre do «Mestre d’Avis que se chamava rei» (era o modo como os castelhanos o designavam). Com os castelhanos vinha então um grande contingente de cavalaria francesa. A França era aliada de Castela enquanto os ingleses haviam tomado o partido de D. João I (Guerra dos Cem Anos). Como resposta D. João I prepara-se com Nuno Álvares para a batalha decisiva. O Condestável de Portugal, que o rei nomeara aquando das Cortes de Coimbra, e o seu conselho de escudeiros montaram então uma tremenda armadilha ao exército castelhano.

A invasão castelhana transformou-se em debandada durante o Verão, depois da decisiva Batalha de Aljubarrota travada a 14 de agosto, perto de Alcobaça, onde o exército castelhano foi quase totalmente aniquilado, apesar de se encontrarem em vantagem numérica de 4 para 1. Castela teve de retirar-se do combate e a estabilidade da coroa de D. João I ficou solidamente garantida. Em 1400 termina a guerra com Castela e em 1411 é assinado um tratado de aliança e de paz com aquele país definitivamente confirmado, reconhecendo Castela sem quaisquer reservas D. João I como rei de Portugal.

 
Casamento de D. João I com D. Filipa de Lencastre.

Em 1387, D. João I casa com D. Filipa de Lencastre, filha de João de Gaunt, Duque de Lencastre, fortalecendo por laços familiares os acordos do Tratado de Aliança Luso-Britânica, que perdura até hoje. Depois da morte em 1390 de João de Castela, sem herdeiros de D. Beatriz, a ameaça castelhana ao trono de Portugal estava definitivamente posta de parte. A partir de então, D. João I dedicou-se ao desenvolvimento económico e social do país, sem se envolver em mais disputas com a vizinha Castela ou a nível internacional. Teve como chanceler João das Regras que defendia a centralização do poder real. A partir de certa altura associou ao governo o filho D. Duarte.

Quando o rei quis armar os seus filhos cavaleiros, estes propuseram a conquista de Ceuta, no Norte de África, em 1415, uma praça de importância estratégica no controle da navegação na costa de África que é conquistada a 21 de agosto. Após a sua conquista são armados cavaleiros, na anterior mesquita daquela cidade, os príncipes D. Duarte, D. Pedro e D. Henrique. Entretanto, na véspera da partida de Lisboa, falecera a rainha D. Filipa de Lencastre.

 



publicado por pimentaeouro às 10:20
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Quarta-feira, 15 de Novembro de 2017
Camões

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Luís de Camões (1524-1580) foi um poeta português. Autor do poema "Os Lusíadas", uma das obras mais importantes da literatura portuguesa, que celebra os feitos marítimos e guerreiros de Portugal. É o maior representante do Classicismo Português.

Luís de Camões (1524-1580) nasceu em Coimbra ou Lisboa, não se sabe o local exato nem o ano de seu nascimento, supõe-se por volta de 1524. Filho de Simão Vaz de Camões e Ana de Sá e Macedo, ingressou no Exército da Coroa de Portugal e em 1547 embarcou como soldado para a África, onde participou da guerra contra os Celtas, no Marrocos. Durante o combate perde o olho direito.

Em 1552, de volta à Lisboa frequentou tanto os serões da nobreza como as noitadas populares. Numa briga, feriu um funcionário real e foi preso. Embarcou para a Índia em 1553, onde participou de várias expedições militares. Em 1556, foi para a China, também em várias expedições. Em 1570, voltou para Lisboa, já com os manuscritos do poema "Os Lusíadas", que foi publicado em 1572, com a ajuda do rei D. Sebastião.

O poema "Os Lusíadas" funde elementos épicos e líricos e sintetiza as principais marcas do Renascimento Português: o humanismo e as expedições ultramarinas. Inspirado em A Eneida de Virgílio, narra fatos heroicos da história de Portugal, em particular a descoberta do caminho marítimo para as Índias por Vasco da Gama. No poema, Camões mescla fatos da História Portuguesa à intrigas dos deuses gregos, que procuram ajudar ou atrapalhar o navegador.

Um aspecto que diferencia Os Lusíadas das antigas epopeias clássicas é a presença de episódios líricos, sem nenhuma relação com o tema central que é a viagem de Vasco da Gama. Entre os episódios, destaca-se o assassinato de Inês de Castro, em 1355, pelos ministros do rei D. Afonso IV de Borgonha, pai de D. Pedro, seu amante.

Luís de Camões é o poeta erudito do Renascimento, se inspira em canções ou trovas populares e escreve poesias que lembram as cantigas medievais. Revela em seus poemas uma sensibilidade para os dramas humanos, amorosos ou existenciais. A maior parte da obra lírica de Camões é composta de sonetos e redondilhas, de uma perfeição geométrica e sem abuso de artifícios, tudo parece estar no lugar correto.

No século XVI, em todos os reinos católicos, os livros deveriam ter a aprovação da Inquisição para serem publicados. Isso ocorreu com "Os Lusíadas", conforme texto de frei Bartolomeu, onde comenta as características da obra e ressalva que a presença de deuses pagãos não devem preocupar porque não passa de recurso poético do autor.

Uma das amadas de Camões foi a jovem chinesa Dinamene, que morreu afogada em um naufrágio. Diz a lenda que Camões conseguiu salvar o manuscrito de Os Lusíadas, segurando com uma das mãos e nadando com a outra. Camões escreve vários sonetos lamentando a morte da amada. O mais famoso é "A Saudade do Ser Amado". Camões deixou além de "Os Lusíadas", um conjunto de poesias líricas, entre elas, "Os Efeitos Contraditórios do Amor" e "O Desconcerto do Mundo", e as comédias "El-Rei Seleuco", "Filodemo" e "Anfitriões".

Luís Vaz de Camões morreu em Lisboa, Portugal, no dia 10 de junho 1580, em absoluta pobreza.

 


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D. Duarte

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D. Duarte recebeu o seu nome em homenagem ao avô de sua mãe, o rei Eduardo III da Inglaterra. Desde muito jovem, D. Duarte acompanhou o seu pai nos assuntos do reino, sendo portanto um herdeiro preparado para reinar; em 1412 foi formalmente associado à governação pelo pai, tornando-se seu braço direito.

 
Estátua de D. Duarte em Viseu

Ao contrário de D. João I, D. Duarte foi um monarca preocupado em gerar consenso e ao longo do curto reinado de cinco anos convocou as Cortes cerca de cinco vezes, para discutir assuntos de estado. Várias vezes as Cortestinham pedido a D. João I a organização de uma colectânea em que se coordenasse e actualizasse o direito(lei) vigente, para a boa fé e fácil administração na justiça. Para levar a cabo essa obra, D. Duarte designou o doutor Rui Fernandes, que a concluiu em 1446. Posteriormente revista por ordem do infante D. Pedro, ela se converteria nas Ordenações Afonsinas.

D. Duarte deu continuidade à política de incentivo à exploração marítima e de conquistas em África. Durante o seu reinado, o seu irmão Henrique estabeleceu-se em Sagres, a partir de onde dirigiu as navegações: assim, em 1434 Gil Eanes dobrou o Cabo Bojador, um ponto lendário da época, cuja travessia causava terror aos marinheiros; daí avançou-se para Angra dos Ruivos em 1435, e Afonso Gonçalves Baldaia atingiu o Rio do Ouro e Pedra da Galé em 1436.

Em 1437, os seus irmãos Henrique e Fernando convenceram-no a lançar um ataque a Marrocos, de forma a consolidar a presença portuguesa no norte de África, que se pretendia uma base para a exploração do Oceano Atlântico. A ideia não foi consensual: D. Pedro, Duque de Coimbra e D. João, Infante de Portugal estavam contra a iniciativa de atacar directamente o rei de Marrocos.

A campanha foi mal sucedida e a cidade de Tânger não foi conquistada,custando a derrota grandes perdas em batalha. O próprio príncipe Fernando foi capturado e morreu em cativeiro, por recusar-se a ser libertado em troca da devolução de Ceuta, o que lhe valeu o cognome de "Infante Santo". O próprio D. Duarte morreu pouco tempo depois de peste.

Fora da esfera política, Duarte foi um homem interessado em cultura e conhecimento. Escreveu vários livros de poesia e prosa. Destes últimos destaca-se o Leal Conselheiro (um ensaio sobre variados temas onde a moral e religião têm especial enfoque) e a Livro da Ensinança de Bem Cavalgar Toda Sela (em forma de manual para cavaleiros). Estava a preparar uma revisão do código civil português quando a doença o vitimou.

Jaz nas Capelas Imperfeitas do Mosteiro de Santa Maria da Vitória, na Batalha.

 

 

D. Duarte recebeu o seu nome em homenagem ao avô de sua mãe, o rei Eduardo III da Inglaterra. Desde muito jovem, D. Duarte acompanhou o seu pai nos assuntos do reino, sendo portanto um herdeiro preparado para reinar; em 1412 foi formalmente associado à governação pelo pai, tornando-se seu braço direito.

 
Estátua de D. Duarte em Viseu

Ao contrário de D. João I, D. Duarte foi um monarca preocupado em gerar consenso e ao longo do curto reinado de cinco anos convocou as Cortes cerca de cinco vezes, para discutir assuntos de estado. Várias vezes as Cortestinham pedido a D. João I a organização de uma colectânea em que se coordenasse e actualizasse o direito(lei) vigente, para a boa fé e fácil administração na justiça. Para levar a cabo essa obra, D. Duarte designou o doutor Rui Fernandes, que a concluiu em 1446. Posteriormente revista por ordem do infante D. Pedro, ela se converteria nas Ordenações Afonsinas.

D. Duarte deu continuidade à política de incentivo à exploração marítima e de conquistas em África. Durante o seu reinado, o seu irmão Henrique estabeleceu-se em Sagres, a partir de onde dirigiu as navegações: assim, em 1434 Gil Eanes dobrou o Cabo Bojador, um ponto lendário da época, cuja travessia causava terror aos marinheiros; daí avançou-se para Angra dos Ruivos em 1435, e Afonso Gonçalves Baldaia atingiu o Rio do Ouro e Pedra da Galé em 1436.

Em 1437, os seus irmãos Henrique e Fernando convenceram-no a lançar um ataque a Marrocos, de forma a consolidar a presença portuguesa no norte de África, que se pretendia uma base para a exploração do Oceano Atlântico. A ideia não foi consensual: D. Pedro, Duque de Coimbra e D. João, Infante de Portugal estavam contra a iniciativa de atacar directamente o rei de Marrocos.

A campanha foi mal sucedida e a cidade de Tânger não foi conquistada,custando a derrota grandes perdas em batalha. O próprio príncipe Fernando foi capturado e morreu em cativeiro, por recusar-se a ser libertado em troca da devolução de Ceuta, o que lhe valeu o cognome de "Infante Santo". O próprio D. Duarte morreu pouco tempo depois de peste.

Fora da esfera política, Duarte foi um homem interessado em cultura e conhecimento. Escreveu vários livros de poesia e prosa. Destes últimos destaca-se o Leal Conselheiro (um ensaio sobre variados temas onde a moral e religião têm especial enfoque) e a Livro da Ensinança de Bem Cavalgar Toda Sela (em forma de manual para cavaleiros). Estava a preparar uma revisão do código civil português quando a doença o vitimou.

Jaz nas Capelas Imperfeitas do Mosteiro de Santa Maria da Vitória, na Batalha.

 



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Terça-feira, 14 de Novembro de 2017
Zé do Telhado

 

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José do Telhado ou Zé do Telhado, alcunha de José Teixeira da Silva CvTE (Lugar do Telhado,[1] Castelões de RecesinhosPenafiel22 de Junho de 1818 — MucariMalanjeAngola1875) foi um militar e famoso salteador português.

Chefe da quadrilha mais famosa do Marão, Zé do Telhado é conhecido por "roubar aos ricos para dar aos pobres" e, por isso, muitos o consideram o Robin dos Bosques português.

De origens rurais humildes, aos 14 anos foi viver com um seu tio, no lugar de Sobreira, freguesia de Caíde de Rei, para aprender com ele o ofício de castrador e tratador de animais.[2] No dia 3 de Fevereiro de 1845 casou-se com a sua prima Ana Lentina de Campos, da qual teve cinco filhos.

Tinha vasta experiência militar começada no quartel de Cavalaria 2, os Lanceiros da Rainha, e toma parte contra o partido dos setembristas e pela restauração da Carta Constitucional, no mês de Julho de 1837. Derrotado, refugia-se em Espanha.

Ao regressar, grassava no país uma revolta larvar contra o governo anticlerical de Costa Cabral e quando estala a Revolução da Maria da Fonte, a 23 de Março de 1846, vê-se envolvido como um dos líder da insurreição. Coloca-se às ordens do General Sá da Bandeira, que também tinha aderido. Assume o posto de sargento e distingue-se de tal forma na bravura e qualidades militares que, na expedição a Valpaços, recebe o grau de Cavaleiro da Ordem Militar da Torre e Espada, do Valor, Lealdade e Mérito, a mais alta condecoração que ainda hoje vigora em Portugal. No entanto, o seu «partido» entra em desgraça, amontoa dívidas de impostos que não consegue pagar e é expulso das forças armadas.

Já como "Zé do Telhado", chefe bandoleiro, realiza um grande número de assaltos por todo o Norte de Portugal, durante um período muito conturbado que coincidiu com o pedido de maior resistência de D. Miguel, no exílio com seu governo, aos seus partidários miguelistas que tentaram formar grupos de guerrilha em todo o país.

O bandoleiro mais conhecido do país acaba por ser apanhado pelas autoridades em 31 de Março de 1859 quando tentava fugir para o Brasil. Esteve preso na Cadeia da Relação, onde conheceu Camilo Castelo Branco que se lhe refere nas Memórias do Cárcere.[3]

Em 9 de Dezembro de 1859 foi julgado e condenado ao degredo perpétuo na África Ocidental Portuguesa. Foi-lhe comutada a pena aplicada na de 15 anos de degredo, em 28 de Setembro de 1863. Viveu em Malanje, negociando em borrachacera e marfim. Casou-se com uma angolana, Conceição, de quem teve três filhos. Conhecido entre os locais como o kimuezo – homem de barbas grandes –, viveu desafogadamente. Faleceu aos 57 anos, vítima de varíola, sendo sepultado na aldeia de Xissa, município de Mucari, a meia centena de quilómetros de Malanje, sendo-lhe erguido um mausoléu, objecto de romagens.[2]

 



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Sábado, 11 de Novembro de 2017
D. Afonso IV

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Foi rei da Primeira Dinastia e o setimo Rei de Portugal, era filho de Dom Dinis, rei de Portugal e de Isabel de Aragão, rainha de Portugal, nasceu em Lisboa a 08 de Fevereiro de 1290 e morreu em Lisboa a 08 de Maio de 1357. Está sepultado em Lisboa, Igreja da Sé. E casou com Dona Beatriz com quem teve como descendentes legítimos:

Maria, Afonso, Dinis, Pedro, Isabel, João, Leonor.

Começou a governar em 1325 e terminou em 1357. Dom Afonso IV era o oposto do pai. Homem austero e sóbrio, dirigiu o reino com pulso de ferro. As leis que veio a fazer contrariaram costumes antigos e interferiram inclusivamente na vida privada das pessoas. Não foi um príncipe amado mas foi um rei respeitado.

Quando subiu ao trono tinha trinta e cinco anos e estava casado com Beatriz de Castela, que lhe deu sete filhos. O cognome de o Bravo deve-se sobretudo ao seu carácter colérico e violento. A sua primeira iniciativa – reunir cortes em Évora – teve como única finalidade obrigar os representantes do clero, da nobreza e do povo a declararem que o aceitavam como rei e a jurarem-lhe fidelidade. Isto não era habitual, mas se o rei o fez tinha as suas razões. Nos últimos anos de vida do pai o país fora sacudido por uma guerra civil muito violenta. De um lado lutava ele com os seus partidários e do outro os partidários de Dom Dinis. Isto porque se dizia que o rei preferia deixar o trono ao filho bastardo Afonso Sanches…

Durante três anos, Dom Afonso IV lutou com este seu irmão bastardo. Quem ajudou a pôr fim a esta guerra foi mais uma vez a Rainha Santa Isabel. Do convento onde se encontrava enviou súplicas ao filho e convenceu-o a negociar a paz. No reinado de Dom Afonso IV fizeram-se leis para melhor organizar a administração. Como havia notícia de que existiam ilhas no Oceano Atlântico, ao largo da costa de África, Dom Afonso IV decidiu mandar alguns navios para sul na ideia de averiguar “as condições daquelas terras”.

Os navegadores chegaram às Canárias, mas em 1344 o infante castelhano Luis de La Cerda conseguiu do papa o título de Senhor das Canárias. Dom Afonso IV protestou e o arquipélago tornou-se um pomo de discórdia entre os dois reinos e só muito mais tarde é que o assunto se resolveu, a favor da Espanha.

Uma das filhas de Dom Afonso IV, a infanta Dona Maria, casou com o rei de Castela, Dom Afonso XI. Mas o seu marido apaixonou-se por outra mulher e desprezou publicamente Dona Maria.

Dom Afonso IV não podia consentir em tamanha afronta e atacou Castela. A paz acabou por ser negociada à pressa porque os mouros se preparavam para invadir a Península Ibérica. Em 1340, portugueses e castelhanos defrontaram os mouros na Batalha do Salado. Os cristãos venceram. Não houve mais lutas entre Portugal e Castela. Dona Maria ficou viúva poucos anos depois porque o marido morreu de Peste Negra.

 



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Gil Vicente

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Gil Vicente (1465-1536) foi um dramaturgo e poeta português. Criador de vários autos é considerado o maior representante do teatro popular em Portugal.

Gil Vicente (1465-1536) nasceu em Guimarães, Portugal no ano de 1465. Seu nome apareceu pela primeira vez, em 1502, quando encenou a peça “Auto da Visitação” ou “Monólogo do Vaqueiro”, em homenagem ao nascimento do príncipe D. João, futuro D. João III. O monólogo tinha sido escrito em castelhano, em que um simples homem do campo expressa sua alegria pelo nascimento do herdeiro, desejando-lhe felicidade.

Embora tenha vivido em pleno Renascimento, Gil Vicente não se deixou impregnar pelas concepções humanísticas, retratou através de suas peças, os valores populares e cristãos da vida medieval. Seu teatro se caracteriza por ser primitivo e popular, embora tenha surgido no ambiente da corte, para servir de entretenimento nos serões oferecidos ao rei. Escreveu também poemas ao estilo das cantigas dos Trovadores medievais.

Gil Vicente escreveu mais de quarenta peças, algumas em espanhol e muitas em português, onde criticou de forma impiedosa toda a sociedade de seu tempo. O valor do teatro vicentino reside na sátira, muitas vezes agressiva, contrabalançada pelo pensamento cristão. Sua obra é rica pela universalidade dos temas e pelo lirismo poético que soube colocar na arte, em plena atmosfera renascentista.

De sua observação satírica não deixou ninguém de fora, papa, rei, clero feiticeiras, alcoviteiras, judeus, moças casadoras e agiotas. Sua galeria de tipos é rica e variada. Vários tipos foram ridicularizados: a imperícia dos médicos - “Farsa dos Físicos”, a prática das feiticeiras - “Auto das Fadas”, o comportamento do clero – “O Clérigo da Beira”, entre outros.

De acordo com o assunto abordado, a obra de Gil Vicente foi classificada em três fases: na primeira fase, (1502-1508), com influência espanhola de Juan del Encina, o autor apresenta peças que possuem um conteúdo religioso, entre elas: “Auto da Visitação”, “Auto Pastoral Castelhano”, “Auto de São Martinho” e “Auto dos Reis Magos”.

Na segunda fase, (1508-1516), a sátira social apresenta ampla visão da sociedade da época, a arte possui uma linguagem ferina, e adquire caráter mais pessoal, são dessa época suas obras-primas: “Quem Tem Farelos?”, “Auto da Índia” e “Exortação da Guerra”.

A terceira fase (1516-1536), atinge sua maturidade intelectual. Aparece, ao lado da crítica de costumes, atitudes moralizantes de caráter medieval. São dessa época as melhores obras teatrais da Literatura Portuguesa: “Farsa de Inês Pereira”, “Auto da Beira”, “O Clérigo da Beira”, “Auto da Lusitânia”, “Comédia do Viúvo”, “Trilogia das Barcas” (Auto das Barcas do Inferno, Auto da Barca do Purgatório e Auto da Barca da Glória) e “A Floresta dos Enganos” de 1536, sua última obra.

Gil Vicente faleceu em Évora, Portugal, no ano de 1536.

 


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Quinta-feira, 9 de Novembro de 2017
D. Afonso IV

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Foi rei da Primeira Dinastia e o setimo Rei de Portugal, era filho de Dom Dinis, rei de Portugal e de Isabel de Aragão, rainha de Portugal, nasceu em Lisboa a 08 de Fevereiro de 1290 e morreu em Lisboa a 08 de Maio de 1357. Está sepultado em Lisboa, Igreja da Sé. E casou com Dona Beatriz com quem teve como descendentes legítimos:

Maria, Afonso, Dinis, Pedro, Isabel, João, Leonor.

Começou a governar em 1325 e terminou em 1357. Dom Afonso IV era o oposto do pai. Homem austero e sóbrio, dirigiu o reino com pulso de ferro. As leis que veio a fazer contrariaram costumes antigos e interferiram inclusivamente na vida privada das pessoas. Não foi um príncipe amado mas foi um rei respeitado.

Quando subiu ao trono tinha trinta e cinco anos e estava casado com Beatriz de Castela, que lhe deu sete filhos. O cognome de o Bravo deve-se sobretudo ao seu carácter colérico e violento. A sua primeira iniciativa – reunir cortes em Évora – teve como única finalidade obrigar os representantes do clero, da nobreza e do povo a declararem que o aceitavam como rei e a jurarem-lhe fidelidade. Isto não era habitual, mas se o rei o fez tinha as suas razões. Nos últimos anos de vida do pai o país fora sacudido por uma guerra civil muito violenta. De um lado lutava ele com os seus partidários e do outro os partidários de Dom Dinis. Isto porque se dizia que o rei preferia deixar o trono ao filho bastardo Afonso Sanches…

Durante três anos, Dom Afonso IV lutou com este seu irmão bastardo. Quem ajudou a pôr fim a esta guerra foi mais uma vez a Rainha Santa Isabel. Do convento onde se encontrava enviou súplicas ao filho e convenceu-o a negociar a paz. No reinado de Dom Afonso IV fizeram-se leis para melhor organizar a administração. Como havia notícia de que existiam ilhas no Oceano Atlântico, ao largo da costa de África, Dom Afonso IV decidiu mandar alguns navios para sul na ideia de averiguar “as condições daquelas terras”.

Os navegadores chegaram às Canárias, mas em 1344 o infante castelhano Luis de La Cerda conseguiu do papa o título de Senhor das Canárias. Dom Afonso IV protestou e o arquipélago tornou-se um pomo de discórdia entre os dois reinos e só muito mais tarde é que o assunto se resolveu, a favor da Espanha.

Uma das filhas de Dom Afonso IV, a infanta Dona Maria, casou com o rei de Castela, Dom Afonso XI. Mas o seu marido apaixonou-se por outra mulher e desprezou publicamente Dona Maria.

Dom Afonso IV não podia consentir em tamanha afronta e atacou Castela. A paz acabou por ser negociada à pressa porque os mouros se preparavam para invadir a Península Ibérica. Em 1340, portugueses e castelhanos defrontaram os mouros na Batalha do Salado. Os cristãos venceram. Não houve mais lutas entre Portugal e Castela. Dona Maria ficou viúva poucos anos depois porque o marido morreu de Peste Negra.

 



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Martinho Lutero

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 Martinho Lutero (1483-1546) foi um sacerdote católico alemão, o principal personagem da Reforma Protestante realizada na Europa no século XVI.

Martinho Lutero (1483-1546) nasceu em Eisleben, Saxônia, na Alemanha, no dia 10 de novembro de 1483. Com dezoito anos ingressou no curso de Direito na Universidade de Erfurt, mas em 1505 desiste da carreira para entrar no Mosteiro Agostiniano de Erfurt. Lendo as Escrituras Sagradas concluiu que a humanidade é pecadora por natureza, que jejuns, peregrinação e sacramentos, ou mesmo intercessões de padres e santos não têm qualquer efeito para a redenção dos homens, ideias essas, contrárias às pregadas pela igreja católica.

No dia 30 de outubro de 1517, Martinho Lutero revoltado com a venda de indulgências feitas em nome do Papa Leão X, fixa na porta da Matriz suas 95 teses sobre a venda de indulgências. Em pouco tempo se tornou claro que as teses de Lutero exprimiam os sentimentos de boa parte da população que pagava diversas taxas que fluíam para Roma, não contribuindo para as finanças dos Estados nacionais.

Martinho Lutero, sob a proteção do príncipe Frederico da Saxônia, recusou o pedido de retratação e deu início a uma campanha aberta dentro da própria Igreja. Em 1520, Lutero queimou publicamente a bula papal, que dava sessenta dias para uma completa retratação, e como castigo, foi excomungado pela Igreja.

A Alemanha estava à beira de uma Guerra civil. Em 1521, Lutero é obrigado a se refugiar no castelo do príncipe Frederico. Ocupa-se em traduzir a Bíblia para o alemão permitindo que todos tivessem acesso e pudessem interpretar livremente a Sagrada Escritura.

Na formulação de suas doutrinas, Lutero foi ajudado por Felipe Melanchton, um professor grego da Universidade de Wittenberg. Alterou o cerimonial da missa, substituiu o latim pelo alemão e passou a rejeitar todas as hierarquias eclesiásticas, desde padres, bispos arcebispos e até o Papa. Renegou a interpretação oficial da Bíblia. Os sacerdotes obtiveram permissão para contrair matrimônio, e ele próprio casou-se com uma ex-freira, em 1525. Conservou o batismo e a eucaristia e deu maior valor à fé do que às boas ações como meio de atingir a salvação.

O movimento Luterano teve consequências que revolucionaram a sociedade da época, abriu caminho para rebeliões políticas e sociais. A forma de protestantismo proclamada por Lutero, além da Alemanha, chegou até a Suécia, Dinamarca e aos Países Baixos. Várias doutrinas seguiram seus princípios, criando igrejas nacionais, como o Anglicanismo na Inglaterra, o Calvinismo na Suíça, além de diversas ramificações.

Martinho Lutero morreu em Eisleben, Alemanha no castelo de Frederico, Príncipe da Saxônia, no dia 18 de fevereiro de 1546.

 


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Terça-feira, 7 de Novembro de 2017
D. Fernando

O início do reinado de D. Fernando foi marcado pela política externa. Quando D. Pedro I de Castela (1350-1369) morreu sem deixar herdeiros masculinos, D. Fernando, como bisneto de D. Sancho IV de Castela, por via feminina, declara-se herdeiro do trono. Outros interessados eram os reis de Aragão e Navarra, bem como o duque de Lencastrecasado com D. Constança, a filha mais velha de D. Pedro de Castela. Entretanto D. Henrique da Trastâmara, irmão bastardo de Pedro, havia-se declarado rei. Depois de duas campanhas militares sem sucesso, as partes aceitam a intervenção do Papa Gregório XI. Entre os pontos assentes no tratado de 1371, D. Fernando é prometido a D. Leonor de Castela, mas antes que o casamento pudesse ser concretizado, o rei apaixona-se por D. Leonor Teles de Menezes, mulher de um dos seus cortesãos. Após a rápida anulação do primeiro casamento de D. Leonor, D. Fernando casa com ela, publicamente, a 15 de maio de 1372 no Mosteiro de Leça do Balio. Este acto valeu-lhe forte contestação interna, mas não provocou reacção em D. Henrique de Castela, que prontamente promete a filha a Carlos III de Navarra.

Após a paz com Castela, dedicou-se D. Fernando à administração do reino, mandou reparar muitos castelos e construir outros, e ordenou a construção de novas muralhas em redor de Lisboa e do Porto. Com vista ao desenvolvimento da agricultura promulgou a Lei das Sesmarias. Por esta lei impedia-se o pousio nas terras susceptíveis de aproveitamento e procurava-se aumentar o número de braços dedicados à agricultura e a historiografia.

Durante o reinado de D. Fernando alargaram-se, também, as relações mercantis com o estrangeiro, relatando Fernão Lopes a presença em Lisboa de numerosos mercadores de diversas nacionalidades. O desenvolvimento da marinha foi, por tudo isto, muito apoiado, tendo o rei tomado várias medidas dignas de nota, tais como: autorização do corte de madeiras nas matas reais para a construção de navios a partir de certa tonelagem; isenção total de direitos sobre a importação de ferragens e apetrechos para navios; isenção total de direitos sobre a aquisição de navios já feitos; etc. Muito importante, sem qualquer dúvida, foi a criação da Companhia das Naus, na qual todos os navios tinham que ser registados, pagando uma percentagem dos lucros de cada viagem para a caixa comum. Serviam depois estes fundos para pagar os prejuízos dos navios que se afundassem ou sofressem avarias.

 
Túmulo gótico de D. Fernando I, actualmente no Convento do Carmo, em Lisboa.

A partir do casamento, D. Leonor Teles tornara-se cada vez mais influente junto do rei, manobrando a sua intervenção política nas relações exteriores, e ao mesmo tempo cada vez mais impopular. Aparentemente, D. Fernando mostra-se incapaz de manter uma governação forte e o ambiente político interno ressente-se disso, com intrigas constantes na corte. Em 1382, no fim da guerra com Castela, estipula-se que a única filha legítima de D. Fernando, D. Beatriz de Portugal, case com o rei D. João I de Castela. Esta opção significava uma anexação de Portugal e não foi bem recebida pela classe média e parte da nobreza portuguesa.

Quando D. Fernando falece em 1383, a linha dinástica da dinastia de Borgonha chega ao fim. D. Leonor Teles é nomeada regente em nome da filha e de D. João I de Castela, mas a transição não será pacífica. Respondendo aos apelos de grande parte dos Portugueses para manter o país independente, D. João, mestre de Aviz e irmão bastardo de D. Fernando, declara-se rei de Portugal. O resultado foi a crise de 1383-1385, um período de interregno, onde o caos político e social dominou. D. João tornou-se no primeiro rei da Dinastia de Avis em 1385.

Os restos mortais de D. Fernando foram depositados no Convento de São Francisco, em Santarém, conforme o deixado em testamento pelo monarca. No século XIX, o túmulo foi alvo de sérios actos de vandalismo e degradação, primeiro como resultado das Invasões Francesas, quando se partiu uma porção significativa das paredes do sarcófago ao se ter tornado difícil remover a tampa; e da desamortização das ordens religiosas em 1834, quando o convento foi deixado ao abandono. Certo é que os restos mortais do rei se perderam para sempre, não tendo chegado nenhum registo dessa profanação aos dias de hoje.[2]

Joaquim Possidónio da Silva, Presidente e fundador da Associação dos Architectos Civis e Archeologos Portugueses, toma a iniciativa de transportar o monumento funerário de D. Fernando para o Museu Arqueológico do Carmo (onde ainda hoje se encontra), em 1875, de modo a salvaguardar a sua integridade e dignidade de mais vandalismo.[2]

 

 
 
   
   
   


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Sábado, 4 de Novembro de 2017
Lu Nan

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Lu Nan ha sido el único miembro chino (es corresponsal, no asociado) de la prestigiosa agencia Magnum Photos, Es un fotógrafo legendario que, sin embargo, rara vez asiste a actos públicos y se niega a ser fotografiado.

También tiene la costumbre de firmar sus obras con nombres diferentes. Por ejemplo, firmó como Ma Xiaohu y Li Xiaomin en su famosa trilogía de las fotografías, y solicitó la adhesión a Magnum Photos con el nombre de Mao Xiaohu. Incluso se ha negado a firmar con su nombre una reconocida foto tomada a principios de su carrera llamada Incremento de la altura de una colina desconocida en un metro y renunció a su derecho de autor sobre la misma.

Lu se tomó 15 años para completar su trilogía de fotografías, tres series de un total de 225 imágenes, que se exhibieron por primera vez en el Festival Internacional de Fotografía de Pingyao 2006 . Aunque las exposiciones lo colocaron en el centro de atención internacional, el artista no hizo acto de presencia en el evento. Esta trilogía trata de pacientes en los hospitales psiquiátricos (The Forgotten People, the state of Chinese psychiatric wards), de las peregrinaciones de los devotos católicos chinos (On the road, the catholic church in China) y de la vida de los campesinos tibetanos (The Four Seasons, everyday life of Tibet peasants).

Estas imágenes fueron posteriormente exhibidas en Guanzhou y Pekín y Lu dijo que sería suficiente para él si sus imágenes fueran apreciadas por cinco personas más en los próximos 25 años.

En 2009, Lu completó la toma de fotografías de presos en una cárcel de Myanmar. El proyecto (Prison Camps in Northern Myanmar) duró tres meses y provocó discusiones generalizadas, con algunos críticos alegando que había sido ayudado por las autoridades chinas a tomar fotos de estos internos, aunque él ha negado recibir ninguna ayuda de las autoridades.

Lu le gusta elegir temas que no hayan sido tratados por otros artistas, para no repetir el trabajo ya realizado por otros, ni caminar por senderos que ya hayan sido recorridos.

 

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Quinta-feira, 2 de Novembro de 2017
D. Dinis

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Aclamado Rei de Portugal em 1279, foi detentor do Trono durante 46 anos. Filho de D. Beatriz de Castela e de D. Afonso III recebeu o cognome “O Lavrador”, muito por via da sua especial atenção pela agricultura, bem como da sua conhecida ordem de ampliação do Pinhal de Leiria.

Dedicou parte do seu trabalho ao comércio e à sua regulamentação.  No que concerne à atividade comercial, tomou a iniciativa de criar algumas feiras francas por diversas localidades, apoiando simultaneamente a exportação de produtos agrícolas, enviados para a Flandres, Inglaterra e França. Foi pioneiro na criação da Marinha Portuguesa, utilizando-a para proteção da diversificada atividade comercial. Na agricultura apostou numa política de distribuição de terras incultas para quem as pretendesse cultivar e ordenou a abertura de minas e exploração de minério.

Durante o seu reinado, a Corte Portuguesa foi um dos mais importantes centros literários da Península. Criou a Universidade de Lisboa em 1290.

A atual rua D. Dinis tinha como designação tradicional a de Rua do Norte. Após a Revolução Republicana de 1910 alteraram o nome para rua Magalhães Lima. Em 1937 recebeu a atual designação em homenagem a el-Rei D. Dinis, que em 1297 definiu com precisão os limites do concelho de Sesimbra, ainda que “Sesimbra e o seu termo” já constituíssem uma unidade administrativa autónoma antes dessa data.

 



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Terça-feira, 31 de Outubro de 2017
D. Afonso III

 

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 Quinto rei de Portugal (1245-1279), "o Bolonhês"nasceu provavelmente em Coimbra, a 5 de maio de1210. Segundo filho de D. Afonso II e de D. Urraca,partiu em 1227 para França, onde frequentou a cortede Luís IX, tendo disso muito beneficiado. Casou em1238 com D. Matilde, condessa de Bolonha, viúva deFilipe-o-Crespo. 

Chegou a Lisboa em finais de 1245 ou princípios de1246. Com os títulos de visitador , curador e defensordo reino, foi aclamado rei após ter vencido pela forçadas armas o seu irmão D. Sancho II. 
facto de maior destaque do seu reinado foi a conquista definitiva do Algarve. Em março de 1249 foiconquistada a cidade de Faro. Os freires de Sant'IagoCalatrava tiveram  um papel determinante, tendo-lhes sido confiada a empresa de concluírem a conquista. A conquista do Algarve levou, contudo, a graves discórdias com Castela. As pazes foraminicialmente alcançadas com o casamento de D.Afonso III com D. Beatriz, filha ilegítima de Afonso X (após o papa ter anulado o casamento com D. Matildepor esta ser estéril), mas o problema  foidefinitivamente resolvido pelo Tratado de Badajoz,de 16 de fevereiro de 1267. Por este tratado ficoudefinido que seria o Guadiana, desde a confluência doCaia até à foz, a fronteira luso-castelhana. 
D. Afonso III foi também um bom administrador,fundou povoações, restaurou, repovoou e mandoucultivar inúmeros lugares arruinados, e concedeunumerosos forais. Estabeleceu Lisboa como capital doreino. Reuniu Cortes em Leiria, em 1254, as primeirasem que participaram representantes dos concelhos.As Cortes de Coimbra de 1261 foram tambémimportantes, pois nelas foi reconhecido ao rei o direito de cunhar moeda fraca. Procedeu a inquiriçõesem 1258, revelando as respetivas atas os inúmerosabusos praticados pelas classes privilegiadas. Legisloupara reprimir estes abusos. Estas leis provocaram a imediata reação do clero, que apelou para Roma.  a proximidade da morte levou o rei a recuar, tendojurado submissão à Santa  em janeiro de 1279.Faleceu em 16 de fevereiro do mesmo ano, tendo sidosepultado em Alcobaça.



publicado por pimentaeouro às 12:22
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