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Quinta-feira, 20 de Julho de 2017
Luís XIV o rei Sol

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 Só tomava banho uma vez por ano e disfarçava o mau cheiro enxarcando-se com perfumes.

 

Nascido em cinco de setembro de 1638, o futuro Luís XIV era o filho mais velho do rei Luís XIII de França (1601-43) com sua consorte espanhola Ana (1601-66). Considerando-se que houvera mais de vinte anos de um casamento estéril entre os seus pais antes que o futuro Rei Sol viesse à luz, desde pequeno Luís foi cognominado como um “presente de Deus”.

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Pouco antes do quinto aniversário do menino, seu pai Luís XIII faleceria. Embora entre os seus desejos finais estivesse especificado que a regência não deveria ter a participação de sua esposa, Ana conseguiu arregimentar o apoio do Parlamento e tornar-se a única regente de Luís XIV, mantendo o posto por vários anos. Junto com seu primeiro-ministro, o cardeal Mazarin (1602-61), ela enfrentou a série de revoltas civis conhecidas em seu conjunto como Fronda. Estes motins apenas terminariam em 1652, quando Luís XIV alcançou a maioridade e pôde preservar a cambaleante autoridade real da Casa de Bourbon. Em 1659, a paz com Espanha foi alcançada; para cimentar o fim das hostilidades, Luís XIV se casaria no ano seguinte com a primogênita do rei espanhol, Maria Teresa.


Luís XIV da França, o Rei Sol. Pintura de Hyacinthe Rigaud (1701).

Até 1661, as tarefas de governança eram em boa medida deixadas aos cuidados de Mazarin. Quando este faleceu, o rei optou por não nomear um substituto, e assumiu plena responsabilidade em relação ao reino. De acordo com a teoria política predominante na época, Luís XIV via seu poder como sendo derivado diretamente de Deus; logo, suas vontades não deveriam ser contestadas. Desta forma, Luís XIV é o expoente máximo do sistema político conhecido como absolutismo.

Adotando o sol como o seu emblema, Luís XIV trabalhou com seu ministro de Finanças – Jean-Baptiste Colbert – para reformar a organização financeira do reino. Isso permitiria que o exército e a marinha fossem expandidos, o que ajudaria a marcar a política externa deste reinado como bastante agressiva – como visto nas últimas três décadas de reinado de Luís XIV, quando França enfrentaria sucessivamente a Guerra da Liga de Augsburgo e a Guerra de Sucessão Espanhola; esta última causaria fome generalizada e endividaria profundamente o reino francês, tornando Luís XIV impopular. Em 1685, numa procura para obter uniformidade religiosa na França, o Édito de Nantes – que permitia liberdade de culto para os protestantes franceses – seria revogado. Milhares de huguenotes partiriam para a Holanda ou Inglaterra.

O reinado de Luís XIV é mais conhecido por ter sido o período onde foi construído o famoso palácio de Versalhes. Erguido por vontade do monarca, que desejava centralizar a administração do reino e tornar a nobreza dependente, o palácio seria construído por vários anos antes que, em 1682, o rei fosse para lá com sua corte. Eventualmente, seria o lar de nada menos do que 60.000 pessoas. Versalhes seria a sede do governo francês até a Revolução de 1789.


Palácio de Versalhes. Foto: Eric Pouhier / via Wikimedia Commons / CC-BY-SA 2.5

Apesar de ter tido vários filhos e filhas com suas amantes ao longo dos anos, quando Luís XIV faleceu em Versalhes - alguns dias antes do que teria sido seu 77º aniversário – o herdeiro do trono era seu bisneto homônimo de apenas cinco anos de idade, conhecido depois de sua ascensão como Luís XV (1710-74). Tendo reinado durante pouco mais de 70 anos, Luís XIV ainda é o mais longevo governante ocidental.

Bibliografia:



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Domingo, 9 de Julho de 2017
António Aleixo



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Considerado um dos poetas populares portugueses de maior relevo, afirmando-se pela sua ironia e pela crítica social sempre presente nos seus versos, António Aleixo também é recordado como homem simples, humilde e semi-analfabeto, e ainda assim ter deixado como legado uma obra poética singular no panorama literário português da primeira metade do século XX.

No emaranhado de uma vida cheia de pobreza, mudanças de emprego, emigração, tragédias familiares e doenças, na sua figura de homem humilde e simples houve o perfil de uma personalidade rica, vincada e conhecedora das diversas realidades da cultura e sociedade do seu tempo. Do seu percurso de vida fazem parte profissões como tecelãopolícia e servente de pedreiro, trabalho este que, como emigrante, exerceu em França.

De regresso ao seu Algarve natal, estabeleceu-se novamente em Loulé, onde passou a vender cautelas e a cantar as suas produções pelas feiras portuguesas, atividades que se juntaram às suas muitas profissões e que lhe renderia a alcunha de «poeta-cauteleiro».

Faleceu vítima de uma tuberculose, a 16 de novembro de 1949, doença que tempos antes havia também vitimado uma de suas filhas.

Estilo literário

Poeta possuidor de uma rara espontaneidade, de um apurado sentido filosófico e notável pela «capacidade de expressão sintética de conceitos com conteúdo de pensamento moral», António Aleixo tinha por motivos de inspiração desde as brincadeiras dirigidas aos amigos até à crítica sofrida das injustiças da vida. É notável em sua poesia a expressão concisa e original de uma "amarga filosofia, aprendida na escola impiedosa da vida".

A sua conhecida obra poética é uma parte mínima de um vasto repertório literário. O poeta, que escrevia sempre usando a métrica mais comum na língua portuguesa (heptassílabos, em pequenas composições de quatro versos, conhecidas como "quadras" ou "trovas"), nunca teve a preocupação de registar suas composições. Foi o trabalho de Joaquim de Magalhães, que se dedicou a compilar os versos que eram ditados pelo poeta no intuito de compor o primeiro volume de suas poesias (Quando Começo a Cantar), com o posterior registo do próprio poeta tendo o incentivo daquele mesmo professor, a obra de António Aleixo adquiriu algum trabalho documentado. Antes de Magalhães, contudo, alguns amigos do poeta lançaram folhetos avulsos com quadras por ele compostas, mais no intuito, à época, de angariar algum dinheiro que ajudasse o poeta na sua situação de miséria que com a intenção maior de permanência da obra na forma escrita.

Estudiosos de António Aleixo ainda conjugam esforços no sentido de reunir o seu espólio, que ainda se encontra fragmentado por vários pontos do Algarve, algum dele já localizado. Sabe-se também que vários cadernos seus de poesia, foram cremados como meio de defesa contra o vírus infeccioso da doença que o vitimou, sem dúvida, um «sacrifício» impensado, levado a cabo pelo desconhecimento de seus vizinhos. Foi esta uma perda irreparável de um património insubstituível no vasto mundo da literatura portuguesa.

A opinião pública e reconhecidos amigos

A partir da descoberta de Joaquim de Magalhães, o grande responsável por "passar a limpo" e registar a obra do poeta, António Aleixo passou a ser apreciado por inúmeras figuras da sociedade e do meio cultural algarvio. Também é digno de registo José Rosa Madeira, que o protegeu, divulgou e coleccionou os seus escritos, contribuindo no lançamento do primeiro livro, "Quando Começo a Cantar" (1943), editado pelo Círculo Cultural do Algarve.

A opinião pública aceitou a primeira obra de António Aleixo com bom agrado, tendo sido bem acolhida pela crítica. Com uma tiragem de cerca de 1.100 exemplares, o livro esgotou-se em poucos dias, o que proporcionou ao Poeta Aleixo uma pequena melhoria de vida, contudo ensombrada pela morte de uma filha sua, com tuberculose. Desta mesma doença viria o poeta a sofrer pelos tratamentos que a vida lhe foi impondo, tendo de ser internado no Hospital – Sanatório dos Covões, em Coimbra, a 28 de junho de 1943.

Em Coimbra começa uma nova era para o poeta que descobre novas amizades e deleita-se com novos admiradores, que reconhecem o seu talento, de destacar o Dr. Armando Gonçalves, o escritor Miguel Torga, e António Santos (Tóssan), artista plástico e autor da mais conhecida imagem do poeta algarvio, amigo do poeta que nunca o desamparou nas horas difíceis. Os seus últimos anos de vida foram passados, ora no sanatório em Coimbra, ora no Algarve, em Loulé.

A 27 de maio de 1944 recebeu o grau de Oficial da Ordem de Benemerência.[1]



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Segunda-feira, 3 de Julho de 2017
O Aleijadinho

 

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Aleijadinho (1738-1814) foi um escultor, entalhador e arquiteto do Brasil colonial. "Os Doze Profetas", entalhados em pedra-sabão, para o terraço do "Santuário de Bom Jesus de Matozinhos", em Congonhas do Campo; os "Sete Cristos", para as seis "Capelas dos Passos"; a "Capela de São Francisco de Assis em Vila Rica", são testemunhos do desenvolvimento artístico de Minas Gerais, no século do ouro. Suas obras estão espalhadas pelas cidades de Ouro Preto (antiga Vila Rica), Tiradentes, São João Del-Rei, Mariana, Sabará, Morro Grande e Congonhas do Campo.

Aleijadinho (1738-1814) nasceu em Vila Rica, hoje Ouro Preto, Minas Gerais, em 1738, segundo a maioria dos biógrafos. Filho do português Manuel Francisco Lisboa, mestre de carpintaria, que chegou a Minas Gerais em 1723, e de sua escrava Isabel. Estudou as primeiras letras, latim e música, com os padres de Vila Rica. Teve como mestre nas artes, os portugueses João Gomes Batista e Francisco Xavier de Brito. Aprendeu a esculpir e entalhar ainda criança, observando o trabalho de seu pai que esculpiu em madeira uma grande variedade de imagens religiosas, e de seu tio Antônio Francisco Pombal, importante entalhador de Vila Rica.

Em Minas gerais, na primeira metade do século XVIII, as construções religiosas eram somente de igrejas paroquianas. Para evitar o contrabando de ouro o governo impôs que só permanecessem na capitania os padres que realmente prestavam assistência aos paroquianos. Muitos padres que não justificaram sua permanência na região da mineração se juntaram e criaram as confrarias e irmandades, contribuindo para grande número de construções religiosas.

À medida que a situação econômica melhorava, graças ao ouro, na segunda metade do século XVIII, surgiram as ricas construções em pedra e alvenaria. Foi nessa época que Aleijadinho desenvolveu suas atividades de escultor e projetista. Com seu estilo barroco e rococó, suas talhas, sua obra em relevo e suas estátuas, que estão presentes em construções religiosas de várias cidades mineiras, Aleijadinho foi chamado de "Michelangelo tropical", pelo biógrafo francês, Germain Bazin.

Uma de suas obras mais famosas é o "Santuário de Bom Jesus de Matosinhos", em Congonhas do Campo, iniciado em 1758. A planta imita o Santuário de Bom Jesus de Braga, em Portugal. Na frente existe um terraço ornado por doze estátuas de profetas. O terraço conduz a uma rampa ladeada de sete "Capelas dos Passos" onde estão representadas por 66 imagens, em cedro e em tamanho natural, as cenas da Paixão de Cristo. A "Ordem Terceira de São Francisco de Assis da Penitência", em Ouro Preto, é outra obra-prima. Iniciada em 1776 e concluída em 1794.

Aleijadinho com seu estilo inconfundível traçava a planta a ser construída e supervisionava a construção. Terminada a obra, fazia os trabalhos de acabamento, dava seu toque aos frontispícios, às portas, imagens e púlpitos.

Mesmo sofrendo vários preconceitos pela sua condição de mestiço, sua genialidade acabou por consagrá-lo como escultor e projetista admirável. O maior gênio na arte colonial no Brasil. Em 1777, no auge de sua fama, surgiram os primeiros sinais da Lepra ou da sífilis, não se sabe ao certo, doença que o debilitou, mas não interrompeu suas atividades. Um ajudante o levava para toda parte e atava-lhe às mãos o cinzel e o martelo e a régua.

Antônio Francisco Lisboa, o Aleijadinho, morreu no dia 18 de novembro de 1814, e seu corpo foi sepultado na Matriz de Antônio Dias, junto ao altar da Confraria de Nossa Senhora da Boa Morte.



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Quinta-feira, 29 de Junho de 2017
Camões

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Luís de Camões (1524-1580) foi um poeta português. Autor do poema "Os Lusíadas", uma das obras mais importantes da literatura portuguesa, que celebra os feitos marítimos e guerreiros de Portugal. É o maior representante do Classicismo Português.

Luís de Camões (1524-1580) nasceu em Coimbra ou Lisboa, não se sabe o local exato nem o ano de seu nascimento, supõe-se por volta de 1524. Filho de Simão Vaz de Camões e Ana de Sá e Macedo, ingressou no Exército da Coroa de Portugal e em 1547 embarcou como soldado para a África, onde participou da guerra contra os Celtas, no Marrocos. Durante o combate perde o olho direito.

Em 1552, de volta à Lisboa frequentou tanto os serões da nobreza como as noitadas populares. Numa briga, feriu um funcionário real e foi preso. Embarcou para a Índia em 1553, onde participou de várias expedições militares. Em 1556, foi para a China, também em várias expedições. Em 1570, voltou para Lisboa, já com os manuscritos do poema "Os Lusíadas", que foi publicado em 1572, com a ajuda do rei D. Sebastião.

O poema "Os Lusíadas" funde elementos épicos e líricos e sintetiza as principais marcas do Renascimento Português: o humanismo e as expedições ultramarinas. Inspirado em A Eneida de Virgílio, narra fatos heroicos da história de Portugal, em particular a descoberta do caminho marítimo para as Índias por Vasco da Gama. No poema, Camões mescla fatos da História Portuguesa à intrigas dos deuses gregos, que procuram ajudar ou atrapalhar o navegador.

Um aspecto que diferencia Os Lusíadas das antigas epopeias clássicas é a presença de episódios líricos, sem nenhuma relação com o tema central que é a viagem de Vasco da Gama. Entre os episódios, destaca-se o assassinato de Inês de Castro, em 1355, pelos ministros do rei D. Afonso IV de Borgonha, pai de D. Pedro, seu amante.

Luís de Camões é o poeta erudito do Renascimento, se inspira em canções ou trovas populares e escreve poesias que lembram as cantigas medievais. Revela em seus poemas uma sensibilidade para os dramas humanos, amorosos ou existenciais. A maior parte da obra lírica de Camões é composta de sonetos e redondilhas, de uma perfeição geométrica e sem abuso de artifícios, tudo parece estar no lugar correto.

No século XVI, em todos os reinos católicos, os livros deveriam ter a aprovação da Inquisição para serem publicados. Isso ocorreu com "Os Lusíadas", conforme texto de frei Bartolomeu, onde comenta as características da obra e ressalva que a presença de deuses pagãos não devem preocupar porque não passa de recurso poético do autor.

Uma das amadas de Camões foi a jovem chinesa Dinamene, que morreu afogada em um naufrágio. Diz a lenda que Camões conseguiu salvar o manuscrito de Os Lusíadas, segurando com uma das mãos e nadando com a outra. Camões escreve vários sonetos lamentando a morte da amada. O mais famoso é "A Saudade do Ser Amado". Camões deixou além de "Os Lusíadas", um conjunto de poesias líricas, entre elas, "Os Efeitos Contraditórios do Amor" e "O Desconcerto do Mundo", e as comédias "El-Rei Seleuco", "Filodemo" e "Anfitriões".

Luís Vaz de Camões morreu em Lisboa, Portugal, no dia 10 de junho 1580, em absoluta pobreza.



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Domingo, 25 de Junho de 2017
Leon Tolstói

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Leon Tolstói (1828-1910) foi um escritor russo, autor de “Guerra e Paz", obra-prima que o tornaria célebre. Profundo pensador social e moral é considerado um dos mais importantes autores da narrativa realista de todos os tempos.

Leon Tolstói ou Liev Nikoláievitch Tolstói (1828-1910) nasceu em Yasnaya Polyana, Rússia, no dia 09 de setembro de 1828. Filho de Nicolau Tolstói, de origem ilustre, que remota à princesa Maria Nicolaievna, com nove anos ficou órfão de pai e de mãe, sendo educado por preceptores. Em 1841, muda-se para Kazan. Em 1844, ingressou na Universidade de Kazan, onde estudou Ciências jurídicas e línguas orientais, mas insatisfeito com o ensino formal abandonou o curso.

Senhor de inúmeros servos, dono de 2.200 hectares de terra, tem sua juventude dividida em contradições. Entusiasma-se com o luxo e a frivolidade da capital, porém preocupa-se com os servos e procura oferecer-lhes melhores condições. Duvida das próprias certezas e sente as contradições dos dois mundos em que vive.

Ao completar 23 anos, entrou para o Exército, ao mesmo tempo em que publicou os capítulos da autobiografia "Infância", na revista O Contemporâneo, de São Petersburgo. Um ano depois eclode a Guerra da Crimeia entre russos e turcos. Por ser de origem nobre, o conde Liev recebe o posto de oficial de Artilharia, sendo designado para lutar no cerco de Sebastopol, momentos que descreveu depois em uma crônica.  

De retorno à Rússia, descrente da guerra, após a derrota das tropas russas, funda em suas terras, uma escola modelo para os camponeses, redigindo uma revista pedagógica, onde difundia suas ideias que se fundamentavam, em síntese, na adoção, pelos homens, de uma simplicidade evangélica. Inicia uma série de viagens pela Europa, onde observa as novas experiências em educação. Desenganado do mundo e de suas seduções, investiu contra os convencionalismos e pregava uma reforma fundamental nas estruturas sociais.

Essa estranha personalidade de místico e pacifista de homem que provara da futilidade e da frivolidade, mas que conhecera, nos cinco anos de guerra, os dramas e sofrimentos de seu povo,  acabou excomungado pela Igreja ortodoxa e malvisto pelo Estado czarista russo e a nobreza de então.

A vida na corte o deixou decepcionado, administrar suas propriedades não mais o satisfaz e a vida militar o repugnava. Dedica-se então a escrever e conclui o livro "Infância" (1852), em seguida publica "Adolescência" (1954) e "Juventude" (1856), completando assim a trilogia autobiográfica. Em 1862 casa-se com Sofia Andreievna.

De sua grande produção novelística destaca-se “Guerra e Paz” (1869), vasto painel de sua pátria ao tempo de Napoleão e das campanhas travadas na Áustria, e descreve a invasão da Rússia pelo exército francês e a sua retirada, compreendendo o período de 1805 e 1820. Com mais de mil páginas na versão original, é um dos maiores romances da história.

Outras grandes obras de Tolstói é “Anna Karenina”, um romance passional e  amplo quadro social, considerado um dos melhores romances psicológicos da literatura moderna, e “Ressurreição”, esse romance já inteiramente dominado por suas ideias místico-reformistas. Leon Tolstói, pública também artigos e contos, a maioria com objetivos doutrinários, a que mais se destaca é “A Morte de Iván Ilitch”, obra considerada pelos críticos como a mais perfeita novela já escrita.

A morte sucessiva de três filhos, e de uma tia, abala a vida do escritor. Começa uma grande transformação em sua vida. Afirmando que "O pivô do mal é a propriedade", repudia a nobreza, veste-se como camponês, anda descalço e serve-se a si próprio. Divide os móveis da família entre a mulher e os filhos, deixa metade dos direitos autorais para o público. No meio da noite, abandona sua casa, acompanhado de sua filha mais nova, para viver como um camponês qualquer.

Leon Nicolaievich Tolstói faleceu numa estação ferroviária de Astapovo (hoje Leon Toltói), na província de Riaz, Rússia, no dia 20 de novembro de 1910, em consequência de uma pneumonia.



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Sábado, 17 de Junho de 2017
Rafael Bordalo Pinheiro
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Caricaturista, ilustrador, ceramista, autor de banda desenhada,editor, decorador e figurinista, considerado o maior artistaplástico português do século XIX, Raphael Bordallo Pinheiro (nagrafia original) nasceu a 21 de março de 1846, em Lisboa, e faleceu a 23 de janeiro de 1905, na mesma cidade.

Oriundodeumafamíliadeartistas,teveumaformaçãoescolarquepassoupeloLiceudasMerceiras,ondesematriculouem1857,nomesmoanoemquenasceu oirmão,ColumbanoBordaloPinheiro,queseviria arevelarumnotávelpintor.
 
Experimentou representação no Teatro Garrett, inscreveu-se noConservatório em 1860 e, no ano seguinte, matriculou-se emDesenho de Arquitetura Civil na Academia de Belas Artes, ondetambém se inscreveu em Desenho Histórico.

Perante um percurso escolar perfeitamente irregular e marcadopela pouca assiduidade, em 1863 foi trabalhar como escrituráriona Câmara dos Pares. Em paralelo, desenvolveu o gosto pelaarte, como se verificou no Salão da Sociedade Promotora deBelas Artes, onde expôs regularmente aguarelas com motivospopulares a partir de 1868.

Em 1869 realizou diversas capas de livros e cabeçalhos de jornais e preparou o álbum O Calcanhar d'Achilles [Aquiles], editado noano seguinte. Durante a Exposição Internacional de Madrid, de1871, apresentou os seus trabalhos e, nesse mesmo ano,participou no Almanaque das Gargalhadas .

Em 1872 colaborou com Artes e Letras e foi editado o álbumApontamentos de Raphael Bordallo Pinheiro sobre a PicarescaViagem do Imperador do Rasilb pela Europa , que é a primeirabanda desenhada portuguesa, que relata em 16 páginas a viagem do Imperador do Brasil D. Pedro II à Europa. Dado o grande sucesso deste álbum, foram feitas mais duas edições nomesmo ano e, deste modo, Bordalo foi um dos pioneiros da BD a nível mundial. Estes três álbuns foram reeditados em 1996 pelaBedeteca de Lisboa por ocasião dos 150 anos do nascimento doautor, realizando-se na ocasião uma exposição sobre as suasHistórias aos Quadradinhos, entre outras iniciativas.

A sua colaboração como ilustrador com a imprensa estrangeirafez-se notar particularmente em 1873, com El Mundo Comico eIlustración Española y Americana (ambos de Madrid) e o TheIllustrated London News (de Londres).

Ano também marcante na sua carreira foi o de 1875: criou o célebre Zé Povinho, que apareceu pela primeira vez nas páginasd' A Lanterna Mágica , periódico que se começou a publicar a 1 demaio, sob direção literária de Guerra Junqueiro e de Guilhermede Azevedo. Também em 1875, a convite do prestigiado jornal OMosquito , partiu para o Brasil. Colaborou com esse periódicocarioca entre 1875 e 1877 e, com o seu encerramento, fundou oPsit!!! , em 1877, que durou escassos meses, tendo criado deseguida O Besouro , publicado entre 1878 e 1879, o ano do seuregresso a Lisboa.

Em 1879 fundou um dos títulos mais representativos em queparticipou, o célebre O António Maria , com Guilherme deAzevedo, cuja I série se publicou entre 1879 e 1885.

Com o encerramento de O António Maria criou de seguida oPontos nos II , que se publicou entre 1885 e 1991, reaparecendouma II série de O António Maria , entre 1891 e 1898. O últimojornal que dinamizou foi A Paródia , que contou com a colaboração literária de João Chagas, publicado de 1900 até1906.

Retomando um hábito tido no Brasil, fez caricatura a partir dequadros célebres, como Zé Povinho na [Última] Ceia e Zé Povinho- Marquês de Pombal , ambos de 1882.

O Zé Povinho corresponde a uma imagem simbólica do povo, damassa anónima e submissa, plena de atualidade, que aparece nasmais variadas situações, desde os aumentos de impostos e dastarifas dos transportes, aos negócios mal explicados. De origemrural, sorriso afável, cabelo despenteado e usando chapéubraguês, o Zé vai manifestando o seu espanto umas vezes ou emoutras mostra que percebe mais do que seria suposto.

Com a colaboração de Ramalho Ortigão lançou o Álbum dasGlórias em 1880 e, no ano seguinte, O António Maria estreou-secomo revista teatral.

Para além dos periódicos que fundou e dinamizou comcaricaturas e ilustrações, colaborou simultaneamente em muitosoutros com BD, como aconteceu com as edições de O Comérciodo Porto Ilustrado , no qual participou entre 1892 e 1904 com 10histórias de BD que tiveram a particularidade de ser a cores,reeditadas em 1996 por Carlos Bandeiras Pinheiro. Uma outraBD importante, O Lazareto de Lisboa , surgida em 1881, tambémfoi reeditada, em 2003, pela Frenesi.

Em 1884 começou a laborar a fábrica de Cerâmica das Caldas daRainha. De entre as peças fabricadas, destaque para as pequenasfiguras de carácter popular e caricatural, como o célebre ZéPovinho, a Ana das Caldas, o Arola ou as versões do John Bull(como penico e escarrador), personagem que surgiu comoresposta ao Ultimato Britânico de 1890, sem esquecer as peçasde grandes dimensões, como a Talha Manuelina e a JarraBeethoven .

Prova do seu empenho na fábrica, viajou com o irmão Felicianoem 1888 visitando fábricas em França, Bélgica e Inglaterra, paraconhecer técnicas de produção de cerâmica.

Em 1889 decorou o Pavilhão de Portugal na Exposição Universalde Paris, onde as suas cerâmicas foram acolhidas com êxito,tendo sido agraciado com o grau de cavaleiro da Legião de Honrada República Francesa.

Outras atividades em que se destacou foram a realização defigurinos para peças teatrais, como as que fez para EduardoSchwalbach a partir de 1897, como O Reino da Bolha , ou a baixela manuelina que desenhou para o visconde de São João daPesqueira, em 1904.

Implacável com a classe política do país, ninguém foi poupado à pena cáustica de Bordalo, como Hintze Ribeiro, José Luciano deCastro, Mouzinho de Albuquerque, o duque d'Ávila, o conde deBurnay, D. Luís, D. Carlos ou, em particular, António Maria FontesPereira de Melo.

A cidade de Lisboa tem-lhe prestado diversas homenagens,como a atribuição do seu nome ao largo onde morou, próximodo Chiado, a criação em 1989 do Prémio Municipal "RafaelBordalo Pinheiro" de Banda Desenhada, Caricatura e Cartoon e,desde 1915, o Museu Rafael Bordalo Pinheiro, no Campo Grande,tutelado pela edilidade desde 1924, que resultou da doação (doedifício e do recheio) por um grande admirador do autor, CruzMagalhães, que embora nunca o tenha conhecido organizoumetodicamente um espólio sem igual sobre o autor. A Casa daImprensa atribui desde 1990 os Prémios "Bordalo", criados em1962 com outro nome, que distingue personalidades em váriasáreas.

Em 2005, por ocasião do Centenário da sua morte, realizaram-sediversas iniciativas, com exposições (nomeadamente em Lisboa e no Porto), as edições da Fotobiografia organizada por João PauloCotim (Assírio & Alvim), do Álbum das Glórias (Expresso) e o catálogo A Rolha - Bordalo (Hemeroteca Municipal de Lisboa).

Nas Caldas da Rainha existe uma Casa Museu Rafael BordaloPinheiro e uma Escola Secundária tem Rafael Bordalo Pinheirocomo patrono.


publicado por pimentaeouro às 17:59
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Sexta-feira, 2 de Junho de 2017
Voltaire

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François Marie Arouet, mais conhecido como Voltaire (Paris, 21 de novembro de 1694 — Paris, 30 de maio de 1778), foi um escritor, ensaísta, deísta e filósofo iluministafrancês.

Conhecido pela sua perspicácia e espirituosidade na defesa das liberdades civis, inclusive liberdade religiosa e livre comércio, é uma dentre muitas figuras do Iluminismo cujas obras e ideias influenciaram pensadores importantes tanto da Revolução Francesa quanto da Americana. Escritor prolífico, Voltaire produziu cerca de 70 obras em quase todas as formas literárias, assinando peças de teatro, poemas, romances, ensaios, obras científicas e históricas, mais de 20 mil cartas e mais de 2 mil livros e panfletos.

Foi um defensor aberto da reforma social apesar das rígidas leis de censura e severas punições para quem as quebrasse. Um polemista satírico, ele frequentemente usou suas obras para criticar a Igreja Católica e as instituições francesas do seu tempo. Voltaire é o patriarca de Ferney. Ficou conhecido por dirigir duras críticas aos reis absolutistas e aos privilégios do clero e da nobreza. Por dizer o que pensava, foi preso duas vezes e, para escapar a uma nova prisão, refugiou-se na Inglaterra. Durante os três anos em que permaneceu naquele país, conheceu e passou a admirar as ideias políticas de John Locke.[

Ideias

Voltaire foi um pensador que se opôs à intolerância religiosa e à intolerância de opinião existentes na Europa no período em que viveu. Suas ideias reformistas acabaram por fazer com que fosse exilado de seu país de origem, a França. O conjunto de ideias de Voltaire constitui uma tendência de pensamento conhecida como Liberalismo. Exprime na maioria dos seus textos a preocupação da defesa da liberdade, sobretudo do pensar, criticando a censura e a escolástica, como observamos na seguinte frase, escrita por Evelyn Beatrice Hall como tentativa de descrever o espírito de Voltaire: " Posso não concordar com nenhuma palavra do que você disse, mas defenderei até a morte o seu direito de dizê-lo ".

Destaca-se que Voltaire, em sua vida, também foi "conselheiro" de alguns reis, como é o caso de Frederico II, o grande, da Prússia, um déspota esclarecido.

  • Voltaire foi influenciado pelo cientista Isaac Newton e pelo filósofo John Locke;
  • Defendia as liberdades civis (de expressão, religiosa e de associação);
  • Criticou as instituições políticas da monarquia, combatendo o absolutismo; 
  • Criticou o poder da Igreja Católica e sua interferência no sistema político;
  • Foi um defensor do livre comércio, contra o controle do estado na economia;
  • Foi um importante pensador do iluminismo francês e suas ideias influenciaram muito nos processos da Revolução Francesa e de Independência dos Estados Unidos.

Primeiros anos

 
Primeiro encontro de Voltaire com Frederico, o Grande (Harper's New Monthly Magazine, n.º XL, 1870).

Voltaire nasceu em uma família abastada, burguesa e aristocrata, em Paris, em 21 de novembro de 1694. Sua mãe morreu depois do parto. Estudou com os jesuítas no Colégio Collège Louis-le-Grand onde revelou-se um aluno brilhante. Frequentou a Societé du Temple, de libertinos e livres pensadores. Por causa de versos irreverentes contra os governantes, foi preso na Bastilha (1717-1718), onde iniciou a tragédia Édipo (1718) e o Poema da Liga (1723).

Logo tornou-se rico e célebre, mas uma discussão com o príncipe de Rohan-Chabot valeu-lhe nova prisão e foi obrigado a exilar-se na Inglaterra (1726-1728). Ali, orientou definitivamente sua obra e seu pensamento para uma filosofia reformadora. Celebrou a liberdade em uma tragédia (Brutus, 1730), criticou a guerra (História de Carlos XII, 1731), os dogmas cristãos (Epístola a Urânio, 1733), as falsas glórias literárias (O templo do gosto, 1733) e escreveu um dos livros que mais o projetaram, as Cartas Filósoficas ou “Cartas sobre os ingleses”, que criticava o regime político francês, fazendo espirituosas comparações entre a liberdade inglesa e o atraso da França absolutista, clerical e obsoleta.

Casou-se esse livro pelas suas autoridades, refugiou-se no Castelo de Cirey, onde procurou rejuvenescer a tragédia (Zaire, 1732; A morte de César, 1735; Mérope, 1743). Logrou obter um lugar na Academia Francesa (1746) graças a algumas poesias (Poema de Fontenoy, 1745), e, no mesmo ano, foi para a corte na condição de historiógrafo real. Convidado por Frederico II, o Grande, da Prússia, foi viver na corte de Potsdam, onde publicou inicialmente o conto Zadig (1747) e posteriormente O século de Luís XIV (1751) e Micrômegas (1752). Em 1753, depois de um conflito com o rei, retirou-se para uma casa perto de Genebra. Ali, chocou ao mesmo tempo os católicos (A donzela de Orléans, 1755), os protestantes (Ensaio sobre os costumes, 1756) e criticou o pensamento de Rousseau (Poema sobre os desastres de Lisboa, 1756).

Início de carreira

Replicando seus opositores com o conto Cândido (1759), refugiou-se em seguida em Ferney que em sua honra se passou a chamar Ferney-Voltaire.

Prosseguiu sua obra escrevendo tragédias (Tancredo, 1760), contos filosóficos dirigidos contra os aproveitadores (Jeannot e Colin, 1764), os abusos políticos (O ingênuo, 1767), a corrupção e a desigualdade das riquezas (O Homem de Quarenta Escudos, 1768),denunciou o fanatismo clerical e as deficiências da justiça, celebrou o triunfo da razão (Tratado sobre a tolerância, 1763; Dicionário Filosófico, 1764).

Iniciado maçom no dia 7 de abril de 1778[5], mesmo ano de sua morte, na Loja Les Neuf Sœurs, Paris, ingressando no Templo apoiado no braço de Benjamin Franklin, embaixador dos EUA na França na época. A sessão foi dirigida pelo Venerável Mestre Lalande na presença de 250 irmãos. O Venerável Ancião foi revestido com o avental que pertenceu a Helvétius e que fora cedido para a ocasião pela sua viúva.

Chamado a Paris em 1778, foi recebido em triunfo pela Academia e pela Comédie-Française, onde lhe ofereceram um busto. Esgotado, morreu a 30 de maio de 1778.

Voltaire foi um teórico sistemático, mas um propagandista e polemista, que atacou com veemência alguns abusos praticados pelo Antigo Regime. Tinha a visão de que não importava o tamanho de um monarca, deveria, antes de punir um servo, passar por todos os processos legais, e só então executar a pena, se assim consentido por lei. Se um príncipe simplesmente punisse e regesse de acordo com o seu bem-estar, seria apenas mais um "salteador de estrada ao qual se chama de 'Sua Majestade'".

As ideias presentes nos escritos de Voltaire estruturam uma teoria coerente, mas por vezes contraditória, que em muitos aspectos expressa a perspectiva do Iluminismo.

Defendia a submissão ao domínio da lei, baseava-se em sua convicção de que o poder devia ser exercido de maneira liberal e racional, sem levar em conta as tradições.

Por ter convivido com a liberdade inglesa, não acreditava que um governo e um Estado liberais, tolerantes fossem utópicos. Não era um democrata, e acreditava que as pessoas comuns estavam curvadas ao fanatismo e à superstição. Para ele, a sociedade deveria ser reformada mediante o progresso da razão e o incentivo à ciência e tecnologia. Assim, Voltaire transformou-se num perseguidor ácido dos dogmas, sobretudo os da Igreja Católica, que afirmava contradizer a ciência, no entanto, muitos dos cientistas de seu tempo eram padres jesuítas.

Sobre essa postura, o catedrático de filosofia Carlos Valverde escreve um surpreendente artigo, no qual documenta uma suposta mudança de comportamento do filósofo francês em relação à cristã, registrada no tomo XII da famosa revista francesa Correpondance Littérairer, Philosophique et Critique (1753-1793). Tal texto traz, no número de abril de 1778, páginas 87-88, o seguinte relato literal de Voltaire:

"Eu, o que escreve, declaro que havendo sofrido um vômito de sangue faz quatro dias, na idade de oitenta e quatro anos e não havendo podido ir à igreja, o pároco de São Suplício quis de bom grado me enviar a M. Gautier, sacerdote. Eu me confessei com ele, se Deus me perdoava, morro na Santa Religião Católica em que nasci esperando a misericórdia divina que se dignará a perdoar todas minhas faltas, e que se tenho escandalizado a Igreja, peço perdão a Deus e a ela. Assinado: Voltaire, 2 de março de 1778 na casa do marqués de Villete, na presença do senhor abade Mignot, meu sobrinho e do senhor marqués de Villevielle. Meu amigo."

Este relato foi reconhecido como autêntico por alguns, pois seria confirmado por outros documentos que se encontram no número de junho da mesma revista, esta de cunho laico, decerto, uma vez que editada por Grimm, Diderot e outros enciclopedistas. Já outros questionam a necessidade de alguém que já acredita em Deus ter que se converter a uma religião específica, como o catolicismo. No caso de Voltaire não teria ocorrido reconversão.

Morte

Voltaire morreu em 30 de maio de 1778. A revista lhe exalta como "o maior, o mais ilustre e talvez o único monumento desta época gloriosa em que todos os talentos, todas as artes do espírito humano pareciam haver se elevado ao mais alto grau de sua perfeição".

A família quis que seus restos repousassem na abadia de Scellieres. Em 2 de junho, o bispo de Troyes, em uma breve nota, proíbe severamente ao prior da abadia que enterre no Sagrado o corpo de Voltaire. Mas no dia seguinte, o prior responde ao bispo que seu aviso chegara tarde, porque - efetivamente - o corpo do filósofo já tinha sido enterrado na abadia. Livros históricos afirmam que ele tentou destruir a Igreja a favor da maçonaria.

A Revolução trouxe em triunfo os restos de Voltaire ao Panteão de Paris - antiga igreja de Santa Genoveva - , dedicada aos grandes homens. Na escura cripta, frente a de seu inimigo Rousseau, permanece até hoje a tumba de Voltaire com este epitáfio:

"Aos louros de Voltaire. A Assembleia Nacional decretou em 30 de maio de 1791 que havia merecido as honras dadas aos grandes homens".

Legado

Voltaire introduziu várias reformas na França, como a liberdade de imprensa, tolerância religiosa, tributação proporcional e redução dos privilégios da nobreza e do clero. Mas também foi precursor da Revolução Francesa, ela que instaurou a intolerância, a censura e o aumento dos impostos para financiar as guerras, tanto coloniais, quanto napoleônicas (Europa). Se, em uma obra tão diversificada, Voltaire dava preferência a sua produção épica e trágica, foi, entretanto morreu em 100a.c nos contos e nas cartas que se impôs. Como filósofo, foi o porta voz dos iluministas.

Não seria exagero dizer que Voltaire foi o homem mais influente do século XVIII. Seus livros foram lidos por toda a Europa e vários monarcas pediam seus conselhos.



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Quinta-feira, 1 de Junho de 2017
Natália Correia

 

 

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Escritora portuguesa, natural de Fajã de Baixo, São Miguel, Açores. Fez os estudos secundários já em Lisboa. Sem estudos universitários foi, em 1979, deputada à Assembleia da República. Colaborou em diversos jornais e revistas. Não se prendendo fortemente a nenhuma corrente literária, esteve inicialmente ligada ao surrealismo e, segundo a própria, a sua mais importante filiação estabeleceu-se em relação ao romantismo. A obra de Natália Correia estende-se por géneros variados, desde a poesia ao romance, teatro e ensaio. Foi fundadora da Frente Nacional para a Defesa da Cultura, interveio politicamente ao nível da cultura e do património, na defesa dos direitos humanos e dos direitos da mulher.

Apelou sempre à literatura como forma de intervenção na sociedade, tendo tido um papel activo na oposição ao Estado Novo. Foi uma figura importante das tertúlias que reuniam nomes centrais da cultura e da literatura portuguesas dos anos 50 e 60. Ficou conhecida pela sua personalidade vigorosa e polémica, que se reflecte na sua escrita.

 

 


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Quarta-feira, 17 de Maio de 2017
Dracula

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Conde Drácula é um personagem fictício que dá título ao livro de Bram Stoker escrito em 1897. O personagem é o mais famoso vampiro da ficção, e segundo o Guiness Book, o monstro fictício com maior número de aparições na mídia, diretas ou indiretas.

O Conde Drácula pode ter sido inspirado no voivode (príncipe) Vlad Tepes (Vlad III), que nasceu em 1431 e governou o território que corresponde à atual Romênia. Nessa época, a Romênia estava dividida entre o mundo cristão e o mundo muçulmano (Turquia). Vlad III ficou conhecido pela perversidade com que tratava seus inimigos. Embora não fosse um vampiro, sua crueldade alimentava o imaginário de modo que logo passou para o conhecimento popular como um vampiro.

O pai de Vlad III, Vlad II, era membro de uma sociedade cristã romana (de Roma) chamada Ordem do Dragão, criada por nobres da região para defender o território da invasão dos turcos otomanos. Por isso Vlad II era chamado de Dracul (dragão), e, por consequência, seu filho passou a ser chamado Draculea (filho do dragão) — a terminação "ea" significa filho. A palavra “dracul”, entretanto, possuía um segundo significado (“diabo”) que foi aplicado aos membros da família Draculea por seus inimigos e possivelmente também por camponeses supersticiosos.

Vlad III era conhecido por sua pervesidade e crueldade. Certa vez, dois súditos se esqueceram de tirar o chapéu para reverenciar sua chegada e, por causa disso, Vlad mandou pregar os chapéus em suas cabeças.

Também dizem as lendas que um dia Vlad viu um aldeão com a camisa toda suja e lhe perguntou se sua esposa era saudável. O aldeão respondeu que sim e sua mulher teve ambas as mãos decepadas; e Vlad arrumou outra esposa para o aldeão e lhe mostrou o que acontecera com a antiga, para que servisse de exemplo. Vlad tinha prazer em comer em frente a suas vítimas com os corpos empalados, ouvindo seus gritos de agonia.

Muitos desses feitos levam a crer que Vlad III é a principal inspiração para o personagem. A crença que o conde Drácula é morto vivo veio de um fato que em uma de suas muitas batalhas ele levou um forte golpe na cabeça, que o deixou em coma. Depois de ver o seu líder cair seus homens bateram em retirada levando consigo seu corpo e antes da fuga ser realizada, Vlad III acordou do coma como se nada tivesse acontecido e logo depois de recobrar os sentidos retornou à batalha levando seu exército à vitória e a uma de suas mais sangrentas batalhas, criando assim a crença que ele havia retornado dos mortos como um morto vivo.



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Sábado, 6 de Maio de 2017
General Humberto Delgado

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 Humberto da Silva Delgado nasceu a 15 de Maio de 1906 em Boquilobo, freguesia de Brogueira, concelho de Torres Novas, distrito de Santarém.

Frequentou o Colégio Militar entre 1916 e 1922.

Em 1925 entrou na Escola Prática de Artilharia, em Vendas Novas.

Participou no movimento militar de 28 de Maio de 1926, que derrubou a República Parlamentar e implantou a Ditadura Militar que, poucos anos mais tarde, em 1933, iria dar lugar ao Estado Novo liderado por Salazar.

Durante muitos anos apoiou as posições oficiais do regime salazarista, particularmente o seu anticomunismo.

 

Em 1941, Humberto Delgado, assumiu publicamente as suas simpatias para com a Alemanha Nazi, publicando dois artigos na Revistas Ar onde afirmou: “O ex-cabo, ex-pintor, o homem que não nasceu em leito de renda amolecedor, passará à História como uma revelação genial das possibilidades humanas no campo político, diplomático, social, civil e militar, quando à vontade de um ideal se junta a audácia, a valentia, a virilidade numa palavra.”

Representou Portugal nos acordos secretos com o Governo Inglês sobre a instalação das Bases Aliadas nos Açores durante a Segunda Guerra Mundial.

Em 1944 foi nomeado Director do Secretariado da Aeronáutica Civil.

Entre 1947 e 1950 representou Portugal na Organização da Aviação Civil Internacional, sediada em Montreal, Canadá.

Foi Procurador à Câmara Corporativa (V Legislatura) entre 1951 e 1952.

Em 1952 foi nomeado adido militar na Embaixada de Portugal em Washington e membro do comité dos Representantes Militares da NATO. Promovido a general na sequência da realização do curso de altos comandos, onde obteve a classificação máxima, passa a Chefe da Missão Militar junto da NATO.

Regressado a Portugal foi nomeado Director-Geral da Aeronáutica Civil.

 

Os cinco anos que viveu nos Estados Unidos modificam a sua forma de encarar a política portuguesa. Convidado por opositores ao regime de Salazar para se candidatar à Presidência da República, em 1958, contra o candidato do regime, Américo Tomás, aceita, reunindo em torno de si toda a oposição ao Estado Novo.

 

Numa conferência de imprensa da campanha eleitoral, realizada em 10 de Maio de 1958 no café Chave de Ouro, em Lisboa, quando lhe foi perguntado por um jornalista que postura tomaria em relação ao Presidente do Conselho Oliveira Salazar, respondeu com a frase "Obviamente, demito-o!".

Esta frase incendiou os espíritos das pessoas oprimidas pelo regime salazarista que o apoiaram e o aclamaram durante a campanha com particular destaque para a entusiástica recepção popular na Praça Carlos Alberto no Porto a 14 de Maio de 1958.

Devido à coragem que manifestou ao longo da campanha perante a repressão policial foi cognominado «General sem Medo».

O resultado eleitoral não lhe foi favorável graças à fraude eleitoral montada pelo regime.

Em 1959, na sequência da derrota eleitoral, vítima de represálias por parte do regime salazarista e alvo de ameaças por parte da polícia política, pediu asilo político na Embaixada do Brasil, seguindo depois para o exílio nesse país. Durante o período do seu exílio no Brasil foi amplamente apoiado por D. Maria Pia de Saxe-Coburgo Gotha e Bragança, a quem se dirigia como "a Princesa" ou "a Duquesa", ela que o ajudou monetariamente e ainda lhe ofereceu uma das suas residências em Roma para que o General pudesse regressar ao território europeu.

Convencido de que o regime não poderia ser derrubado por meios pacíficos promoveu a realização de um golpe de estado militar, o qual veio a ser concretizado em 1962 e que visava tomar o quartel de Beja e outras posições estratégicas importantes de Portugal. O golpe, porém, fracassou.

Pensando vir reunir-se com opositores ao regime do Estado Novo, Humberto Delgado dirigiu-se à fronteira espanhola em Los Almerines, perto de Olivença, em 13 de Fevereiro de 1965. Ao seu encontro vai um grupo de agentes da PIDE, liderados por Rosa Casaco. O agente Casimiro Monteiro assassina-o, bem como à sua secretária, Arajaryr Campos. Os corpos foram ocultados perto de Villanueva del Fresno, cerca de 30 km a sul do local do crime.



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Terça-feira, 2 de Maio de 2017
Bento Jesus Caraça

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Bento de Jesus Caraça nasceu a 18 de Abril de 1901 em Vila Viçosa. Com pouco mais de dois meses, foi com os seus pais, trabalhadores agrícolas para uma aldeia no Redondo, onde o pai trabalhava como feitor da Herdade da Casa Branca.

É no Redondo que passa a infância. Cedo revelou inúmeras facilidades na aprendizagem, o que desde logo captou a atenção da proprietária da herdade, D. Jerónima. Sem filhos e fascinada por esta criança, propôs-se assumir os custos da sua educação, o que foi aceite pelos pais João Caraça e Domingas Espadinha.
Bento de Jesus Caraça fez o ensino primário em Vila Viçosa, prosseguindo os seus estudos no Liceu de Sá da Bandeira, em Santarém. Partiu para Lisboa com 13 anos para estudar no muito afamado Liceu Pedro Nunes, onde concluiu com distinção o ensino secundário em 1918.


Neste mesmo ano matriculou-se no Instituto Superior de Comércio, hoje Instituto Superior de Economia e Gestão, e um ano depois é nomeado 2º assistente pelo professor Mira Fernandes. A sua carreira académica tornava-se notória. Em 1924, é assistente e em 1927 professor extraordinário.

Chegou a professor catedrático em 1929. A seu cargo ficou a cadeira de “Matemáticas Superiores” – Álgebra Superior, Princípios da Análise Infinitesimal e Geometria Analítica.

Bento de Jesus Caraça afirmou-se como professor. Rigoroso e exigente, conquistou os alunos que chegaram a vir de outras escolas assistir às suas aulas em salas cada vez mais pequenas para tantos discentes.

O ensino da Matemática ganhou outra dimensão e colocou-se mais perto do concreto e mais próximo do quotidiano.


A sua actividade não se restringiu à prática lectiva. Foi membro do Núcleo de Matemática, Física e Química, criou o Centro de Estudos de Matemáticas Aplicadas à Economia, fundou a Gazeta da Matemática e foi presidente da Direcção da Sociedade Portuguesa de Matemática. Finalmente, em 1941 publicou a sua obra mais emblemática “Os Conceitos Fundamentais da Matemática”, cuja versão integral foi publicada apenas em 1951.

O seu mérito foi reconhecido internacionalmente, uma vez que foi o delegado representante da Sociedade Portuguesa de Matemática nos Congressos da Associação Luso-Espanhola para o Progresso das Ciências em 1942, 1944 e 1946.

A Cultura foi uma das outras grandes paixões de Bento de Jesus Caraça, a cultura que deveria ser adquirida por todos para que se conquistasse a liberdade. Na Universidade Popular, de que também fez parte profere a famosíssima conferência “A Cultura Integral do Indivíduo – Problema Central do Nosso tempo”. Com o mesmo objectivo em mente colaborou nas revistas Seara Nova, Técnica, Vértice e em outros tantos jornais como O Diabo, Liberdade e o Jornal Globo, fundado por si, mas infelizmente eliminado pela censura.

Olhando para a cultura como um “despertar das almas”, fundou a Biblioteca Cosmos, que editou centenas de livros de divulgação científica e trabalhou na reanimação da Universidade Popular, que entretanto se tinha visto enfraquecida pela acção da sempre atenta censura, tornando-se mesmo Presidente do Conselho Administrativo.

Defensor da liberdade que definitivamente não existia, Bento de Jesus Caraça foi também um interessado pela “questão feminina” e sempre incentivou a intervenção das mulheres na sociedade. Quando em 1943, onze raparigas se matricularam no ISCEF e uma vez que o sistema de coeducação era proibido pelo regime, apoiou a criação de um núcleo cultural por elas formado. Nunca faltou a uma palestra e jamais as abandonou sem trocar impressões com as oradoras.

Sempre consciente do mundo que o rodeava, empenhou-se juntamente com outros intelectuais portugueses, nas lutas pela liberdade e pela paz. Apoiou várias organizações clandestinas numa época de privações, crises internas e descontentamento latente.

O protagonismo político de Bento de Jesus Caraça ganha evidência com a sua participação no Movimento de Unidade Democrática (MUD). O MUD que contou com uma enorme adesão popular reclamava “liberdade de reunião, de associação, de imprensa” e “garantia de seriedade no acto eleitoral”.


Perante tal ameaça, o governo de Salazar ordena a sua dissolução, com o pretexto de evitar a perturbação da ordem social e muitos dos membros deste movimento foram perseguidos e presos, tal como aconteceu com Bento de Jesus Caraça. Bento foi também um apaixonado pelas viagens dentro e além fronteiras, pelos grandes espaços e pelo contacto com a natureza. Muitas vezes fazia tudo isto sozinho, mas frequentemente acompanhado pelos amigos de sempre.

Apesar de cedo ter chegado a Lisboa, Bento de Jesus Caraça sempre apoiou os pais, acabando por lhes comprar uma casa quando ao fim de larguíssimos anos deixaram de trabalhar na Herdade da Casa Branca. Tomou também a seu cargo a educação do sobrinho João que traz para Lisboa, a fim de evitar o mais que certo futuro de trabalhador rural.
Em Dezembro de 1926 casa com Maria Octávia, filha do professor de Matemática do Liceu Pedro Nunes, Adolfo Sena. O casamento durou apenas nove meses uma vez que Maria Octávia morreu em Setembro do ano seguinte.

Dezasseis anos depois, Bento de Jesus Caraça voltou a casar com uma das suas discípulas, Cândida. É desta união que nasce o seu único filho, João Caraça.
É também por esta altura que Bento de Jesus Caraça se torna demasiado incomodativo para um regime tão pouco tolerante a ideias inovadoras. O Governo de Salazar instaura-lhe um processo disciplinar que o afasta de vez do ensino e traz inúmeras dificuldades económicas à sua família. Dá explicações em casa e não pára de estudar e escrever. A sua saúde debilita-se cada vez mais e as crises cardíacas surgem com alguma frequência.

Morreu em 25 de Junho de 1948. Dois dias depois o seu funeral foi acompanhado por uma impressionante multidão silenciosa. Os tempos obrigavam a que assim fosse. No meio dessa multidão estavam também os temidos agentes da polícia política. Bento de Jesus Caraça foi sempre um nome incómodo para o regime salazarista e pelos vistos continuava a sê-lo.



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Quinta-feira, 20 de Abril de 2017
Fernão Mendes Pinto
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Fernão Mendes Pinto nasceu em Montemor-o-Velho, talvez em1510, e morreu em Almada, supostamente a 8 de julho de 1583.
Pertenceu a uma família modesta, mas a que talvez não faltassecerto grau de nobreza. Ainda pequeno, um seu tio levou-o paraLisboa onde o pôs ao serviço na casa do duque D. Jorge, filho deD. João II. Manteve-se aqui durante cerca de cinco anos, dois dosquais como moço de câmara do próprio D. Jorge, factoimportante para a comprovação da sua descendência de umaclasse social que contradizia a precária situação económica que afamília então detinha.
Avivêncianestemeiosocialnãoéalheiaàsuaapetênciaeinspiraçãoparaaescritaeparaasfunçõesdiplomáticasquedesempenhoualgumasvezes.
 
Cerca de 1537, parte para a Índia, ao encontro dos seus doisirmãos. De acordo com os relatos da sua obra Peregrinação, em1538, fez um cruzeiro ao mar Vermelho e, logo a seguir,participou num combate naval. Sem nunca o ter comprovado,refere também que entrou na Abissínia. Foi cativo dosmuçulmanos, vendido a um grego e por este a um judeu que olevou para Ormuz.
Acompanhou Pedro de Faria a Malaca, de onde fez o ponto departida para as suas aventuras, tendo percorrido, durante 21acidentados anos, as costas da Birmânia, Sião, arquipélago deSunda, Molucas, China e Japão. Numa das suas viagens a estepaís conheceu S. Francisco Xavier e, influenciado pelapersonalidade, decidiu entrar na Companhia de Jesus epromover uma missão jesuíta ao Japão.
Em 1554, depois de libertar os seus escravos, vai para o Japãocomo noviço da Companhia de Jesus e como embaixador do vice-rei D. Afonso de Noronha junto do rei do Bungo. Esta viagemconstituiu um desencanto para ele, quer no que se refere aocomportamento do seu companheiro, quer no que respeita aocomportamento da própria Companhia. Desgostoso, abandona onoviciado e regressa a Portugal. Aqui, com a ajuda dogovernador Francisco Barreto, conseguiu arranjar documentoscomprovativos dos sacrifícios realizados pela pátria, que lhederam direito a uma tença, nunca recebida. Desiludido, foi paraVale de Rosal, em Almada, onde se manteve até à morte e ondeescreveu, entre 1570 e 1578, a obra que nos legou, a suainimitável Peregrinação . Esta só viria a ser publicada 20 anosdepois da morte do autor, receando-se que o original tenhasofrido alterações às quais não seriam alheios os Jesuítas.


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Sábado, 8 de Abril de 2017
Eugénio de Andrade

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Eugénio de Andrade (1923-2005) foi um dos maiores poetas portugueses contemporâneos. Tem obras publicadas em várias línguas. Recebeu o Prêmio Camões, em 2001.

Eugénio de Andrade (1923-2005), pseudônimo de José Frontinhas Neto, nasceu em Póvoa de Atalaia, pequena aldeia da Beira Baixa, Portugal, no dia 19 de janeiro de 1923. Filho de camponeses, após a separação dos pais, passou sua infância em companhia da mãe. Com sete anos de idade muda-se com a mãe para Castelo Branco. Em 1932 muda-se para Lisboa, onde frequenta o Liceu Passos Manuel e a Escola Técnica Machado de Castro. Em 1935 já mostrava seu interesse pela leitura, passando horas nas bibliotecas públicas. Em 1936 começa a escrever seus primeiros poemas.

Em 1938 envia alguns poemas para o poeta Antônio Bolto, que logo quer conhecê-lo. Em 1939 publicou seu primeiro poema “Narciso”. Pouco tempo depois passa a assinar com o nome “Eugénio de Andrade”. Em 1943 ele vai para Coimbra, onde permanece até 1946, após cumprir o serviço militar.

Em 1947, já em Lisboa, torna-se funcionário público, exercendo durante 35 anos a função de inspetor administrativo do Ministério da Saúde. Em 1948 publica o livro “As Mãos e os Frutos”, que recebeu elogio dos críticos literários. Em 1950 foi transferido para o Porto. Em 1956 morre sua mãe, que tinha sido sua grande companheira.
Eugénio de Andrade publicou mais de vinte livros de poesia, publicou obras em prosa, antologia, livro infantil e traduziu, para o português, livros do poeta Frederico Garcia Lorca, José Luís Borges, René Char, entre outros. O poeta levava uma vida reservada, vivia distante da vida social e pouco aparecia em público.

Eugénio de Andrade recebeu diversas distinções, entre elas, o Grau de Grande-Oficial da Ordem Militar de Santiago da Espada (1982), o Prêmio da Associação Internacional de Críticos Literários (1986), o Prêmio D. Diniz da Fundação Casa Mateus (1988), o Grande Prêmio da Poesia da Associação Portuguesa de Escritores (1989), foi agraciado com a Grã-Cruz da Ordem do Mérito (1989) e recebeu o Prêmio Camões (2001). Em 2003 a obra “Os Sulcos da Sede” recebeu o Prêmio de Poesia do Pen Clube Português.

Eugénio de Andrade faleceu em Porto, Portugal, no dia 13 de junho de 2005.



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Quarta-feira, 5 de Abril de 2017
Asoka

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Príncipe indiano, terceiro governante da dinastia Maurya (, h 300 -?.?, 232 aC.). Seu avô, Chandragupta, tinha unificado norte da Índia. Ao aceder ao trono em 273 aC, Asoka continuou a política expansionista de seus antecessores, estendendo o império para o oeste e sul para unificar quase toda a Índia (com excepção de alguns reinos do sul).

No entanto, a mortalidade causada por estas guerras o impressionou tanto que se tornou um pacifista em direcção 257 a. C. tornou-se a doutrina de Buda, ajudando a estendê-lo para os seus domínios e para além (missionários enviados para a Birmânia e Ceilão). Ele foi um dos maiores responsáveis ​​pela expansão do budismo na Ásia. No entanto, ele praticou tolerância para com os seguidores de outras religiões; Ele levou uma vida inspirada nos princípios misericórdia, a verdade e não-violência promovida entre as pessoas do seu império (inspectores ainda estabelecidos que garantam boas relações entre vizinhos); Ele suavizou as leis, obras construídas de transporte e irrigação, levantou hospitais e santuários.

No 215 reuniram-se na capital de seu império, Pataliputra, um conselho em que a doutrina do budismo foi definido himayana . Embora o império se desintegrou na morte Asoka, que tinha dado a propagação Budismo tem sobrevivido até hoje.



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Quarta-feira, 22 de Março de 2017
Ciro II

 

Esteve vários séculos à frente da sua época, deixava os vencidos viverem em paz desde que não se revoltassem, incorporava as elites locais na administração do império em lugar de os mandar degolar, não arrasava as cidades conquistadas construia, os gregos admiravam-no.

É difícil explicar como se formou a sua personalidade numa região tradicionalmente violenta: foi uma excepção rara.

Há distância de 2.500 anos merece ser recordado.

 

Ciro II (Kuruš em persa antigo), mais conhecido como Ciro, o Grande[1], foi rei da Pérsia entre 559 e 530 a.C., ano em que morreu em batalha com os Massagetas. Pertencente à dinastia dos Aquemênidas, foi sucedido pelo filho, Cambises II. Foi o criador do maior império até então visto na História.[2]

Ciro foi um príncipe persa com ascendência na casa real dos medos, até então o povo dominante do Planalto Iraniano. A versão da história do nascimento de Ciro, segundo Heródoto, consta que o rei medo Astiages, seu avô, teve um sonho em que uma videira crescia das costas de sua filha Mandame, mãe de Ciro, lançando gavinhas que envolviam toda a Ásia. Sacerdotes lhe advertiram que a videira era seu neto Ciro (cujo nome persa era Curus), e que ele tomaria o lugar do velho reino da Média no mundo. Então o rei medo mandou seu mordomo que o matasse nas montanhas. O mordomo, chamado Harpago, se comoveu com a beleza da criança e o entregou aos cuidados de um pastor. Ao descobrir a traição, Astíages esquartejou o filho de Harpago, e o serviu em um jantar para o mordomo, que apenas soube o que estava comendo quando levaram a última travessa à mesa: a cabeça de seu filho. [Carece de Fontes]

Ciro finalmente se tornaria rei dos persas, até então um povo tributário dos medos. Então uma rebelião liderada por Harpago derrotou Astíages, que foi levado a Ciro para julgamento. O rei persa poupou a vida de seu avô, mas marchou para a capital da Média, Ecbátana, e tomou o controle do vasto território medo.

Assim que tomou o controle político de toda a região do atual Irã, Ciro conquistou a Lídia (reino contra o qual os medos contendiam havia décadas, sem sucesso) e os territórios a leste da Pérsia até o Turquestão, na Ásia Central.

Após a conquista de Babilónia, Ciro é citado num cilindro dizendo:

Eu sou Ciro, rei do mundo, grande rei, rei legítimo, rei de Babilônia, rei da Suméria e de Acade, rei das quatro extremidades [da terra], filho de Cambises, grande rei, rei de Anzã, neto de Ciro I, . . . descendente de Teíspes . . . de uma família [que] sempre [exerceu] a realeza

Em 539 a.C. Ciro conquistou a Babilônia. Os registros bíblicos informam que Ciro teria recebido uma mensagem divina que o ordenava a enviar de volta à Palestina todos os Judeus cativos naquela cidade. De qualquer forma, foi o autor de famosa declaração que em 537 a.C. autorizava os judeus a regressar à Judeia, pondo fim ao período do Cativeiro Babilónico. Em uma noite de 5/6 de outubro de 539 A.C., Ciro acampou em volta de Babilônia com seu exército. Enquanto os babilônicos festejavam, engenhosamente Ciro desviava as águas do Rio Eufrates para um lago artificial. Eles puderam atravessar o rio com a água na altura da cintura e entraram sem lutar, visto que os portões estavam abertos.

A Palestina, com posição estratégica nas rotas comerciais do Egito, ficou guarnecida por um povo agradecido ao imperador persa e pronto para defendê-lo. A queda da Babilônia ainda lhe rendeu a lealdade dos Fenícios, cuja habilidade naval era admirada pelo mundo conhecido, e que consistiria na base da marinha persa, anos depois, responsável pelas conquistas na Trácia e as guerras contra os gregos.

Em todas as conquistas, destacou-se por uma generosidade incomum no seu tempo, ao poupar seus inimigos vencidos - ou até empregá-los em cargos administrativos de seu império. Ciro também demonstrou tolerância religiosa ao manter intactas as instituições locais (e até cultuar os deuses de regiões conquistadas, como quando entrou na Babilônia e consagrou-se rei no templo de Marduque). Ciro também procurou manter todos os povos do império sob a administração de líderes locais, de forma que, sob a suserania de um governo forte, muitos daqueles povos se viram em melhor situação sob os persas do que independentes.

A habilidade política de Ciro, seguida pelos seus sucessores imediatos, assegurou a força e a unidade de uma vasta região, que ia da Anatólia ao Afeganistão, e do Cáucaso à Arábia, composta por uma miríade de povos diferentes, algo que jamais havia sido conseguido na história da humanidade até então.



publicado por pimentaeouro às 10:08
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