Conhece-te a ti mesmo... se puderes.

Quarta-feira, 24 de Maio de 2017
A vida sem sentido

A nossa noção de tempo abrange poucas décadas: um século já é muito longe para nós. Como eram os portugueses no início do século XX? Mal podemos  imaginar e é apenas um século: como era Portugal no tempo das guerras civis entre liberais e miguelistas? Apenas  sabemos o que a História nos diz.

Construímos as primeiras pequenas vilas há cerca de 5.000 anos e iniciamos a agricultura há cerca de 15.000 anos, tudo tempos inimagináveis para nós: um milénio é um mistério e nada represente na escala do tempo.

Para entendermos a escala do tempo temos que realizar a comparação com uma medida de tempo que compreendemos, um ano. Assim,

A Terra tem cerca de 4 550 000 000 (quatro biliões e qui­nhentos e cinquenta milhões) de anos. Se comprimíssemos todo este tempo no espaço de um ano e determinássemos que a Terra teve o seu início a 1 de Janeiro e que hoje é dia 31 de Dezembro,

 

  1. os primeiros seres microscópicos teriam surgido por volta do dia 1 de Março,
  2. os ancestrais peixes — os primeiros invertebrados — só teriam aparecido no dia 21 de Novembro.
  3. Para evoluir do estado puramente químico, a vida precisou de 750 milhões de anos, depois de mais três mil milhões de anos (dois terços da idade da Terra) para conseguir criar a complexidade dos peixes.
  4. Daí para a frente, as coisas mudaram rapidamente, mas até que alguns peixes tivessem colonizado a terra, já teríamos chegado a Dezembro.
  5. Os anfíbios teriam aparecido no dia 2 de Dezembro,
  6. seguidos pelos répteis a 8. De Dezembro
  7. Os mamíferos no dia 13 de Dezembro
  8. e os dinossauros ter-se-iam extinguido um pouco depois da hora do lanche do dia 26 de Dezembro.
  9. Os humanos só teriam chegado na noite de 31, há poucas horas.

 

A ceia, da passagem do ano, estava no inicio quando os humanos chegaram à savana africana, há cerca de 3.500 milhões de anos, uma insignificância quando comparada com a idade da Terra.

A nossa existência, enquanto humanos, com uma esperança de vida de cerca de 80 anos, são apenas breves nana-segundos nesta história.

Sendo os últimos a chegar à boca de cena como foi possível que puséssemos em perigo todo o planeta? A vida não evoluiu no sentido do progresso e nós seriamos a espécie mais evoluída, o vértice da evolução: a vida não tem sentido algum e a nossa fugaz passagem pelo planeta é a melhor prova disso.

 


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Sexta-feira, 27 de Janeiro de 2017
Uma boa notícia

Investigadores da Universidade de Harvard, nos Estados Unidos, anunciaram ter criado metal a partir de hidrogénio, o gás mais leve e abundante no Universo, foi hoje publicado no site da instituição.

A confirmar-se, em novos estudos, a teoria de que o metal de hidrogénio actua como supercondutor a temperatura ambiente, o material poderá tornar os carros eléctricos mais eficientes, melhorar o desempenho de equipamentos electrónicos, a produção e o armazenamento de energia e revolucionar o sistema de propulsão de naves e foguetões, segundo os cientistas.


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publicado por pimentaeouro às 12:07
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Quarta-feira, 4 de Janeiro de 2017
PGC 1000714

Foi localizada uma nova (e rara) galáxia

 Tem o nome de PGC 1000714 e foi descoberta a 359 milhões de anos luz de distância da Terra. A nova galáxia pertence a um grupo raro de que fazem parte apenas 0,1% das galáxias conhecidas.
 
 

A nova galáxia apresenta um núcleo elíptico rodeado por dois anéis

Cientistas da Universidade do Minesota Duluth e do Museu de Ciências Naturais da Carolina do Norte deram uma primeira descrição desta galáxia com um núcleo elíptico bem definido rodeado de dois anéis circulares. “A galáxia parece pertencer a uma classe raramente observada, do tipo Hoag”, refere um comunicado citado pela agência Efe.

“Menos de 0,1% de todas as galáxias observadas são do tipo Hoag”, indicou a autora principal do estudo, Burcin Mutlu-Pakdil, do Instituto de Astrofísica da Universidade do Minesota. As galáxias do tipo Hoag têm um núcleo circular rodeado por um anel e sem nada visível que ligue ambas as partes, enquanto a maior parte das observadas são como a Via Láctea, de forma espiral.

 

Os investigadores recolheram imagens da galáxia que apenas se pode observar com facilidade desde o hemisfério Sul, com um grande telescópio nas montanhas do Chile. Essas imagens serviram para determinar a idade das duas principais partes da galáxia: o anel exterior e o corpo central. Mas também descobriram provas de um segundo anel interior em torno do corpo central, segundo o comunicado.



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Quinta-feira, 24 de Novembro de 2016
Calor a mais

O exoplaneta mais parecido com a Terra é um mundo infernal

Planeta rochoso tem tamanho e massa semelhantes à Terra, mas dá volta à sua estrela em apenas 8,5 horas. Resultados fazem sonhar com a descoberta de Terras em locais compatíveis com a vida.

 

Em Kepler-78b, o pôr do Sol é gigante. Imagine uma estrela a ocupar metade do céu entre o horizonte e o zénite. E ainda rochas fundidas à superfície devido a temperaturas muito altas. Kepler-78b gira a uma distância mínima do seu sol e completa uma volta em apenas 8,5 horas. Está tão perto daquela estrela que os astrónomos consideraram que pertence a uma nova classe de planetas. É um mundo quente, infernal, o oposto da nossa realidade amena, e incompatível com a vida que conhecemos. E, no entanto, duas equipas de astrofísicos fizeram, separadamente, medições deste exoplaneta e descobriram que, das centenas que já se conhecem, o Kepler-78b é o mais semelhante à Terra no tamanho, na massa e na densidade.

Os artigos com os resultados das duas equipas são publicados nesta quarta-feira na edição online da revista Nature. Uma das equipa inclui um investigador português Pedro Figueira.

Por onde começar a procurar vida noutros planetas? Os astrofísicos gostariam de começar essa procura em sítios com as características do nosso mundo. O ideal seria mesmo encontrar um planeta-irmão da Terra, de tamanho e massa semelhantes, a girar à volta de uma estrela com dimensão e idade equivalentes à do Sol e na mesma zona de habitabilidade. Ou seja, suficientemente perto da sua estrela para o calor impedir a água de congelar, mas não tão perto que a fizesse evaporar-se para o espaço.

Mas até agora, ainda não encontraram a Terra número dois.

Desde 1995, quando se descobriu o primeiro planeta fora do nosso sistema solar, já se identificaram com certeza perto de 1000 exoplanetas. Alguns deles aproximam-se daquilo que os cientistas procuram. Há exoplanetas que são super-Terras, têm duas a dez vezes a sua massa, alguns estão em regiões onde pode haver água líquida. Há outros têm massa equivalente à da Terra, mas situam-se em regiões que se adivinham mortas.

Ninguém está à espera de encontrar vida em Kepler-78b. Quando foi noticiada a sua descoberta, em Agosto deste ano, sabia-se pouco: estava a 700 anos-luz de distância, na constelação do Cisne, girava em redor de uma estrela um pouco mais pequena do que o Sol, completando uma volta em 8,5 horas. Mercúrio, a 58 milhões de quilómetros do Sol, demora 88 dias.



publicado por pimentaeouro às 17:47
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Sexta-feira, 11 de Novembro de 2016
Mais um vizinho distante

O Sistema Solar tem novo planeta gigante

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GIGANTE. O misterioso Planeta Nove terá 10 vezes a massa da Terra e duas a quatro vezes o seu diâmetro, segundo os astrónomos

FOTO PLANETUSER

É um planeta gasoso semelhante a Neptuno em termos de tamanho e composição e demora 15 mil anos a completar a sua órbita à volta do Sol, de onde dista cerca de um ano-luz (nove biliões de quilómetros). Fica localizado na Nuvem de Oort, a gigantesca nuvem com biliões de cometas nos confins do Sistema Solar

Depois de os astrónomos anunciarem, nos últimos anos, cada vez mais descobertas de planetas extrassolares na Via Láctea, ninguém esperaria que aqui bem “perto” existissem grandes planetas por descobrir. Mas a verdade é que acaba de ser confirmada por uma equipa de investigação do Instituto de Tecnologia da Califórnia (Caltech) a existência de um novo planeta gasoso gigante no Sistema Solar.

Chama-se Planeta Nove, tem 10 vezes a massa da Terra e duas a quatro vezes o seu diâmetro, sendo um planeta gasoso semelhante a Neptuno, em termos de tamanho e composição. E está situado a cerca de um ano-luz do Sol (nove biliões de quilómetros), na Nuvem de Oort, a gigantesca mancha com biliões de cometas nos confins do Sistema Solar.

Para continuar a ler o artigo, clique AQUI

 


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Sexta-feira, 28 de Outubro de 2016
A Humanidade já não verá

Já terá deixado de existir há milhões de anos. Como espécie - mortal  como todas as outras - temos uns escassos 2 milhões de anos, uma bagatela no Tempo, e é muito incerto que chegemos a viver nais 2 milhões de anos: existe demasiada e incensates e até alguma demência para nos permitir sobreviver,

 Dentro de 300 milhões de anos, existirá o super-continente Aurica

O estudo é assinado por dois académicos portugueses, João Duarte e Filipe Rosas, em parceria com o australiano Wouter Schellart.

 
Aurica, o novo supercontinente daqui a 300 milhões de anos DR

Ciclicamente, ao longo da história da Terra, a cada 500 milhões de anos, os oceanos fecham-se e os continentes juntam-se, formando um supercontinente. Há 200 milhões de anos, quando os dinossauros habitavam a Terra, todos os continentes estavam reunidos num supercontinente, a Pangeia, em que a América do Sul estava ligada à África.

No novo supercontinente, apresentado pelos três investigadores, o núcleo é formado pela Austrália e pela América, que estão ligadas, daí o nome Aurica atribuído ('Au' de Austrália e 'rica' de América). A hipótese da formação de um supercontinente, a partir do fecho simultâneo dos oceanos Atlântico e Pacífico, baseia-se na "evidência de que novas zonas de subducção se estão a propagar no Atlântico", refere a Faculdade de Ciências da Universidade de Lisboa, em comunicado.


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Quarta-feira, 6 de Julho de 2016
Jupiter

 

 

A sonda Juno levou cinco anos a percorrer 2.800 milhões de quilometros até entrar na orbita de Jupiter. Uma proesa cientifica e tecnológia que custou 990 milhões de euros.

 

Júpiter é o maior planeta do Sistema Solar. Em seu interior caberiam todos os outros juntos.

É o quinto planeta a partir do Sol. O planeta é conhecido desde a Antiguidade e recebeu o nome do principal deus romano, Júpiter.

Júpiter tem anéis em volta de si e muitos satélites (luas) naturais: 63 luas no total.

As quatro maiores luas de Júpiter foram descobertas por Galileu Galilei em 1610 ao apontar seu telescópio para o céu e receberam nomes da mitologia: Io, Europa, Ganimedes e Calisto.

Uma observação mais detalhada do planeta, ainda assim, só pôde ser feita no século XX com o envio de sondas de exploração.

A primeira delas foi a Pioneer 10 dos Estados Unidos, mas muitas outras se seguiram e há inclusive planos para futuras sondas.

 

 Qual seu tamanho?

 
ordem de tamanho - Sol, Júpiter, Terra e Lua

Júpiter tem 142,984 km ou cerca de 11 Terras de diâmetro no equador. Isso faz com que seja cerca de um décimo do tamanho do diâmetro do Sol! Caberiam cerca de 1.400 Terras. Tem 133,709 km ou 10 Terras de diâmetro de polo a polo.

A rápida rotação de Júpiter (que gira em torno de si mesmo em menos de dez horas, em comparação com 24 horas da Terra) cria uma protuberância no equador.

O campo magnético de Júpiter é a maior do Sistema Solar. Ele tem uma cauda que se estende além da órbita de Saturno. Se pudesse ser visto da Terra, ele pareceria ser cinco vezes o tamanho da lua cheia.

Como é a superfície?

A superfície que vemos não é sólida. Este enorme planeta tem um núcleo relativamente pequeno, sólido e rochoso. Líquidos e gases rodeiam este núcleo e se misturam com a atmosfera.

Júpiter é um planeta muito nublado, venta muito e tem muitas tempestades.

Ele está sempre coberto por uma camada de nuvens, e a velocidade dos ventos, de 600 km/h são comuns.

As tempestades são visíveis como redemoinhos, faixas e manchas. A tempestade particularmente violenta, cerca de três vezes o diâmetro da Terra, é conhecida como a Grande Mancha Vermelha. Essa tempestade já existe pelo menos desde 1831, e talvez desde 1665.

A camada de nuvens é dividida em várias faixas.

As faixas mais claras são chamadas zonas, as faixas mais escuras são chamadas cinturões. As cores são causadas por pequenas mudanças na temperatura e química.

Cada faixa gira na direção oposta à das suas vizinhas. Ao longo das bordas onde as faixas se encontram, estes ventos colidem e criam padrões em espirais.

A atmosfera tempestuosa de Júpiter tem relâmpagos como na Terra. No entanto, enquanto os relâmpagos da Terra podem ser mais quentes do que 50.000ºC, a queda de raios em Júpiter pode passar de 5.000.000ºC, que é cem vezes mais do que na Terra.

 
Comparação entre os tamanhos de Júpiter e da Terra.

De que é feito?

Júpiter, junto com Saturno, Urano e Netuno, é muitas vezes chamado de gigante gasoso, porque a maioria desses planetas é feita de líquido e de gás.

A maior parte dos estudiosos concorda em dizer que Júpiter é uma grande bola de gases com um núcleo de gelo.

O interior do planeta é muito quente e a pressão enorme. Há uma camada de nuvens de amônia e não de água como na Terra, ventos muito fortes e tempestades.

A maior delas é a conhecida Grande Mancha Vermelha de Júpiter, um grande anticiclone que gira no sentido contrário ao do relógio com o tamanho de três planetas Terra.

A tempestuosa atmosfera de Júpiter tem clarões e raios como a da Terra, mas os de Júpiter podem ser cem vezes mais poderosos que os da Terra. Os raios surgem a partir da pequena quantidade de água existente na parte superior das nuvens.

 
Grande Mancha Vermelha em foto da sonda Voyager 1 de 25 de Fevereiro de 1979.

Júpiter tem alguns anéis escuros e difíceis de ver, formados de poeira mais do que gelo como os de Saturno.

São tão difíceis de ver, que até a aproximação da sonda Voyager em 1979, os cientistas não sabiam que Júpiter tinha anéis.

Os anéis se estendem por uma área grande, suficiente para atingir a órbita de duas luas mais próximas. Formaram-se a partir do choque de meteoros com essas luas e de material de cometas e outros objetos que possam ter se aproximado de Júpiter.

Já a Grande Mancha Vermelha é provavelmente a característica mais conhecida de Júpiter. Ela é conhecida desde 1831 ou pouco antes.

Trata-se de uma grande tempestade na superfície do planeta. Não é, contudo, a única a existir. Há outras menores, brancas ou vermelhas.

No ano 2000, três dessas tempestades menores se uniram e formaram uma maior, próxima da Grande Mancha Vermelha. Ela foi chamada de Oval BA ou Pequena Mancha Vermelha e desde seu surgimento, mudou de cor, deixando de ser branca e passando a ser vermelha.

Por estar muito distante da Terra, as primeiras observações em detalhes de Júpiter só puderam ser feitas após a criação do telescópio.

Foi Galileu Galilei que observou as maiores luas do planeta em 1610.

Muitos anos depois, já no século XX, satélites dos Estados Unidos foram os primeiros a passar perto do planeta: a Pioneer 10 em 1973 e as Voyager 1 e 2 em 1979. As sondas Voyager descobriram os anéis de Júpiter, várias luas e sinais de vulcões em Io.

No final do século, os astrônomos puderam observar a colisão de um cometa com o planeta, cometa Shoemaker-Levy 9, e dessa trombada puderam fazer novas descobertas.

Também foi enviada uma sonda que orbitou o planeta de 1995 a 2003, a Galileo. Outras missões estão planejadas para observação das luas, em que é possível que exista vida.

Luas

 
Io fotografada pela Galileo Orbiter NASA
 

Júpiter tem 63 luas conhecidas. As quatro maiores foram descobertas por Galileu em 1610 e por isso são chamadas de luas galileanas. São elas: Io, Europa, Ganimedes e Calisto que são nomes de personagens da mitologia associados com Júpiter.

 

 
Europa pela Voyager 2 NASA
 

Io é um pouco maior que a Lua. Tem muitos vulcões e está coberta por lava de várias cores. Io não tem muitas crateras, porque a lava as cobre depois de algum tempo e seu interior é feito de ferro e minerais.

Não há água ou gelo em Io como nas outras luas galileanas, talvez porque a lua fosse muito quente quando formada. Seu nome vem de uma mulher amada por Júpiter na mitologia romana. 

Europa por sua vez é um pouco menor que a nossa Lua. Sua superfície é coberta de gelo com algumas rachaduras visíveis. Esse gelo pode esconder um grande oceano de água com duas vezes mais água que a existente em toda a Terra.

A existência de água combinada com o calor gerado por vulcões subaquáticos poderia dar origem a vida nesta lua de Júpiter. Europa, além disso, tem uma atmosfera. Seu nome também vem da mitologia romana.

 
Ganimede visto pelo Voyager-1 NASA
 

Ganimedes é a maior lua de Júpiter e do Sistema Solar. É maior até que o planeta Mercúrio. Descobriu-se que Ganimedes tem uma magnetosfera, ou seja, uma região magnética que envolve e protege a lua de pequenas partículas.

 
Calisto pela Galileo NASA


É provável que exista também água abaixo da superfície congelada de Ganimedes. E assim como em Europa e Io, existe uma atmosfera em Ganimedes. Segundo a mitologia, Ganimedes era o copeiro dos deuses.

 

Calisto tem quase o mesmo tamanho que Mercúrio. É coberta por muitas crateras, algumas delas brilhantes. O relevo de Calisto também apresenta vales e escarpas.

Acredita-se que existam gelo e água abaixo da superfície como em outras luas de Júpiter. Da mesma forma, Calisto também possui uma fina atmosfera. Essa lua poderá, talvez, abrigar bases de exploração humanas no futuro.



publicado por pimentaeouro às 20:30
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Quarta-feira, 11 de Maio de 2016
Esperança, para quê?

Não nos servirá para nada.

NASA anuncia a descoberta da maior colecção de exoplanetas de sempre

A agência espacial norte-americana anunciou esta terça-feira a detecção de 1284 novos planetas noutros sistemas solares pelo telescópio espacial Kepler.

 
Ilustração que representa os diversos mundos descobertos noutros sistemas solares pelo telescópio espacial Kepler NASA/W. STENZEL

A agência espacial norte-americana NASA anunciou esta terça-feira que a missão do telescópio espacial Kepler conseguiu descobrir a maior colecção de planetas de sempre. No total, são 1284 novos planetas noutros sistemas solares (exoplanetas), o que significa o dobro dos planetas que já tinham sido confirmados por este telescópio. “Esta descoberta dá-nos a esperança de que, nalgum sítio ao redor de uma estrela semelhante ao nosso Sol, acabaremos por descobrir um planeta como a Terra”, refere Ellen Stofan, cientista da NASA, em comunicado da agência espacial.



publicado por pimentaeouro às 11:06
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Sábado, 7 de Maio de 2016
Nebulosa Omega

 

Esta imagem dá-nos uma perspectiva geral da região gigante de formaçao de estrelas conhecida por M 17 ou nebulosa Omega. Esta região fica na constelação do Sagitário, perto do plano da Via Láctea, a cerca de 5000 anos-luz de distância.

Estas observações, caracterizadas pelo seu grande campo de visão, elevada sensibilidade e elevada qualidade de imagem, têm como objectivo identificar estrelas de elevada massa em fase de formação e registar o seu espectro de infravermelho para um estudo físico detalhado destes objectos raros.

Estrelas de massa elevada em formação são muito mais difícieis de encontrar do que as de pequena massa como o Sol, isto porque elas vivem muito menos tempo e passam pelas diferentes fases de evolução muito mais rapidamente.

A formação de estrelas, tanto de pequena como de elevada massa, não pode ser observada na região do óptico, devido ao elevado obscurecimento provocado pela poeira existente nas nuvens onde as estrelas se formam. Daí o recurso a instrumentos sensíveis à radia - See more at: http://www.portaldoastronomo.org/npod.php#sthash.VfBCpcln.dpuf



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Quinta-feira, 3 de Março de 2016
É grave

Pensamos que os homens e as mulheres que fazem investigação cientifica – uma area de grande competitividade – são probos, que estão acima de qualquer suspeita, porque pensamos que a ciencia é uma actividade quase sagrada, se não podemos acreditar na ciencia restqam-nos as crenças e as religiões.

Sónia Melo era uma prestigiada investigadora portuguesa com reconhecimento internacional.

A Organização Europeia de Biologia Molecular, em Dezembro passado, atribuio-lhe uma bolsa de 50 mil euros anuais. Sónia Melo era prestigiada mas deixou de ser, foi avariguado que manipulou dados num artigo que publicou Nature Geneties em 2.009. Sofia Melo já publicou uma notocia retratando-se do erro mas o mal estava feito.

Por arrastamento foi suspensa das funções que exercia no Instituto de Investigação e Inovação da Saúde; Sofia Melo tem pela frente a travessia do deserto.

Estes casos felizmento são raros, Sofia Melo não está só, mas acontecem onde era suposto que não poderiam acontecer


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publicado por pimentaeouro às 21:48
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Terça-feira, 2 de Fevereiro de 2016
Vantagens e desvantagens

Resultado de imagem para lampada de aladino

 

Vantagem e desvantagens como a lâmpada  de Aladino. É assim em quase tudo na vida desde as pedras talhadas há 2 milhões de anos pelo Homo Faber até as mais recentes descobertas cientificas e técnicas. Uma vezes é um problema de escala como aconteceu com o automóvel nos anos 50 e 60, todos sonhavam ter um, hoje é um demónio planetário com a poluição, outras vezes é uma pequena mudança qualitativa que faz o salto do bem para o mal.

A edição genética de embriões humanos foi autorizada no Reino Unido. O que significa este palavrão? Não é nada fácil explicar, grosseiramente significa que são «colados» pedaços de ANR no ADN de uma molécula, uma operação de corte e cola.

Mas há que receei que esta operação de «corte e cola» de genes venha a dar origem a bebés «feitos à medida», santos ou demónios conforme e preferência dos progenitores, pior do que deitar gasolina no inferno.



publicado por pimentaeouro às 20:46
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Terça-feira, 29 de Dezembro de 2015
Tetra avós

 

 

Os placodermos (classe Placodermi) representam uma classe de peixes extintos, que viveram entre o Siluriano e o final do Devoniano (ca. 430-360 milhões de anos). A sua principal característica, que lhes deu o nome científico dePlacodermi, era a cobertura da cabeça e tórax por armaduras articuladas de placas dérmicas. O resto do corpo podia estar, ou não, coberto de escamas. Os placodermos foram um dos primeiros grupos de peixes a desenvolver dentes e mandíbulas, que evoluíram provavelmente a partir dos arcos branquiais. O primeiro paleontólogo a estudar o grupo dos placodermos foi Louis Agassiz.

Os fósseis mais antigos de placodermos foram encontrados em formações sedimentares da China datadas do final do período Silúrico. Estes achados representam já placodermos bem diferenciados das ordens Antiarchi e Arthrodira, pelo que se supõe que o grupo tenha surgido um pouco antes. No entanto, nunca foram descobertos fósseis de formas basais de placodermos, nem transições entre este grupo e um eventual precedente.

Os placodermos desapareceram na extinção em massa que no final do período Devoniano.

Os placodermos constituem um grupo extinto e altamente diversificado de gnatostomados cujas relações filogenéticas com outros vertebrados mandibulados é incerta.

Recentes descobertas fósseis no noroeste da Austrália, revelaram estruturas relacionadas com a fecundação interna (clásperes), que tinham por função introduzir os espermatozóides nas fêmeas. Essas evidências remontam a origem da cópula, que antes se pensava ter surgido nos Chondrichthyes há 350 milhões de anos, para 375 milhões de anos.[1] Essa e outras descobertas[2] sugerem que os placodermos poderiam ser ancestrais dos condrictes e também dos acantódios. Estes últimos podem ter sido ancestrais da linhagem dos peixes ósseos (Osteichthyes).

 


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Segunda-feira, 21 de Dezembro de 2015
Há 380 milhões de anos

Floresta tropical fossilizada descoberta no Árctico

 

Os investigadores descobriram cepos fossilizados de árvore que estavam preservados ainda dentro da terra. “Estas florestas fósseis mostram-nos como era a vegetação e a paisagem no equador há 380 milhões de anos, quando as primeiras árvores apareceram na Terra”, diz um dos autores, Christopher Berry, da Universidade de Cardiff, em comunicado da instituição. As ilhas de Svalbard, hoje no oceano Árctico, estavam há centenas de milhões de anos localizadas perto do equador e, pelo movimento das placas tectónicas, deslocaram-se para norte.


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publicado por pimentaeouro às 16:53
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Sexta-feira, 9 de Outubro de 2015
Iluminismo

O que foi o iluminismo resumo

SÉCULO DAS LUZES

O iluminismo, movimento ocorrido no século XVIII, o “Século das Luzes”, foi uma das conseqüências do Renascimento.

O que foi o iluminismo

O homem buscou respostas fundamentadas

Desde esse período o homem buscou respostas fundamentadas na razão, na liberdade de expressão e pensamento. O iluminismo era um portador de uma ideologia revolucionária, que transformou a mentalidade humana.

Era baseado no antropocentrismo (o homem e não Deus como centro), em oposição à ideologia em vigor no período medieval, que era voltada para o teocentrismo (Deus como centro do universo). Os iluministas buscaram esclarecer todas as questões relativas ao homem utilizando a razão, acreditavam que todos eram iguais e tinham direito à liberdade de expressão e de praticar sua religião, fosse ela qual fosse.

NO IDEÁRIO ILUMINISTA ESTAVAM PRESENTES:

O combate ao absolutismo, pois eles defendiam que as leis deveriam ser elaboradas pela sociedade e não impostas por um rei;

O combate ao mercantilismo que não permitia o desenvolvimento comercial, pois a intervenção do Estado não possibilitava o pleno desenvolvimento da economia;

Ao poder da Igreja, pois suas verdade eram baseadas na fé e os iluministas buscavam a verdade baseada na razão, com princípios científicos.

Defendiam a igualdade jurídica, o direito à propriedade privada, à liberdade de comércio. Apoiavam-se fortemente nas descobertas e revolução das ciências naturais. A razão para os iluministas era a verdadeira maneira de se chegar ao conhecimento, era a luz da humanidade, daí o nome Iluminismo.

PRINCIPAIS PENSADORES ILUMINISTAS

  • Montesquieu (1689-1775): autor de O Espírito das Leis, obra em que faz um estudo comparativo da origem das leis humanas. Montesquieu propôs a divisão do poder em três esferas: Legislativo (que elabora as leis), Executivo (que executa as leis e exerce poder administrativo) e o Judiciário (responsável pela observância das leis). Este modelo inspirou as modernas democracias ocidentais.
  • Voltaire (1694-1778): foi um dos grandes pensadores iluministas. Em obras como Cândidoou O Otimismo e no Dicionário Filosófico satirizou as injustiças e a ignorância de seu tempo.
  • Diderot (1713-1784): editor da Encyclopédie, obra que procurava explicar de forma racional todas as questões de interesse humano.
  • Jean Rousseau (1712-1778): propôs que o homem nasce bom, mas o meio social o corrompe. Sua obra mais importante é Do Contrato Social.
 


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Quarta-feira, 7 de Outubro de 2015
Ciência e ética

Ciência sem consciência – a importância da ética na pesquisa científica.

O analista do Kings College Fellipe Gracio em seu artigo “Scientists can’t claim to be neutral about their discoveries”publicado no  “The Conversation” nos brinda com uma reflexão de visceral importância sobre a ética aplicada às pesquisas.

Nesse artigo ele questiona o quanto de isenção um cientista pode alegar, quando por fim suas descobertas são mal aplicadas e podem representar um perigo para a humanidade.

Essa sensação persegue a história humana, desde que inventos magníficos como o navio, o automóvel e o avião, foram transformados em máquinas de guerra.

Ou mesmo ante as brumas radioativas de Hiroshima e Nagasaki  — Oppenheimer — o pai da bomba atômica — num discurso emocionado se autodenominar “a morte, o destruidor de mundos”.

Isso apenas para citar alguns poucos exemplos.

À medida que a pesquisa científica afeta o mundo convém ficarmos de sobreaviso.

Isso por que a ciência é feita por pessoas.

E todas as pessoas, mesmo sendo cientistas, possuem interesses, intenções e ambições.

Para agravar esse quadro, a ciência é financiada por governos e por empresas — cujas políticas  podem nem sempre visar o bem comum – entendendo essa expressão, em seu sentido mais amplo como sendo o bem, em sua essência, estendido para toda a humanidade.

Fica cada vez mais claro que pesquisa científica atual, em seus passos mais decisivos, está condicionada às regras de financiamento, às expectativas sobre seus resultados e às forças sociais e de instituições que moldam seus rumos.

Ora vejamos:

  • Ninguém investe sem a expectativa de ganhar dinheiro com seu investimento;
  • Mesmo moralmente condenadas, a ambição e a ganância continuam a ditar as regras do mercado também no século XXI.

Ou não?

Na década de 1950, quando Jonas Salk — um dos cientistas que participou do desenvolvimento da vacina contra a poliomielite — foi questionado sobre se ele patentearia a vacina. Ele respondeu com outra pergunta:

— Você poderia patentear o sol?

Em outras palavras:

Pode um cientista propor ou aceitar a privatização de um conhecimento que beneficiaria a todos?

Existem duas linhas de pensamento sobre essa questão:

O primeiro viés advém de empresas (e de governos) que comercializam ciência e tecnologia e são detentores de muitas patentes.

Seu principal argumento pode ser assim resumido:

Como o investimento em programas de pesquisa científica é extremamente oneroso, tanto para empresas quanto para nações é natural oferecer garantia para os investidores de que ocorrerá o retorno desses investimentos. E tais garantias passam invariavelmente pela reserva de mercado e obviamente a privatização das descobertas, protegidas por leis de propriedade intelectual.

O argumento contrário à privatização dos resultados aponta que a restrição do uso de muitas descobertas atrapalha o aperfeiçoamento da própria descoberta, além de reprimir a inovação e o desenvolvimento de novos produtos.

Além de que, ao negar o benefício a outro ser humano se estaria também praticando uma forma de desumanidade.

Por exemplo,

A indústria farmacêutica Novartis tentou bloquear recentemente a fabricação na Índia de um medicamento genérico aplicado na terapia do câncer.

Joseph Stiglitz, prêmio Nobel de Ciências Econômicas, tem uma posição radicalmente contra as leis de propriedade intelectual.

Ele enfatiza que essa prática visa apenas garantir lucros exorbitantes para as desenvolvedoras, que por congelamento do desenvolvimento científico, certifica-se de não haver concorrência.

Pela lei dos mercados é fácil observar o que se resulta de um monopólio, seja em que área for.

Ele dá o exemplo da Myriad Genetics, uma empresa que alegou propriedade intelectual sobre genes humanos.

Este é um exemplo extremo, mas suas observações são amplamente aplicáveis ​​.

Ele explica que, neste caso:

Geneticistas têm argumentado que o registro de patentes sobre os genes realmente tende a impedir o aperfeiçoamento de vários testes genéticos (como prevenção de doenças genéticas, por exemplo) , e de modo geral, interferir com o avanço da própria ciência .

Todo o progresso científico é fundamento em conhecimento. Ao tornar-se esse conhecimento menos disponível impede-se o progresso, ou na melhor das hipóteses, torna-o menos imediato.

É fácil observar que o cientista está no centro deste processo e ele não pode mais se furtar das questões éticas envolvidas em seu trabalho.

Não pode mais evadir-se das questões pertinentes sobre a natureza do progresso científico, sobre as decisões de financiamento de suas pesquisas, ou quais forças estão por trás dos ditos investidores e quais são os interesses que servem.

Eu mesmo, não canso de repetir para meus alunos, que nossas decisões sobre as nossas carreiras afetam não só nossas vidas, mas também a dos que nos cercam.

Eu como cientista não posso alegar neutralidade em questões como esta.

Nenhum cientista pode.

E se Jonas Salk tivesse decidido trabalhar para uma empresa farmacêutica e patenteasse a vacina contra a poliomielite? Quantas pessoas morreriam, ou teriam sequelas por toda a vida?

Considere-se uma questão relevante para o futuro:

Se uma vacina contra a malária ou contra AIDS fosse desenvolvida, deveria ser protegida por registro de patentes, de tal forma que os preços desse monopólio maximizassem sua receita, mas não seus resultados na saúde pública?

De modo mais geral: os cientistas podem realmente justificar os resultados previsíveis dos projetos em que estão envolvidos?

O que deve ser feito, então, para maximizar o benefício da ciência visando o bem comum?

Para começar, podemos educar os cientistas e também fiscalizá-los.

E para isso é necessário que o cidadão busque inteirar-se do que vem a ser ciência e de qual é o real trabalho do cientista.

É preciso que cada um busque entender as decisões tomadas tanto pelos cientistas quanto pelas instituições de pesquisa e querer fazer parte delas.

É legítimo e necessário pedir aos cientistas e aos acadêmicos, e também às instituições, que justifiquem o uso que dão aos  fundos de investimentos em pesquisa;

É justo fiscalizar as ações privadas e públicas nos programas sociais, e debater as prioridades políticas na esfera pública.

E também submeter as decisões  sobre a investigação científica e suas metas de trabalho ao escrutínio da sociedade.

A ciência é uma força incrivelmente poderosa que consome uma grande quantidade de recursos, por isso precisamos ter certeza de que está sendo orientada numa boa direção e para tal é necessário que cada cidadão procure cumprir com o seu papel.

 



publicado por pimentaeouro às 15:39
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