Mutatis mutandis

 

E no tempo repetidos

Somos seres andantes

Pela realidade envolvidos

Somos às vezes pensantes

 

Julgamo-nos evoluídos

E somos apenas mutantes

Simples animais distraídos

Revelamo-nos como errantes

 

Repetimos atrocidades

Em nome duma evolução

Que pensamos promover

 

Crescem as monstruosidades

Às quais não dizemos não

E assim escolhemos viver.

 

Do bloguepoetazarolho)
Poeta Zarolho tem razão, somos mutantes mas a nossa segunda natureza (a civilização) está a atraiçoar-nos. Munda incessantemente a uma velocidade que não é compativel com a nossa natureza (animal).
Há, apenas, 200 anos viajamos de cavalo e deligência em estradas de terra batida e esburacadas; há noite era a luz da Lua, das estrelas e de candeiros de gorduras várias. Sair de uma cidade ou vila era um empreendimento arriscado. Estamos melhor? Não sei, nem sequer sei como será na próxima semana.