Conhece-te a ti mesmo... se puderes.

Segunda-feira, 21 de Março de 2016
Drama

A tragédia abate-se sobre a minha infeliz mulher.Sofre de neuropatia há 9 anos e tem dor crónica há quase cinco anos, tem o sofrimento estampado no rosto e a doença   não cessa de se agravar. Exausta de dor adormece e a minha solidão e tristeza aumentam: a minha mulher está mergulha na dor eu estou mergulhado na tristeza. Até  onde irá agravar-se a dor?

Não é possível imaginar tamanho sofrimento, está para além do entendimento! Em cima de cinco anos de dor crónica, quantos mais anos terá de sofrimento? Acamada será o destino dos seus dias e só não está já porque é uma grande lutadora.

Adorava viver, tinha o sorriso estampado no rosto, onde hoje existem apenas rugas de sofrimento. Não quero imaginar, sequer, como serão os poucos anos que nos restam que serão vividos em completa solidão como até agora.


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publicado por pimentaeouro às 11:32
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Quarta-feira, 31 de Dezembro de 2014
Frio

 

A vaga de frio continua mas desta vez nenhuma autarquia se lembrou de proteger os sem abrigo. Não votam!


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publicado por pimentaeouro às 18:03
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Quinta-feira, 4 de Setembro de 2014
O pior conselheiro

É o medo. Uma vizinha, que morava no 5º. andar do prédio onde habito, faleceu aos 43 anos, vitima do cancro mama. Pasmo, Com tanta informação que existe, quando lhe apareceu um caroço na mama, deixou-se dominar literalmente pelo medo.

Cerca de um ano depois apareceu-lhe um caroço numa perna, meses depois começou a ter dores. Quando entrou no hospital não havia nada a fazer: o cancro multiplicou-se e metastases pelo corpo.

Mãe solteira, deixa uma filha com dezasseis anos.

O prédio ficou mais triste.


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publicado por pimentaeouro às 22:23
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Dor neuropática

Tratamento inovador permite alívio duradouro da dor neuropática

 

Já está disponível, em Portugal, uma solução terapêutica inovadora para o tratamento da Dor Neuropática Periférica (DNP), um tipo de dor crónica que afecta cerca de 8% da população. Trata-se de um adesivo, à base de capsaícina (principio activo da malagueta) que demonstrou reduzir significativamente a dor neuropática, numa única aplicação (de 30 ou 60 minutos, consoante o local da área a tratar) durante um período de, pelo menos, três meses.

Actualmente,160 pacientes do país já estão a beneficiar da terapêutica (Hospital Amadora-Sintra, Hospital Privado do Porto, Hospital Curry Cabral, Hospital Garcia de Orta, Hospital de São João, Hospitais da Universidade de Coimbra, Hospital de Pombal, entre outros).

"A dor neuropática tem como tratamento de 1ª linha, antidepressivos e antiepilépticos a que se associam os analgésicos. Contudo, estes medicamentos pelos seus efeitos secundários nem sempre podem ser utilizados com segurança particularmente nos idosos. Esta terapêutica representa, por isso, um grande avanço, não só pela sua eficácia mas também porque é praticamente isento de efeitos secundários indesejáveis" explica Dra. Georgina Coucelo, Coordenadora da Unidade de Dor do Hospital Prof. Dr. Fernando da Fonseca.

A DNP é uma dor crónica, muitas vezes descrita como uma sensação de picada, facada ou queimadura. Ao contrário da dor aguda, que habitualmente é uma resposta normal do nosso corpo a avisar que há um estimulo doloroso, e que desaparece após cura da lesão, a dor crónica não tem qualquer função protectora e continua após a cura da lesão.

A zona dolorosa fica extremamente sensível, reagindo com dor ao toque, ao movimento ou à temperatura, de forma mais ou menos contínua e/ou persistente. Por vezes torna-se intolerável para o doente o contacto como tecido da roupa, pois pode provocar dores insuportáveis. Como resultado, o doente vê-se incapacitado de dormir ou de desenvolver as actividades do dia-a-dia.

Este quadro acarreta também consequências psicológicas, sobretudo uma grande incapacidade para trabalhar, a necessidade de alterar a rotina social e muita dificuldade em manter relações pessoais/sexuais. Actualmente, estima-se que os custos totais com DNP sejam cerca de três vezes superiores aos da população em geral, e que grande parte deles decorra de custos indirectos (baixas, absentismo, etc).

 

 

consultar :

 

 


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publicado por pimentaeouro às 22:15
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Sexta-feira, 4 de Abril de 2014
Canábis medicinal precisa-se

 

 

 

A legalização de produtos naturais que actuam como drogas é controversa pelo uso indevido a que estão sujeitas, restando saber se estes produtos depois de legalizados são mais fáceis de controlar no que se refere ao seu uso indevido.

Na minha opinião é mais fácil o seu controlo com a sua legalização, mas a essência do problema reside nos fabulosos lucros que se obtem com o seu uso clandestino e que alimentam uma vasta rede, quer de mafiosos quer de personalidades altamente colocadas e supostamente não são mafiosas.

O outro lado da medalha, é que são cada vez mais numerosos os estudos científicos, a nível internacional, que comprovam que o uso de canábis para fins medicinais, no tratamento da dor, é mais eficaz do que a maior parte dos medicamentos para este efeito.

A canábis actuam sobre diversas zonas do cérebro, nomeadamente sobre a zona da dor, podendo aliviar o sofrimento de muitos milhares de doentes que sofrem da dor, nomeadamente da dor crónica, e os doentes terminais.

A canábis encontram-se legalizada em vários Estados dos EUA, na Austrália, Canada, Alemanha, Holanda, Israel, França e República Checa: Fernando Cervero, presidente da Associação Internacional dos Estudos da Dor, também defende o uso da canábis para uso medicinal. Em Portugal, o Bloco de Esquerda apresentou no Parlamento um projecto de lei para o uso medicinal da canábis.

Tenho um familiar em grande sofrimento com dor crónica provocada pela neuropatia periférica – uma doença maldita – que precisa de uma luz de esperança.

 


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publicado por pimentaeouro às 23:23
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Sábado, 8 de Junho de 2013
Consulta da dor #2

Foi uma grande decepção. Na conversa prévia que tive com a enfermeira da Unidade de dor crómica foi-me descrito um serviço que não existe: não existe qualquer tratamento especifico para a dor neuropática.

O unico tratamento prescrito foram adesios que a minha mulher já experimentou sem qualquer resultado.

Fica uma dor permanente sem esperança. Não sei qual é o limite da resistencia.Há um limite para tudo e para a dor também.


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publicado por pimentaeouro às 14:28
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Domingo, 19 de Maio de 2013
Consulta da dor

 

 


Dores todos temos, dor crónica é outra história. É muito menos frequente, felizmente, mas muito complicada, nos casos limite leva ao suicidio do doente. Desconheço em quantos hospitais públicos existe consulta da dor. No Hospital dos Capuchos, em Lisboa, existe consulta da dor e a lista de espera tem uma demora de 2 meses e meio.

Quem procura uma consulta da dor, normalmente, vai no limite do sofrimento e, neste caso aquela demora é, como direi, desumana. É a Sistema de Saúde que temos apesar de ter melhorado muito.

A minha mulher está numa situação limite, quase sem poder andar, com a dor neuropática e vai ter de esperar dois meses e meio. Como decorrerá este tempo?


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publicado por pimentaeouro às 14:25
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