Conhece-te a ti mesmo... se puderes.

Sábado, 14 de Março de 2015
Vida ou morte

1. Pensar voltou a ser uma questão de vida ou morte.

 

2. Somos  voláteis e vivemos numa época de banalização constante, já não damos importância ao que é realmente  importante.

 

3. O mundo tenta domesticar quem pensa  o que não é  o pensamento único.

 

4. A dimensão de sonho não mata necessariamente a acção, pode até potencia-la.

 

5. Uma alma colectiva que se vai esbatendo, perdendo luz, perdendo esperança, perdendo sonho e futuro.

 

6. E quanto às  elites, convenhamos, os nossos políticos, com duas ou três excepções, não pertence à elite. São homens normais.

 

7. a ditadura dos 'média'  mais poderosos impede-nos de pensar, deixou de ser necessário analisar a mensagem.

 

8. A história não é feita de uma causalidade, é feita de casos, de equívocos.

 

Entrevista do filosofo José Gil ao jornal I, de sábado.


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publicado por pimentaeouro às 23:54
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Sexta-feira, 31 de Maio de 2013
António Sérgio

 

 

António Sérgio de Sousa

(n.1883/09/03 – m.1969/01/24)

 

Foi dos pensadores mais marcantes do Portugal contemporâneo, com uma vasta obra que se estende da teoria do conhecimento, à filosofia política e à filosofia da educação, passando pela filosofia da história. Escritor, pensador e pedagogo português, nascido em Damão (1883/09/03), Índia, a sua vida foi dedicada à reforma educacional em Portugal. Filho de um almirante, em virtude de este ter sido Governador do Congo Português, passou a sua meninice em África, e só depois veio radicar-se em Lisboa (1893). Foi para a Escola Naval, mas deixou a Marinha pouco depois de publicar Notas sobre os sonetos e as tendências de Antero de Quental (1908). As suas actividades políticas cedo começaram a surgir, revelando-o um democrata convicto.

Autor assistemático e um dos mestres do polemismo português, permaneceu no entanto sempre fiel a uma via que rotulou de idealismo racionalista e crítico. Sobre as razões do polemismo, entendeu-o sobretudo como uma via de combate no panorama das ideias do seu tempo. Sob o ponto de vista dos conteúdos doutrinários, Sérgio encontrou a filosofia a partir de sua formação de engenheiro, ou seja, a partir da geometria analítica e da física matemática. Não era apenas de filosofia da ciência que se tratava, tratava-se fundamentalmente de uma filosofia com profundas implicações humanas e sociais, regendo o comportamento e a acção de cada um no todo social de que faz parte. Daí uma doutrina cooperativista a nível da economia; uma doutrina democrática a nível da organização política da sociedade; uma filosofia da educação e uma concepção da pedagogia que encara a criança e o jovem como seres activos e criadores; assim, finalmente, uma teoria da cultura e uma teoria da história que o lançou em polémicas célebres sobre os rumos de Portugal.

Defendeu que é no indivíduo, em cada indivíduo, que a unidade da consciência se manifesta: «caminhe-se para a liberdade através da liberdade»! Neste contexto formulou a sua doutrina sobre o socialismo cooperativista, surgindo-lhe o cooperativismo como a forma de organização social mais consentânea com a sua concepção do homem como ser activo e criador. Com a proclamação da República (1910/10/05), passou a trabalhar a favor da reforma da educação no nosso país. Assim, foi um dos fundadores do movimento denominado Renascença Portuguesa, fundamentalmente voltado para as questões educacionais. Criou e dirigiu também várias revistas e jornais que tratavam do assunto, como a revista Pela Grei (1918). Titular da pasta de Instrução Pública (1923), no ministério reformista de Álvaro de Castro. Com a ascensão de Salazar ao poder, foi obrigado a exilar-se em Paris., depois em Madrid, de onde regressou a Portugal depois de ter sido abrangido por uma amnistia.

Morreu em Lisboa a 24 de Janeiro de 1969.

Dos seus livros mais importantes destacam-se: Educação cívica (1915) e os oito volumes de Ensaios (1920-1958).

 

(do blogue paginas.fe.up.pt)

 

 



publicado por pimentaeouro às 00:47
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