Conhece-te a ti mesmo... se puderes.

Domingo, 10 de Julho de 2016
Patrioticamente

 

Desejo que a selecção nacioanal perca o jogo de hoje contra a França. Há futebol a mais em Portugal, na Europa e no resto do mundo ninguém nos liga importancia por sermos campeões de futebol ou de qualquer outra coisa.

Somos insignificantes, um pouco menos do que os países balticos, mas insignificantes.

O futebol é uma história da carochinha para entreter crianças, uma história muito cara.

Está dito, agora podem bater.

 


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Domingo, 15 de Maio de 2016
A felicidade do povo

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Domingo, 16 de Agosto de 2015
Jesus, disse!

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Portugal está suspenso das palavras de Jesus sobre os inventados, ou alegados, ou verdadeiros SMS que alguém terá enviado aos jogadores do Benfica. É assunto mais importante do que a dívida pública ou as próximas legislativas, é tudo que a comunicação social tem para nos dar: um país de papelão.



publicado por pimentaeouro às 01:19
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Terça-feira, 24 de Fevereiro de 2015
Honra peita

 

 

A FIFA distingue-se das máfias italianas porque não faz raptos nem homicídios mas a corrupção é a mesma. Luís Figo que tem um currículo de negócios obscuros resolveu candidatar-se a presidente da FIFA, compreende-se, já está no ramo.

Luís Marque Guedes ministro da Presidência dos Assuntos Parlamentares declarou publicamente "que seria uma honra para o nosso país ter LF à frente da presidência da FIFA". O que não lembra ao Diabo parece ter lembrado a este governo.

Desde os anos 80 que o futebol deixou de ser um desporto para passar a ser uma «indústria» de lavagem de dinheiro: todos sabem e todos fingem que não sabem, supostamente porque apoiar clubes de futebol rende votos.

 

Reedito este post (premonitório ?) editado em Fevereiro passado.



publicado por pimentaeouro às 10:13
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Sexta-feira, 27 de Junho de 2014
Federação Portuguesa de Futebol



publicado por pimentaeouro às 00:01
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Segunda-feira, 12 de Maio de 2014
Desporto hoje

 

 

A actividade lúdica do jogo (qualquer modalidade de desporto) faz parte de processo de socialização de todos nós. A criança aprende através do jogo, os jovens e os adolescentes realizam a sua integração social com o jogo, os adultos de todas as idades jogam por diversão e outras motivações. Estruturado e com normas, o jogo evolui para  desporto, que se multiplica em várias modalidades: normalmente há mais público a assistir do que praticantes,  embora ainda possamos falar do objectivo “ mente sã em corpo são”: o desporto tem como objectivo distrair e entreter quem pratica e quem assiste, que muitas vezes também é praticante.

O desporto têm múltiplas modalidades, sendo umas mais populares  do que outras, e o futebol, por uma multiplicidade de factores, foi progressivamente, adquirindo o estatuto de “desporto rei” em muitos países: entre nós chegou a ser muito popular o hóquei em patins.

Cedo o poder político percebeu a vantagem de ir buscar popularidade ao desporto mais em voga e também a utiliza-lo como diversão das massas: Salazar, como muitos outros, utilizou a política dos três efes –Fátima, futebol e fados, uma variedade nacional de uma tendência geral.

Noutra etapa o desportista define como objectivo principal, não o jogo em si (actividade fisica e lúdica), mas a superação de limites: ultrapassar os limites do seu corpo, da sua capacidade de resistência  e, simultaneamente, ultrapassar o outro. Não pratica desporto para se desenvolver e divertir mas  para ganhar ( às vezes a qualquer preço ). Nesta etapa, já entrou  em cena a comunicação social que transforma  o desportista   em vedeta e em ídolo.

Agora é um ser altamente especializado que realiza proezas fora do alcance do comum dos mortais. Treinado e apoiado por um corpo de técnicos em várias especialidades é, a partir daqui, um profissional do desporto, um produto novo no mercado, cercado por vários interesses e negócios.

 Já transformado em mercadoria, o desporto ( e o desportista/vedeta ) adquire também os vícios do capitalismo: doping, negócios escuros, ausência de ética, corrupção entram na prática desportiva,  jogos olímpi

cos incluídos e respectivas organizações internacionais (Comités Olímpicos, UEFA, FIFA,  etc ) envoltos em fumos de falta de transparên-

cia, como a comunicação social refere com frequência. Embora menos divulgado, temos também o recrutamento de jovens, através de esquemas idênticos ao tráfico de  seres humanos, para alimentar o stock de vedetas.

Também o poder político (governos e autarquias), através de ligações opacas, arranja maneira de transferir bens públicos e fundos financeiros para os clubes de futebol, a troco da ambicionada popularidade. Entre nós, o paradigma desta ligação ocorreu com o investimento público (poder central e autarquias) à realização megalómana do EURO 2004, que foi mascarado com diversos álibis, como desígnio nacional, investimento reprodutivo, estimulo para a economia, etc..

Finalmente, a cereja no bolo: o futebolista/vedeta ascende a ícone publicitário, comercializando  a imagem é  disputado por multinacionais

bancos e televisões. Por outro lado, existe uma “indústria do futebol” constituída por uma variedade de “produtos” – direitos de transmissão, passes de jogadores, nomes e marcas, múltiplas formas de publicidade, etc., etc. - autêntica economia virtual que apenas satisfaz necessidades induzidas e artificiais

O futebolista/vedeta é uma reduzida elite de estrelas – a “nata” de apenas meia dúzia de clubes grandes -, porque centenas ou mesmo alguns milhares de jogadores, com salários modestos e até com salários em atraso, aspiram subir ao estrelado mas nunca saem do limiar da sobrevivência e do anonimato.

Nesta etapa já entrou em cena a política como já referimos: as modalidades desportivas são apoiadas para realizar campanhas de prestigio, dentro e fora das fronteiras:  a guerra-fria também utilizou as competições desportivas como palco de confronto.

 Os políticos passam a frequentar os camarotes VIP dos estádios, são fotografados ao lado dos dirigentes de clubes, acumulam cargos políticos com  a direcção dos clubes , introduzem no discurso político alegorias e o calão do futebol,  sempre com o objectivo de aumentar a representatividade das urnas com a popularidade dos estádios.

Do outro lado do espelho, desta política desportiva de massas, sentada no sofá, fica a massa anónima da população, frente ao televisor, vibrando com as emoções do espectáculo. Torna-se obesa, aumenta o colesterol, os hábitos sedentários e ao fazer disparar os indicies de audiência, lubrifica a “cadeia alimentar” dos interesses económicos que giram em torno do futebol.

Resumindo, temos de um lado uma modalidade desportiva transformada em economia de casino, revestida de práticas financeiras especulativas e do outro lado, multidões de espectadores de sofá e estádios, periodicamente, cheios de espectadores ululantes, estimula-

dos por  claques de comportamento e origem suspeitos.

 

2. Em 1892, o aristocrata francês Barão de Coubertin, recuperou os Jogos Olímpicos, tentando utopicamente reavivar o espírito das primeiras olimpíadas, que passaram a ser realizadas de quatro em quatro anos desde então, excepto durante as duas Grandes Guerras Mundiais. Inicialmente, os Jogos eram disputados apenas por atletas amadores mas no final do século XX, a competição foi aberta a atletas profissionais.

Os Jogos Olímpicos da Grécia Clássica eram diferentes dos idealizados por Coubertin. Os primeiros Jogos realizavam-se há mais de 2700 anos, como uma importante celebração e tributo aos deuses; mas, foram declinando juntamente com a civilização grega.

Ao serem proibidos por édito do Imperador Teodósio II, já se tinham desvirtuado em longas orgias e bacanais de pouca conotação desporti-

va.

Dada a importância e a visibilidade dos Jogos para o mundo, estes têm também, nos últimos anos, sido usados como espaço para confrontos políticos , de que são os piores exemplos o massacre de Munique em 1972, em que membros da comitiva israelita foram feitos reféns por extremistas Palestinos e  os boicotes durante a Guerra Fria, aos Jogos de 1980 e 1984, pelo bloco de países ex-comunistas e pelos EUA, respectivamente, e também o atentado à bomba ocorrido em Atlanta em 1996.

Na actualidade, a realização dos Jogos Olímpicos e o “concurso” das cidades que se candidatam à sua realização é um negócio que movimenta muitos milhões de euros.

 

 


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publicado por pimentaeouro às 20:07
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Sexta-feira, 7 de Setembro de 2012
Dez mais um

 

 

Todos sabemos que em Portugal há falta de estádios de futebol e que todas as semanas milhares de adeptos ficam na rua sem lugar sentado.

Para contrariar esta crise, o governo promove a construção de mais um estádio de futebol: a famosa Ccidade do Futebol. Segundo a FPF o orçamento do brinquedo será de, apenas 10 milhões de euros, o que quer dizer que custará 4 vezes mais como aconteceu com o Euro 2.004.

A FPF avança (?) com 40% e o resto logo se vê, quer dizer paga o Estado.

O ministro Miguel Relvas, babado, inaugurou a maqueta do brinquedo. Em tempo de crise, não está nada mal.

 


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publicado por pimentaeouro às 21:56
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Domingo, 2 de Setembro de 2012
A relevância da insignificância

 

 

 

Com esta televisão (publicidade incluída) e este futebol, Salazar ter-se-ia coroado imperador vitalício, na praça do Império, em cerimónia de grande pompa e circunstância. O seu corpo embalsamado estaria num panteão, construído pelo regime, e hoje centenas de milhares de portugueses iriam, em peregrinação anual, render homenagem ao pai da Pátria.                                  

 

 A velha critica, da oposição, à trilogia “Futebol, Fátima e Fado” foi metida na gaveta e os poderes públicos (Governo e Autarquias), políticos, empresas publicas, televisões, bancos etc. colam-se ao futebol; os primeiros para angariarem um suplemento de popularidade, as empresas para negócios variados, claros ou não.

Esta mancebia da política com o futebol tem implícita a venda da alma a Mefistófeles, que informado sobre as modernas operações financeiras na bolsa, cobra taxas de juro especulativas, que  todos nós  acabamos por pagar no bolo geral dos impostos cobrados pelo  Estado.

As campanhas publicitárias são  enormes cadeias de negócios para vender tudo o que possamos imaginar: camisolas, cachecóis, bonés, malas, sacos e saquetas, edições especiais em jornais, revistas, livros, DVDs, colecções de cromos, pratos, copos, canecas, peças de “artesanato industrial”, etc., etc.. Resumindo, produtos para todas as idades, grupos sociais e sexos, para pobres, remediados e ricos, mas o jackpot vai para as transmissões televisivas

com os milhões de audiências em todo o mundo.

Como negócio que é, o contributo do futebol para o PIB, através do aumento do consumo das famílias, com os produtos acima referidos, deve ser convenientemente estudado pelos economistas, Banco de Portugal incluído. Aquele consumo contribui para relançar a economia, para a implantação e desenvolvimento de empresas com tecnologia de ponta , para a diminuição do défice orçamental. No fundo, aquilo que se espera de um desígnio nacional... ou não passa tudo de conversa de entretenimento e vamos continuar a apertar o cinto?



publicado por pimentaeouro às 17:21
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