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Terça-feira, 5 de Setembro de 2017
O sono da razão #6


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Segunda-feira, 4 de Setembro de 2017
Família Medici

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Lourenço de Medici

 

Médici (em italiano: Medici) foi uma dinastia política italiana. A família teve origem na região de Mugello na Toscana. O poder político dos Médici aumentou, até que passaram a governar Florença - embora oficialmente eles fossem apenas cidadãos comuns, em vez de monarcas. Da Casa de Médici provieram quatro papas[1] e, a partir de 1531, os Médici tornaram-se os líderes hereditários do Ducado de Florença, e em 1569, o ducado foi elevada à categoria de grão-ducado após grande expansão territorial, surgindo então o Grão-Ducado da Toscana, governado pela família desde o seu início até 1737, com a morte de João Gastão de Médici.

A sua riqueza e influência inicialmente derivava do comércio de produtos têxteis que passava pela guilda da Arte della Lana. Inicialmente eles eram uma das famílias que dominavam o governo da cidade de Florença, sendo que foram capazes de trazê-la totalmente sob seu poder familiar, possibilitando um ambiente onde a arte e o humanismo pudesse florescer. Eles fomentaram e inspiraram o nascimento da Renascença italiana, juntamente com outras famílias da Itália, como os Visconti e Sforza de Milão, os Este de Ferrara, e os Gonzaga de Mântua.

O Hospital tozzi Firenze foi um dos mais prósperos e mais respeitados da Europa na sua época [carece de fontes]. Há estimativas de que a Casa de Médici foi uma das mais ricas famílias da Europa por um período de tempo. A partir desta base, eles adquiriram poder político, inicialmente em Florença e mais tarde na Itália e na Europa em geral. Uma contribuição dos Médici foi o desenvolvimento do sistema de contabilidade de dupla entrada para acompanhar os créditos e débitos.[2] Este sistema foi utilizado pelos primeiros contadores que trabalham para a família Médici em Florença. Os Médici atingiram o seu apogeu entre os séculos XV e XVII com um conjunto de figuras importantes na história da Europa e do Mundo. A linhagem directa dos Médici extinguiu-se em 1737.

O ramo primogênito da família – os que descendem de Pedro de Cosme de Médici e do seu filho Lourenço de Médici, o Magnífico – governaram até ao assassinato de Alexandre de Médici, primeiro duque de Florença, em 1537. O poder passou então para o ramo cadete – os que descendem de Lourenço de Cosme de Médici a partir do seu trineto Cosmo I de Médici.

Além da política e governação, os Médici notabilizaram-se em outros campos, principalmente no mecenato3Referências

 

Um legado importante dos Médici foi deixado na arte e arquiteturaJoão de Bicci de Médici, primeiro patrono das artes na família, apoiou Masáccio e mandou reconstruir a Basílica de São Lourenço. Cosme de Médici foi mecenas de Donatello e Fra Filippo Lippi. A família apoiou também Michelangelo, que para os Médici produziu numerosas obras, mas pós um incêndio na galeria Médici, muitas obras valiosas foram carbonizadas. Mecenas, eram grandes colecionadores de arte, e as suas aquisições hoje formam o núcleo da magnífica Galleria degli Uffizi, em Florença.

Na arquitetura, foram responsáveis por notáveis intervenções em Florença, incluindo a referida galeria dos Uffizi, o Palácio Pitti, os Jardins Boboli e o Belvedere.


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publicado por pimentaeouro às 21:52
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Sexta-feira, 18 de Agosto de 2017
Nefertiti

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Entre dezenas e dezenas de rainhas do antigo Egipto a História só recorda Nefertiti, segredos de arqueólogos.

 

Nefertiti  (c. 1370 - 1330 a.C.) foi uma rainha da XVIII dinastia do Antigo Egito, esposa principal do faraó Amenófis IV, mais conhecido como Aquenáton. Nefertiti e o seu esposo tornaram-se conhecidos pela revolução religiosa, na qual adoravam apenas um deus, Áton, ou o disco solar. Aquenáton e Nefertiti foram responsáveis por criarem uma nova religião que alterou as formas de religião dentro Egipto. Com o seu esposo, reinou naquele que foi o período mais próspero na história do Antigo Egipto.

 Alguns historiadores acreditam que Nefertiti reinou durante uns tempos como Neferneferuaten depois da morte do seu marido e antes da sucessão de Tutankhamun, tal identificação é ainda hoje objecto de debate.

Nefertiti teve muitos títulos incluindo Princesa Hereditária ; Grande de Louvores ; Senhora das Graças , Doce do Amor ; Senhora das Duas Terras ; Esposa do Grande Rei, sua amada ; Grande Esposa do Rei, sua amada , Senhora de Todas as Mulheres ; e Senhora do Alto e do Baixo Egito.

Tornou-se famosa pelo seu busto, agora no Neues Museum, em Berlim (mostrado à direita). É um dos objectos mais copiados da arte do antigo Egipto. É atribuído ao escultor Tutmés, e foi encontrado na sua oficina. O busto é notável para exemplificar a compreensão dos antigos egípcios tinham a respeito das proporções faciais realistas.

As origens familiares de Nefertiti são pouco claras. O seu nome significa "a mais Bela chegou", o que levou muitos investigadores a considerarem que Nefertiti teria uma origem estrangeira, tendo sido identificada por alguns autores como Tadukhipa, uma princesa do Império Mitanni (império que existiu no que é hoje a região oriental da Turquia), filha do rei Tushratta. Sabe-se que durante o reinado de Amenófis III chegaram ao Egito cerca de trezentas mulheres de Mitanni para integrar o harém do rei, num gesto de amizade daquele império para com o Egito; Nefertiti pode ter sido uma dessas mulheres, que adotou um nome egípcio e os costumes do país.

Contudo, nos últimos tempos tem vingado a hipótese de Nefertiti ser egípcia, filha de Ay, alto funcionário egípcio responsável pelo corpo de carros de guerra que chegaria a ser faraó após a morte de Tutancâmon. Aye era irmão da rainha Tié, esposa principal do rei Amenófis III, o pai de Aquenáton; esta hipótese faria do marido de Nefertiti o seu primo. Sabe-se que a família de Aye era oriunda de Akhmin e que este tinha tido uma esposa que faleceu (provavelmente a mãe de Nefertiti durante o parto), tendo casado com a dama Tié.

De igual forma o nome Nefertiti, embora não fosse comum no Egito, tinha um alusão teológica relacionada com a deusa Hathor, sendo aplicado à esposa real durante a celebração da festa Sed do rei (uma festa celebrada quando este completava trinta anos de reinado).

 

 
Aquenáton e Nefertiti

Não se sabe que idade teria Nefertiti quando casou com Amenófis (o futuro Aquenáton). A idade média de casamento para as mulheres no Antigo Egipto eram os treze anos e para os homens os dezoito. É provável que tenha casado com Amenófis pouco tempo antes deste se tornar rei.

O seu marido não estava destinado a ser rei. Devido à morte do herdeiro, o filho mais velho de Amenófis III, Tutmés, Amenófis ocupou o lugar destinado ao irmão. Alguns autores defendem uma co-regência entre Amenófis III e Amenófis IV, mas a questão está longe de ser pacífica no meio egiptológico. A prática das co-regência era uma forma do rei preparar uma sucessão sem problemas, associando um filho ao poder alguns anos da sua morte.

Nos primeiros anos do reinado de Amenófis começaram a preparar-se as mudanças religiosas que culminariam na doutrina chamada de "atonismo" (dado ao facto do deus Aton ocupar nela uma posição central). Amenófis ordenou a construção de quatro templos dedicados a Aton junto ao templo de Amon em Karnak, o que seria talvez uma tentativa por parte do faraó de fundir os cultos dos dois deuses. Num desses templos, de nome Hutbenben (Casa da pedra Benben), Nefertiti aparece representada como a única oficiante do culto, acompanhada de uma filha, Meketaton. Esta cena pode ser datada do quarto ano do reinado, o que é revelador da importância religiosa desempenhada pela rainha desde o início do reinado do seu esposo.

No ano quinto do reinado, Amenófis IV decidiu mudar o seu nome para Aquenáton, tendo Nefertiti colocado diante do seu nome de nascimento o nome Nefernefernuaton, "perfeita é a perfeição de Aton". Nefertiti passou a partir de então a ser representada com a coroa azul, em vez do toucado constituído por duas plumas e um disco solar, habitual nas rainhas egípcias.

Durante algum tempo defendeu-se que Aquenáton teria introduzido pela primeira vez na história do mundo o conceito do monoteísmo, impondo às classes sacerdotais e populares o conceito de um só deus, o deus do sol, onde o disco solar representava o deus sol que regia sobre tudo na face da terra. Hoje em dia porém considera-se que seria um henoteísmo exacerbado.

Os muitos templos que celebravam os deuses tradicionais do Egito foram todos rededicados pelo rei ao novo deus por ele imposto. Especula-se que esta pequena revolução, entre outros possíveis objetivos, possa ter servido para consolidar e engrandecer ainda mais o poder e importância do faraó. Após o reinado de Aquenáton, o Egito antigo voltaria às suas práticas religiosas politeístas.

Aquenáton decidiu, igualmente a construção de uma nova capital para o Egito dedicada a Aton, que recebeu o nome de Aquetáton ("O Horizonte de Aton"). A cidade situava-se a meio caminho entre Tebas e Mênfis, sendo o lugar onde se encontram hoje as suas ruínas conhecido como Amarna. A cidade foi inaugurada no oitavo ano do reinado de Aquenáton.

Um talatat (bloco de pedra) de Hermópolis (perto de Amarna) mostra a rainha Nefertiti a destruir o inimigo do Egito, personificado por mulheres prisioneiras, numa cena que até então tinha sido reservada aos reis desde os tempos da Paleta de Narmer.


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Segunda-feira, 22 de Maio de 2017
Era perigoso pensar

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Quando o frade errante e radical Giordano Bruno, após uma vida inteira de especulação desobediente, foi finalmente acusado de heresia por numerosos crimes, incluindo defender que o Sol era uma estrela e o universo infinito, acabou condenado. Com um prego cravado na língua para não poder falar, foi queimado numa  praça pública de Roma em 1.600.

 

Andrew Marr, História do Mundo

 


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Segunda-feira, 8 de Maio de 2017
Faz hoje 72 anos

A Segunda Guerra Mundial, ocorrida entre 1939 e 1945, é assim chamada por ter se tratado de um conflito que extrapolou o espaço da Europa, continente dos principais países envolvidos. Além do norte da África e a Ásia, o Havaí, território estadunidense, com o ataque japonês a Pearl Harbor, foi também palco de disputas territoriais e ataques inimigos.

 

Compreender o que levou à eclosão do conflito implica lembrar as consequências da Primeira Guerra Mundial, de 1914 a 1918, culminando com a derrota alemã e a assinatura, entre as potências europeias envolvidas, do Tratado de Versalhes, que, culpando a Alemanha pela guerra, declarou a perda de suas colônias e forçou o desarmamento do país. Diante desse quadro, o país derrotado enfrenta grande crise econômica, agravada pela chamada Crise de 1929. Iniciada nos Estados Unidos da América, que ao fim da Primeira Guerra tinham se estabelecido como a grande economia mundial e financiador da reconstrução da Europa devastada pela guerra, entraram em colapso econômico, levando consigo as economias de países dependentes da sua e agravando as dificuldades econômicas na Europa.

O agravamento da crise econômica aumentou o sentimento de derrota e fracasso entre alemães e alemãs, que viram nos ideais do Partido Nacional-Socialista dos Trabalhadores Alemães, o Partido Nazista, a saída para a situação enfrentada pelo país. A frente do Partido, fundado em 1920, estava Adolf Hitler, que chegou ao poder em 1933, defendendo ideias como a da superioridade do povo alemão, da culpabilização dos judeus pela crise econômica e da perseguição, isolamento e eliminação dos mesmos e de outros grupos como ciganos, homossexuais e deficientes físicos e mentais. Pregava ainda a teoria do espaço vital (Lebensraum), a qual defendia a unificação do povo alemão, então, disperso pela Europa e seria utilizada como justificativa para o expansionismo nazista.

Também na Itália a crise econômica do Período Entreguerras foi aproveitada por um grupo político antiliberal e anticomunista, que via na formação de um Estado forte a solução para os problemas econômicos e sociais. Tal grupo organizou-se como Partido Fascista, liderado por Benito Mussolini, que em 1922 foi nomeado primeiro-ministro pelo rei Vítor Emanuel III. Mussolini, chamado pelos italianos de duce, combateu rivais políticos e defendeu a expansão territorial italiana, culminando na invasão da Etiópia em 1935 e na criação da chamada África Oriental Italiana, anexada à Itália.

Os dois líderes totalitários, Hitler e Mussolini, assinaram em 1936 um tratado de amizade e colaboração entre seus países. Estava formado o Eixo Roma-Berlim, que em 1940 passaria a ser Eixo Roma-Berlim-Tóquio, marcando a aliança do Japão com os dois países europeus, formalizada com a assinatura do Pacto Tripartite, que garantia a proteção dos três países entre si. Estava formado o Eixo, que durante o conflito mundial enfrentaria os Aliados, aliança formada inicialmente por Inglaterra e França que mais tarde contou com a entrada de outros países, como os Estados Unidos, em 1941, após sofrer um ataque japonês na ilha de Pearl Harbor, seu território no Oceano Pacífico; a União Soviética, em 1941, quando a Alemanha de Hitler quebrou o Pacto Germano-Soviético de não agressão assinado dois anos antes; e até mesmo o Brasil, que em 1942 saiu da neutralidade e entrou na Guerra, em 1944 enviou combatentes (Força Expedicionária Brasileira) para combater na Europa.

Mas o que, afinal, levou à eclosão da guerra?

Os nazistas decidiram levar a teoria do espaço vital adiante, promovendo assim o  expansionismo alemão, primeiramente com a anexação da Áustria, em 1938, depois com a tentativa de incorporar a região dos Sudetos, na Tchecoslováquia, pois ali viviam cerca de 3 milhões de falantes da língua alemã. França e Reino Unido acordaram com a Alemanha, na Conferência de Munique, a anexação de apenas 20% do território tcheco, mas Hitler não respeitou acordo, ocupando e em 1939 todo o país. O próximo passo foi a invasão da Polônia na tentativa de recuperar Danzig, cidade perdida pelos alemães na Primeira Guerra. França e Reino Unido exigiram que os alemães voltassem atrás e, diante da negativa de Hitler, declararam guerra à Alemanha em 3 de setembro de 1939. Tinha início o conflito mais destrutivo da história.

A guerra relâmpago

Erich Von Manstein, general alemão, foi o principal responsável pelo desenvolvimento da Blitzkrieg, a guerra relâmpago, uma tática militar que tinha como objetivo destruir o inimigo por sua surpresa, rapidez e brutalidade. Tal técnica foi utilizada nas invasões alemãs da Polônia e da França, que levaram pouco mais de um mês para se consolidar, haja vista a eficiência da na África, Egito Marrocos e Argélia eram conquistados pelos forças Aliadas.

Antissemitismo

Além do expansionismo e das disputas territoriais, a perseguição a grupos étnicos, sobretudo aos judeus e ciganos, foi uma realidade na Segunda Guerra Mundial. Para o nazismo, os judeus eram os grandes culpados pela crise do país passara no Período Entreguerras, devendo, portanto, ser combatidos. Antes da eclosão da guerra, políticas segregacionistas já eram colocadas em prática pelos nazistas, como a obrigatoriedade da identificação pelo uso de uma Estrela de Davi, símbolo religioso do judaísmo; proibição do casamento entre judeus e alemães; demissão de judeus de cargos públicos; criação dos guetos e de campos de concentração; e a mais radical de todas, a chamada solução final, que consistia na eliminação de prisioneiros através do uso de gás tóxico.

Fim da guerra

Os Aliados começaram a derrotar o Eixo em 1942. No Pacífico, Estados Unidos e Austrália derrotaram os japoneses. Em fevereiro de 1943, os nazistas perderam a batalha de Stalingrado, na União Soviética, e foram expulsos da Bulgária, Hungria, Polônia, Tchecoslováquia e Iugoslávia. Na África, Egito Marrocos e Argélia foram conquistados pelos forças Aliadas. Em julho do mesmo ano, Vitor Emanuel III, rei da Itália, destituiu Mussolini do governo e assinou a rendição italiana aos Aliados. No dia 6 de junho de 1944, os Aliados desembarcaram na Normandia, França, na operação que ficou conhecida como “Dia D”. Era o início da libertação francesa e, no fim da agosto, Paris estava livre. Em 2 de maio de 1945, soviéticos e estadunidenses tomaram Berlim, dois dias depois do suicídio de Hitler e do alto-comando do Partido Nazista. Iniciou-se o processo de rendição das tropas nazistas, colocando, assim, fim à guerra na Europa. Só o Japão resistia, mas, em agosto, diante das bombas atômicas jogadas pelos Estados Unidos em Hiroshima e Nagasaki, o imperador Hirohito se rendeu aos Aliados. Chegava ao fim a Segunda Guerra Mundial, deixando cerca de 50 milhões de mortos e 35 milhões de feridos.

Os países vencedores levaram oficiais nazistas a julgamento no Tribunal de Nuremberg, criado para esse fim, sob acusação de crimes contra a humanidade. Outra consequência da guerra foi a criação, em 1945, da Organização das Nações Unidas (ONU), cujo objetivo é mediar conflitos entre países a fim de evitar novas guerras.

Referências:



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Segunda-feira, 1 de Maio de 2017
Iº. de Maio #2

Em 1886, realizou-se uma manifestação de trabalhadores nas ruas de Chicago, nos Estados Unidos.

 
Cartaz russo, alusivo ao dia 1º de maio:Trabalhadores não têm nada a perder, a não ser suas correntes ... (1919).

Essa manifestação tinha como finalidade reivindicar a redução da jornada de trabalho para 8 horas diárias e teve a participação de milhares de pessoas. Nesse dia teve início uma greve geral nos Estados Unidos. No dia 3 de maio houve um pequeno levantamento que acabou com uma escaramuça com a polícia e com a morte de três manifestantes. No dia seguinte, 4 de maio, uma nova manifestação foi organizada, em protesto pelos acontecimentos dos dias anteriores, tendo terminado com o lançamento de uma bomba por desconhecidos contra os policiais que tentavam dispersar os manifestantes. A polícia abriu então fogo sobre a multidão. A explosão do artefato e o tiroteio que se seguiu resultaram na morte de sete policiais e pelo menos quatro civis, além de ferir vários outros. Na sequência, cinco sindicalistas foram condenados à morte e três condenados à prisão perpétua. Estes acontecimentos passaram a ser conhecidos como a Revolta de Haymarket.

Três anos mais tarde, no dia 20 de junho de 1889, a segunda Internacional Socialista reunida em Paris decidiu convocar anualmente uma manifestação com o objetivo de lutar pela jornada de 8 horas de trabalho. A data escolhida foi o primeiro dia de maio, como homenagem às lutas sindicais de Chicago. Em 1º de maio de 1891 uma manifestação no norte de França foi dispersada pela polícia, resultando na morte de dez manifestantes. Esse novo drama serviu para reforçar o significado da data como um dia de luta dos trabalhadores. Meses depois, a Internacional Socialista de Bruxelas proclamou esse dia como dia internacional de reivindicação de condições laborais.

Em 23 de abril de 1919 o senado francês ratificou a jornada de 8 horas e proclamou feriado o dia 1º de maio daquele ano. Em 1920 a União Soviética adotou o 1º de maio como feriado nacional, e hoje este exemplo é seguido por muitos outros países.

Até hoje, o governo dos Estados Unidos se nega a reconhecer o 1º de maio como o Dia do Trabalhador. Em 1890, a luta dos trabalhadores estadunidenses conseguiu que o Congresso aprovasse que a redução da jornada de trabalho - de 16 horas para 8 horas diárias.

Dia do Trabalhador em Portugal

 

Em Portugal, só a partir de maio de 1974, após a Revolução dos Cravos, é que se voltou a comemorar livremente o Primeiro de Maio, e este passou a ser feriado. Durante a ditadura do Estado Novo, a comemoração deste dia era reprimida pela polícia.

O Dia Mundial dos Trabalhadores é comemorado em todo o país, com manifestações, comícios e festas de carácter reivindicativo, promovidos pela central sindical CGTP-IN (Confederação Geral dos Trabalhadores Portugueses – Intersindical) nas principais cidades de Lisboa e Porto, assim como pela central sindical UGT (União Geral dos Trabalhadores).

 


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Sexta-feira, 14 de Abril de 2017
O canto e as armas

 

O tempo dos homens excecionais

Uma das coisas irritantes da avaliação do presente é a ideia de que “isto nunca esteve tão mal”. Enquanto desabafo de café, emocional, faz sentido: afinal, o tempo em que éramos - jovens era o melhor de todos. A reescrita do passado enquanto lugar de prazeres etéreos é um mecanismõ automático e algum esquecimento é preciso para continuar a marchada da vida dos povos.

Veja-se a Europa: foi preciso uma grande dose de esquecimento para trancar os traumas da II Guerra Mundial num poço, pôr uma pedra em cima e, sobre essa pedra, construir uma nova igreja — a da Europa como lugar primeiro da solidariedade, teoria agora em fim de ciclo.
Infelizmente, as memórias de passados felizes são coisas íntimas e humanamente compreensíveis que não resistem à lógica, à estatística e à política.

 Esta semana, no lançamento da edição definitiva de “O Canto e as Armas”, de Manuel Alegre, que foi publicado pelo primeira vez faz agora 50 anos, Alegre desabafava que “é muito difícil transmitir às novas gerações o sufoco daquele tempo”. Nada mais verdadeiro. E, aliás, quase impossível.

Como explicar que havia uma ditadura, uma guerra colõnial, caixões de Pedros soldados, uma pobreza assustadora, uma classe média assustada e remediada, uma função pública que tinha de assinar um papel a declarar a sua aversão ao comunismo? Onde as mulheres tinham um bocadinho mais de direitos do que os animais têm hoje?

Esse país que hoje parece intangível, incompreensível, quase uma lenda para as gerações mais jovens, era o que havia há 50 anos. “O Canto e as Armas” é o retrato bruto desse país, feito por um poeta muito jovem e combatente.
Mas esse tempo negro foi também o tempo dos homens excecionais. Manuel Alegre é um desses homens excecionais que o país — e as gerações mais jovens — devia saber homenagear condignamente. Mas, se calhar, muitos não percebem. Nem o percebem. Mas os poetas têm a dádiva de tambem não precisar disso

 

Ana Sá Lopes, jornal I de ontem.

 



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Sexta-feira, 7 de Abril de 2017
Unico no mundo

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As escavações arqueológicas dos soldados de terracota estão em curso ainda, trinta anos após sua descoberta. Isto se deve à fragilidade natural do material e sua difícil preservação. Terracota é literalmente terra assada, em fornos com temperatura relativamente baixa. Após queimar cada figura, ela era coberta com uma camada de laca, para aumentar a durabilidade. Eram também coloridas para aumentar o realismo da aparência das figuras e de suas roupas e equipamentos. Algumas peças ainda retém traços da pintura, mas a exposição ao ar rapidamente causa o descascamento ou descoloração.

8.099 foram escavadas até o momento, incluindo soldados, arqueiros e oficiais, e foram todas feitas em poses naturais. Cada figura porta armas reais como lanças, arcos ou espadas de bronze. Acredita-se que estas armas foram feitas antes de 228 a.C. e podem ter sido usadas na guerra. Carruagens feitas com grande precisão e detalhes também foram incluídas como parte do exército do imperador Qin.

As figuras de terracota foram encontradas em três diferentes trincheiras, e uma quarta foi encontrada vazia. Acredita-se que a trincheira maior, contendo mais de 6000 figuras de soldados, carruagens e cavalos, representavam a armada principal do primeiro imperador. A segunda trincheira continha cerca de 1400 figuras da cavalaria e infantaria, também com carros e cavalos, representava a guarda militar. A terceira continha a unidade de comando, com oficiais de alto nível, oficiais intermediários e um carro de guerra puxado por quatro cavalos. 

As figuras de terracota eram fabricadas em oficinas por artesãos do governo. Acredita-se que utilizavam a mesma técnica dos tubos de drenagem de água daquela época. Foram feitos em partes que eram unidas depois da queima e não em uma peça só. Eram então colocadas em seu lugar, em formação militar, de acordo com sua patente e posto.

As figuras eram em tamanho e estilo natural. Variavam em peso, indumentária e penteado, de acordo com a patente. A pintura da face, expressão facial individualizada e as armas e armaduras reais utilizadas criavam uma aparência realista e mostravam a qualidade do trabalho e a precisão envolvida na sua construção. Demonstram também o poder de um monarca que podia ordenar a construção de tão monumental empreitada.

 Os guerreiros têm expressões faciais individualizadas

Escavações no sítio mostraram com grande precisão restos de um incêndio que queimou as estruturas de madeira que abrigavam o exército de terracota, como Sima Qian descreveu em seu livro, consequência de uma revolta liderada pelo general Xiang Yu menos de cinco anos após a morte do imperador. Ele disse que um dos atos do general Yu foi o saque da tumba e seu posterior incêndio. Apesar do incêndio, muitos dos guerreiros de Xian sobreviveram em vários estágios de preservação, cercados pelos restos das estruturas queimadas.

Os guerreiros de Xian são hoje um fenomenal sítio arqueológico e um ícone do passado distante da China. O poderio do primeiro imperador Qin Shihuang é evidente na massiva e monumental presença de seus soldados, eternamente prontos a proteger seu líder.

 

 


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Quarta-feira, 22 de Março de 2017
Ciro II

 

Esteve vários séculos à frente da sua época, deixava os vencidos viverem em paz desde que não se revoltassem, incorporava as elites locais na administração do império em lugar de os mandar degolar, não arrasava as cidades conquistadas construia, os gregos admiravam-no.

É difícil explicar como se formou a sua personalidade numa região tradicionalmente violenta: foi uma excepção rara.

Há distância de 2.500 anos merece ser recordado.

 

Ciro II (Kuruš em persa antigo), mais conhecido como Ciro, o Grande[1], foi rei da Pérsia entre 559 e 530 a.C., ano em que morreu em batalha com os Massagetas. Pertencente à dinastia dos Aquemênidas, foi sucedido pelo filho, Cambises II. Foi o criador do maior império até então visto na História.[2]

Ciro foi um príncipe persa com ascendência na casa real dos medos, até então o povo dominante do Planalto Iraniano. A versão da história do nascimento de Ciro, segundo Heródoto, consta que o rei medo Astiages, seu avô, teve um sonho em que uma videira crescia das costas de sua filha Mandame, mãe de Ciro, lançando gavinhas que envolviam toda a Ásia. Sacerdotes lhe advertiram que a videira era seu neto Ciro (cujo nome persa era Curus), e que ele tomaria o lugar do velho reino da Média no mundo. Então o rei medo mandou seu mordomo que o matasse nas montanhas. O mordomo, chamado Harpago, se comoveu com a beleza da criança e o entregou aos cuidados de um pastor. Ao descobrir a traição, Astíages esquartejou o filho de Harpago, e o serviu em um jantar para o mordomo, que apenas soube o que estava comendo quando levaram a última travessa à mesa: a cabeça de seu filho. [Carece de Fontes]

Ciro finalmente se tornaria rei dos persas, até então um povo tributário dos medos. Então uma rebelião liderada por Harpago derrotou Astíages, que foi levado a Ciro para julgamento. O rei persa poupou a vida de seu avô, mas marchou para a capital da Média, Ecbátana, e tomou o controle do vasto território medo.

Assim que tomou o controle político de toda a região do atual Irã, Ciro conquistou a Lídia (reino contra o qual os medos contendiam havia décadas, sem sucesso) e os territórios a leste da Pérsia até o Turquestão, na Ásia Central.

Após a conquista de Babilónia, Ciro é citado num cilindro dizendo:

Eu sou Ciro, rei do mundo, grande rei, rei legítimo, rei de Babilônia, rei da Suméria e de Acade, rei das quatro extremidades [da terra], filho de Cambises, grande rei, rei de Anzã, neto de Ciro I, . . . descendente de Teíspes . . . de uma família [que] sempre [exerceu] a realeza

Em 539 a.C. Ciro conquistou a Babilônia. Os registros bíblicos informam que Ciro teria recebido uma mensagem divina que o ordenava a enviar de volta à Palestina todos os Judeus cativos naquela cidade. De qualquer forma, foi o autor de famosa declaração que em 537 a.C. autorizava os judeus a regressar à Judeia, pondo fim ao período do Cativeiro Babilónico. Em uma noite de 5/6 de outubro de 539 A.C., Ciro acampou em volta de Babilônia com seu exército. Enquanto os babilônicos festejavam, engenhosamente Ciro desviava as águas do Rio Eufrates para um lago artificial. Eles puderam atravessar o rio com a água na altura da cintura e entraram sem lutar, visto que os portões estavam abertos.

A Palestina, com posição estratégica nas rotas comerciais do Egito, ficou guarnecida por um povo agradecido ao imperador persa e pronto para defendê-lo. A queda da Babilônia ainda lhe rendeu a lealdade dos Fenícios, cuja habilidade naval era admirada pelo mundo conhecido, e que consistiria na base da marinha persa, anos depois, responsável pelas conquistas na Trácia e as guerras contra os gregos.

Em todas as conquistas, destacou-se por uma generosidade incomum no seu tempo, ao poupar seus inimigos vencidos - ou até empregá-los em cargos administrativos de seu império. Ciro também demonstrou tolerância religiosa ao manter intactas as instituições locais (e até cultuar os deuses de regiões conquistadas, como quando entrou na Babilônia e consagrou-se rei no templo de Marduque). Ciro também procurou manter todos os povos do império sob a administração de líderes locais, de forma que, sob a suserania de um governo forte, muitos daqueles povos se viram em melhor situação sob os persas do que independentes.

A habilidade política de Ciro, seguida pelos seus sucessores imediatos, assegurou a força e a unidade de uma vasta região, que ia da Anatólia ao Afeganistão, e do Cáucaso à Arábia, composta por uma miríade de povos diferentes, algo que jamais havia sido conseguido na história da humanidade até então.



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Sábado, 10 de Dezembro de 2016
Palácio nacional de Mafra

 

Mandado construir no século XVIII pelo Rei D. João V em cumprimento de um voto para obter sucessão do seu casamento com D. Maria Ana de Áustria ou a cura de uma doença de que sofria, o Palácio Nacional de Mafra é o mais importante monumento do barroco em Portugal.
Construído em pedra lioz da região, o edifício ocupa uma área de perto de quatro hectares (37.790 m2), compreendendo 1200 divisões, mais de 4700 portas e janelas, 156 escadarias e 29 pátios e saguões. Tal magnificência só foi possível devido ao ouro do Brasil, que permitiu ao Monarca por em prática uma política mecenática e de reforço da autoridade régia.

 Para a Real Obra de Mafra, encomendou o Rei obras de escultura e pintura de grandes mestres italianos e portugueses, bem como, em França e Itália, todos os paramentos e alfaias religiosas.

Na Flandres, encomendou ainda dois carrilhões com 92 sinos, que constituem o maior conjunto histórico do mundo.

 

 

Carrilhoes
Carrilhão


No reinado de D. José I foi criada aqui uma importante Escola de Escultura, sob a direcção do mestre italiano Alessandro Giusti, de que são exemplo os retábulos de mármore da Basílica.

Foi também o Paço preferido de D. João VI que encomendou, no final do século XVIII, pinturas murais para diversas salas bem como um novo conjunto de 6 órgãos para a Basílica.

Orgãos
Orgãos de Mafra

Este monumento possui uma das mais importantes bibliotecas europeias com um valioso acervo, abrangendo todas as áreas de estudo do séc. XVIII.

Biblioteca
Biblioteca


Nunca tendo sido residência permanente da Família Real, o Palácio de Mafra foi até ao fim da monarquia frequentemente visitado pelos monarcas, que aqui vinham celebrar algumas festas religiosas ou caçar na Tapada.

   


Foi também em Mafra que o último Rei de Portugal, D. Manuel II passou a sua última noite no país antes da sua partida para o exílio quando da implantação da República, a 5 de Outubro de 1910.

Quarto no torreão Sul
Quarto do torreão Sul


Decretado Monumento Nacional pelo Decreto de 10 -1-1907 e pelo Decreto de 16-6-1910, o Paço Real é transformado em museu, abrindo logo em 1911 com a designação de Palácio Nacional de Mafra que mantém até hoje.

O Convento foi incorporado na Fazenda Nacional quando da extinção das ordens religiosas em Portugal, a 30 de Maio de 1834 e, desde 1841 até aos nossos dias, foi sucessivamente ocupado por diversos regimentos militares, sendo desde 1890 sede da Escola Prática de Infantaria.


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Quarta-feira, 7 de Dezembro de 2016
Quéops

Resultado de imagem para egipto piramides

 

Legendárias construções do mundo antigo, as grandes pirâmides de Gizé foram construídas há mais de 2500 anos antes de Cristo e até os dias atuais permanecem praticamente intactas. Das pirâmides de Gizé, a pirâmide Quéops é considerada a maior e mais pesada obra já construída pelo homem.

Com cerca de 140 metros de altura sustentados por 2,3 milhões de rochas de mais de duas toneladas cada – somando mais de 5,9 milhões de toneladas no total - ainda não se sabe quais foram as reais condições que possibilitaram a construção da Grande Pirâmide de Quéops.

 

O historiador grego Heródoto chegou a visitar o local das pirâmides dois mil anos após a construção e constatou que cerca de 100.000 homens livres trabalharam para erguer o monumento. Eles demoraram mais de duas décadas carregando rochas pesadíssimas para concluir a pirâmide egípcia que seria a tumba do Faraó Quéops, que reinou entre os anos de 2551 a.C. e 2528 a.C.

Revestida com pedra calcária polida, a Pirâmide de Quéops podia ser contemplada a quilômetros de distância com o brilho do sol. Seu interno arranjo de passagens e câmaras caracterizava a unicidade da obra, porém nenhum hieróglifo ou inscrições antigas contrastavam com as outras pirâmides de Gizé.

 

 

P.S.

Também nunca saberemos o que levou os egipcios antigos a contruirem obras coloçais.


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Segunda-feira, 5 de Dezembro de 2016
Gengis Kan

Genghis Khan

 

Gengis Khan (1162-1227) foi um imperador mongol. Unificou os mongóis – um povo nômade e antes dividido em dezenas de tribos e clãs. Criou um império que ocupava metade das terras até então conhecidas.

Gengis Khan (1162-1227) nasceu em um território entre as montanhas sagradas da Mongólia, na Ásia Central, no ano 1162. Herdeiro de Iasugai, chefe do clã dos Kiyatas-borgigin, família da mais antiga nobreza do povo mongol, recebeu o nome de Temujin e cresceu em meio a outras crianças à sombra das tendas. Com 9 anos de idade ficou noivo de Borte, filha do chefe dos konguirat , de acordo com os costumes dos mongóis.

Em 1175, com a morte prematura do pai envenenado em um banquete oferecido por uma tribo tártara, Temugin com apenas 13 anos de idade é o novo líder de sua tribo. Recebe o chicote e o estandarte do clã, mas os guerreiros de seu pai não aceitam a liderança de um garoto. O pequeno acampamento é atacado, Temugin tem de abandonar as terras onde viveram seus antepassados.

Depois de quatro anos de perseguições e lutas pelas montanhas, Temugin parte para reclamar a noiva. No acampamento dos konguirat é recebido com festas. Recebe como dote, um manto de zibelina preta, que vale mais do que todas as propriedades do seu clã. A esposa traz consigo muitas tendas, servos e escravos. Certo dia, ao regressar de uma caçada, encontra as tendas vazias e parcialmente incendiadas. Os merkitas saquearam o acampamento. Sua esposa está entre as mulheres raptadas.

Temugin fez aliança com outras tribos e lançou-se à luta. Ao encontrar sua esposa e retornar vitorioso, ganha prestígio sendo nomeado o chefe da tribo. Também mudou o nome de Temujin para “Gengis” (guerreiro perfeito). Numa luta contínua pela hegemonia das tribos, vence os temíveis tártaros, ganhando a simpatia da dinastia Chin, que reinava na China e eram constantemente ameaçadas pelos tártaros.

Dominadas, pouco a pouco, todas as tribos mongóis, Gengis decide legalizar seu poder. Em 1189 é reconhecido como "Khan" (chefe supremo). Reuniu os códigos de leis das diferentes tribos numa só, constituindo o Jasak, decidindo que chegou a hora da expansão. Entre 1208 e 1209, Gengis Khan conquista grande parte do território dos tangout. Em 1211, os mongóis invadem o império chinês dos kin, que resistiram dentro das cidades fortificadas. Em 2014 abandona a China carregando os tesouros imperiais.

Em 1215, alegando que os chineses haviam rompido o tratado de paz, Gengis Khan destrói Pequim e deixa aí seus generais. Em 1218 volta-se contra o Turquestão, império dos Kara-Khitai. Entre uma conquista e outra, Gengis Khan fundou a cidade de Karakorum, que se tornaria a capital de suas imensas possessões.

Até então, Gengis Khan havia limitado suas ambições à Ásia Oriental. Em 1219 iniciou a travessia das grandes cadeias montanhosas do Himalaia que isolavam os povos da Ásia Central e Oriental das civilizações da Ásia Ocidental. O exército mongol atacou a Pérsia e outros grandes centros muçulmanos. Em 1221, conquista Cabul, no Afeganistão.

Na tarefa de continuar a marcha para oeste, durante dois anos, levam o terror à Geórgia e às estepes do sul da Rússia, e sobem até a Criméia. Depois invadiram a Bulgária e chegaram ao mar Adriático, que banha as costas orientais da Itália. Mais ao norte chegaram até a Polônia. Seu alvo seguinte é o sul da Ásia. Numa batalha contra os remanescentes do reino dos hsia, os Tangout, Gengis Khan é golpeado e morre.

Gengis Khan faleceu no reino dos tangout, no sul da Ásia, provavelmente no dia 18 de agosto de 1227. Em local indeterminado, junto às montanhas sagradas dos borgigin, foi enterrado o “Imperador de Todos os Homens”.



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O Gordo?
 

Depreciativamente os clérigos de Coimbra cognominaram-no "O Gordo" apesar de ter sido inovador na sua época e um dos mais importantes reis da 1ª. deu um contributo importante para a consolidação da nação.

 

D. Afonso II de Portugal, nasceu em Coimbra a 23 de abril de 1185 e morreu em Santarém a 25 de março de 1223.

Foi o terceiro rei de Portugal, sendo filho de D. Sancho I com Dulce de Berenguer, também conhecida como Dulce de Barcelona e infanta de Aragão.

É conhecido na História de Portugal como D. Afonso II, o Gordo.

O Reinado de D. Afonso II 

D. Afonso II começou a reinar em 1212, após a morte de seu pai e, apesar de ser um homem debilitado fisicamente devido a uma doença variante da lepra, ele reinou de uma forma bastante inovadora para a época, centralizando em si os destinos do país.

Quando o seu pai morreu, deixou em testamento às suas irmãs Mafalda, Teresa e Sancha alguns castelos no centro do país (Montemor-o-Velho, Seia e Alenquer) e também as respetivas vilas, termos, acaidarias e rendimentos, designado-as rainhas dessas terras.

D. Afonso II

D. Afonso II

Assim, as infantas procuraram o reconhecimento da independência das suas terras, reunindo também tropas que se aliaram às suas causas.

Por isso, Afonso II teve de enfrentar uma forte oposição da nobreza e principalmente das suas irmãs conseguindo, no entanto, o reconhecimento da sua soberania por parte da Santa Sé, que concedeu no entanto poderes às infantas sobre as terras que eram suas por direito mas que pertenciam ao reino de Portugal, ficando assim o assunto resolvido.

Logo em 1211, no primeiro ano do seu reinado, D. Afonso II convoca as primeiras cortes portuguesas, as famosas Cortes de Coimbra.

Aí foram promulgadas as primeiras leis portuguesas visando principalmente temas como a propriedade privada, o direito cívil e a cunhagem da moeda.

Outra decisão resultante destas cortes foi o envio de embaixadores portugueses a diversos países europeus com o objetivo de estabelecer tratados comerciais.

Visto que as leis promulgadas centralizavam o poder no Rei, sendo que foi D. Afonso II quem nunca permitiu que existisse em Portugal um verdadeiro regime feudal, estas enfraqueciam muito a nobreza e o Clero.

Foi também nas Cortes de Coimbra que surgiu a primeira lei de desamortização. Esta lei decretava a proibição dos mosteiros e ordens religiosas de adquirirem bens fundiários, impedindo assim o clero, que nesta altura possuía já muito poder no país, de centralizar excessivo poder nas suas mãos.

Assim, com a existência de Portugal já firmemente estabelecida, Afonso II procurava minar o poder do clero, aplicando parte das receitas das igrejas em função de causas de utilidade nacional.

Esta atitude levou a um conflito diplomático entre a Santa Sé e Portugal, acabando D. Afonso II por ser excomungado pelo Papa Honório III.

D. Afonso II prometeu retificar os seus erros contra a Igreja, mas durante a sua vida nunca se preocupou muito com isso, acabando por morrer ainda excomungado.

O reinado de D. Afonso II ficou marcado por um novo estilo de governação, contrário à tendência belicista de seu pai e do seu avô. D. Afonso II não se preocupou em contestar as fronteiras de Portugal com a Galiza e Leão, nem procurou expandir o país para o sul.

Ainda assim, durante o seu reinado, mas não por sua iniciativa, Alcácer do Sal foi tomada aos Mouros em 1217, numa iniciativa de um grupo de nobres liderados pelo bispo de Lisboa. D. Afonso II preferiu antes consolidar a estrutura económica e social do país.

Mesmo assim, apesar de não ter tido preocupações militares com a expansão do território, D. Afonso II enviou tropas portuguesas para combaterem bravamente ao lado dos aragoneses, castelhanos e franceses, na célebre batalha de Navas de Tolosa, na defesa da Península Ibérica contra os muçulmanos.

Em 1220, D. Afonso II avançou com as Inquirições, que tinham como objetivo fazer um registo dos bens da coroa, principalmente nas zonas onde a usurpação dos bens régios era mais fácil e frequente.

Ainda em 1220, D. Afonso II lançou também as Confirmações, que tinham como objetivo ratificar todas as concessões e doações dos sucessores do rei, sendo que também aí foram enfraquecidos os poderes não reais.

Uma das principais inovações do reinado de D. Afonso II, foi a elaboração do primeiro registo oficial dos documentos régios, permitindo assim uma melhor organização dos serviços de chancelaria.

Morte do Rei D. Afonso II

Em 1223, quando tinha 57 anos, morreu em Santarém D. Afonso II, deixando um país sem as suas fronteiras ainda definidas, mas ficando o país muito mais organizado e com bases para se poder expandir de forma consistente, como viria a acontecer.

Quando morreu, D. Afonso II ainda não tinha resolvido o seu diferendo com o Papa e permanecia excomungado. No entanto, logo após o início do reinado do seu filho D. Sancho II, o conflito com a Igreja foi resolvido, e D. Afonso II pôde finalmente descansar “em paz” no Mosteiro de Alcobaça.

 

 

- See more at: http://www.historiadeportugal.info/d-afonso-ii/#sthash.fOjZx52W.dpuf

 



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Sábado, 3 de Dezembro de 2016
O meu país #1

 

 

O tempo já me vai faltando, a vontade também, mas tenho que acertar contas com o meu país: deu-me uma língua rica, cultura que não me envergonha, boa poesia, um prémio Nobel da literatura, etc., mas… há tanta coisa que nunca deveria ter acontecido e que tenho atravessada.

Esperar de qualquer poema épico, Lusíadas incluídos, que seja fiel aos factos narrados, aos feitos hiperbolizados, é ingenuidade natural em criança ou adolescente. Que essa ingenuidade fique gravada na consciência colectiva de um povo, é doença e tem um nome: patologia ideológica.

As glórias do passado, os grandes heróis e as grandes conquistam, não o foram tanto, ou não foram mesmo: até o circunspecto Damião de Góis afirmou, sem qualquer fundamento, " das Colunas de Hércules à China e onde, por obra nossa todos conhecem a lei de Cristo": nem antes, nem depois, tal nunca aconteceu.

Esta vertigem por grandezas nunca acontecidas mantém-se pelos séculos afora, até hoje, sem que dai nos venha qualquer beneficio, pelo contrário.

 

Heróis, corsários e piratas

Quando o homem inventou o primeiro barco, inventou a seguir a pirataria marítima, extensão do que fazia em terra: brandos costumes nunca houve em parte alguma, excepto nalgumas escassas culturas e tribos que não praticavam a violência.

Quando os portugueses chegaram à Índia, em 1.500, não inventaram o corso, nem a pirataria que já lá se praticava e era coisa que nós vínhamos fazendo pela costa de África, desde o acto fundador das Descobertas - a conquista de Ceuta - que foi uma pilhagem e destruição em larga escala: o mote estava dado para o que se iria seguir, combater os infiéis... e arrecadar ouro, muito ouro e escravos: a ideologia religiosa da época (combate aos infiéis) era a justificação para a rapina . Com a mesma ideologia, os espanhóis cometeram barbaridades sem conta na América do Sul e também na Europa.

Temos a vulgar ganância, entre outra motivações, a bordo das caravelas do capitão ao moço de bordo, misturada com algumas virtudes.

Heróis, corsários e piratas, por vezes distinguiam-se com dificuldade, outras vezes tudo no mesmo personagem: violência e pilhagem eram para a mentalidade feudal «ganhar hora… e fortuna»: os feitos guerreiros, por muito controversos que tivessem sido, enobreciam o vencedor.

Todavia nem todos eram movidos pelo lucro e o enriquecimento, sempre houve quem defendesse os interesses do Rei e da pátria mas eram excepção .Contra a corrente dos acontecimentos e numa fase em que os sintomas de esgotamento e da decadência nacional eram já evidentes,  Camões escreveu os Lusíadas, obra ideologicamente conservadora e a pensar numa tença régia, conceito também da época, o que não invalida o valor literário da obra. Sebastião Gonçalves Tibau, nascido em Santo António do Tojal, embarcado para a índia na qualidade de soldado em 1605, desertou do serviço da Coroa (o que era frequente) tornando-se líder de uma república pirata. Sob o seu comando mais de 3 mil homens, uma imponente armada e numerosas peças de artilharia espalharam a violência e o terror nos mares de Bengala.

A historiadora Alexandra Pelúcia, baseada numa investigação histórica cuidada, conta-nos a história de Tibau e de outros corsários e piratas portugueses temidos por todos nos mares da Ásia.

Navios com velas desfraldadas sulcando as ondas do mar prontos para o combate, abordagens e assaltos violentos, vidas e acções entre-cortadas por combates de artilharia e duelos de esgrima travados corpo a corpo, tudo em prol da disputa das fantásticas riquezas que circulavam por aquelas paragens.

É este o cenário de Corsários e Piratas Portugueses que nos traz a história de homens como Vasco da Gama, Pedro Alvares Cabral, Afonso de Albuquerque e de outras figuras, descobridores de novas terras, conquistadores de praças em nome da Coroa, cuja actividade corsária, ao serviço de El-Rei, é praticamente desconhecida: não ligamos a saga dos «descobrimentos» ao corso e à pirataria, realidade comum a todas conquistas através dos séculos: as acções dos homens não são só virtuosas, bem pelo contrário.

Há um lado positivo que resultou dos «descobrimentos», uma revolução cultural que abalou o conhecimento antigo mas que entre nós passou quase despercebida, principalmente depois da Contra-Reforma e da inquisição.

No  século XVI a decadência do reino já era uma realidade que a mentalidade das classes dirigentes ignorava refugiando-se nas glórias do passado. No século XVII a decadência é total.

 



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Sexta-feira, 2 de Dezembro de 2016
César Borgia

A sua vida inspirou Maquiavel a escrever o Principe, modelo de político sem escrupulos, que foi livro de cabeceira de várias cabeças coroadas da Europa e não só.

Viveu no Renascimento, época de luzes e sombras, de papas corruptos: no Renascimento cunhava-se moeda nas igrejas e violavam-se mulheres.

 

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César Bórgia (em italiano: Cesare Borgia; Roma, 13 de setembro de 1475 - Viana, 12 de março de 1507), foi um príncipe, cardeal e nobre italiano da Renascença europeia. O Duque de Valentinois era filho de Rodrigo Bórgia, eleitoPapa Alexandre VI em 1492, com Vannozza dei Cattanei[1]. Entre os seus irmãos estão Giovanni Bórgia, Lucrécia Bórgia e também Gioffre Bórgia. Além dos quatro mais conhecidos filhos de Rodrigo, existiram também meios-irmãos de mães desconhecidas, e entre eles está Pedro Luís de Borja e Girolama Borja.

Após o assassinato de seu irmão Giovanni, César abandona a carreira religiosa para tornar-se guerreiro, onde é nomeado Duque de Valentinois. César casou-se com a francesa Charlotte de Albret, e teve com ela uma filha, Luisa Bórgia. Conviveu com figuras ilustres como Leonardo da Vinci e Nicolau Maquiavel, inimigos de sua família, de forma que ele chegou ao ponto de prender Da Vinci para que ele construísse armas para seu exército. Seu poder e influência enfraqueceram após a morte de seu pai, o papa Alexandre VI, e sua sucessão pelo papa Júlio II, notável inimigo dos Bórgias. César chegou a ser preso, mas escapou da prisão, e foi morto na cidade de Viana, na Espanha.

  

Vida

Nascido em Roma, em setembro de 1475, como a maioria dos segundos filhos da nobreza italiana, César foi educado em seus primeiros anos para se tornar um homem da Igreja[2], como seu pai fora. Indubitavelmente seu caráter não era de um religioso[3]. Como o pai, César foi um sensual, e suas ligações femininas são amplamente reconhecidas desde sua adolescência. Foi apontado como amante de sua irmã Lucrécia Bórgia, embora tal informação não possua grandes confirmações. [carece de fontes]. Ainda no que diz respeito às suas relações com os irmãos, é sabido que Césarnão era muito amigável com Giovanni. Sobre sua ordem de nascença, há uma versão que diz ser Giovanni o mais velho dos filhos de Rodrigo e Vanozza; mas devido a uma série de bulas emitidas após o assassinato do rapaz, não é possível confirmar a informação.

Abandona a carreira eclesiástica - à qual nutria pouco gosto, utilizando como justificativa o assassinato do irmão Giovanni, a quem deveria substituir nos assuntos temporais, já que Giovanni era capitão das forças militares do papado. Feito Duque Valentino em 1498 pelo rei Luís XII de França, que queria um papa aliado, César Bórgia tornou-se modelo para o livro O Príncipe, de Maquiavel[4], com quem conviveu durante um tempo. Calculista e violento, tentou, com o apoio do pai, constituir um principado na Romanha em 1501[5]. César também esteve próximo da ilustre figura de Leonardo da Vinci, que trabalhava para ele como engenheiro e arquitecto, e a quem ornecia ao mesmo passe ilimitado para inspeccionar e orientar toda a construção em andamento e planejadas em seu domínio.

No dia 31 de dezembro de 1502, para se livrar de seus inimigos - dentre eles, Oliverotto de Fermo, convidou-os para seu palácio de Senigallia, depois aprisionou-os e assassinou-os. Após a morte de seu pai, foi encarcerado sucessivamente pelo papa Júlio II e pelo rei de Castela[6]. Escapando daquele reino, serviu como soldado no exército de Navarra - cujo rei era seu cunhado. Foi assassinado aos trinta e um anos, no ano de 1507, em Viana, no Reino de Navarra[7]. Está sepultado na Iglesia de Santa María de Viana, Viana, Navarra na Espanha.[8]

No cinema, César Bórgia foi representado por Orson Welles no filme Prince of Foxes. Foi também interpretado porFrançois Arnaud na série The Borgias, de Neil Jordan, finalizada em junho de 2013. E, ainda, na versão europeia produzida por Tom Fontana, Borgia: Faith and Fear, o personagem vem sendo encarnado pelo ator Mark Ryder.[carece de fontes]

No jogo Assassin's Creed: Brotherhood, César Bórgia assume o papel de principal antagonista, sendo ele hipoteticamente um Templário, inimigo da família Auditore. [carece de fontes]



publicado por pimentaeouro às 21:40
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