Conhece-te a ti mesmo... se puderes.

Quinta-feira, 14 de Setembro de 2017
Homens bons

 Na Europa do século XVIII, dois homens viajam em segredo. A sua missão? Levar para Espanha algo proibido: os 28 volumes da Enciclopédia Francesa de D'Alembert e Diderot. A delicada tarefa está nas mãos do bibliotecário don Hermógenes Molina e do almirante don Pedro Zárate, membros da Real Academia Espanhola. Mas estes dois académicos estão longe de imaginar as peripécias que os aguardam…


Da Madrid de Carlos III à Paris libertina e pré-revolucionária, com os seus cafés e tertúlias filosóficas, don Hermógenes e don Pedro embarcam numa intrépida aventura, repleta de heróis e vilãos, intrigas e incertezas. Com o rigor a que já nos habituou - e baseando-se em acontecimentos e personagens reais, Arturo Pérez-Reverte transporta-nos para a magnífica era do Iluminismo, quando a ânsia de liberdade derrubava a ordem estabelecida, e dá-nos a conhecer os heroicos homens que quiseram mudar o mundo com os livros. 

Um romance sobre fé e razão, Teologia e Ciência, sombra e luz.



publicado por pimentaeouro às 21:29
link do post | comentar | favorito
|

Sexta-feira, 8 de Setembro de 2017
Gilgamesh

Resultado de imagem para gilgamesh

 

Epopeia de Gilgamesh ou Épico de Gilgamesh é um antigo poema épico da Mesopotâmia (atual Iraque), uma das primeiras obras conhecidas da literatura mundial. Acredita-se que sua origem sejam diversas lendas e poemas sumérios sobre o mitológico deus-herói Gilgamesh, que foram reunidos e compilados no século VII a.C. pelo rei Assurbanípal. Recebeu originalmente o título de Aquele que Viu a Profundeza (Sha naqba īmuru) ou Aquele que se Eleva Sobre Todos os Outros Reis (Shūtur eli sharrī). Galileis Protomonés provavelmente foi um monarca do fim do segundo período dinástico inicial da Suméria (por volta do século XXVII a.C.).[1]

A epopeia de Gilgamesh é um grande poema, que é constituido por doze placas de escrita cuneiforme, cada uma contendo 300 versos ou mais.

A sua história gira em torno da relação entre Gilgamesh e seu companheiro íntimo, Enkidu, um homem selvagem criado pelos deuses como um equivalente de Gilgamesh, para que o distraísse e evitasse que ele oprimisse os cidadãos de Uruk. Juntos passam por diversas missões, que acabam por descontentar os deuses; primeiro vão às Montanhas do Cedro, onde derrotam Humbaba, seu monstruoso guardião, e depois matam o Touro dos Céus, que a deusa Ishtar havia mandado para punir Gilgamesh por não ceder às suas investidas amorosas.

A parte final do épico é centrada na reação de transtorno de Gilgamesh à morte de Enkidu, que acaba por tomar a forma de uma busca pela imortalidade. Gilgamesh intenta uma longa e perigosa jornada para descobrir o segredo da vida eterna e vem a consultar Utnapishtim, o herói imortal do dilúvio. Depois de ouvir Gilgamesh, o sábio proclama: "A vida que você procura nunca encontrará. Quando os deuses criaram o homem, reservaram-lhe a morte, porém mantiveram a vida para sua própria posse." Gilgamesh, no entanto, foi celebrado posteriormente pelas construções que realizou, e por ter trazido de volta o conhecimento perdido de diversos cultos para Uruk, após seu encontro com Utnapishtim. A história é conhecida por todo o mundo, em diversas traduções, e seu protagonista, Gilgamesh, se tornou um ícone da cultura popular.

Seu registro mais completo provém de uma tábua de argila escrita em língua acádia do século VIII a.C.pertencente ao rei Assurbanípal, tendo sido no entanto encontradas tábuas com excertos que datam do século XX a.C., sendo assim o mais antigo texto literário conhecido, e seria o equivalente mesopotâmico de Noé.

A primeira tradução moderna foi realizada na década de 1860 pelo estudioso inglês George Smith.

Esse registro, herdado por tradição oral dos tempos pré-históricos, de acordo com algumas teorias, terá tido a sua origem no final da última era glacial. A primeira tradução feita a partir do original para o português foi feita pelo Professor Emanuel Bouzon da PUC-Rio.

Versões de fragmentos atuais desenterrados pela arqueologia atestam entre outras histórias a lenda de dois seres que se amaram, Isa e Ani, geraram uma filha, Be. Porém Ani esteve na floresta de Humbaba procurando por Isa, e dizem que por algum motivo nunca mais se viram. As inscrições em cuneiforme (principalmente o Assírio) atestam que ele nunca desistiu de procurar Isa, e este casal é o fundador do amor mesopotâmico.



publicado por pimentaeouro às 12:46
link do post | comentar | favorito
|

Segunda-feira, 14 de Agosto de 2017
As mil e uma noites

Sherazade pela palavra venceu a espada, pelo conto humanizou o seu carrasco. As Mil e Uma Noites são a génese do romance e do conto e nasceram numa época em que a Europa estava mergulhada na barbárie.

Precisamos de contos para sermos mais humanos.

 

A história começa em tempos muito remotos, altura em que a civilização persa era das mais evoluídas da humanidade. Reinava a dinastia dos Sassânidas, tendo os dois herdeiros, Schahriar e Schahzaman, cada qual,o seu reino: um tinha-o na Índia, e o outro, na China.Um dia, Schahriar, cheio de saudades do irmão,mandou-o buscar a Samarcanda, onde este vivia.Schahzaman, muito contente, fez os preparativospara a viagem e, quando foi despedir-se da sua

esposa, encontrou-a adormecida nos braços de um criado. Retirou a espada e matou-os imediatamente.

 

Schahriar recebeu o seu irmão com honras, presentese festas, mas Schahzaman estava possuído por uma profunda e inabalável tristeza. Um dia, Schahriar foi caçar sozinho e o irmão ficou no palácio, passeandopelos jardins. Foi então que Schahzman descobriu a traição da rainha, esposa de Schahriar, e das suasservas, deitadas com os escravos. Apesar de lamentara sorte do irmão, sentiu-se menos só na sua tristeza.Quando Schahriar voltou da caçada, este perguntou a Schahzaman a razão pela qual se encontrava um pouco mais animado, e este contou -lhe o que tinhavisto. Depois de se certificar, por si mesmo doacontecimento, Schahriar mandou o Vizir matar a suaesposa, as servas e os escravos. De seguida, tomou uma decisão: daí em diante não manteria nenhuma esposa viva para além da noite de núpcias. E assim aconteceu. Schahriar todos os dias pedia a Vizir quelhe escolhesse uma esposa que, no dia seguinte,estaria invariavelmente morta. O terror invadiu o reino, e todas as famílias com filhas donzelas temiamo dia em que a terrível sorte as atingisse. 
Até que um dia, Sherazade, uma das duas filhas do Vizir, foi ter com o pai para lhe comunicar uma importante decisão. Sherazade, bela, inteligente,culta e educada pelos maiores sábios, tinha imaginado um plano para acabar com a loucura do rei. O Vizir, desesperado, tentou demovê-la da suadecisão, mas nem lágrimas, nem palavrasconseguiram vencer a obstinação de Sherazade que,antes de partir para o casamento no palácio, pediu a ajuda da irmã Duniazade para levar a bom termo o seu plano. 
Depois da noite de núpcias e antes do amanhecer,Sherazade pediu a Schahriar que lhe concedesse umúltimo desejo, o de ver e o de despedir-se da irmã. Quando Duniazade chegou, sentou-se junto do leitoreal e pediu à irmã que lhe contasse uma história a qual o rei também quis ouvir. Sherazade contou uma história tão bela que deixou o rei preso às suaspalavras e, quando a manhã interrompeu a narrativa, Sherazade disse-lhe que o que havia contado não secomparava com o que teria para lhe contar na noite seguinte. Desejoso de saber a continuação da história, Schahriar permitiu que Sherazade vivessemais um dia e, depois, outro dia e, ainda, outro dia... 
Durante mil e uma noites, Sherazade superava-senoite após noite, estimulando, dessa forma, a imaginação do rei com histórias belas, fantásticas e inteligentes. Até que à milésima e uma noite,Sherazade pediu-lhe que a resgatasse do destino que o rei havia previsto para ela. Schahriar reparou então que a amava e decretou grandes festas no reino,durante trinta dias, para celebrar a sua união com a mulher de quem nunca mais se separaria e com a qual viveu feliz para sempre. 
Das narrativas contadas por Sherazade, ficaram famosas as viagens de Sindbad, o Marinheiro; asaventuras de Aladino e a lâmpada maravilhosa; a mirabolante história de Ali Babá e os quarenta ladrões. 



publicado por pimentaeouro às 21:57
link do post | comentar | favorito (1)
|

Sábado, 22 de Julho de 2017
As mil e uma noites

 "O Livro das Mil e Uma Noites" é uma coleção de histórias e contos populares originárias do Médio Oriente e do sul da Ásia e compiladas em língua árabe a partir do século IX. No mundo moderno ocidental, a obra passou a ser amplamente conhecida a partir de uma tradução para o francês realizada em 1704 pelo orientalista Antoine Galland, transformando-se num clássico da literaturamundial.

 
Xerazade e o sultão Xariar, 
 

As histórias que compõe as Mil e uma noites tem várias origens, incluindo o folclore indiano, persa e árabe. Não existe uma versão definida da obra, uma vez que os antigos manuscritos árabes diferem no número e no conjunto de contos. O que é invariável nas distintas versões é que os contos estão organizados como uma série de histórias em cadeia narrados por Xerazade, esposa do rei Xariar. Este rei, louco por haver sido traído por sua primeira esposa, desposa uma noiva diferente todas as noites, mandando matá-las na manhã seguinte. Xerazade consegue escapar a esse destino contando histórias maravilhosas sobre diversos temas que captam a curiosidade do rei.

Ao amanhecer, Xerazade interrompe cada conto para continuá-lo na noite seguinte, o que a mantém viva ao longo de várias noites - as mil e uma do título - ao fim das quais o rei já se arrependeu de seu comportamento e desistiu de executar.

A história conta que Xariar, rei da Pérsia da dinastia dos Sassânidas, descobre que sua mulher é infiel, dormindo com um escravo cada vez que ele viaja. O rei, decepcionado e furioso, mata a mulher e o escravo, convencendo-se por este e outros casos de infidelidade que nenhuma mulher do mundo é digna de confiança. Decide então que, daquele momento em diante, dormirá com uma mulher diferente cada noite, mandando matá-la na manhã seguinte: desta forma não poderá ser traído nunca mais.

Passam-se assim três anos durante os quais o rei desposou e sacrificou inúmeras moças, trazidas à sua presença pelo vizir (equivalente a um primeiro-ministro) do reino. Certo dia, quando já quase não havia virgens no reino, uma das filhas do vizir, Xerazade, pediu para ser entregue como noiva ao rei, pois sabia de um estratagema para escapar ao triste fim que alcançaram as moças anteriores. O vizir apenas aceita depois de muita insistência da filha, levando-a finalmente ao rei. Antes de ir, Xerazade diz à irmã, Duniazade, que lhe peça que conte uma história quando for chamada ao palácio do rei.

Xerazade, ao chegar na presença do rei, pede-lhe que permita a vinda de sua irmã, para despedir-se. O rei o permite, e Duniazade vem ao palácio e instala-se na câmara nupcial. Após o rei possuir Xerazade, Duniazade pede à irmã que conte uma história para passar o tempo. Após respeitosamente pedir a permissão do rei, Xerazade começa a contar a extraordinária "História do mercador e do gênio" mas, ao amanhecer, ela interrompe o relato, dizendo que continuará a narrativa na noite seguinte.

O rei, curioso com o maravilhoso conto de Xerazade, não ordena sua execução para poder saber o final da história na noite seguinte. Assim, repetindo essa estratégia, Xerazade consegue sobreviver noite após noite, contando histórias sobre os mais variados temas, desde o fantástico e o religioso até o heróico e o erótico. Ao fim de inúmeras noites e contos, Xerazade já havia tido três filhos do rei, e lhe suplica que a poupe, por amor às crianças. O rei, que há muito havia-se arrependido dos seus atos passados e se convencido da dignidade de Xerazade, perdoa-lhe a vida e faz dela sua rainha definitiva. Duniazade é feita esposa do irmão do rei, Xazamã.

A mais antiga menção a um livro árabe das Mil e uma noites é um fragmento de um manuscrito do início do século IX em que se lê o título da obra e algumas linhas iniciais, em que Duniazade pede a um narrador não especificado que conte uma história. Mais dados sobre a existência deste livro e sua origem encontram-se nos escritos do historiador Al-Masudi (888-957), que se refere a uma coleção de contos fantasiosos traduzidos do persasânscrito e grego.

 



publicado por pimentaeouro às 20:16
link do post | comentar | ver comentários (1) | favorito
|

Terça-feira, 4 de Abril de 2017
Grupo do leão

Resultado de imagem para literatura grupo do leao

 

Este quadro de grandes dimensões (201 x 376 cm) representa os pintores naturalistas portugueses que se reuniam na Cervejaria Leão de Ouro, em Lisboa, na então chamada Rua do Príncipe (atualmente Rua Primeiro de Dezembro). Os artistas decidiram colaborar na decoração do restaurante que a Cervejaria passou a integrar. Logo à entrada, ficou o retrato do Grupo. A pintura aí ficou até ser adquirida pelo Museu em 1945. Estão nela representados onze artistas, um intelectual, um empregado de mesa e o dono da Cervejaria. Ao fundo, em pé, da esquerda para a direita: o pintor João Ribeiro Cristino (1858-1948), o intelectual Alberto de Oliveira, o empregado Manuel Fidalgo, o próprio pintor Columbano (1857-1929), o dono da Cervejaria António Monteiro, o paisagista Cipriano Martins. Sentados, da esquerda para a direita: o paisagista Henrique Pinto (1853-1912), o pintor José Malhoa (1855-1933), o pintor de marinhas João Vaz (1859-1931), o pintor Silva Porto (1850-1893), o pintor António Ramalho (1859-1916), o pintor Moura Girão (1840-1916), o caricaturista Rafael Bordalo Pinheiro (1846-1905) e o escultor José Rodrigues Vieira (1856-1898).

A figura mais próxima do centro da composição representa o principal impulsionador do Grupo, Silva Porto, a quem Alberto de Oliveira está apresentando o catálogo que ele próprio organizara para uma exposição do Grupo. Toda a composição é firme, mantendo porém a naturalidade. A inclinação para a esquerda da figura de Alberto de Oliveira é compensada pela inclinação para a direita da figura de Manuel Fidalgo. À esquerda, aparece em cores claras a representação, em toda a largura, de uma coluna; no outro extremo do quadro aparece outra coluna clara, não representada em toda a largura, acompanhada porém pela claridade das roupagens de Columbano e de Rodrigues Vieira. A mesa clara atravessa horizontalmente todo o quadro, servindo de eixo ordenador das figuras dos artistas, todas escuras e bem recortadas, com os rostos perfeitamente identificáveis. Alguns estiveram no atelier de Columbano, expressamente para este quadro. De outros, o autor possuía já a imagem, por os ter retratado anteriormente, ou até possuir apontamentos e fotografias. António Ramalho e Rodrigues Vieira são os que mais deixam transparecer a alegria daquele momento de convívio.

Columbano apreciava os retratos coletivos realizados por Frans Hals e, em França, observou talvez o célebre quadro de Fantin Latour, representando Verlaine, Rimbaud e outros poetas: Coin de Table (1872). Também apreciou as pinturas pré-impressionistas de Edgar Degas, e possivelmente o seu próprio auto-retrato, no Grupo, com a sua cartola e enviesamento do corpo, corresponde a alguma influência do pintor francês.



publicado por pimentaeouro às 18:16
link do post | comentar | favorito (1)
|

Segunda-feira, 23 de Janeiro de 2017
Habitos sicilianos

Corria a segunda metado do século XIX: “É a igreja de Santa Ninfa (diz Tancredi). Há cinco anos, o páraco foi morto lá dentro quando estava a celebrar missa. Que horror! Tiros na igreja! Mas quais tiros, Chevalley! Somos demasdiado bons católicos para cometer sacrilégios desses. Limitaram-se a pôr veneno no vinho da Comunhão; é mais discreto, direi mesmo mais liturgico. Nunca se soube quem o fez; o pároco era uma excelente pessoa e não tinha inimigos.



publicado por pimentaeouro às 21:44
link do post | comentar | ver comentários (3) | favorito
|

Sábado, 22 de Outubro de 2016
E o Ronalo fica de fora ?

Vargas Llosa questiona: “No próximo ano vão dar o Nobel a um futebolista?”

 

Nobel da Literatura peruano diz que gosta da música de Bob Dylan, mas sustenta que a decisão da Academia Sueca foi um “equívoco”

Mario Vargas Llosa considera que a Academia sueca deixou-se contaminar pela “civilização do espetáculo” na decisão de atribuir o Prémio Nobel da Literatura a Bob Dylan, questionando se “no próximo ano vão dar o Nobel a um futebolista”.

Falando na ocasião em que recebeu um doutoramento Honoris Causa pela Universidade de Burgos, o escritor peruano, contemplado com o Nobel em 2010, disse que apesar de gostar Dylan “como cantor”, a decisão de lhe atribuírem o prémio resulta de um equívoco, pois em nome de uma suposta democratização cultural estão a caminhar no sentido da “frivolidade e banalização”.

Atualmente com 80 anos, o escritor comentou que atualmente “o público exige” esta cultura de espetáculo. No seu entender, a cultura deve é exigir a formação de elites “que não resultam do privilégio mas do esforço e do talento”, tendo em conta que implicam “uma certa seleção dada a sua complexidade”.

Llosa falou também sobre o impacto das novas tecnologias e das redes sociais, elogiando o facto de “tornarem impensável a censura”, mas frisando que acarretam também aspetos “negativos” e “aterradores”, nomeadamente pelo modo como permitem que a mentira se instale com facilidade.



publicado por pimentaeouro às 11:50
link do post | comentar | favorito
|

Domingo, 17 de Julho de 2016
Bel Ami

 

O arrivista perfeito. Há muitos por aí.



publicado por pimentaeouro às 15:25
link do post | comentar | ver comentários (1) | favorito
|

Sábado, 4 de Junho de 2016
Usura

 

 

O austero cardeal Montalto disse: Aconselho-te a venda de duas quintas que não rendem quase nada e a colocação desse dinheiro nas mãos dos Médici, em Florença. Como Giulietta objectasse que os Médici eram conhecidos por praticarem a usura e que essa prática era proibida pela Igreja, o cardeal encolheu os ombros e respondeu: Pretendeis ser mais católica do que o papa? Aludindo ao facto de Gregório XIII ter confiado importantes somas aos Médici, a fim de as pôr a render.

 

Robert  Merle, O Ídolo



publicado por pimentaeouro às 18:23
link do post | comentar | favorito (1)
|

Terça-feira, 31 de Maio de 2016
Don Juan

 

 

Don Juan é uma personagem semilendária que parece ter vivido em Sevilha, em tempos muito remotos, e que, exibindo várias modalidades de carácter e em resultado das múltiplas aventuras que lhe são atribuídas, tem servido de inspiração a muitos poetas e autores dramáticos que fizeram dela o tipo de conquistador brilhante, libertino e sem escrúpulos, de quem as mulheres irresistivelmente se enamoram e que ele engana, despreza e esquece.
O primeiro tipo de personagem de Don Juan é trazido ao nosso conhecimento através da Crónica de Sevilha, que nos apresenta Don Juan Tenório como o autor da morte do comendador Uloa, cuja filha havia raptado.
Tirso de Molina (1571-1648), poeta e dramaturgo espanhol, autor de obra literária muito vasta e muito rica, trouxe a personagem D. Juan para o mundo da literatura e para o mundo do teatro com a sua comédia El Burlador de Sevilla, em que foi secundado pelo dramaturgo francês Jean Baptiste Molière (1622-1673), que trata o tema Don Juan no seu Dom Juan, l'Amour Médecin, pelo dramaturgo espanhol António Zamora /1664-1728) e pelo poeta cómico italiano Carlo Goldini (1707-1793).

 

A figura de Don Juan tem inspirado poetas e escritores de muitos países e de várias épocas. De entre muitos outros merecem referência especial o romancista francês Alexandre Dumas (1802-1870); o poeta austríaco Nikolaus Lenau (1802-1850); o escritor francês Prosper Mérimée (1803-1870); o poeta espanhol José Zorrilha (1817-1893); o escritor português António Silva Gaio (1830-1870); o poeta português António Gomes Leal (1849-1921), em A Última Fase da Vida de D. João, o poeta português Abílio Guerra Junqueiro (1850-1923), em A Morte de D. João; o autor dramático francês Henri Bataille (1872-1922); o médico e escritor português António Patrício (1878-1930), em D. João e a Máscara; o poeta português João de Barros (1881-1960); o poeta e dramaturgo português Rui Chianca (1891-1931), em Alma de D. João.
D. Juan é também o título de um poema da autoria de Lord Byron, mas aqui o poeta inglês transformou significativamente a personagem do conquistador libertino e sem escrúpulos de Tirso de Molina.
D. Juan é ainda o título e o assunto de uma ópera do compositor austríaco Wolfgang A. Mozart (1756-1791).



publicado por pimentaeouro às 20:51
link do post | comentar | favorito
|

Quarta-feira, 27 de Abril de 2016
Scheherazade #2

 Resultado de imagem para scheherazade

 

As Mil e Uma Noites, uma das obras da literatura universal, é uma coletânea de fascinantes histórias inventadas e preservadas na tradição oral, revelando a cultura árabe. A sua divulgação no Ocidente deve-se a Antoine Galland que, nas suas viagens aos países árabes, recolheu e traduziu não só uma série de contos orientais que foram publicados, em francês, em 1704, sob o título que hoje conhecemos, como também uma série de versões que nunca foram completadas. O árabe, de nacionalidade francesa, Joseph Charles Mardruz, médico sírio, que viajou muito pelo Egito, foi o responsável pela versão final deAs Mil e Uma Noites, publicada em 1889.
As Mil e Uma Noites relata uma das histórias mais belas de todos os tempos. Revela a coragem e a inteligência de uma mulher que conseguiu, através do dom de contar histórias, aplacar a ira e a raiva de um rei traído pela maldade e infidelidade de outra mulher.
A história começa em tempos muito remotos, altura em que a civilização persa era das mais evoluídas da humanidade. Reinava a dinastia dos Sassânidas, tendo os dois herdeiros, Schahriar e Schahzaman, cada qual, o seu reino: um tinha-o na Índia, e o outro, na China. Um dia, Schahriar, cheio de saudades do irmão, mandou-o buscar a Samarcanda, onde este vivia. Schahzaman, muito contente, fez os preparativos para a viagem e, quando foi despedir-se da sua esposa, encontrou-a adormecida nos braços de um criado. Retirou a espada e matou-os imediatamente.

 

Schahriar recebeu o seu irmão com honras, presentes e festas, mas Schahzaman estava possuído por uma profunda e inabalável tristeza. Um dia, Schahriar foi caçar sozinho e o irmão ficou no palácio, passeando pelos jardins. Foi então que Schahzman descobriu a traição da rainha, esposa de Schahriar, e das suas servas, deitadas com os escravos. Apesar de lamentar a sorte do irmão, sentiu-se menos só na sua tristeza. Quando Schahriar voltou da caçada, este perguntou a Schahzaman a razão pela qual se encontrava um pouco mais animado, e este contou -lhe o que tinha visto. Depois de se certificar, por si mesmo do acontecimento, Schahriar mandou o Vizir matar a sua esposa, as servas e os escravos. De seguida, tomou uma decisão: daí em diante não manteria nenhuma esposa viva para além da noite de núpcias. E assim aconteceu. Schahriar todos os dias pedia a Vizir que lhe escolhesse uma esposa que, no dia seguinte, estaria invariavelmente morta. O terror invadiu o reino, e todas as famílias com filhas donzelas temiam o dia em que a terrível sorte as atingisse.
Até que um dia, Sherazade, uma das duas filhas do Vizir, foi ter com o pai para lhe comunicar uma importante decisão. Sherazade, bela, inteligente, culta e educada pelos maiores sábios, tinha imaginado um plano para acabar com a loucura do rei. O Vizir, desesperado, tentou demovê-la da sua decisão, mas nem lágrimas, nem palavras conseguiram vencer a obstinação de Sherazade que, antes de partir para o casamento no palácio, pediu a ajuda da irmã Duniazade para levar a bom termo o seu plano.
Depois da noite de núpcias e antes do amanhecer, Sherazade pediu a Schahriar que lhe concedesse um último desejo, o de ver e o de despedir-se da irmã. Quando Duniazade chegou, sentou-se junto do leito real e pediu à irmã que lhe contasse uma história a qual o rei não também quis ouvir. Sherazade contou uma história tão bela que deixou o rei preso às suas palavras e, quando a manhã interrompeu a narrativa, Sherazade disse-lhe que o que havia contado não se comparava com o que teria para lhe contar na noite seguinte. Desejoso de saber a continuação da história, Schahriar permitiu que Sherazade vivesse mais um dia e, depois, outro dia e, ainda, outro dia...
Durante mil e uma noites, Sherazade superava-se noite após noite, estimulando, dessa forma, a imaginação do rei com histórias belas, fantásticas e inteligentes. Até que à milésima e uma noite, Sherazade pediu-lhe que a resgatasse do destino que o rei havia previsto para ela. Schahriar reparou então que a amava e decretou grandes festas no reino, durante trinta dias, para celebrar a sua união com a mulher de quem nunca mais se separaria e com a qual viveu feliz para sempre.
Das narrativas contadas por Sherazade, ficaram famosas as viagens de Sindbad, o Marinheiro; as aventuras de Aladino e a lâmpada maravilhosa; a mirabolante história de Ali Babá e os quarenta ladrões.
Note-se ainda que, nas coletâneas de As Mil e Uma Noites, só aparecem 291 histórias e não 1001. Há quem defenda que se trata de um número simbólico, ou de um exagero literário; outros consideram que cada história se divide em vários capítulos, cada um equivalendo a uma noite, o que perfaria, no total, o número de 1001. 



publicado por pimentaeouro às 20:20
link do post | comentar | ver comentários (2) | favorito
|

Sheherazade

 

 

 

 

 
 

 

 



publicado por pimentaeouro às 20:18
link do post | comentar | ver comentários (2) | favorito
|

Sábado, 16 de Abril de 2016
David Mourão Ferreira

Resultado de imagem para david mourão ferreira 

 

Escritor e professor universitário português, natural de Lisboa. Licenciou-se em Filologia Românica em 1951. Foi professor do ensino técnico e do ensino liceal e, em 1957, iniciou a sua carreira de professor universitário na Faculdade de Letras de Lisboa. Afastado desta actividade entre 1963 e 1970, por motivos políticos, foi professor catedrático convidado da mesma instituição a partir de 1990.

Entretanto, mantivera nos anos 60 programas culturais de rádio e televisão. Em 1963 foi eleito secretário-geral da Sociedade Portuguesa de Autores e, já nos anos 80, presidente da Associação Portuguesa de Escritores. Logo após o 25 de Abril de 1974, foi director do jornal A Capital. Secretário de Estado da Cultura em vários governos entre 1976 e 1978, foi também director-adjunto do jornal O Dia entre 1975 e 1976.

Responsável pelo Serviço de Bibliotecas Itinerantes e Fixas da Fundação Calouste Gulbenkian a partir de 1981, dirigiu, desde 1984, a revista Colóquio/Letras, da mesma instituição. A sua carreira literária teve início em 1945, com a publicação de alguns poemas na revista Seara Nova. Três anos mais tarde, ingressou no Teatro-Estúdio do Salitre e no Teatro da Rua da Fé. Publicou as peças Isolda (1948), Contrabando (1950) e O Irmão (1965). Em 1950, foi um dos co-fundadores da revista literária Távola Redonda, que se assumiu como veículo de uma alternativa à literatura empenhada, de realismo social, que então dominava o panorama cultural português, defendendo uma arte autónoma. Em 1950, publicou o seu primeiro volume de poesia — Secreta Viagem. David Mourão-Ferreira colaborou ainda nas revistas Graal (1956-1957) e Vértice e em vários jornais, como o Diário Popular e O Primeiro de Janeiro. Foi poeta, romancista, crítico e ensaísta.

A sua poesia caracteriza-se pelas presenças constantes da figura da mulher e do amor, e pela busca deste como forma de conhecimento, sendo considerado como um dos poetas do erotismo na literatura portuguesa. A vivência do tempo e da memória são também constantes na sua obra, marcada, a nível do estilo, por uma demanda permanente de equilíbrio, de que resulta uma escrita tensa, e pela contenção da força lírica e sensível do poeta numa linguagem rigorosa, trabalhada, de grande riqueza rítmica, melódica e imagística, que fazem dele um clássico da modernidade.

Entre os seus livros de poesia encontram-se Tempestade de Verão (1954, Prémio Delfim Guimarães), Os Quatro Cantos do Tempo (1958), In Memoriam Memoriae (1962), Infinito Pessoal ou A Arte de Amar (1962), Do Tempo ao Coração (1966), A Arte de Amar (1967, reunião de obras anteriores), Lira de Bolso (1969), Cancioneiro de Natal (1971, Prémio Nacional de Poesia), Matura Idade (1973), Sonetos do Cativo (1974), As Lições do Fogo (1976), Obra Poética (1980, inclui as obras À Guitarra e À Viola e Órfico Ofício), Os Ramos e os Remos (1985), Obra Poética, 1948-1988 (1988) e Música de Cama (1994, antologia erótica com um livro inédito). Ensaísta notável, escreveu Vinte Poetas Contemporâneos (1960), Motim Literário (1962), Hospital das Letras (1966), Discurso Directo (1969), Tópicos de Crítica e de História Literária (1969), Sobre Viventes (1976), Presença da «Presença» (1977), Lâmpadas no Escuro (1979), O Essencial Sobre Vitorino Nemésio (1987), Nos Passos de Pessoa (1988, Prémio Jacinto do Prado Coelho), Marguerite Yourcenar: Retrato de Uma Voz (1988), Sob o Mesmo Tecto: Estudos Sobre Autores de Língua Portuguesa (1989), Tópicos Recuperados (1992), Jogo de Espelhos (1993) e Magia, Palavra, Corpo: Perspectiva da Cultura de Língua Portuguesa (1989). Na ficção narrativa, estreou-se em 1959 com as novelas de Gaivotas em Terra (Prémio Ricardo Malheiros), os contos de Os Amantes (1968), e ainda As Quatro Estações (1980, Prémio da Crítica da Associação Internacional dos Críticos Literários), Um Amor Feliz, romance que o consagrou como ficcionista em 1986 e que lhe valeu vários prémios, entre os quais o Grande Prémio de Romance da APE e o Prémio de Narrativa do Pen Clube Português, e Duas Histórias de Lisboa (1987).

Deixou ainda traduções e uma gravação discográfica de poemas seus intitulada «Um Monumento de Palavras» (1996). Alguns dos seus textos foram adaptados à televisão e ao cinema, como, por exemplo, Aos Costumes Disse Nada, em que se baseou José Fonseca e Costa para filmar, em 1983, «Sem Sombra de Pecado». David Mourão-Ferreira foi ainda autor de poemas para fados, muitos deles celebrizados por Amália Rodrigues, tal como «Madrugada de Alfama». Recebeu, em 1996, o Prémio de Consagração de Carreira da Sociedade Portuguesa de Autores.


 



publicado por pimentaeouro às 20:28
link do post | comentar | favorito
|

Quarta-feira, 24 de Fevereiro de 2016
Também sou

 

 

D. Quixote de La Mancha (Don Quijote de la Mancha em castelhano) é um livro escrito pelo espanhol Miguel de Cervantes y Saavedra (1547-1616). O título e ortografia originais eram El ingenioso hidalgo Don Quixote de La Mancha, com sua primeira edição publicada em Madrid no ano de 1605. É composto por 126 capítulos, divididos em duas partes: a primeira surgida em 1605 e a outra em 1615. A coroa espanhola patrocinou uma edição revisada em quatro volumes a cargo de Joaquín Ibarra. Iniciada em 1777 concluiu-se em 1780 com tiragem inicial de 1600 exemplares.[4]

O livro surgiu em um período de grande inovação e diversidade por parte dos escritores ficcionistas espanhóis. Parodiou os romances de cavalaria que gozaram de imensa popularidade no período e, na altura, já se encontravam em declínio. Nesta obra, a paródia apresenta uma forma invulgar. O protagonista, já de certa idade, entrega-se à leitura desses romances, perde o juízo, acredita que tenham sido historicamente verdadeiros e decide tornar-se um cavaleiro andante. Por isso, parte pelo mundo e vive o seu próprio romance de cavalaria. Enquanto narra os feitos do Cavaleiro da Triste Figura, Cervantes satiriza os preceitos que regiam as histórias fantasiosas daqueles heróis. A história é apresentada sob a forma de novela realista.

É considerada a grande criação de Cervantes. O livro é um dos primeiros das línguas européias modernas e é considerado por muitos o expoente máximo da literatura espanhola. Em princípios de maio de 2002, o livro foi escolhido como a melhor obra de ficção de todos os tempos. A votação foi organizada pelo Clubes do Livro Noruegueses e participaram escritores de reconhecimento internacional.[5]

 

Rota percorrida por D. Quixote

O protagonista da obra é Dom Quixote, um pequeno fidalgo castelhano que perdeu a razão por muita leitura de romances de cavalaria e pretende imitar seus heróis preferidos. O romance narra as suas aventuras em companhia de Sancho Pança, seu fiel amigo e companheiro, que tem uma visão mais realista. A ação gira em torno das três incursões da dupla por terras de La Mancha, de Aragão e da Catalunha. Nessas incursões, ele se envolve em uma série de aventuras, mas suas fantasias são sempre desmentidas pela dura realidade. O efeito é altamente humorístico. O encanto da obra nasce do descompasso entre o idealismo do protagonista e a realidade na qual ele atua. Cem anos antes, Quixote teria sido um herói a mais nas crônicas ou romances de cavalaria, mas ele havia se enganado de século. Sua loucura residia no anacronismo. Isso permitiu ao autor fazer uma sátira de sua época, usando a figura de um cavaleiro medieval em plena Idade Moderna para retratar uma Espanha que, após um século de glórias, começava a duvidar de si mesma.

O livro é estruturado em duas partes, a primeira maneirista, enquanto a segunda é mais barroca. Enquanto a primeira parte da obra deixa a impressão de liberdade máxima, a segunda parte produz a sensação constante de nos encontrarmos encerrados em limites estreitos. Essa sensação é sentida mais intensamente quando confrontada com a primeira parte. Se anteriormente, a ironia era, sobretudo, uma expressão amarga da impossibilidade de dar realidade a um ideal, com a segunda parte nasce muito mais da confrontação das formas da imaginação com as da realidade. Cervantes dá a sua própria definição da obra: "orden desordenada (...) de manera que el arte, imitando à la Naturaleza, parece que allí la vence". O processo adotado por Cervantes - a paródia - permite dar relevo aos contrastes, através da deformação grotesca, pela deslocação do patético para o burlesco, fazendo com que o burlesco apague momentaneamente a emoção, estabelecendo um entrelaçado espontâneo de picaresco, de burlesco e de emoção. O conflito surge do confronto entre o passado e o presente, o ideal e o real e o ideal e o social.

Dom Quixote e Sancho Pança representam valores distintos, embora sejam participantes do mesmo mundo. É importante compreender a visão irônica que o romancista tem do mundo moderno, o fundo de alegria que está por detrás da visão melancólica e a busca do absoluto. São mundos completamente diferentes. Sancho Pança o fiel escudeiro de Dom Quixote é definido por Cervantes como "Homem de bem, mas de pouco sal na moleirinha". É o representante do bom senso e é para o mundo real aquilo que Dom Quixote é para o mundo ideal. Por fim, a história também é apresentada sob a forma de novela realista: ao regressar a seu povoado, Dom Quixote percebe que não é um herói, mas que não há heróis.

 

 


publicado por pimentaeouro às 20:09
link do post | comentar | favorito (1)
|

Sexta-feira, 8 de Janeiro de 2016
Romeu e Julieta, quem se lembra?

 

 

Há um bom par de anos li o consagrado romance Romeu e Julieta de Shakespeare, escrito na sua mocidade. Shaekespeare foi buscar o tema à literatura italiana da sua época mas o tema é anterior, é de muitos séculos antes. A acção desenrola-se em Verona e R. e J. pertencem a duas famílias inimigas, capuletos e montecchios., hoje diríamos que S. fez um plágio.

Não gostei do romance, achei-o fraco e esta é também a opinião de alguns críticos literários. Sendo um romance menor porque motivo sobreviveu durante vários séculos? Talvez pela imortalidade do tema, o amor e a sua dimensão trágica.

Entre nós Pedro e Inês foram glosados durante alguns séculos até caírem no esquecimento.

Inês e Pedro não morreram, apenas dormem.

Comemora-se, em janeiro de 2005, os 650 anos de morte da figura feminina mais representativa em Portugal, desde os tempo da formação do reino. A importância do tema Inês de Castro é inegável na formação da identidade cultural portuguesa, visto que obras literárias e de outras expressões artísticas

Em época mais recente, o Amor de perdição de Camilo é uma adaptação semelhante, com variantes, de Romeu e Julieta.

No século XXI, o século do instantâneo e do efémero, dos laços familiares fracos e das relações descartáveis quem terá lido Romeu e Julieta?



publicado por pimentaeouro às 11:30
link do post | comentar | ver comentários (2) | favorito
|

mais sobre mim
pesquisar
 
posts recentes

Homens bons

Gilgamesh

As mil e uma noites

As mil e uma noites

Grupo do leão

Habitos sicilianos

E o Ronalo fica de fora ?

Bel Ami

Usura

Don Juan

arquivos
tags

???

ambição

amizade

amor

animais

antropologia

armas

arquitectura

arte

arte biografias

astronomia

ballet

biografias

biologia

blogues

café curto

carttons

ciência

cinema

civilização

clima

comunicação social

corrupção

criminosos

crise financeira

demagogia

demência

demografia

descobrimentos

desemprego

destino

diversos

doenças

dor

economia

eleiçoes

ensaio

ensino

escravatura

escultura

estado

estupidez

eternidade

ética

eu

eutanásia

evolução

família

filosofia

futebol

genocídio

governo

greves

guerra

história

incendios florestais

inquisição

internacional

justiça

literatura

livros

memória

miséria

morte

mulher

mulheres célebres

musica

natureza

natureza humana

paisagens

paleontologia

partidos políticos

patologia ideológica

pátria

pintura

planeta terra

pobreza

poesia

politica

regime político

religião

saudade

saúde

segurança social

sentimentos

sexo

sindicatos

sociedade

sonhos

tecnologia

terrorismo

terrorismo de estado

testamento vital

tristeza

união europeia

universo

velhice

vida

violência

xadrez

todas as tags

favoritos

Só verão

Rouxinol

Tormenta

Razão

Fogueira

Um fantasma

Arte de furtar

Deus existe? #2

Para onde vou?

Sou um San

links
últ. comentários
Nada podemos fazer para os salvar de uma catástrof...
E ler isto, faz-me pensar que ainda bem que já cá ...
Quando era jovem assisti a cenas dramáticas na Naz...
Acabei de ler e publicar sobre "uma fenda na mural...
e ele coitado deve estar a achar isso uma chatice
Não tinha essa noção! É pena quando nem na velhice...
Obrigado.
As chamadas consultas da dor apenas tratam dores d...
Obrigado.
Obrigado.
blogs SAPO
RSS