Conhece-te a ti mesmo... se puderes.

Quinta-feira, 17 de Agosto de 2017
Rainha do Sul

Wook.pt - A Rainha do Sul

 

Romance a não perder. Uma mulher, negrita, consegue impor-se no meio do narcotrafico, coutada exclusiva de homens.


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publicado por pimentaeouro às 15:51
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Sexta-feira, 2 de Junho de 2017
Historia do Mundo

 

Neste livro, Andrew Marr alarga a lente da História, indo para lá da Europa, até às Américas, a África e à Ásia. E, em vez de se centrar num único episódio num único local, apresenta-nos paralelos surpreendentes e ligações fascinantes, focando a sua atenção num incidente ou episódio específico para contar a história mais vasta de um continente ou época.   Este é um livro sobre as grandes figuras que mudaram a História e o seu tempo, pessoas como Cleópatra, Gengis Khan ou Galileu, mas é também um livro sobre nós ¿ pois «quanto melhor compreendermos como os governantes se distanciam da realidade, ou porque revoluções produzem ditadores mais vezes do que produzem felicidade, ou por que algumas partes do mundo são mais ricas do que outras, mais fácil é entender a nossa própria época».

 

A não perder.

 

 


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publicado por pimentaeouro às 20:42
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Segunda-feira, 24 de Abril de 2017
Desilusão ?

Estou a ler o livro "Portugal amordaçãdo" de autoria de Mário Soares reeditado pelo semanário Expresso em 7 brochuras.

Até à pagina 53 da primeira brochura apenas escreveu datas, nomes e acontecimentos ocorridos entre a Primeira República e os primeiros anos do salazarismo sem um paragrafo interpretativo daquele importante período da nossa História: uma desilusão.

O prefácio do seu sobrinho Alfredo Barroso é uma mera cronologia igualmente sem qualquer interesse.

Vou aguardar, de pé  a trás, pelas próximas brochuras.


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publicado por pimentaeouro às 20:44
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Sexta-feira, 14 de Abril de 2017
O canto e as armas

 

O tempo dos homens excecionais

Uma das coisas irritantes da avaliação do presente é a ideia de que “isto nunca esteve tão mal”. Enquanto desabafo de café, emocional, faz sentido: afinal, o tempo em que éramos - jovens era o melhor de todos. A reescrita do passado enquanto lugar de prazeres etéreos é um mecanismõ automático e algum esquecimento é preciso para continuar a marchada da vida dos povos.

Veja-se a Europa: foi preciso uma grande dose de esquecimento para trancar os traumas da II Guerra Mundial num poço, pôr uma pedra em cima e, sobre essa pedra, construir uma nova igreja — a da Europa como lugar primeiro da solidariedade, teoria agora em fim de ciclo.
Infelizmente, as memórias de passados felizes são coisas íntimas e humanamente compreensíveis que não resistem à lógica, à estatística e à política.

 Esta semana, no lançamento da edição definitiva de “O Canto e as Armas”, de Manuel Alegre, que foi publicado pelo primeira vez faz agora 50 anos, Alegre desabafava que “é muito difícil transmitir às novas gerações o sufoco daquele tempo”. Nada mais verdadeiro. E, aliás, quase impossível.

Como explicar que havia uma ditadura, uma guerra colõnial, caixões de Pedros soldados, uma pobreza assustadora, uma classe média assustada e remediada, uma função pública que tinha de assinar um papel a declarar a sua aversão ao comunismo? Onde as mulheres tinham um bocadinho mais de direitos do que os animais têm hoje?

Esse país que hoje parece intangível, incompreensível, quase uma lenda para as gerações mais jovens, era o que havia há 50 anos. “O Canto e as Armas” é o retrato bruto desse país, feito por um poeta muito jovem e combatente.
Mas esse tempo negro foi também o tempo dos homens excecionais. Manuel Alegre é um desses homens excecionais que o país — e as gerações mais jovens — devia saber homenagear condignamente. Mas, se calhar, muitos não percebem. Nem o percebem. Mas os poetas têm a dádiva de tambem não precisar disso

 

Ana Sá Lopes, jornal I de ontem.

 



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Domingo, 29 de Janeiro de 2017
A Bíblia errou

 

 

 

Acontece a qualquer um. Não foi o homem que foi «criado» em primeiro lugar e depois a mulher para este se distrair.

Primeiro, somos todos mulheres, depois é que o género muda ou não: a origem é sempre  feminina como se explica a biologia:

 

 

“Por que razão os homens têm mamilos?

Para falar de uma forma mais correcta, não são os mami­los a característica mais óbvia do peito dos homens, mas sim os círculos de pele pigmentada que se localizam em redor deles, conhecidos por aréolas (do latim areolae que significa «pequenas áreas»). A presença destes itens tão obviamente inúteis nos homens resulta da forma como os nossos corpos adquirem a sua identidade sexual quando ainda somos embriões.

Talvez seja um facto surpreendente, mas todos os em­briões iniciam o seu desenvolvimento no útero como embriões femininos, não obstante a sua carga genética (se são femininos têm dois cromossomas X, se são masculinos têm um cromossoma X e outro Y). Todos começamos as nossas vidas como mulheres. Durante estas primeiras etapas do desenvolvimento, as células que irão formar os seios e os mamilos concentram-se na zona do peito de todos os em­briões. Contudo, se cerca de seis semanas depois da fertiliza­ção o feto é XY, um dos genes do cromossoma Y entra em   acção e desencadeia a formação dos testículos.

 Por sua vez, estes produzem testosterona - uma hormona esteróide pro­duzida pelos testículos, que também emprestam parte do seu nome. Sob a influência da testosterona, o feto XY trans­forma-se num feto masculino. Sem a presença da testoste­rona, o feto continuaria a desenvolver-se como sendo feminino. (Testosterona é um exemplo de uma hormona «andrógena», do grego andro, que significa «do homem» e gerador). Contudo, mesmo sob a acção da testosterona, é já demasiado tarde para remover as células que darão origem às aréolas. É por este motivo que os homens têm mamilos.

Em alguns casos raros, os corpos dos fetos XY não res­pondem à produção de androgénio. Os testículos formam­-se no interior do corpo e a hormona é produzida, mas o corpo ignora-a simplesmente. Este fenómeno é conhecido como Síndrome de Insensibilidade ao Androgénio. Neste caso, como todos os fetos iniciam a sua vida como femininos, o feto continua simplesmente a desenvolver-se como uma rapariga, embora geneticamente ainda seja XY.

O Síndrome pode ser completo ou parcial, mas se for completo, a mu­lher que daí resultar pode não ser mais masculina que qual­quer outra de genes XX. Na verdade, cada mulher XX vai produzir uma certa quantidade de androgénio nos seus cor­pos que pode ter pequenos efeitos, enquanto o corpo de uma mulher XY pode não ter qualquer reacção ao androgénio. Existe, contudo, um problema para uma mulher XY: ela não poderá ter filhos.

 Nos fetos XX, os cromossomas sexuais provocam o desenvolvimento dos ovários. Estes produzem a hormona feminina estrogénio (do grego oistros, que significa «loucura» - uma referência à actividade de muitos animais durante a época de acasalamento - e gerador). O estrogénio desencadeia o desenvolvimento do útero. Na puberdade, o útero assume a sua forma adulta e renova o seu revesti­mento todos os meses, expelindo o tecido mais antigo através da menstruação.

 Uma mulher XY tem simplesmente tes­tículos internos, não ovários; consequentemente, não produz óvulos, as suas trompas de Falópio e o útero nunca se che­gam a formar, pelo que nunca poderá menstruar. Hoje em dia, é frequentemente através de um exame médico feito para determinar os motivos da ausência de menstruação que se descobre que determinada mulher é geneticamente XY. Con­tudo, para além dessa trágica consequência, ela continua a ser completamente feminina. Se no útero os corpos dos homens não reagissem à testosterona, seríamos todos mulheres. O gé­nero por defeito ê o feminino, tal como os mamilos masculi­nos tão bem atestam.”

 

 

 

Do livro "O nosso corpo – o peixe que evoluiu", de Keith Harrison,

Editorial Presença

 


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Domingo, 11 de Dezembro de 2016
A não perder

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O Leopardo é um clássico da literatura italiana da primeira metade do século XX subordinado a um tema que se tornou particularmente caro aos habitantes do continente europeu, em virtude das convulsões sociais e políticas que acompanharam a transição do século XIX para o século XX, sobretudo com a desagregação de impérios como o dos Habsburgos ou dos Bourbons: a circulação dasélites. O caso italiano é disso um expoente máximo por ser constituído, na altura, por um aglomerado de pequenos principados ou mini-repúblicas, isto é uma península dividida em cidades-estado, disputando o poder entre si e disputadas por potências imperiais vizinhas.

O trabalho de unificação é levado a cabo por Giuseppe Garibaldi, já na última metade do século XIX, culminando com a ascensão ao trono de Vítor Emanuel de Sabóia. Isto implicou alguns acidentes tectónicos nas estruturas da sociedade italiana, facto que Lampedusa explora (e muito bem) neste belíssimo romance que evoca a nostalgia de um mundo em vias de desaparecer.

Estamos na Sicília, em meados do século XIX, quando o revolucionário Giuseppe Garibaldi desembarca em Marsala chefiando “os descamisados”, ou simplesmente, “os camisas vermelhas”. O objectivo é a reunificação da Península Itálica, a expulsão dos Bourbons - cuja pretensão de hegemonia, partindo de Nápoles de onde reina a dinastia Bourbon, irrita de sobremaneira os italianos – e sua substituição pela dinastia rival de Piemonte, apoiando Vítor Emanuel da casa de Sabóia.

Assumindo como seus os ideais da Revolução Francesa – Liberdade, Igualdade e Fraternidade –, as tropas de Garibaldi, pretendem o estabelecimento de uma nova ordem social ao defender a igualdade de oportunidades como o principal objectivo da revolução. Recebem, por isso, o apoio directo de uma classe em franca ascensão: uma burguesia endinheirada que lucra em progressão geométrica com o endividamento galopante de uma nobreza dissipadora e cada vez mais passiva.


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Quarta-feira, 7 de Dezembro de 2016
Muito ouro pouco pão

- Claro, claro – tomava João Brandão (consul em Antuérpia). – El-rei há-de por certo pedir que lhe enviemos trigo. Os cofres estão a abarrotar de ouro e os celeiros sem pão. Triste sina. Tenho já pronta a fardagem que da outra vez pediu. Logo que descarregueis a mercadoria,podereis embarcar esta.

- Posso-o confirmar – disse eu (Damião de Góis). – Em Lisboa, na Casa da Contratação da Índia os oficiais não têm tempo de contar o ouro que lhes devem dos tratos, mas o povo…

- O pior é que o rei João (João III), apesar dos avisos que lhe fazem alguns conselheiros mais avançados, parece querer seguir a maneira do pai e tapar o grande sorvedouro com fazer moeda nova.

… - Ande iremos parar?

- Pergunta antes onde já nos atolámos. Tanto alarde de riqueza pelo mundo, a embaixada ao papa Leão, elefanres, rinocerontes, onças pérsias, pontificais de ouro,,, Olhai. Está quase pronto o pontifical que El-rei Emanuel me encomendou para a capela do Tosão de Ouro. Pobre rei. Tão vaidoso da sua riqueza!

“Que te parece esta moeda, duque?” perguntou el-rei. “Muito mal” respondeu-lhe Jaime. “Moedas novas fazem mudança e carestia no preço de todas as coisas. Com esta moeda que mandas-te cunhar, por uma luvas que se vendiam por trinta réis pedem já meio tostão.

 

Fernando Campos, A sala das perguntas

 


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Domingo, 4 de Dezembro de 2016
4.500 mil milhões de anos... em 24 horas

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Se imaginarmos a história da Terra, com os seus 4.500 mil milhões de anos comprimidos num dia de 24 horas, a vida começaria cedo, por volta das 4 horas da madrugada, com o aparecimento dos primeiros organismos unicelulares simples, mas depois não acontece mais nada durante as 16 horas seguintes.

Só quase às 20,30m, depois de terem passados cinco sexto do dia, é que o planeta tem alguma coisa concreta para mostrar ao Universo, uma fina camada de irrequietos micróbios.

Depois aparecem as primeiras plantas marinhas, seguidas, 20 minutos mais tarde das primeiras alforrecas e da enigmática fauna ediacarana. Às 21,04m entram em cena os trilobites seguidos mais ou menos pelos simétricos seres de Burgess Shale.

Pouco antes das 22,00m começam a surgir as plantas em terra. Pouco depois surgem os primeiros seres terrestres. Graças a uns dez minutos de clima ameno, à 22,24m a Terra está coberta das grandes florestas carboníferas, cujos resíduos nos fornecem todo o nosso carvão, e surgem os primeiros insectos voadores.

Os dinossários aparecem em cena pouco antes das 23,00m, caminhando pesadamente e aguentam-se até às 23,45m. Àos 21,00m para a meia-noite começa a era dos mamíferos. Os humanos surgem um minuto e dezassete segundos antes da meia-noite. Nesta escala a duração de uma vida humana dura apenas um instante.

Ao longo deste dia extraordinário, os continentes flutuam de um lado para o outro e colidem a um ritmo precipitado. Há montanhas que erguem de repente e outras que se fundem, bacias oceânicas que aparecem e desaparecem, glaciares que avançam e regridem.

Não faltaram várias extinções maciças; o planeta Terra é um lugar perigoso para se viver.

 


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Domingo, 20 de Novembro de 2016
Mestre Finezas

- A navalha magoa-te?

Uma onda de ternura por aquele velho amoleceu-me. Dá-me vontade de dizer que não, que a navalha não me magoa, que nem sequer  sinto. O que magoa é ver a presença da morte alastrando pelas paredes escuras da loja, escorrendo dos papéis caídos do tecto envolvendo-o cada vez mais, dobrando-lhe o corpo para o chão.

Mas Mestre Finezas parece nada disto sentir. Salta de um assunto para outro com facilidade. Preciso de tomar atenção para lhe seguir os fios do pensamento. Agora faz-me queixas da vila. E termina como sempre: - Esta gente não pensa noutra coisa que não seja o negócio,  a lavoura. Para eles é a única razão da vida.

Volto a cabeça e olho-o. Sei o que vai dizer-me. Vai falar-me do abandono a que o votaram. Vai falar-me do teatro, da música, da poesia. Vai repetir-me que  a arte é a mais bela coisa da vida. Mas não. Já nos entendemos só pelo olhar.

- Que sabem eles da arte? Tu que estudaste, tu sabes o que é a arte. Eles hão-de morrer sem nunca terem gozado os mais belos momentos que a vida pode dar!

Eu não te disse nada, Carlitos, mas, olh, tenho vendido tudo para não morrer de fome… Tudo. Mas isto!

Estendeu o violino na minha direcção e continuou, reprimindo um soluço:

-Isto nem que eu morra!... É a minha última recordação…

 

Manuel da Fonseca, Aldeia Nova

 


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Sábado, 27 de Agosto de 2016
Terra ruim

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Valgato é terra ruim.

Saem os homens para o trabalho ainda a manha vem do outro lado do mundo. Levam enxadas e foices e conhecem todos os trilhos, entre o mato, com estevas que são mais altas do que os homens de Valgato. Tanto conhecem os caminhos que vão, sem desvio nem engano, até às herdades que ficam a léguas de distância, ainda como o sono e o escuro da noite fechando-lhes os olhos.

 

Aldeia Nova, Manuel da Fonseca


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Sexta-feira, 19 de Agosto de 2016
Portugal dos pequeninos

Entramos na Grande Guerra a mando dos «bifes» , o que eles agradeceram roubando-nos a África. E agora que não há mais que roubar, ajoelhámo-nos a pedir a Nossa Senhora de Fátima e ao «Esteves» (Salazar) que no tragam a salvação.

Mas uma coisa te digo: esta nossa desgraçada pátria não tem compostura nem remédio. Elites que pensem, governem a sério, façam justiça, ponham ordem nas instituições e nas finanças? Nunca tivemos, nunca vamos ter. Ao longo de séculos habituámo-nos à podridão e ao desleixo, ao cada um por si. Mentimos por natureza, roubamos quanto podemos, o ódio e a inveja correm-nos no sangue, o que mais nos diverte é maldizer. Resumindo: uma nação de pelintras e comadres.

 

Os novos Maias, José Rentes de Carvalho

 


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Quinta-feira, 11 de Agosto de 2016
Sicília, meados do século XIX

Diante daqueles desgraçados que olhavam para ela com os seus olhos demasiado grandes e demasiado pretos, Giuseppina sentira-se pouco à vontade; Francesco então explicara-lhe que aqueles eram os carusi, ajudantes e escravos dos pirriaturi (mineiros de enxofre), a quem tinham sido vendidos antes de completarem os dez anos. Subiam e desciam as escadas da minha, carregados como burros, até quando, lá fora, anoitecia; e depois ainda durante a noite, tinham que partilhar a enxerga com os seus donos, por mais que possa parecer repugnante. De dia serviam-lhes de servos, de noite de mulheres…

 

Sebastiano Vassalli, do livro o Cisne

 


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Camilo Castelo Branco

 

Mestre Camilo, leituras de férias


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Sexta-feira, 29 de Julho de 2016
Coisas de verão #5

 

Uma leitura refrescanta para a praia.


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Domingo, 19 de Junho de 2016
Eu, a puta

Enquanto o seu ventre inchava, Janeke não disse o nome do pai.

Quando teve o recém-nascido sobre o seu seio, murmurou o nome do filha mais velho do Sr. Bicking. Este mandou-a imediatamente prender, com a criança que chorava para comer. Ela tem de confessar a mentira e sobretudo não exigir o casamento. Diz a história que ele não exigiu nada.

Na prisão, ela enforca-se perante o bebé que acabava de arrotar. Como se a sua honra não tivesse sido lavada, para se vingar ainda da pobre rapariga, o Sr. Bicking exige que o cadáver da suicida seja supliciado e enforcado na praça. A morta enforcada. Toda a simpática cidade de Edam assistiu.

 

Eu, a puta de Rembrandt, de Sylvie Matton


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