Conhece-te a ti mesmo... se puderes.

Quinta-feira, 7 de Abril de 2016
Longevidade

 

 

  (Foto de telemóvel)

 

Deve ser uma das árvores mais velhas e maiores de Lisboa. Assistiu à passagem dos celtas, visigodos, romanos, e dos árabes (beberes segundo Cláudio Torres).

Viu a violência de D. Afonso Henriques e dos cruzados, a fuga dos algozes de Inês de Castro, o cerco de Lisboa, fomes a peste  negra e outras, a vertigem louca das caravelas e dos fumos da Índia, a fuga à fome certa de milhares e milhares de emigrantes, as atrocidades da Inquisição, a ocupação dos espanhóis, a bebedeira do ouro do Brasil, três séculos de decadência e por ai fora.

Abrigou salteadores, camponeses exaustos, fidalgos fornicando com freiras, namorados e paixões incontáveis com a mesma altivez e serenidade de hoje.

Sabe que a vida dos humanos é efémera e que estes são incoerentes, às vezes loucos.

Quantos séculos mais irá viver, quantas gerações de homens e mulheres se abrigarão à sua sombra?

Este prodígio da natureza habita no largo Constantino, em Lisboa.


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publicado por pimentaeouro às 12:19
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Quarta-feira, 12 de Novembro de 2014
Alasca aurora boreal


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publicado por pimentaeouro às 18:45
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Domingo, 31 de Agosto de 2014
Tudo é efémero
Para que a angustia do nada não nos conduza ao desespero, inventamos fugas: o culto dos mortos, a vida álem tumulo, a eternidade da alma, mundos espirituais paralelos, religiões etc.: tudo provocado pelo medo do vazio, do nada, e para complicar tudo isto ainda aspiramos à eternidade, outra fantasia da nossa imaginação.

A efemeridade e a fragilidade da nossa condição gera o oposto, multiplas formas de eternidade.

Somos apenas o resultado de um encontro furtuito de átmos que, com a morte regressam à poeira das estrelas.  Fazemos construções colectivas, as sociedades e suas civilizações, que podem durar alguns milhares de anos antes de sucumbirem e desaparecerem para sempre.

Remetidos para um beco sem saída, podemos criar um sentido para a vida sem sentido: deixar aos que nos sucedem algo mais do que recebemos daqueles que nos precederam.

Poderá ser altruismo apenas aparente mas melhorar a condição efemera da Humanidade, dar mais do que recebemos é igualmente a essencia do amor.

 


publicado por pimentaeouro às 10:34
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Terça-feira, 22 de Julho de 2014
Morte

 

 

 

Quando eu morrer o que me acontece? Cada átomo que possuímos já passou por diversas estrelas e foi parte de milhões de organismos antes de ser tornar parte de qualquer um de nós. Somos «reciclados» no momento da nossa morte, os nossos átomos desagregam-se e vão «à procura»  de novas combinações, noutro lado, como parte de uma folha, de uma gota de orvalho, talvez de outro ser inteligente noutro planeta, porque os átomos duram milhões e milhões de anos e a sua passagem pelo nosso corpo é um mero acidente no seu percurso cósmico.

Se me fosse possível escolher uma «reencarnação» queria ser uma árvore frondosa.  

 



publicado por pimentaeouro às 01:40
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Segunda-feira, 11 de Novembro de 2013
A mão de Deus



Deus criou a Terra em sete dias e cansado foi dormir, mas esqueceu-se dos acabamentos: inundações, tornados, tufões e sismos semeiam a destruição e a morte na obra do Senhor.

Isto sem contar com as epidemias, pandemias, virus mortais e outras calamidades.

O supertufão Hayan, com rajadas superiores a 300 km. hora - inimaginável - semeou a morte e a destriução nas Filipinas numa dimensão trágica.

O que terão feito os filipinos para cairem na ira de Deus? E as crianças Senhor?


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publicado por pimentaeouro às 18:12
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Quarta-feira, 10 de Julho de 2013
Quantos séculos ?

 

                                                 ( Foto de telemóvel)

 

Esta majestosa dama reside  no Jardim Constantino, no coração de Lisboa. À sua sombra refrescante devem ter repousado , alguns fenícios e gregos de passagem celtas, visigodos, romanos, muçulmanos, salteadores, mendigos amantes. Hoje, é agredida pela poluição e poucos lisboetas aproveitam a sua frescura, mas agarra-se à vida com tenacidade. É uma resistente.


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publicado por pimentaeouro às 10:33
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Segunda-feira, 22 de Outubro de 2012
Para uma amiga

 

 

 Todos os mamíferos quando nascem precisam de um período de aprendizagem de duração variável. Os humanos são um caso à parte: como durante milhões de anos o cérebro foi aumentado, a natureza teve de inventar um expediente para que mãe e bebé não morressem no parto: nascem prematuros e a sua aprendizagem é a mais longa, se não forem ensinados e alimentados morrem.

Os humanos criaram uma segunda natureza cultural que se sobrepôs à primeira e necessitam de ser socializados. Somos gregários e não sobrevivemos fora de qualquer sociedade que tenhamos construído ao longo de milénios.

O «bom selvagem» não existe e ninguém nasce puro ou impuro, a vida é que tece esses percursos: a natureza é neutra, a sociedade é que cria sentidos para a vida, bons e maus.

Também não estou nada satisfeito com a educação que recebi (no tempo de Salazar) e com o pouco ensino que me deram. Lentamente fui abrindo os olhos para os sentidos da vida e o acaso desempenhou o papel principal.

A minha vida foi atípica, aconteceram-me coisa fora do tempo e sem jeito: estava mal preparado – equipado – para muitas coisas. Não pude escolher, mas se pudesse gostaria de ter nascido noutra época, algures no século XVII: a vida era mais calma.



publicado por pimentaeouro às 12:59
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Sexta-feira, 25 de Maio de 2012
Longevidade

 

                                              (Foto de telemóvel)

 

Deve ser uma das árvores mais velhas e maiores de Lisboa. Assistiu à passagem dos celtas, visigodos, romanos, e dos árabes (beberes segundo Cláudio Torres).

Viu a violência de D. Afonso Henriques e dos cruzados, a fuga dos algozes de Inês de Castro, o cerco de Lisboa, fomes a peste  negra e outras, a vertigem louca das caravelas e dos fumos da Índia, a fuga à fome certa de milhares e milhares de emigrantes, as atrocidades da Inquisição, a ocupação dos espanhóis, a bebedeira do ouro do Brasil, três séculos de decadência e por ai fora.

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publicado por pimentaeouro às 20:37
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