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Domingo, 1 de Março de 2015
Afonso I e os "latrones"

 

 

 Talvez Oliveira Martins tenha exagerado as tintas negativas com que retratou Afonso I, mas em boa verdade, o mito de um grande general de um grande exercito nacional, herói de grandes batalhas, não passa de um mito para satisfação do nosso "ego nacional". Em Afonso I sempre existiu um fundo de "latrone", alguns historiadores da época acusavam-no de praticar latrocínio: Mattoso, prudentemente, chama-lhe cadilho.

Também é verdade que a Reconquista não se fez só com grandes feitos, houve muita rapina, muito roubo e muita destruição de mera vingança. Uma história para rever.

  

 Na sa biografia de D. Afonso Henriques, José Mattoso apresenta o Rei como "um caudilho" que conduziu "exércitos constituídos por um número limitado de combatentes",contrapondo este conceito ao que o considera como um grande general.

..."Afonso Henriques tem sido considerado um grande general, condutor de exércitos de dimensões nacionais, mas vai a ver-se, e verifica-se que as conquistas que fez foram mais o resultado do esforço de um caudilho comandando grupos limitados de pessoas",...

 

..."Santarém é conquistada pelo assalto por surpresa de um pequeno bando; em Lisboa, se não fossem os cruzados, não haveria conquista; Alcácer do Sal é assaltado várias vezes, entre elas por um pequeno grupo de cavaleiros vilãos que nem tinham armadura; Évora foi conquistada por Geraldo Sem Pavor com um grupo de 'latrones', isto é, por um bando de mercenários que agiam por conta própria ou se podiam pôr a serviço de quem os recrutasse;...



publicado por pimentaeouro às 12:00
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Domingo, 1 de Dezembro de 2013
Restauração da independência

 

 Uma decisão política estúpida e sem nesga de patriotismo riscou o primeiro de Dezembro dos feriados nacionais e manteve feriados religiosos que ninguém sabe o que significam.

A Restauração da Independência é um dos actos fundadores da pátria que deve continuar a existir na nossa memória colectiva... se a cultivarmos.

Fácil, foi o golpe palaciano, a defenestração de Miguel de Vasconcelos e a aclamação de D. João IV, difícil, foi a guerra, de quase trinta anos, com a Espanha, grande potência europeia já em decadência, e o reconhecimento da nova dinastia pelos estados da Europa e do próprio Vaticano.  

O reinado de D. João IV foi repleto de turbolência política, de dificuldades internas e externas mas a independência acabou por se consolidar e chegar ao Portugal de hoje.

É uma data que não esqueço, vou vestir um fato domingueiro, e brindar aos «quarenta restauradores» que eram setenta. A pátria ainda existe!


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publicado por pimentaeouro às 11:34
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