Conhece-te a ti mesmo... se puderes.

Sexta-feira, 11 de Março de 2016
Cem anos

Resultado de imagem para primeira guerra mundial

 

Fez no passado dia 9 cem anos que começou a I Guerra Mundial, a primeira matança industrial da Humanidade.  Afonso Costa e a ala radical do Partido Democrático quiseram que Portugal entrasse na guerra por factores internos e externos.

No plano interno Afonso Costa queria tentar a união politica com os outros partidos que torna-se o país governável; uma união sagrada e patriótica. No plano externo pretendia defender as colónias de África cobiçadas pela nossa «aliada» Inglaterra e pela Alemanha. Estes dois países entre 1898 e 1912 realizaram reuniões secretas para partilharem entre si, colonizarem, Angola e Moçambique. Como na guerra estavam em campos opostos aqueles planos abortaram.

Os preparativos para a guerra foram a criação em Tancos, à pressa, do CEP, Corpo Expedicionário Português. Em Fevereiro de 1917 Portugal entra na guerra, supostamente como aliado da Inglaterra, na verdade como uma colónia sua: os nossos soldados eram transportados para França em navios ingleses, desarmados porque não tínhamos armamento, as armas e o treino militar foram-nos fornecidas pela Inglaterra, os nossos soldados estavam hierarquicamente subordinados aos oficiais ingleses: uma humilhação completa.

Paralelamente, tivemos que enviar soldados para defender Angola e Moçambique. Num país arruinado, com uma gravíssima crise económica, social e política, populações esfomeadas desfilavam nas ruas com bandeiras negras e assaltavam os armazéns e lojas para obterem comida, participar em duas guerras simultaneamente a milhares de quilómetros era pura patologia ideológica que roçava a loucura colectiva dos dirigentes políticos.

Para a maior parte dos soldados que iam «defender a pátria», Portugal era a casinha de adobo ou tijolo, o porco e dois palmos de terra para semear.

Um desastre e uma chacina anunciados, que disfarçamos com o monumento ao soldado desconhecido. Em Portugal, depois da guerra tudo ficou pior, mais fome, mais miséria, mais bombas de protesto.

 



publicado por pimentaeouro às 21:10
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Quarta-feira, 28 de Outubro de 2015
O sono da razão #4

Resultado de imagem para autos de fé



publicado por pimentaeouro às 11:51
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Quarta-feira, 21 de Outubro de 2015
O sono da razão #3

File:Ferrara Savonarola.jpg

 

Pensar que a Santissima quer reabilitá-lo como Santo arrepia.



publicado por pimentaeouro às 11:46
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Quarta-feira, 7 de Outubro de 2015
O sono da razão #2



publicado por pimentaeouro às 23:18
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Domingo, 4 de Outubro de 2015
O sono da razão #1

 image

 

Em sono profundo
Goya quis despertar a Espanha do sono da ignorância. É essa a crítica em sua gravura mais famosa, parte dos 80 trabalhos que compõem a série Caprichos: em El sueño de la razón produce monstruos, um homem aparece dormindo enquanto morcegos e corujas espreitam a seu redor. Mesmo sendo pintor da corte espanhola, ele mantinha os olhos mirados na França, de onde vinham as ondas da Grande Revolução que estremeceram a modorra dos velhos impérios adormecidos.

As gravuras dessa primeira série destilam o ódio de Goya pelo que ele mais detestava em seu país: a ignorância, a vulgaridade, a pobreza de espírito. A dor que sentia era a dor de um homem que amava sua terra, mas enxergava nela uma série de "hipocrisias consagradas pelo tempo". A crítica contundente aos costumes da época chamou a atenção da Inquisição, que mais tarde censuraria parte de seu trabalho.



publicado por pimentaeouro às 22:31
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