Conhece-te a ti mesmo... se puderes.

Sábado, 18 de Novembro de 2017
Mudam-se os tempos
Mudam-se os tempos, mudam-se as vontades,
Muda-se o ser, muda-se a confiança;
Todo o mundo é composto de mudança,
Tomando sempre novas qualidades.

Continuamente vemos novidades,
Diferentes em tudo da esperança;
Do mal ficam as mágoas na lembrança,
E do bem, se algum houve, as saudades.

O tempo cobre o chão de verde manto,
Que já coberto foi de neve fria,
E em mim converte em choro o doce canto.

E, afora este mudar-se cada dia,
Outra mudança faz de mor espanto:
Que não se muda já como soía.

C
amões




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Alma minha

Alma minha gentil, que te partiste 
Tão cedo desta vida descontente, 
Repousa lá no Céu eternamente, 
E viva eu cá na terra sempre triste. 

Se lá no assento Etéreo, onde subiste, 
Memória desta vida se consente, 
Não te esqueças daquele amor ardente, 
Que já nos olhos meus tão puro viste. 

E se vires que pode merecer-te 
Algma cousa a dor que me ficou 
Da mágoa, sem remédio, de perder-te, 

Roga a Deus, que teus anos encurtou, 
Que tão cedo de cá me leve a ver-te, 
Quão cedo de meus olhos te levou. 

Luís Vaz de Camões, in "Sonetos" 


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Quarta-feira, 15 de Novembro de 2017
Sôbolos rios que vão
   

Sôbolos rios que vão
por Babilónia, me achei,
Onde sentado chorei
as lembranças de Sião
e quanto nela passei.
Ali, o rio corrente
de meus olhos foi manado,
e, tudo bem comparado,
Babilónia ao mal presente,
Sião ao tempo passado.


Ali, lembranças contentes
n'alma se representaram,
e minhas cousas ausentes
se fizeram tão presentes
como se nunca passaram.
Ali, depois de acordado,
co rosto banhado em água,
deste sonho imaginado,
vi que todo o bem passado
não é gosto, mas é mágoa.


E vi que todos os danos
se causavam das mudanças
e as mudanças dos anos;
onde vi quantos enganos
faz o tempo às esperanças.
Ali vi o maior bem
quão pouco espaço que dura,
o mal quão depressa vem,
e quão triste estado tem
quem se fia da ventura.


Vi aquilo que mais val,
que então se entende milhor
quanto mais perdido for;
vi o bem suceder o mal,
e o mal, muito pior,
E vi com muito trabalho
comprar arrependimento;
vi nenhum contentamento,
e vejo-me a mim, que espalho
tristes palavras ao vento.

.......................

 - Luís Vaz de Camões


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Sábado, 11 de Novembro de 2017
Aquela cativa

aquela cativa.jpg

 




Aquela cativa Que me tem cativo, Porque nela vivo Já não quer que viva. Eu nunca vi rosa Em suaves molhos, Que pera meus olhos Fosse mais fermosa. Nem no campo flores, Nem no céu estrelas Me parecem belas Como os meus amores. Rosto singular, Olhos sossegados, Pretos e cansados, Mas não de matar. U~a graça viva, Que neles lhe mora, Pera ser senhora De quem é cativa. Pretos os cabelos, Onde o povo vão Perde opinião Que os louros são belos. Pretidão de Amor, Tão doce a figura, Que a neve lhe jura Que trocara a cor. Leda mansidão, Que o siso acompanha; Bem parece estranha, Mas bárbara não. Presença serena Que a tormenta amansa; Nela, enfim, descansa Toda a minha pena. Esta é a cativa Que me tem cativo; E. pois nela vivo, É força que viva. Luís de Camões

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Quinta-feira, 2 de Novembro de 2017
Se me deixares, eu digo

Se me deixares, eu digo 
O contrario a toda a gente; 
E, n'este mundo de enganos, 
Falla verdade quem mente. 


Tu dizes que a minha boca 
Já não acorda desejos, 
Já não aquece outra boca, 
Já não merece os teus beijos; 


Mas, tem cuidado commigo, 
Não procures ser ausente: 
- Se me deixares, eu digo 
O contrario a toda a gente. 

António Botto, in 'Canções' 


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Domingo, 29 de Outubro de 2017
Perdigão perdeu a pena

Perdigão perdeu a pena
Não há mal que lhe não venha.

Perdigão que o pensamento
Subiu a um alto lugar,
Perde a pena do voar,
Ganha a pena do tormento.
Não tem no ar nem no vento
Asas com que se sustenha:
Não há mal que lhe não venha.

Quis voar a u~a alta torre,
Mas achou-se desasado;
E, vendo-se depenado,
De puro penado morre.
Se a queixumes se socorre,
Lança no fogo mais lenha:
Não há mal que lhe não venha.


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Domingo, 22 de Outubro de 2017
O brinco da tua orelha

O brinco da tua orelha

Sempre se vai meneando;

Gostava de dar um beijo

Onde o teu brinco os vai dando.

Tem um topázio doirado

esse brinco de platina;

Um rubi muito encarnado,

e uma outra pedra fina.

O que eu sofro quando o vejo

sempre airoso meneando!

Dava tudo por um beijo

onde o teu brinco os vai dando.


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Quem não ama não vive

Já na minha alma se apagam 
As alegrias que eu tive; 
Só quem ama tem tristezas, 
Mas quem não ama não vive. 

Andam pétalas e fôlhas 
Bailando no ár sombrío; 
E as lágrimas, dos meus olhos, 
Vão correndo ao desafio. 

Em tudo vejo Saudades! 
A terra parece mórta. 
- Ó vento que tudo lévas, 
Não venhas á minha pórta! 

E as minhas rosas vermelhas, 
As rosas, no meu jardim, 
Parecem, assim cahidas, 
Restos de um grande festim! 

Meu coração desgraçado, 
Bebe ainda mais licôr! 
- Que importa morrer amando, 
Que importa morrer d'amôr! 

E vem ouvir bem-amado 
Senhor que eu nunca mais vi: 
- Morro mas levo commigo 
Alguma cousa de ti. 

António Botto, in 'Canções' 


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Sexta-feira, 1 de Setembro de 2017
Cecília Meireles

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De que são feitos os dias? 
- De pequenos desejos, 
vagarosas saudades, 
silenciosas lembranças. 

Entre mágoas sombrias, 
momentâneos lampejos: 
vagas felicidades, 
inactuais esperanças. 

De loucuras, de crimes, 
de pecados, de glórias 
- do medo que encadeia 
todas essas mudanças. 

Dentro deles vivemos, 
dentro deles choramos, 
em duros desenlaces 
e em sinistras alianças... 


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publicado por pimentaeouro às 17:27
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Quinta-feira, 20 de Julho de 2017
Nau Catrineta
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Lá vem a Nau Catrineta,
que tem muito que contar!
Ouvide, agora, senhores,
Uma história de pasmar." 

Passava mais de ano e dia,
que iam na volta do mar.
Já não tinham que comer,
nem tão pouco que manjar. 

Já mataram o seu galo,
que tinham para cantar.
Já mataram o seu cão,
que tinham para ladrar." 

"Já não tinham que comer,
nem tão pouco que manjar.
Deitaram sola de molho,
para o outro dia jantar.
Mas a sola era tão rija,
que a não puderam tragar." 

"Deitaram sortes ao fundo,
qual se havia de matar.
Logo a sorte foi cair
no capitão general" 

- "Sobe, sobe, marujinho,
àquele mastro real,
vê se vês terras de Espanha,
ou praias de Portugal." 

- "Não vejo terras de Espanha,
nem praias de Portugal.
Vejo sete espadas nuas,
que estão para te matar." 

- "Acima, acima, gajeiro,
acima ao tope real!
Olha se vês minhas terras,
ou reinos de Portugal." 

- "Alvíssaras, senhor alvissaras,
meu capitão general!
Que eu já vejo tuas terras,
e reinos de Portugal.
Se não nos faltar o vento,
a terra iremos jantar. 

Lá vejo muitas ribeiras,
lavadeiras a lavar;
vejo muito forno aceso,
padeiras a padejar,
e vejo muitos açougues,
carniceiros a matar. 

Também vejo três meninas,
debaixo de um laranjal.
Uma sentada a coser,
outra na roca a fiar,
A mais formosa de todas,
está no meio a chorar." 

- "Todas três são minhas filhas,
Oh! quem mas dera abraçar!
A mais formosa de todas
Contigo a hei-de casar" 

- "A vossa filha não quero,
Que vos custou a criar.
Que eu tenho mulher em França,
filhinhos de sustentar.
Quero a Nau Catrineta,
para nela navegar." 

- "A Nau Catrineta, amigo,
eu não te posso dar;
assim que chegar a terra,
logo ela vai a queimar.
- "Dou-te o meu cavalo branco,
Que nunca houve outro igual." 

- "Guardai o vosso cavalo,
Que vos custou a ensinar."
- "Dar-te-ei tanto dinheiro
Que o não possas contar" 

- "Não quero o vosso dinheiro
Pois vos custou a ganhar.
Quero a Nau Catrineta,
para nela navegar.
Que assim como escapou desta,
doutra ainda há-de escapar" 

Lá vai a Nau Catrineta,
leva muito que contar.
Estava a noite a cair,
e ela em terra a varar.

 


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Domingo, 16 de Julho de 2017
Calçada de Carriche

Luísa sobe, 
sobe a calçada, 
sobe e não pode 
que vai cansada. 
Sobe, Luísa, 
Luísa, sobe, 
sobe que sobe 
sobe a calçada. 

Saiu de casa 
de madrugada; 
regressa a casa 
é já noite fechada. 
Na mão grosseira, 
de pele queimada, 
leva a lancheira 
desengonçada. 
Anda, Luísa, 
Luísa, sobe, 
sobe que sobe, 
sobe a calçada. 

Luísa é nova, 
desenxovalhada, 
tem perna gorda, 
bem torneada. 
Ferve-lhe o sangue 
de afogueada; 
saltam-lhe os peitos 
na caminhada. 
Anda, Luísa. 
Luísa, sobe, 
sobe que sobe, 
sobe a calçada. 

Passam magalas, 
rapaziada, 
palpam-lhe as coxas, 
não dá por nada. 
Anda, Luísa, 
Luísa, sobe, 
sobe que sobe, 
sobe a calçada. 

Chegou a casa 
não disse nada. 
Pegou na filha, 
deu-lhe a mamada; 
bebeu da sopa 
numa golada; 
lavou a loiça, 
varreu a escada; 
deu jeito à casa 
desarranjada; 
coseu a roupa 
já remendada; 
despiu-se à pressa, 
desinteressada; 
caiu na cama 
de uma assentada; 
chegou o homem, 
viu-a deitada; 
serviu-se dela, 
não deu por nada. 
Anda, Luísa. 
Luísa, sobe, 
sobe que sobe, 
sobe a calçada. 

Na manhã débil, 
sem alvorada, 
salta da cama, 
desembestada; 
puxa da filha, 
dá-lhe a mamada; 
veste-se à pressa, 
desengonçada; 
anda, ciranda, 
desaustinada; 
range o soalho 
a cada passada; 
salta para a rua, 
corre açodada, 
galga o passeio, 
desce a calçada, 
desce a calçada, 
chega à oficina 
à hora marcada, 
puxa que puxa, 
larga que larga, 
puxa que puxa, 
larga que larga, 
puxa que puxa, 
larga que larga, 
puxa que puxa, 
larga que larga; 
toca a sineta 
na hora aprazada, 
corre à cantina, 
volta à toada, 
puxa que puxa, 
larga que larga, 
puxa que puxa, 
larga que larga, 
puxa que puxa, 
larga que larga. 
Regressa a casa 
é já noite fechada. 
Luísa arqueja 
pela calçada. 
Anda, Luísa, 
Luísa, sobe, 
sobe que sobe, 
sobe a calçada, 
sobe que sobe, 
sobe a calçada, 
sobe que sobe, 
sobe a calçada. 
Anda, Luísa, 
Luísa, sobe, 
sobe que sobe, 
sobe a calçada. 

António Gedeão, in 'Teatro do Mundo' 


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Domingo, 2 de Julho de 2017
Natércia Freire

Vibrátil, fina, perfumada e clara 
ondula a aragem que o amor provoca. 
Longe respira a vida. Aqui o sonho. 
Tudo é infância de águas e colinas 
Na manhã dos teus olhos. 
E vôos de mãos dadas. 
E cantos, cantos de infinito amor, 
Nos galhos, nas correntes e nas sombras veladas. 

Envolve-se de nuvem nosso abraço. 
Vibrátil, fina, perfumada e clara 
ondula a aragem. Fadas e duendes 
agitam instrumentos na folhagem. 

Vibrátil, fina, imperceptível, fluída 
orquestra ao longe. Ao fundo dos sentidos. 
Dedos de flores ondeiam sobre a pele 
de Céus indefinidos. 

Cantam mistérios bocas fascinadas. 
Abrem corolas sob a luz que as toca. 
Vibrátil, fina, perfumada e clara 
ondula a aragem que o amor provoca. 


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Sexta-feira, 9 de Junho de 2017
Prémio Camões 2.017

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Manuel Alegre foi galardoado com o Prémio Camões 2.017. Uma merecida homenagem.

 

Teoria do Amor

Amor é mais do que dizer.
Por amor no teu corpo fui além
e vi florir a rosa em todo o ser
fui anjo e bicho e todos e ninguém.

Como Bernard de Ventadour amei
uma princesa ausente em Tripoli
amada minha onde fui escravo e rei
e vi que o longe estava todo em ti.

Beatriz e Laura e todas e só tu
rainha e puta no teu corpo nu
o mar de Itália a Líbia o belvedere.

E quanto mais te perco mais te encontro
morrendo e renascendo e sempre pronto
para em ti me encontrar e me perder.

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Quinta-feira, 8 de Junho de 2017
Aquela triste e leda madrugada

Aquela triste e leda madrugada,

 toda chea de mágoa e de piedade,

enquanto houver no mundo saudade

quero que seja sempre celebrada.

 

Ela só, quando amena e marchetada

saía, dando ao mundo claridade,

viu apartar-se d'ua outra vontade,

que nunca poderá ver-se apartada.

 

Ela só viu as lágrimas em fio,

que duns e doutros olhos derivadas,

s'acrescentaram em grande e largo rio;

 

Ela viu as palavras magoadas,

que puderam tornar o fogo frio

e dar descanso às almas condenadas.

 

Luis de Camões


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Terça-feira, 30 de Maio de 2017
António Gedeão #2

Fala do Homem Nascido

(Chega à boca da cena, e diz:)

Venho da terra assombrada,
do ventre de minha mãe;
não pretendo roubar nada
nem fazer mal a ninguém.

Só quero o que me é devido
por me trazerem aqui,
que eu nem sequer fui ouvido
no acto de que nasci.

Trago boca para comer
e olhos para desejar.
Com licença, quero passar,
tenho pressa de viver.
Com licença! Com licença!
Que a vida é água a correr.
Venho do fundo do tempo;
não tenho tempo a perder.

Minha barca aparelhada
solta o pano rumo ao norte;
meu desejo é passaporte
para a fronteira fechada.
Não há ventos que não prestem
nem marés que não convenham,
nem forças que me molestem,
correntes que me detenham.

Quero eu e a Natureza,
que a Natureza sou eu,
e as forças da Natureza
nunca ninguém as venceu.

Com licença! Com licença!
Que a barca se fez ao mar.
Não há poder que me vença.
Mesmo morto hei-de passar.
Com licença! Com licença!
Com rumo à estrela polar.

António Gedeão, in 'Teatro do Mundo'
// C

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