Conhece-te a ti mesmo... se puderes.

Sexta-feira, 24 de Junho de 2016
Faz falta

Social-democracia é a ideologia política de esquerda que acredita na transição para o socialismo sem a necessidade de uma revolução.

As ideologias de esquerda são, em grande medida, influenciadas pelas proposições de Karl Marx e Friendrich Engels elaboradas no século XIX. Na maioria dos casos, os socialistas revolucionários almejavam introduzir o socialismo e a democracia nos países. Mas o movimento que caracteriza efetivamente a Social-democracia como a entendemos hoje é resultado de uma ruptura ocorrida no interior do movimento socialista no início do século XX. Tal ruptura fez a distinção entre os que acreditavam ser preciso haver uma revolução para implantação do socialismo e os que entendiam que o objetivo poderia ser alcançado através de um caminho natural. Não tratava-se de uma rejeição ao marxismo, porém não mais uma leitura ortodoxa. Os novos partidos e movimentos socialistas surgidos nesse momento continuavam se declarando marxista, só que o processo pretendido para chegar ao socialismo era a evolução da sociedade.

Socialistas ortodoxos e revisionistas permaneceram unidos até a eclosão da Primeira Guerra Mundial, quando tiveram divergência de postura sobre o conflito. A Revolução Russa de 1917 foi outro evento que fragmentou os socialistas. A partir de então, os socialistas revisionistas passaram a ser chamados de sociais-democratas e os ortodoxos passaram a ser chamados de comunistas. Diferença que se solidificou na década de 1920 e em diante.

 

A Social-democracia também passou por uma divisão ideológica, após a Segunda Guerra Mundial. De um lado, estavam os que acreditavam que o capitalismo deveria ser substituído pelosocialismo. De outro lado, havia um grupo que defendia que não era necessário acabar com o capitalismo, mas reformá-lo. Esta reforma teria como diretrizes a nacionalização das grandes empresas, implantação e investimento em programas sociais e a redistribuição da riqueza. A segunda postura tomou conta dos partidos e movimentos sociais-democratas no decorrer da segunda metade do século XX.

A chamada Terceira Via surgiu na Itália, representando uma aliança dos sociais-democratas com os partidos de centro. A pauta de muitos desses partidos trocou a justiça social por questões de direitos humanos e preservação ambiental, respondendo e conciliando com os apelos dos chamados Partidos Verdes. Mas o flerte com o neoliberalismo resultou numa crise de identidade.

Em linhas gerais, a Social-democracia defende a liberdade em todos os sentidos, a igualdade, a justiça social e a solidariedade. Ou seja, o objetivo é tornar o capitalismo mais igualitário. Atualmente, Suécia, Dinamarca, Finlândia e Noruega são os países que mais refletem esta preposição.

Fontes:
LEFRANC, George. Socialismo Reformista. Lisboa: Circulo dos Leitores, 1974.
http://www.correiodeuberlandia.com.br/pontodevista/2011/05/20/social-democracia/



publicado por pimentaeouro às 00:11
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Terça-feira, 24 de Março de 2015
Passou-se? #2

Conheço pessoalmente Henrique Neto, empresário de sucesso, modernizou a industria de moldes em Portugal. Viciado no trabalho, é um homem honesto, tentou introduzir reformas moralizadoras no PS, sem qualquer sucesso.

A sua candidatura às eleições presidenciais já está anunciada, não tem o apoio do PS nem dos outros partidos e não o estou a ver retirar dinheiro da sua empresa para fazer campanha eleitoral.

Tirando a Marinha Grande, é praticamente desconhecido no resto do país, onde irá buscar votos? Com cerca de 70 anos, a idade não lhe acrescentou o bom senso que lhe conheço.


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publicado por pimentaeouro às 17:08
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Sexta-feira, 13 de Março de 2015
Passou-se?

Conheço pessoalmente Carvalho da Silva. Sempre o conheci como um homem sensato, um homem de consensos, honesto, e também conheço as suas limitações.

Numa entrevista mostrou-se disponível para se candidatar a Belém. Não tem o apoio do PCP, do PS também não, do PSD nem pensar. Resta-lhe, talvez, o Bloco de Esquerda e de minorias dos partidos de esquerda. Afirmar que as eleições presidenciais são suprapartidárias é conversa para enganar tolos.

Se não é uma insanidade, parece.

 


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publicado por pimentaeouro às 01:02
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Sábado, 21 de Junho de 2014
POLÍTICA

 

Política. Ainda há quem acredite na política e nas suas instituições, o Estado. A política trata o modo como nos organizamos em sociedade. Os conceitos base da política são: liberdade, igualdade, justiça, direitos incluindo os sociais, eleiçoes livres, etc..

Pelo menos, desde a Grécia clássica que o homem discute política. Até hoje.

Maquiavel escreveu o “Príncipe”, tratado da política cínica que tanto agradou a vários déspotas.

O que os tratados dizem é uma coisa a forma como a humanidade tem vivido desde que existem sociedades organizadas é outra bem diversa: regimes repressivos com diversas graduações, uns mais, outros um pouco menos.

A flor da democracia só despontou no final do século XIX e nas décadas de 20 e 30 do século passado já uma mancha de ditadoras cobria vários países da Europa. Dos outros continentes nem vale a pena valar.

Como devemos viver juntos? O ser humano é, por natureza, gregário, social. As nossas vidas encontram-se ligadas, entrelaçadas com a vida de inúmeras pessoas, quer nos sejam familiares ou não,  e muitas outras que não conhecemos.

A vida em sociedade tem múltiplas inter-relações, conexões, e é muito complexa ao ponto de ultrapassar a nossa compreensão.

Vivermos com outras pessoas, conseguir meios para sobreviver e a forma como organizamos a  sociedade é a essência da política.

É paradoxal, mas hoje, no século XXI esta conversa parece não ter sentido e todavia está tudo por fazer.



publicado por pimentaeouro às 10:29
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Domingo, 8 de Dezembro de 2013
Política

 

 

Política. Ainda há que acredite na política e nas suas instituições, o Estado. A política trata o modo como nos organizamos em sociedade. Os conceitos base da política são: liberdade, igualdade, justiça, direitos incluindo os sociais.

Pelo menos, desde a Grécia clássica que o homem discute política. Até hoje.

Maquiavel escreveu o “Príncipe”, tratado da política cínica que tanto agradou a vários déspotas.

O que os tratados dizem é uma coisa a forma como a humanidade tem vivido desde que existem sociedades organizadas é outra bem diversa: regimes repressivos com diversas graduações, uns mais, outros um pouco menos.

A flor da democracia só despontou no final do século XIX e nas décadas de 20 e 30 do século passado já uma mancha de ditadoras cobria vários países da Europa. Dos outros continentes nem vale a pena valar.

Como devemos viver juntos? O ser humano é, por natureza, gregário, social. As nossas vidas encontram-se ligadas, entrelaçadas com a vida de inúmeras pessoas, quer nos sejam familiares ou não,  e muitas outras que não conhecemos.

A vida em sociedade tem múltiplas inter-relações, conexões, e é muito complexa ao ponto de ultrapassar a nossa compreensão.

Vivermos com outras pessoas e a forma como organizamos a  sociedade é a essência da política.

É paradoxal, mas hoje, no século XXI esta conversa parece não ter sentido.



publicado por pimentaeouro às 21:49
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Domingo, 17 de Março de 2013
Retirado do Baú

Fui ao meu baú de velharias e encontrei este texto de um inquérito da SEDES. Já deve ter três ou quatro anos e surpreende pela actualidade, parece que a amostragem foi recolhida ontem.

 

 

“Portugueses sentem-se traídos pelos políticos

Inquérito da SEDES conclui que maioria dos eleitores não confia no Poder

<input ... >

ISABEL TEIXEIRA DA MOTA

Os portugueses estão descrentes. Sentem que os eleitos não atendem às suas expectativas. Esta percepção e a de que a Justiça não funciona contribuem para a sua ideia de que a qualidade da democracia é baixa.

Que os portugueses são dos cidadãos europeus mais insatisfeitos com o funcionamento do seu regime democrático já se sabia desde finais dos anos 80 através de estudos que o confirmam. O que está por detrás dessa insatisfação é algo que só mais recentemente tem vindo a ser explorado.

O estudo "A Qualidade da Democracia em Portugal: A Perspectiva dos Cidadãos", apresentado ontem por Pedro Magalhães no congresso da Associação para o Desenvolvimento Económico e Social (SEDES) revela que o funcionamento da Justiça e do Estado de direito é dos pontos mais críticos do funcionamento da democracia em Portugal.

Num debate que decorreu no Instituto de Defesa Nacional, o investigador do Instituto as Ciências Sociais da Universidade de Lisboa destacou que "maiorias muito expressivas consideram que diferentes classes de cidadãos recebem tratamento desigual em face da lei e da Justiça, e a maioria sente-se desincentivada de recorrer aos tribunais para defender os seus direitos".

Mas há mais. Uma média de "mais de dois em cada três eleitores partilham a percepção de não terem qualquer influência nas decisões políticas e pensam que os políticos se preocupam exclusivamente com interesses pessoais. Além disso, percepcionam que a sua opinião não é tomada em conta nas opções dos governantes e que não há sintonia entre aquilo que consideram ser prioritário para o país e aquilo a que os Governos dão prioridade".

Estas percepções que foram agrupadas na dimensão designada "responsividade" da classe política são aquelas que mais se relacionam com a insatisfação geral com o funcionamento da democracia. "Prevalece claramente a ideia de que os eleitos não atendem às expectativas e interesses dos eleitores, e é essa ideia que mais está relacionada com a percepção de uma baixa qualidade geral do regime", sublinhou também Pedro Magalhães.

"Todos devemos olhar para estes resultados e estar preocupados com eles, e não ficar satisfeitos apenas com as coisas positivas, mas também estarmos preocupados com alguns aspectos. É uma função de todos os portugueses, a democracia é para todos", salientou o chairman da Luís Campos e Cunha, citado pela Lusa.

A avaliação dos portugueses é negativa ainda noutras dimensões. "Predomina o cepticismo quanto às qualidades do nosso sistema eleitoral. A maior parte dos inquiridos vê o Governo como estando condicionado por factores externos (situação económica internacional, poderes económicos e prioridades de outros governos). E as mulheres, em particular, percepcionam "uma tendencial desigualdade nas oportunidades reais de participação política em Portugal".

Em suma, o estudo diz que 51% dos cidadãos não estão satisfeitos com a democracia e destes 16% dizem-se "nada satisfeitos".

O facto de a maioria dos portugueses considerar que os governantes não assumem como prioridade os mesmos problemas que os eleitores identificam como os mais graves no país já surgia antes, em outros inquéritos, mas agora mostra "um alto grau de 'distância ao poder' e desafeição dos portugueses em relação ao poder", disse por sua vez Pedro Magalhães.

O inquérito foi realizado pela Intercampus entre os dias 13 e 23 de Março numa amostra de 1003 inquiridos com mais de 18 anos residente em Portugal continental. Os inquiridos foram seleccionados através do método de quotas e a informação foi recolhida por entrevista directa e pessoal na residência dos inquiridos”

 



publicado por pimentaeouro às 12:09
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Quarta-feira, 2 de Maio de 2012
Ouvir para crer !

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publicado por pimentaeouro às 20:14
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