Conhece-te a ti mesmo... se puderes.

Quarta-feira, 5 de Outubro de 2016
5 de Outubro

Resultado de imagem para bandeira portuguesa

 

Não foi o Partido Republicano que conquistou o poder, foi o regime monarquico que já estava moridundo. Alguns republicanos tinham consciencia disto: António José de Almeida afirmou "como é de 300.000 republicanos (talvez menos) podem governar 5,5 milhões de cidadãos, a maioria dos quais vivendo em zonas rurais, analfabetos, conservadores e muito dominadas pela Igreja e pelo cacaquismo local?"

Podemos acrescentar, como poderia sobreviver um regime democrático? Esta contradição foi fatal para a I República e os republicamos encarregaram-se de fazer o que faltava.

O programa dos republicanos era utópico: Democracia politica e econónica, sufragio universal, melhoria radical dos direitos sociais, instrução pública emancipação da mulher, anticlerialismo laicista, etc.

A I República nunca foi democratica, não poderia se-lo, teve vida curta, apenas 16 tumultuosos anos. O seu estado de graça foi curto, a agitação social e a violência começaram pouco depois de instaurado o regime e a participação tardia de Portugal na I Guerra Mundial agravou todos os problemas.



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Quinta-feira, 16 de Junho de 2016
Arábia Saudita

 

Sua magestade  quer reformar o pais - reformar o irreformável - e passar do feudalismo para as primeiras décadas do século XX. 

Acontece que para operar essa transformação é preciso partir a cabeça dos homens ao meio, meter as reformas lá dentro e coser a cabeça. Pago para ver.

 

 

A Arábia Saudita é uma monarquia absoluta teocrática, embora, de acordo com a Lei Básica da Arábia Saudita adotada por decreto real em 1992, o rei deve estar de acordo com a Sharia (isto é, a lei islâmica) e o Alcorão. O Alcorão e a Sunnah(as tradições de Maomé) são declarados como a constituição e nenhuma constituição moderna já foi escrita para o país. A Arábia Saudita é o único país árabe onde nunca houve eleições nacionais, desde a sua criação. Partidos políticos ou eleições nacionais são proibidas e, de acordo com Índice de Democracia de 2010 feito The Economist, o governo saudita era o sétimo regime mais autoritário do mundo, entre os 167 países avaliados na pesquisa.

Na ausência de eleições nacionais e de partidos políticos, a política na saudita ocorre em duas arenas distintas: entre afamília real, a Casa de Saud, e entre os monarcas e o resto da sociedade. Fora da família Saud, a participação no processo político é limitada a um pequeno segmento da população e assume um tipo de consultoria da família real sobre decisões importantes. Este processo não é divulgado pela mídia local.

Por costume, todos os homens maiores de idade têm o direito de petição ao rei diretamente através da reunião tribal tradicional conhecida como majlis. Em muitos aspectos, a abordagem de governo difere pouco do sistema tradicional de regra tribal. A identidade tribal continua forte no país e, fora da família real, a influência política é frequentemente determinada pela afiliação tribal, com xeques tribais mantendo um grau considerável de influência sobre eventos locais e nacionais. Como mencionado anteriormente, nos últimos anos tem havido medidas limitadas para ampliar a participação política, como a criação do Conselho Consultivo no início de 1990 e do Fórum de Diálogo Nacional em 2003.

O governo da família Saud enfrenta oposição política a partir de quatro fontes: ativismo islâmico sunita, principalmente a Província Oriental; críticos liberais; minoriaxiita; e antigos adversários tribais e regionais (por exemplo, no Hejaz). Destes, os ativistas islâmicos foram a ameaça mais importante para o regime e nos últimos anos perpetraram uma série de atos violentos ou terroristas no país. No entanto, protestos populares abertamente contra o governo, mesmo que pacíficos, não são tolerados.

A Arábia Saudita é o único país do mundo que proíbe as mulheres de dirigir. Em 25 de setembro de 2011, o rei Abdullah anunciou que as mulheres terão o direito de se candidatar e votar nas futuras eleições locais e se juntar ao conselho consultivo Shura como membros de pleno direito.

 

 


publicado por pimentaeouro às 21:01
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Sexta-feira, 1 de Maio de 2015
Tudo tem um fim

Resultado de imagem para pintura 1º. maio

 

Quase metade da minha vida foi vivida na noite salazarista, noite de chumbo, de vida sem esperança, cheguei a pensar que a noite não tinha fim.

Nos anos 60 começou a formar-se uma classe média, que maioritariamente não era afecta ao regime, também não era antisalazarista, simplesmente queria viver como se vivia na Europa. Com ela a base social de apoio ao regime começou a diminuir acentuadamente: tudo tem um fim. Quando Marcelo Caetano chegou ao poder o regime já não tinha salazaristas como D. Carlos já não tinha monárquicos.

Há 41 anos aconteceu, como nunca imaginei, um mar de alegria. Não voltou a acontecer. 

 



publicado por pimentaeouro às 12:53
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Quarta-feira, 29 de Abril de 2015
Convém recordar

SALAZAR.jpg

 

Para que não volte a acontecer.

 Salazarismo, o que foi?

           Em 1926 foi implantado em Portugal um regime de ditadura militar, movimento que teve por figura principal Salazar. Este tomou de imediato medidas em relação à economia portuguesa (enquanto Ministro das Finanças), aumentando os impostos e reduzindo as despesas do Governo. Assim, eliminou o défice financeiro, o que lhe valeu grande prestígio e influência, chegando mesmo a retirar aos militares o poder de que dispunham até ao momento.

          Salazar tornou-se Presidente do Conselho de Ministros em 1932, e em 1933 terminou a Ditadura Militar e começou oficialmente o Estado Novo. Uma vez à frente do Governo, Salazar fez vigorar uma nova Constituição (a de 1933), que permitiu o fim da Ditadura Militar, e a qual tinha por principal mudança a dos poderes políticos:

  • O poder executivo pertencia ao Presidente da República e ao Governo nomeado por este;
  • O poder legislativo pertencia à Assembleia Nacional (eleita a cada quatro anos). Contudo, a última palavra relativamente às leis era dada pelo Presidente do Conselho, o que nos permite dizer que o Governo também interferia no Poder Legislativo.

          Apesar de na Constituição constar isso, os direitos dos cidadãos não eram respeitados e as eleições não eram livres, sendo manipuladas por todo o tipo de ilegalidades. A Assembleia Nacional, formada por deputados, tinha um poder muito limitado, e, apesar da hierarquia estabelecida pela Constituição, Salazar teve sempre um poder superior (e incontestado) ao do Presidente da Republica.

 

Características do Salazarismo:

  1. Regime conservador e autoritário (pressupõe intervencionismo estatal); ideologia assente nos valores de Deus, Pátria e Família (conservador); poder legislativo submetido ao Governo (autoritário).
  2. Anticomunismo / antidemocracia / antiliberalismo;
  3. Corporativismo (o corporativismo retirou aos trabalhadores toda a capacidade reivindicativa);patrões e operários obrigados a entendimento, de acordo com o Estatuto do Trabalho Nacional.
  4. Repressão; ligada à PIDE, prisões arbitrarias e tortura dos presos políticos;
  5. Polícia Política (PIDE);
  6. Censura da imprensa e dos costumes;
  7. Propaganda Política
  8. Partido Único;
  9. Educação da Juventude;
  10. Culto do Chefe;
  11. Protecionismo (nacionalismo económico – objetivo: autarcia; proteção em relação a produtos estrangeiros);
  12. Colonialismo/Imperialismo (Ato Colonial de 1930; Império Colonial Português – tema de propaganda política);Portugal tem a obrigação de civilizar as colónias e estas de servirem de apoio ao desenvolvimento económico da Metrópole;
  13. Isolamento do país do resto do mundo.

 



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Sexta-feira, 25 de Abril de 2014
40 anos de Abril #3

GRANDOLA VILA MORENA

 

 

 

 

 

 

 

 

 



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Sábado, 7 de Setembro de 2013
As crises da democracia
Respostas à Crise na Europa: Fascismos e Tentativas de "Frente Popular" (1922-1939)

Os sistemas políticos democráticos, triunfantes no início doséculo XX, foram muito abalados com a crise do período pósPrimeira Guerra Mundial, que suscitou o aparecimento de umgrande número de adeptos de ideologias totalitárias, fascistasou comunistas. O programa político e económico liberal não semostrara à altura de resolver as questões mais prementes doseu tempo, de modo que abriu caminho a novas ideologias quetraziam uma nova confiança às classes médias e ao operariadodesiludido com o liberalismo.
Enquanto o operariado aderia às ideologias socialistas ecomunistas, promissoras de um futuro com melhores condiçõesde vida, a burguesia aderia às ideologias fascistas, temendouma onda de agitação social e o crescimento do bolchevismo.
O fascismo propunha uma nova doutrina social, económica epolítica, diferente do liberalismo, que rejeita o parlamentarismo,o pluripartidarismo, bem como a democracia, consideradoselementos perturbadores da estabilidade política e nacional.Propõe um forte combate ao comunismo e ao socialismo,ideologias tidas como opositoras ao nacionalismo, e nãoapresenta qualquer respeito pelos direitos individuaissacrificados ao interesse da nação e do Estado. O nacionalismoé um sentimento enfatizado pelo fascismo, que o despertaatravés da sobrevalorização de uma gloriosa época passada eenaltecimento das obras do presente. A unidade do Estado éuma prioridade deste sistema político, e para que ela aconteçatodos os poderes deverão estar concentrados num líder danação ao qual todos devem obedecer e respeitar; adota,portanto, um modelo corporativista, que melhor serve estaideologia procurando anular conflitos de classe, e promove orecurso à violência para atingir os seus fins. Cria, para esseefeito, milícias armadas, dando uma especial atenção àpreparação física e às paradas e desfiles militares consideradasum dos melhores meios de despertar o entusiasmo daspopulações.
Este era, em suma, o programa fascista, que num curto espaçode tempo ganhou muitos adeptos em todas as classes sociais dequase todos os países da Europa, onde ainda recentementehaviam sido instituídos regimes liberais. 
Em Itália, o fascismo chegou ao poder em 1922, através doPartido Nacional Fascista, de Benito Mussolini. Esta organizaçãovirá a exercer uma grande influência na formação do PartidoNacional Socialista alemão, que em 1932, liderado por AdolfHitler, chega ao poder na Alemanha. Esta ideologia fascista foibem aceite na Itália, um país que atravessava uma criseeconómica e social e ansiava repetir os sucessos de outrostempos, nomeadamente a tentativa de restauração da grandezado Império Romano. Na Alemanha, o fascismo, sob a forma denazismo, trazia uma nova esperança para uma populaçãohumilhada pelo Tratado de Versalhes (1919), e confrontada comgraves problemas como o aumento do desemprego e dainflação. Assim, o partido nazi, apoiado pelos grandes industriais(como os Krupp, do aço), agradava tanto ao operariado como àclasse burguesa, e crescia de dia para dia através de uma fortecampanha propagandística nos meios de comunicação social eatravés da organização de manifestações de rua onde eraexaltado o nacionalismo alemão, baseado numa eventualsuperioridade da pretensa raça "ariana" em que seenquadravam os alemães.
Na Itália, Mussolini concebe o Estado totalitário como o garanteda nação, dentro de uma doutrina fascista profundamentenacionalista, que exalta a raça italiana pela lembrança de umpassado glorioso (o Império Romano) e pela dominação depovos tidos como inferiores através do imperialismo.
Esta doutrina - porque, no fundo, em ambos os casos se trata da mesma - defende a diferenciação de raças superiores einferiores: é portanto racista. Dentro do mesmo povo consideratambém haver imensas desigualdades, exaltando asuperioridade dos militares e dos militantes do partido, paraalém da inferioridade da mulher, sobretudo perante a morte. Aelite, que se afirma ela própria um grupo superior na sociedade,não precisa de ser eleita para governar, o que não justifica aexistência de partidos e de eleições. De entre todos, o chefe é oindivíduo mais qualificado na sociedade, ao qual a populaçãodeverá prestar culto.
O Estado fascista corporativista sobrepõe aos direitos individuaisos interesses do Estado, ou seja, valores como a liberdade e oindividualismo estão subordinados ao poder do Estado, que criauma sociedade regida por ideais fascistas veiculados pelapropaganda e por uma educação controlada. Para atingir os seusobjetivos, permite até a utilização de meios violentos erepressivos em nome do interesse coletivo.
A violência do fascismo no Norte de Itália alastrou a todo o paísem 1921, apesar dos partidos de esquerda tentarem, em vão,conter este crescimento. A partir de então, o partido fascistaassume-se como a única força política capaz de manter aordem. Mussolini tira partido do prestígio ganho e faz as suasmilícias, os "camisas negras", marcharem sobre Roma a 30 deoutubro de 1922. O líder fascista precipita a queda do governo ecoage o rei a entregar-lhe o poder e, nas eleições de 1924,obtém mesmo a maioria absoluta, através de meios ilícitos(como a intimidação, pela violência, dos adversários políticos, oassalto e destruição de sedes dos partidos rivais, etc.) e lança-se na estruturação de um plano governativo anti-democrático,no qual todas as instituições e todas as camadas sociais passama estar submetidas ao controlo apertado do Estado. Mussolinicria a OVRA (Organização de Vigilância e Repressão doAntifascismo), a MVSN (Milícia Voluntária para a SegurançaNacional), recruta nas fileiras do partido os funcionários doEstado e faz com que os sindicatos e corporações sejamcontrolados por esse mesmo Estado. 
Com a resolução do problema da tensão social, passa-se entãoa tentar resolver o desemprego através da implementação deum programa de obras públicas e do encorajamento do aumentoda produtividade agrícola dentro de uma economia protecionistavoltada para a autossuficiência. O relativo sucesso desteprograma chama mais adeptos para o partido fascista. No planoda política externa o grande objetivo deste regime é arestauração do antigo império, agora inserido numa novaperspetiva imperialista e mais transcontinental, peloalargamento da sua rede de influências. Por este motivo,Mussolini participou na Guerra Civil Espanhola, ao lado de Francoe dos seus nacionalistas e conquistou a Etiópia em 1936.
Na Alemanha, o partido nazi de Adolf Hitler começava a crescerem 1920, pois agradava aos burgueses receosos dodesenvolvimento do comunismo, satisfazendo igualmente umvasto grupo de trabalhadores que nele depositavam grandeconfiança. O partido tentava aliciar mais adeptos através dapropaganda e de demonstrações das suas milícias.
Em 1928, o partido obtém uma votação ainda não satisfatórianas eleições, na sequência das quais é intensificado o combateàs forças da oposição e aos judeus, acompanhado demanifestações do seu poder, as quais se mostram eficazes naseleições de 1932, em que os resultados lhes são bastante maisfavoráveis. Embora Hitler não tenha ainda alcançado a maioriaabsoluta, exige o cargo de chanceler (equivalente a primeiro-ministro, mas com mais poderes). Nas novas eleições,convocadas como líder do partido vencedor, Hitler é assimnomeado chanceler em janeiro de 1933. Logo de seguidadissolve o parlamento e convoca novas eleições, onde consegue44% de votos. Com o apoio do Partido Católico, Hitler éempossado de todos os poderes que lhe permitem sersimultaneamente chanceler e presidente e criar um Estadototalitário sem partidos nem sindicatos, onde a oposição éperseguida e exterminada.
Hitler impõe uma ditadura sustentada pela Gestapo, a políciapolítica, e as emergentes e violentas SS, as milícias armadas dopartido. Tal como Mussolini, combate o desemprego peloincremento das obras públicas, mas também pelo reforço dapolítica de armamento e pelo aumento do funcionalismo;preocupa-se também com o fomento do crescimento daprodutividade agrícola e industrial.
Os estados fascistas tinham um forte apoio das massaspopulares desde cedo levadas a assimilar e respeitar os valoresincutidos pela propaganda e pela instrução escolar ministradospor organizações educativas que exaltavam o nacionalismo e oculto do chefe e da força. Assim, na Itália existiam "Os filhos da Loba", para educação das crianças dos 4 aos 8 anos, os"Balilas", para miúdos dos 8 aos 14 anos de idade, os"Vanguardistas", dos 14 aos 18, e a "Juventude Fascista", parajovens maiores de 18 anos. Na Alemanha, a grande organizaçãojuvenil era a "Juventude Hitleriana". Em Portugal havia a"Mocidade Portuguesa".
Apesar do sucesso de forças políticas radicais antidemocráticasno período do pós-guerra, mantiveram-se na Europa regimesparlamentares herdeiros da tradição democrática europeia, ondecolaboravam as alas da direita e da esquerda, que alternavamno poder e afastavam a ameaça dos regimes autoritários.
Na França, o regime de Mussolini era bem visto por uma grandepercentagem da população, enquanto a fação de esquerda sesentia atraída pelo modelo soviético. As alas maisconservadoras atacam o regime democrático. Na Bélgica, haviaalguns adeptos do autoritarismo como Léon Degrelle; mas emInglaterra, Oswald Mosley, o líder fascista, não tinha muitosseguidores. Só o Partido Trabalhista tinha alguma força, emborao rotativismo parlamentar mantivesse o equilíbrio político danação.
O ataque aos regimes democráticos foi mais forte com a crisede 1929, que gerou um movimento de contestação por partedas forças mais conservadoras, exigindo a reunião de forças dospartidos democráticos. Em França, a democracia prevaleceu,apesar das ameaças fascistas e da debilidade dos governos. OBloco Nacional, uma coligação entre os radicais e a direitamoderada, governou de 1919 a 1923, ano em que os radicaisse retiraram da coligação; em 1924, o vencedor foi o Cartel dasEsquerdas, composto por radicais e socialistas, que caiu em1925, sendo depois substituído pela União Nacional em 1926,que trazia outra vez ao poder os radicais e a direita moderada.Em 1932, a direita saiu com nova vitória do Cartel dasEsquerdas para voltar em 1934 com a União Nacional. Em1936, surgia a Frente Popular, composta pelos partidos Radical,Socialista e Comunista que, como pontos principais do seuprograma, apresentava a defesa da paz, do pão e da liberdade.O triunfo nas eleições de 1936, permitiu a formação de umgoverno socialista chefiado por Léon Blum no qual, no entanto,não participavam os comunistas.
Esta vitória gerou uma onda de greves, de ocupações defábricas e reivindicações salariais, que o governo tentouacalmar. Todavia, as greves mantiveram-se até intervir oPartido Comunista que não quisera entrar no governo. Esta instabilidade, no entanto, forçou Léon Blum a avançar com medidas que respondessem às exigências do operariado.
Em junho de 1937, Léon Blum demitia-se com o agravamentoda situação social e política e com a agitação entre os partidos; voltaria ao poder em março de 1938, depois da queda do governo radical de Chautemps para de novo, pouco depois, sevoltar a afastar da política.
Édouard Daladier, do partido radical, formou governo com oapoio da direita, facto que fez aumentar as tensões sociais e opoder da extrema direita.
Na Inglaterra, a extrema direita não tem qualquer expressão, eem 1935 o país entra num clima de desenvolvimentoeconómico, que trouxe estabilidade política. Em Espanha, aqueda da ditadura de Primo de Rivera (1923-1930) e damonarquia em 1931, instaurou um regime parlamentardemocrático composto por uma coligação de republicanos,socialistas, e nacionalistas catalães. Uma vez instalados nopoder, os republicanos desencadearam grandes reformas, quepor sua vez suscitaram a crítica e consequente união dosconservadores, para além da reação da direita, que venceu aseleições de 1933. A esquerda procurou reagir e nas eleições de1936 surge numa coligação, a Frente Popular, que acaba porvencer, vindo a formar governo sem os comunistas.
Este governo retomou as reformas do primeiro governorepublicano, e, entre outras medidas, decretou a separação daIgreja e do Estado. O descontentamento das forças de direita,coligadas na Frente Nacional, originou um novo clima de graveagitação social e viria a ser o facto que despoletou a dramáticaguerra civil Espanhola entre 1936 e 1939.
ver artigo Respostas à Crise na Europa: Fascismos e Tentativas de "Frente Popular" (1922-1939)...
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Como referenciar este artigo:
Respostas à Crise na Europa: Fascismos e Tentativas de "Frente Popular" (1922-1939). In Infopédia [Em linha]. Porto: Porto Editora, 2003-2013. [Consult. 2013-09-09].
Disponível na www: <URL: http://www.infopedia.pt/$respostas-a-crise-na-europa-fascismos-e>.


publicado por pimentaeouro às 22:48
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Sexta-feira, 26 de Abril de 2013
25 de Abril #2
Daniel Oliveira
Semanário Expresso, Sexta feira, 26 de abril de 2013

 Quando, há 39 anos, um conjunto de oficiais de baixa patente, apenas munido dos mais rudimentares conceitos ideológicos e sem qualquer experiência política, derrubou um regime que já mal se aguentava de pé, prometeu, num programa genérico, três coisas: descolonizar, democratizar e desenvolver Portugal.

Pior ou melhor, a descolonização tardia foi feita. A democracia, depois de um período conturbado mas pacífico quando comparado com outras revoluções, foi aceite por todos. E o desenvolvimento, a mais difícil das três tarefa, superou as melhores expectativas.   

Em menos de meio século, Portugal deu um salto assombroso. Um país atrasado, isolado, miserável e semianalfabeto chegou rapidamente ao restrito clube do primeiro mundo. Pobre entre os ricos, é verdade. Mas em tudo um contraste com o seu passado.

saneamento básico e a eletricidade chegaram a todo o território. Foram construídas infraestruturas. A segurança social foi generalizada. Acabou-se com trabalho infantil. As barracas foram praticamente erradicadas. A pobreza e a desigualdade, que subsistem, não são comparáveis à miséria em que vivia grande parte da população. Passámos de um País de emigrantes para um País de imigrantes. Nasceu um Serviço Nacional de Saúde gratuito e universal. Os nossos indicadores de mortalidade infantil passaram dos piores para os melhores da Europa. O analfabetismo é hoje marginal e a nova Escola Pública formou a geração mais bem preparada, culta e instruída que Portugal conheceu em toda a sua história. Quem desmerece o que conseguimos nestas quatro décadas comete a pior das injustiças: a ingratidão consigo próprio. Em 40 anos fizemos o que a maioria das nações europeias levaram mais de um século a construir.

Os três d's não eram três partes de um programa. Eram todos a mesma coisa. Não seria possível desenvolver Portugal e ter um Estado Democrático se teimássemos na guerra colonial. Num país tão atrasado e desigual, o desenvolvimento só foi possível porque os portugueses o exigiram no uso da sua liberdade. E a construção da democracia, numa nação que nunca a conhecera realmente, só prevaleceu porque trouxe bem estar. E o Estado Social foi o mais poderoso motor desta democratização tardia.

Quem acredita que a democracia vingaria no meio da miséria julga que ela se impõe pela sua indiscutível bondade. Que a história é justa e os povos sábios. Não, ela só resiste se conseguir garantir as condições materiais para o seu exercício.

Nenhuma democracia sobrevive à destruição da classe média e ao empobrecimento geral da população. Nem à completa instabilidade social, imprevisibilidade pessoal e insegurança laboral. Nenhuma democracia sobrevive sem a confiança dos cidadãos no Estado e essa confiança depende, pelo menos em Portugal, do Serviço Nacional de Saúde, da Segurança Social e da Escola Pública. Nenhuma democracia sobrevive a um discurso castigador do poder, à ausência de esperança, a uma intervenção externa sem fim à vista e ao discurso da inevitabilidade, que torna as eleições numa mera formalidade sem conteúdo.

Quando se diz que os valores do 25 de Abril estão em perigo constata-se uma evidência: se o nosso caminho é empobrecer, temos de nos preparar para viver sem liberdade. Porque uma nação é como uma cidade: se à nossa volta só houver a miséria e o caos, até os mais ricos estão condenados a viver cercados por muros.



Ler mais: http://expresso.sapo.pt/antes-pelo-contrario=s25282#ixzz2RZePzZQq



publicado por pimentaeouro às 14:04
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Quinta-feira, 25 de Abril de 2013
25 de Abril

 

 

A terceira República terminou com a eleção de Passos Coelho. Agora vivemos noutro regime (ainda não é o Estado Novo) que ainda não tem designação.



publicado por pimentaeouro às 20:24
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