Conhece-te a ti mesmo... se puderes.

Quinta-feira, 8 de Setembro de 2016
Julieta

 

Ainda existo na tua memória? Como a saudade de um encontro feliz ou como um pesadelo que nunca deveria ter acontecido na tua vida?

Éramos dois jovens e apenas queríamos amor como todos os jovens desejam. Por imposição do teu pai o nosso namoro teve que acabar. Convidaste-me para nos encontrarmos em Sintra e foste obrigada a mandar-me embora como se eu fosse um oportunista que queria enganar-te.

A dor daquela violência foi mais profunda no teu coração: o amor já tinha raízes em ti. Ambos tivemos uma mocidade triste, já eras órfã da tua mãe e eu era órfão de pais vivos.

A tua vida é uma incógnita para mim, nunca mais te voltei a ver – como foi possível isto acontecer? Apenas sei que emigras-te para Londres numa época em que poucas mulheres o faziam, não foi emigração foi um exílio, exilaste-te do teu pai.

Regressaste, não sei quando, casada com um inglês, e refugiaste-te na serra de Sintra, na Sintra que tu amavas. Uma senhora muito reservada diz-me que te conhece: também sou reservado, a vida fez-nos assim.

Mais uma vez o acaso, o grande fazedor e desfazedor de vidas, não quis que nos reencontrássemos. Desejava muito que a última recordação que tenho de ti não fosse aquele choro convulsivo que selou a nossa separação há sessenta anos.


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Sexta-feira, 31 de Outubro de 2014
Dia de finados

 

 

É uma velha tradição da igreja católica e da protestante também, prestar homenagem aos mortos, recordar pessoas que nos são queridas, que nos amaram.

Halloween não sei o que é, cheira-me a uma chinesice americana, um, mais um, abandalhamento da nossa cultura.

Que as autarquias colaborem e estimulem a farsa, já me parece mais complicado.


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Sexta-feira, 17 de Outubro de 2014
Canábis

 

O professor Fernando Cervero, no livro Unerstanding Pain, editado pelo Massachusetts Institute of Technology, refere as propriedades medicinais do canábis, principalmente, para aliviar a dor crónica da neuropatia periférica e também para aliviar a dor em doentes terminais. Existe uma grande variedades de canábis e algumas espécies medicinais.

Não é por falta de informação que governo, partidos políticos (excepto o Bloco de Esquerda que apresentou uma proposta para a despenalização do canábis) Ordem dos Médicos e a maior parte dos médicos não levantam um dedo para a despenalização da canábis medicinal.

É uma hipocrisia que roça o crime impedir o sofrimento desnecessário de milhares de doentes. A actual legislação permite que se vendam sementes para a plantação da canábis e ao mesmo tempo criminaliza a venda do seu fruto com as propriedades medicinais. Os traficantes de drogas agradecem a gentileza.

Com a agenda política marcada pelos jogos florais das próximas eleições legislativas não será tão cedo que este problema ficará resolvido. Para cumulo da hipócrisia, o governo autorizou uma empresa a plantar canábis medicinal para venda exclusva na Reino Unido. Os doentes ingleses são mais importantes do que os doentes portugueses?

Para que quiser arriscar segue uma lista das lojas onde podem ser adquiridas as sementes da canábis:

 

 https://cognoscitiva-pt.com/

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As lojas Cognoscitiva encerram aos Domingos e Feriados.

Cognoscitiva LISBOA
Rua Engenheiro Nobre Guedes 18 (clicar para ver mapa)
1500-263 Benfica, Lisboa 
Horário: Seg/Sáb 14h-20h

Tel: 213 962 106 / Tel/Fax: 211 546 950
Tlm: 912 542 642
e-mail geral: cognoscitiva@gmail.com
e-mail loja online: encomendas.cognoscitiva@gmail.com

Cognoscitiva COIMBRA
Galerias Avenida Loja 603 - 6º piso
Rua Antero de Quental nº 263
3000-350 Coimbra
Horário: Seg/Sáb 14h-20h
Tel: 239 834 067
e-mail: cognoscitiva.coimbra@gmail.com

Cognoscitiva LEIRIA
Rua Barão Viamonte nº76 - Loja 2
2400-261 Leiria
Horário: Seg/Sex 14h-20h Sábado 14h-18h
Tel:  244 096 373 / Tlm: 919 514 262
e-mail: cognoscitivaleiria@gmail.com

Cognoscitiva SANTARÉM
Rua Nuno Velho Pereira nº18 - Loja 14
2000-231 Santarém
Horário: Seg/sáb 14h-20h
Telefone: 243 332 117
Tlm: 962 295 280 / 962 295 281
e-mail: cognoscitiva.santarem@gmail.com

Cognoscitiva ALMADA
Rua Ilha de S. Tomé nº 2

2805-163 Almada
Horário: Seg/sáb 14h30-20h

Tlm: 912 495 942 / 919 631 810
e-mail: cognoscitiva.almada@gmail.com

Cognoscitiva SETÚBAL
Estrada de Palmela nº43, R/C Loja
2900-534 Setúbal
Horário: 14h30-20h
Telefone: 265 547 760
Tlm: 912 495 942 / 919 631 810
e-mail: cognoscitiva.setubal@gmail.com

Cognoscitiva ALGARVE
Urbanização Quinta da Praia nº4, Loja 4
8500-013 Alvor, Portimão
Horário: Seg/Sáb 14h-20h
Telefone: 282 492 615
Tlm: 913 923 947 / 963 084 927
e-mail: cognoscitiva.algarve@gmail.com

Cognoscitiva SINTRA (NOVA LOJA)
Centro Empresarial do Celão, Fracção J
Estrada Nacional 247 - km 66
2705-841 Terrugem, Sintra
Horário: Seg/Sáb 14h-20h
Telefone: 219 612 220
Tlm: 926 619 269
e-mail: cognoscitiva.terrugem@gmail.com

Cognoscitiva AYAMONTE (ESPANHA)
Calle José Pérez Barroso nº40
21400 Ayamonte, Huelva, Espanha
Horário: Ter/Sab 13h-19h
Martes/Sabado 14h-20h
Tlm: +34 959 320 087
e-mail: cognoscitiva.ayamonte@gmail.com

 


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Quarta-feira, 23 de Abril de 2014
Maria do Carmo

Tia Maria do Carmo, recordo-te com muita saudade e recordar-te-ei com terna saudade até ao final dos meus dias.

A minha tia foi para mim uma mãe emprestada até ao seu casamento e nascimento do seu primeiro filho. Tratou-me sempre por filho, intuição feminina:  eu precisava de alguém que me chamasse filho de uma mãe que não tive.

O seu marido, meu tio Soeiro, tratava-me, com ternura, por Joanico e também tenho saudades dele.

O pão que levava para casa, era arrancado às fúrias e tempestades do mar e chegou a ser generosamente repartido por seis bocas, numa época de pobreza e dificuldades.

A vida compensou-me, em parte, com dois tios generosos e que gostavam de mim. Gostava de ter uma fotografia de ambos para juntar a este post, em jeito de gratidão.

 



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Segunda-feira, 18 de Março de 2013
Tarambola

 

 

 

Principalmente, nas noites frias de inverno parece que chora.


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Quarta-feira, 6 de Março de 2013
Do blogue "O meru sótão é cor de rosa"

Para sempre na lembrança

Leonor, Quarta-feira, 18.07.12

 

Lembro-me das avenidas e das vielas. Tinham cor. Lembro-me das casas, das ladeiras e escadarias. Tinham harmonia. Lembro-me do paredão com gentes a passear, alegres e saltitantes. Lembro-me das conversas de esplanada, dos sorrisos e gargalhadas. Lembro-me da areia beijar os passeios, das árvores plantadas à beira estrada pedirem para crescer.

Lembro-me do cheiro a peixe fresco, dos pescadores e das varinas nas manhãs, das crianças brincarem à beira mar. Lembro-me da roupa estendida nos varões, das janelas abertas de par em par e das varandas soalheiras em fins de tarde.

Lembro-me da neblina esconder a igreja do largo e da chuva quente regar os pés descalços. Lembro-me das toalhas esvoaçarem com o vento norte, dos cabelos se emaranharem nos rostos bronzeados.

Lembro-me dos banhos de mar ao por de sol. Da nudez sem vergonhas, da espontaneidade e genuinidade de quem ficava para assistir ao cair da noite. Não havia saudade e ninguém chorava, as lágrimas caíam nos rostos de quem ria sem parar. Lembro-me do brilho no olhar pelas cumplicidades e das confidências que se liam nos gestos mudos. Lembro-me das mãos que se davam, dos abraços que se colhiam, da ausência das palavras e dos rasgos dos sorrisos. Eram orações perpétuas.

Lembro-me da animação dos jantares, da descontração à hora do café e da camaradagem plena pelas noites dentro. Lembro-me da música purple rain e de extasiar ao ouvi-la por entre a multidão a cantar.

Lembro-me do ruído do mar nas madrugadas, chorava a cantar até ao amanhecer. Eu adormecia no seu pranto sob o céu estrelado, à entrada de uma tenda ali tão perto.

O silêncio. Lembro-me do silêncio. E do movimento. Das danças no areal ao som de rumba flamenca, da maresia a salpicar-me os lábios e da frescura da areia no meu corpo. Lembro-me da lua abraçar as ondas e de tudo ficar azul.

Lembro-me dos brindes à amizade. Eram feitos em qualquer lugar, nas tascas, nas tendas, nas dunas. As dunas. Lembro-me de corrermos ao subi-las e de descê-las às cambalhotas vezes sem conta sem cansaço. Lembro-me da sensação de liberdade quase etérea que a brandura da areia fina nos deixava na pele. Lembro-me das aventuras, lembro-me de me esquecer do resto do mundo.

Lembro-me das fotografias que ficaram e que guardo docemente em álbuns de recordações. São tantos os lugares, tão intensos os momentos. Lembro-me de todos eles.

Lembro-me mas, porém, receio esquecer-me. Receio que as imagens se tornem baças e já não veja beleza nos dias. Que os veja empalidecer, que os sinta esvaziar. Tenho medo. Medo que tudo acabe. Os sorrisos, as gargalhadas, a suavidade dos passos na calçada, as danças na praia, as cores.

E eu me confesso à vida, como escrevi um dia. À vida, que passa apressada numa correria incessante:

'Ainda hoje me declaro a ti como se fosse morrer amanhã, confesso-me nestas folhas de papel que vou amarrotando a cada linha que encho de letras'.

Não quero amarrotar as folhas de papel. Quero ir em busca das letras, arrancar a narrativa de cada instante e viajar nas palavras.

Não consigo separar-me das memórias. Quero cantá-las a dançar na areia da praia onde fui feliz.

 

 



publicado por pimentaeouro às 22:06
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Sábado, 2 de Março de 2013
Do blogue Silêncio dos instantes

 

 


 

  

 

 

       O tempo passa a beleza fica, a saudade também.



publicado por pimentaeouro às 15:12
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Sexta-feira, 15 de Fevereiro de 2013
Revivendo

 

 

Praça 5 de Outubro Torres Novas


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