Conhece-te a ti mesmo... se puderes.

Domingo, 21 de Fevereiro de 2016
Estupidez não paga imposto

Portugal surreal: Centro paroquial multado em 6.300 euros por ajudar pessoas a mais!

Sim, parece mentira. Sim, parece brincadeira, mas não é, é a realidade vivida pelo Centro Paroquial de São Martinho das Moitas, em São Pedro do Sul, Viseu.

 

A Segurança Social (SS) multou esta instituição privada de segurança social (IPSS) com uma coima no valor de 6.300 euros porque esta ajudou um número de pessoas superiores ao que estava contratado com a SS. Quantas ao todo? Seis! Ajudou mais seis pessoas que o previsto contratualmente.

 

No contrato com a Segurança Social prevê-se que o Centro Paroquial deve ajudar 30 pessoas e não 36 como este teve a “ousadia” de fazer.

 

O padre Ricardo Correia, responsável pela instituição, não conformado com a situação recorreu aos tribunais e viu o Tribunal de Trabalho de Viseu reduzir o valor da coima inicial, apesar de ter admitido que ajudava mais pessoas do que estava mandatado para fazer. A coima está agora em 2.500 euros.

 

Em declarações à Rádio VFM o pároco disse “Sentimo-nos mal por vermos que por alimentarmos os nossos pobres somos multados. […] Estamos a falar de pessoas que não têm ninguém, que não sabem ler, não sabem escrever. Nós somos as únicas pessoas que eles veem diariamente. Éramos nós que suportávamos todas as despesas e todos os gastos”.

 

Confrontado com a situação insólita, Lino Maia, presidente das Instituições de Solidariedade Social disse estranhar toda a situação, mas confessou que desconhecia o caso concreto.

 

 



publicado por pimentaeouro às 19:39
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Terça-feira, 16 de Junho de 2015
Números do nosso desassossego

O jornal I editou uma reportagem dedicada aos 30 anos de adesão de Portugal à, então, CEE. Coisa fracota, superficial, mas talvez  o jornal tenha razão, os portugueses perdem cada vez menos tempo a pensar.

Com o primeiro-ministro, Mário Soares demissionário e com o FMI saído em 83, a assinatura de adesão foi trágico-cómica, entre outras coisas porque Mário Soares não tinha legitimidade para assinar o acordo. Mário Soares assinava de cruz qualquer papel que lhe pusessem à frente e, pelo caminho, garantia que Portugal iria chegar ao pelotão da frente, talvez logo a seguir à Alemanha.

Cavaco Silva bateu o pé e impôs que alguns dossiers fossem renegociados, evitando alguns desastres.

A maior parte dos indicadores económicos referidos na reportagem não são fiáveis porque as estatísticas de 85 também não são, ou, não existiam simplesmente.

Nestes indicadores há todavia um que merece atenção, o crescimento anémico do PIB, com culpas repartidas pelas imposições da adesão e pela gestão despesista não reprodutiva, principalmente do P.S. Em 30 anos o PIB cresceu apenas 82,19%  e está tudo dito.

Os indicadores demográficos, os números do nosso desassossego, chegam para nos tirar o sono.  População mais velha, com mais velhos muito velhos (mais de 80 anos), menos população activa e menos nascimentos: em 85 os pensionistas representavam 44,8% da população activa, em 2.013 representavam 68,4%; todos os anos a receita diminui (menos trabalhadores activos, salários mais baixos e a despesa aumenta, mais pensionistas.

O sistema caminha para a ruptura e qualquer governo, de direita ou de esquerda, terá de fazer cortes mas prestações sociais, é apenas uma questão de tempo que poderá ser já em 2.016. Ninguém nos livra de bebermos esta garrafa de óleo de fígado de bacalhau!

De nada adianta indignarmo-nos com a falta de solidariedade da U.E., a galinha de ovos de ouro já não existe e os países do Norte não darão mais um cêntimo para os países do Sul.

 



publicado por pimentaeouro às 20:35
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Quarta-feira, 2 de Outubro de 2013
Incompetência e falta de profissionalismo

O governo de Passos Coelho deliberou reavaliar, através de Juntas Médicas, todos os doentes possuidores de incapacidades funcionais,  (excepto as que foram declaradas há menos de cinco anos ) e que implicam alguns benefícios:  redução de IRS, anulação de taxas moderadoras, etc. . A reavaliação faz-se através de novos atestados médicos que confirmem que o doente ainda tem, a doença ou doenças, que determinaram a emissão do atestado inicial de incapacidade.

Ao abrigo do D. Lei qualquer coisa fui convocado, para uma Junta Médica, para reavaliação da minha incapacidade funcional de 80%, resultante da prostatectomia radical, em linguagem de gente, ablação total da próstata a que fui submetido no ano de 2.005. No ano de 2.013 surgiu-me uma nevralgia do trigémeo e esta doença foi incluída no novo atestado médico.

Descontado o episódio caricato com a funcionária da secretaria, a coisa passou-se assim:

Depois de estar presente é que o meu processo foi enviado pela secretaria para  a Junta Médica ( este procedimento é igual para todos os doentes ), de onde conclui que a Juta não analisa previamente os processos dos doentes.

Chegada a minha vez, entrei para o gabinete onde funciona a JM.

À minha frente tenho três médicas e uma funcionária administrativa. A médica do lado direito pergunta-me – a sua nevralgia do trigémeo é com dor ou sem dor? ( a palavra nevralgia tem o significado de dor ).

Perplexo respondo – desconheço que existam nevralgias do trigémeo sem dor.

Segue-se a médica do centro – tem dores permanentes? Nova perplexidade e respondo – a nevralgia do trigémeo são descargas elétricas na cara e não é possível viver com essas dores.

A médica do lado esquerdo, a única que tem o meu processo, onde constam três atestados médicos sobre a minha operação à próstata, pergunta – o senhor ainda tem próstata ?

Aqui, quase me passei dos carretos mas achei  prudente voar baixinho.

Duas médicas que não sabem o que é a nevralgia do trigémeo ( doença frequen-te nos idosos ) e uma médica que não leu o processo que tem entre mãos parece-me excessivo.

Sai do gabinete de rastos, lá foi ao ar a minha declaração de incapacidade funcional.

Foi grande a minha surpresa quando a funcionária da secretaria me entregou a certidão confirmando a incapacidade funcional. A que Deus devo agradecer este milagre?

 



publicado por pimentaeouro às 00:06
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Domingo, 19 de Maio de 2013
No casino com o dinheiro dos reformados

 

 

 

 

 

Quando agora se pretende tirar aos reformados uma percentagem das suas pensões e reformas, rendimentos esses legitimamente expectáveis porque descontados durante uma vida inteira de trabalho, é preciso perguntar o que aconteceu aos fundos da banca e dos CTT-TLP, mais tarde PT, e também onde foram investidos os fundos das pensões ao longo dos últimos anos.


Porque bem sabemos que, pelas últimas contas que vieram a público, já se tinha perdido qualquer coisa como 3 mil milhões de euros em produtos tóxicos de investimento de alto risco.

Quer dizer: o estado tem sucessivamente "jogado" e perdido, nos mega casinos dos paraísos fiscais, o dinheiro dos fundos de pensões, dos quais já desapareceu um terço do montante existente actualmente e que é de cerca de 11 mil milhões de euros.

E eu, pessoalmente, não acredito que exista realmente nem sequer um décimo disso.

Portanto há que apurar quem jogou - e não devia ter jogado - com o dinheiro dos contribuintes portugueses, em mais uma "swapada" tuga pela qual, como sempre, não há responsáveis.



Ler mais: http://visao.sapo.pt/fundos-de-pensoes-mais-uma-swapada-tuga-sem-responsaveis=f729980#ixzz2TjlzO0xE

 

 P.S. Responsáveis, como de costume, não há.

As prisões são para carteiristas, passadores de droga e afins. 

 



publicado por pimentaeouro às 12:35
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Sexta-feira, 8 de Fevereiro de 2013
Armadilha deográfica #2

Descontei para a Segurança Social durante mais de  40 anos. A partir dos 65 anos estou cá porque a medicina teima em salvar-me e eu instintivamente recorro a esse guarda-chuva. Os meus custos de saúde, a partir daquela data, aumentaram e o grosso da factura foi para o Estado. O Estado tem pago também a minha pensão de reforma. Empiricamente, penso que ainda sou credor mas não posso afirmá-lo.

Não posso deixar de interrogar-me, o que estou cá a fazer? Desde aquela idade, a minha qualidade de vida diminui em crescendo.

Poderei julgar que tenho direito a este suplemento de vida mas isso está a ser feito à conta da sociedade, daqueles de hoje descontam para a Segurança Social e não sabem que reforma irão ter? Nesta fase da vida o meu interesse parece não coincidir com o interesse da sociedade e este problema preocupa-em. Há um problema novo que a sociedade nunca tinha defrontado, o aumento significativo dos velhos e a diminuição dos novos.

Para viver mais é necessária mais solidariedade… e dinheiro para pagar os medicamentos e os exames.

Como será o futuro?

 

 



publicado por pimentaeouro às 20:06
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