Conhece-te a ti mesmo... se puderes.

Quinta-feira, 24 de Março de 2016
O que fazer?

Não percebo nada de antiterrorismo mas há duas coisas que são do senso comum: é preciso atacar a fundo as fontes de financiamento dos jiadistas por grandes surpresas que isso implique. e implica: as fronteiras estabelecidas pelo acordo de Schengen permitem que os terroristas circulem livremente pela U.E., o que agradecem.

Convém deixar claro que o terrorismo está para durar embora a sua acção possa ser limitada. Falar em derrotar o terrorismo não passa retórica.



publicado por pimentaeouro às 21:33
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Quarta-feira, 25 de Novembro de 2015
Talibãs

 

A aviação dos EUA bombardeou um hospital, no Afeganistão,  por supostamente estarem lá talibãs, traduzindo à letra, em Roma se romano, entre tabilãs se  talibã como eles.

Obama apresentou as desculpas habituais: as guerras em nome da democracia são sujas como todas as outras. Talvez não parece mas é terrorismo de Estado.

 

 



publicado por pimentaeouro às 19:42
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Quarta-feira, 11 de Novembro de 2015
Nunca mais #2

Deportações

Antes, durante e depois da Segunda Guerra, Stalin conduziu uma série de deportações em grande escala que acabaram por alterar o mapa étnico da União Soviética. Estima-se que entre 1941 e 1949 cerca de 3,3 milhões de pessoas foram deportadas para a Sibéria ou para repúblicas asiáticas. Separatismo, resistência/oposição ao governo soviético e colaboração com a invasão alemã eram alguns dos motivos oficiais para as deportações.

 
Primeira página de uma lista de 346 pessoas a serem executadas. No alto, Stalin escreveu "за" (sim). O 12º nome é do escritor judeu-russo Isaac Babel.

Durante o governo de Stalin os seguintes grupos étnicos foram completamente ou parcialmente deportados: ucranianos,polacos, coreanos, alemães, tchecos, lituanos, arménios, búlgaros, gregos, finlandeses, judeus entre outros. Os deportados eram transportados em condições espantosas, frequentemente em caminhões de gado, milhares de deportados morriam no caminho. Aqueles que sobreviviam eram mandados a Campos de Trabalho Forçado.

Em fevereiro de 1956, no XX Congresso do Partido Comunista da União Soviética, Nikita Khrushchov condenou as deportações promovidas por Stalin, em seu relatório secreto. Nesse momento começa a chamada desestalinização, que, de chofre, engloba todos os partidos comunistas do mundo. Na verdade, esta desestalinização foi a afirmação de que Stalin cometeu excessos graças ao culto à personalidade que fora promovido ao longo de sua carreira política. Para vários autores anticomunistas, teria sido somente neste sentido que teria havido desestalinização, porquanto o movimento comunista na URSS deu prosseguimento à prática stalinista sem a figura de Stalin. De fato, a desestalinização não alterou em nada o caráterunipartidário do estado soviético e o poder inconteste exercido pelo Partido e pelos seus órgãos de repressão, mas significou também o fim da repressão policial em massa (a internação maciça de presos políticos em campos de concentração sendo abandonada, muito embora os campos continuassem como parte do sistema penal, principalmente para presos comuns), a cassação de grande parte das sentenças stalinistas e o retorno e reintegração à vida quotidiana de grande massa de presos políticos e deportados. A repressão política, muito embora tenha continuado, não atingiu jamais, durante o restante da história soviética, os níveis de violência do stalinismo, principalmente porque foi abandonada a prática das purgas internas em massa no Partido.

As deportações acabaram por influenciar o surgimento de movimentos separatistas nos estados bálticos, no Tartaristão e naChechênia, até os dias de hoje.

 
Exumação em 1943 de uma vala comum de oficiais polacos mortos pelo NKVD na floresta de Katyn em 1940.

Antes do colapso da União Soviética em 1991, os investigadores que tentavam contabilizar o número de vítimas do regime estalinista produziram estimativas que oscilavam entre os 3 e 60 milhões.[26] Após a dissolução da União Soviética, os arquivos históricos passaram a estar disponíveis para consulta. O número oficial de vítimas de execuções entre 1921 e 1953 foi de 799 455 pessoas[27] ao qual se juntam 1,7 milhões de pessoas no gulag e 390 000 de deslocações forçadas. Isto corresponde a um número total de 2,9 milhões de vítimas em todas as categorias segundo os registos oficiais.[28]

Os registos oficiais soviéticos não apresentam números detalhados para algumas categorias de vítimas, como asdeportações étnicas ou a dos alemães no período pós-II guerra mundial.[29] Eric D. Weitz afirmou que, "Por volta de 1948, de acordo com o Livro Negro do Comunismo, a taxa de mortalidade entre as 600 000 pessoas deportadas do Cáucaso entre 1943 e 1944 atingia os 25%.[30] [31] Entre as exclusões dos dados do NKVD estão o massacre de Katyn, massacres de prisioneiros nas áreas e os fuzilamentos em massa de desertores do Exército Vermelho em 1941. O NKVD executou 158 000 soldados por deserção durante a guerra,[32] e os destacamentos de bloqueio vários milhares.[33] Além disso, as estatísticas oficiais da mortalidade nos gulag excluem as mortes de prisioneiros que tivessem ocorrido após a sua libertação, mas que fossem resultado das condições severas dos campos.[34] Alguns historiadores acreditam que os números oficiais das categorias registadas pelas autoridades soviéticas são pouco fidedignos e incompletos.[35] [36] [37]

Os historiadores que trabalharam com dados divulgados após o colapso da União Soviética estimaram que o total de vítimas esteja entre os 4 e os 10 milhões de pessoas, não incluindo aqueles que morreram nas grandes fomes.[38] [39] [40] O historiador russo Vadim Erlikman, por exemplo, estima os seguintes valores de vítimas: 1,5 milhões por execução; 5 milhões nos gulag; 1,7 milhões nas deportações (de um total de 7,5 milhões deportados); e 1 milhão de prisioneiros de guerra e civis alemães.[41] Alguns historiadores também incluem entre as vítimas da repressão de Estaline a morte de 6 a 8 milhões de pessoas na grande fome de 1932-1933. No entanto, esta categorização é controversa, uma vez que os historiadores divergem na questão desta fome ter sido deliberada, enquanto parte da campanha de repressão contra os kulaks,[42] [43] [44] [45] [46] ou se se tratou apenas de um efeito colateral na luta pela coletivização forçada.[47] [48] [49] No caso das vítimas da fome de 1932-33 serem incluídas, estima-se então que possam ser atribuídas ao regime de Estaline, no mínimo, 10 milhões de mortes – 6 milhões da fome e 4 milhões de outras causas.[50]

Alguns historiadores recentes sugerem um total provável de 20 milhões de vítimas, citando totais de vítimas muito mais elevados a partir de execuções, gulags, deportações e outras causas.[51] [52] [53] [54] [55] [56] [57] [58] Se forem acrescentadas às estimativas de Erlikman os seis milhões de vítimas da fome de 1932-33, por exemplo, o total estimado de vítimas será de 15 a 17 milhões. Ao mesmo tempo, o investigador Robert Conquest, reviu a sua estimativa original de 30 para 20 milhões de vítimas.[59] Conquest afirma também que, embora os números precisos possam nunca vir a ser conhecidos, pelo menos 15 milhões de pessoas foram executadas ou forçadas a trabalhar até à morte nos campos.[60]

 
Documento para o prisioneiro do Gulag que trabalhou na construção do Canal Moscou-Volga. O documento está no idioma russo. Ele confirma que este homem trabalhou muito bem e, portanto, agora a NKVD vai deixá-lo viver em qualquer lugar na URSS.
 
Carteira de motorista emitida para o prisioneiro do Gulag. Janeiro de 1941.

Entretanto, esses números devem ser maiores, pois os arquivos soviéticos são omissos em vários aspectos: por exemplo, eles não abrangem as várias Transferências populacionais na União Soviética.[61] Esta é uma omissão relevante, pois, de acordo com Eric D. Weitz,[62] a taxa mortalidade das mais de 600.000 pessoas deportadas do Cáucaso entre 1943 e 1944 chegava a 25%, o que acrescentaria mais 150.000 vítimas mortas.[63]


 
Grigori Zinoviev , que fora um dos líderes mais influentes do partido comunista soviético, foi executado por ordem de Stalin após um julgamento-espetáculo.

Outros dados que não constam dos arquivos da NKVD incluem o controverso e famoso Massacre de Katyn, bem como diversos outros de menor repercussão em áreas ocupadas. Também não constam as execuções de desertores pela NKVD durante a guerra, que se estima em 158.000 execuções.[64] [65]

Além disso, as estatísticas oficiais de mortalidade nos Gulags excluem as mortes ocorridas logo após a libertação dos prisioneiros, mas cuja morte estava ligada ao tratamento recebido naqueles campos de trabalho forçado.[66]

A ideia de que os arquivos guardados pelas autoridades soviéticas são incompletos e não refletem a totalidades das vítimas é apoiada por diversos historiadores, a exemplo de Robert Gellately e Simon Sebag Montefiore.[67] [68] Segundo eles, além dos registros não serem abrangentes, é altamente provável, por exemplo, que suspeitos presos e torturados até a morte durante investigações não sejam contabilizados como execução (não são contados como vítimas de pena de morte).[69]

Após a extinção do regime comunista na União Soviética, historiadores passaram a estimar que, excluindo os que morreram por fome, entre 4-10 milhões de pessoas morreram sob o regime de Stalin.[70] O escritor russo Vadim Erlikman, por exemplo, faz as seguintes estimativas:[71]

Quantidade de pessoasRazão da morte
1,5 milhão Execução
5 milhões Gulags
1,7 milhão Deportados¹
1 milhão Países ocupados²

¹ Erlikman estima um total de 7,5 milhões de deportados.

² Diz respeito aos mortos civis durante a ocupação russa.

Este total estimado de 9 milhões, para alguns pesquisadores, deve ainda ser somado a 6-8 milhões dos mortos na fome soviética de 1932-1933, episódios também conhecidos como Holodomor. Existe controvérsia entre historiadores a respeito desta fome ter sido ou não provocada deliberadamente por Stalin para suprimir opositores de seu regime.[43] Muitos argumentam que a fome ocorreu por questões circunstanciais não desejadas por Stalin ou que foi uma consequência acidental de uma tentativa de forçar a coletivização naquelas áreas afetadas pela fome.[72] [73] Todavia, também existem argumentos no sentido contrário, de que a fome foi sim provocada por Stalin. Para a última corrente, uma prova de que a fome foi provocada seria o fato de que a exportação de grãos da União Soviética para a Alemanha Nazista aumentou consideravelmente no ano de 1933, o que provaria que havia alimento disponível.[74] [75] [76] Esta versão da história é retratada pelo documentário The Soviet Story.

Sendo assim, se o número de vítimas da fome for incluído, chega-se a um número mínimo de 10 milhões de mortes (mínimo de 4 milhões de mortos por fome e mínimo de 6 milhões de mortos pelas demais causas expostas). No entanto, Steven Rosefielde tem como mais provável o número de 20 milhões de mortos,[77] Simon Sebag Montefiores sugere número um pouco acima de 20 milhões, no que é acompanhado por Dmitri Volkogonov (autor de Stalin: Triunfo e Tragédia), Alexander Nikolaevich Yakovlev, Stéphane Courtois e Norman Naimark.[78] O pesquisador Robert Conquest recentemente reviu sua estimativa original de 30 milhões de vítimas para cerca de 20 milhões,[79] afirmando ainda ser muitíssimo pouco provável qualquer número abaixo de 15 milhões de vidas ceifadas pelo regime de Stalin.[80]

Fome na Ucrânia

 

As políticas de fome lançadas sobre a Ucrânia, o chamado Holodomor, foi um genocídio[81] implementado e arquitetado pelo governo soviético durante o regime de Stalin, mirando o povo ucraniano com fins políticos e sociais.[82] [83] [84] As estimativas atuais do número de mortos pela fome na Ucrânia variam de 2,2 milhões de pessoas[85] [86] até 4 ou 5 milhões.[87] [88] 



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Segunda-feira, 9 de Novembro de 2015
Nunca mais #1

Josef Vissarionovitch Stalin[1] (em russo: Иосиф Виссарионович Сталин; Gori, 18 de dezembro de 1878Moscou, 5 de março de 1953), nascido Iossif Vissarionovitch Djugashvili , foi secretário-geral do Partido Comunista da União Soviética e do Comitê Central a partir de 1922 até a sua morte em 1953, sendo assim o líder da União Soviética.

Sob a liderança de Stalin, a União Soviética desempenhou um papel decisivo na derrota da Alemanha nazista naSegunda Guerra Mundial (1939 - 1945) e passou a atingir o estatuto de superpotência, após rápida industrialização e melhoras nas condições sociais do povo soviético. Durante esse período, o país também expandiu seu território para um tamanho semelhante ao do antigo Império Russo. Apesar dos progressos e avanços conquistados, o regime de Stalin também foi marcado por violações constantes de direitos humanos, massacres, expurgos e execuções extra-judiciais de milhares de pessoas. Estima-se que entre 20 e 60 milhões de pessoas tenham morrido durante seus trinta anos de governo.[2] [3]

Durante o XX Congresso do Partido Comunista da União Soviética, em 1956, o sucessor de Stalin, Nikita Khrushchov, apresentou seu Discurso secreto oficialmente chamado "Do culto à personalidade e suas consequências", a partir do qual iniciou-se um processo de "desestalinização" da União Soviética. Ainda hoje existem diversas perspectivas ao redor de Stalin e seu governo, alguns o vendo como ditador tirano e outros como líder habilido

 Biografia
 

Nascido em uma pequena cabana na cidade georgiana de Gori, filho da costureiraKetevan Geladze (1858-1937) e do sapateiro Besarion Jughashvili (1849 ou 1850 -1909), o jovem Stalin teve uma infância difícil e infeliz.

Chegou a estudar em um colégio religioso de Tiflis, capital georgiana, para satisfazer os anseios de sua mãe, que queria vê-lo seminarista.

Mas logo acabou enveredando pelas atividades revolucionárias contra o regime tsarista. Na juventude, adotou o nome Koba mas também era conhecido como David, Nijeradze,Chijikov, Ivanovitch e, antes da I Guerra Mundial, mudou seu nome definitivamente paraStalin (homem de aço).[4] Era portador de defeitos físicos (seu pé esquerdo era defeituoso e o braço esquerdo era mais curto que o direito) por este motivo, foi dispensado do serviço militar, não lutando na guerra.[5]

Stalin em 1902.
Stalin em 1902.
 
Cartão de informações sobre Josef Stalin do arquivo daOkhrana de São Petersburgo(c.1911).

Nos anos de 1901 e 1902, tornou-se membro em Tíflis, em comitês de Batumi doPOSDR. Em 1901, depois de uma manifestação organizada por ele e reprimida violentamente pelas autoridades, tentou sem sucesso eleger-se líder do já combalido POSDR de Tíflis.[6] Neste mesmo ano, foi expulso do partido de forma unânime pelosMencheviques, acusado de caluniador e agente provocador.[6] Em 1901, Stalin, enquanto na clandestinidade, organizava greves e manifestações, agitando os trabalhadores em Baku nas fábricas de Alexander Mantáshev.[7] Em 1903, aliou-se aVladimir Lenin e aos outros Bolcheviques, que planejavam a Revolução Russa.[8]

Entre 1902 e 1913 foi preso seis vezes, fugindo 4 vezes, em 1906 a 1907 supervisionou as desapropriações noCáucaso. Segundo alguns historiadores organizou assaltos, sendo acusado de participar indiretamente na "expropriação do banco de Tíflis em 1907" na qual 40 pessoas foram mortas, responsavel direto foi o revolucionário Kamó[9] sendo Stalin "Koba" acusado de envolvimento por uma Menchevique Tatiana Vulikh, de acordo com o livro de Simon Sebag Montefiore.[10]

Supostas acusações de Mencheviques indicam que Stálin seria um agente da polícia secreta tsarista (Okhrana), o que explicaria suas várias fugas da prisão.[6] Sob diversos codinomes, trabalharia como agente duplo para o regime tsarista.[6]

Stalin chegou ao posto de secretário-geral do Partido Comunista da União Soviética entre 1922 e 1953 e, por conseguinte, o chefe de Estado da URSS durante cerca de um quarto de século, transformando o país numa superpotência.

Antes da Revolução Russa de 1917, Stalin era o editor do jornal do partido, o Pravda ("A Verdade"), jornal que foi fundado porLeon Trotsky como uma publicação social-democrata e editado em Viena até o dia 12 de abril de 1912, quando passou a ser editado em São Petersburgo e a sua edição sendo efetivamente controlada por dia por Molotov e Stalin antes de sua prisão em março de 1913.[11] Stalin teve uma ascensão rápida, tornando-se em novembro de 1922 o Secretário-geral do Comitê Central, um cargo que lhe deu bases para ascender aos mais altos poderes. Após a morte de Lenin, em 1924, tornou-se a figura dominante da política soviética – embora Lenin o considerasse inapto para um cargo de comando (ver: Testamento de Lenin), ele ignorava a astúcia de Stalin, cujo talento quase inigualável para as alianças políticas lhe rendera tantos aliados quanto inimigos. Seus epítetoseram "Guia Genial dos Povos"[12] [13] e "O Pai dos Povos".

Lênin elogiaria Stalin pela sua obra O Marxismo e o Problema Nacional e Colonial. Nessa obra Stalin estabelecia os fundamentos do programa nacional do Partido Operário Social-Democrata Russo (POSDR), e citava os problemas nacionalistas de conflitos interétnicos, de lutas nacionais e revolucionárias na Rússia da época, e que a Democracia formal ajudava, cujo parlamento era o principal.[14] [15]

De acordo com Alan Bullock,[16] uma discordância com Stalin em qualquer assunto tornava-se não uma questão de oposição política, mas um crime capital, uma prova, ipso facto, de participação em uma conspiração criminosa envolvendo traição e a intenção de derrubar o regime Soviético.

Lenin sofreu um derrame em 1922, forçando-o a semi-aposentadoria em Gorki. Stalin foi visitá-lo diversas vezes, agindo como seu intermediário com o mundo exterior,[17] mas a dupla brigou devido divergências políticas e sua relação deteriorou-se.[17] Lenin ditou cada vez mais notas depreciativas sobre o comportamento político de Stalin[18] no que se tornaria seu testamento. Ele criticou a visão política de Stalin, as maneiras rudes, o poder excessivo e ambição, e sugeriu que Stalin deveria ser removido do cargo de Secretário Geral.[17] [19]

Durante a semi-aposentadoria de Lenin, Stalin forjou uma aliança com Kamenev e Grigory Zinoviev contra Trotski. Esses aliados impediram o testamento de Lenin de ser lido no XII Congresso do Partido, em abril de 1923.[17] [18]

Lenin morreu de um ataque cardíaco em 21 de janeiro de 1924.[18] Após a morte de Lenin, uma luta pelo poder começou, que envolveu os sete membros do Politburo:[20] Nikolai Bukharin, Lev Kamenev, Alexei Rykov, Joseph Stalin, Mikhail Tomsky, Leon Trotsky, Grigory Zinoviev.

Novamente, Kamenev e Zinoviev ajudaram a manter o testamento de Lenin de vir a público. A partir daí, as disputas de Stalin com Kamenev e Zinoviev se intensificaram. Trotsky, Kamenev e Zinoviev ficaram cada vez mais isolados, e acabaram sendo expulsos do Comitê Central e, em seguida, do próprio partido.[17]Kamenev e Zinoviev foram posteriormente readmitido, mas Trotsky foi exilado da União Soviética.

A "Grande Purga" ou "Grande Expurgo"

Stalin, Lenin e Kalinin, em 1919.
Stalin, Lenin e Kalinin, em 1919.
Coletivização, como parte da Deskulakização. Um desfile com os cartazes: "Vamos liquidar os Kulaks como classe" e "Tudo pela luta contra os sabotadores da agricultura."
 
Coletivização, como parte daDeskulakização. Um desfile com os cartazes: "Vamos liquidar os Kulakscomo classe" e "Tudo pela luta contra os sabotadores da agricultura."
 
Em 1928 iniciou um programa de industrialização intensiva e de coletivização da agricultura soviética (plano quinquenal), impondo uma grande reorganização social e provocando a fome - genocídio na Ucrânia (Holodomor), em 1932 - 1933. Esta fome foi imposta ao povo ucraniano pelo regime soviético, tendo causado um mínimo de 4,5 milhões de mortes na Ucrânia, além de 3 milhões de vítimas noutras regiões da U.R.S.S..[21] Nos anos 1930 consolidou a sua posição através de uma política de modernização da indústria. Como arquitecto do sistema político soviético, criou uma poderosa estrutura militar e de policiamento. Mandou prender e deportar opositores, ao mesmo tempo que cultivava o culto da personalidade como arma ideológica.

A ação persecutória de Stalin, supõe-se, estendeu-se mesmo a território estrangeiro, uma vez que o assassinato de Leon Trótski, então exilado no México é creditado a ele. Por mais que Trótski tomasse todas as providências para proteger-se de agentes secretos, Ramón Mercader, membro do Partido dos Comunistas da Catalunha, foi para o México e conseguiu ganhar a confiança do dissidente, para executá-lo com um golpe de picareta. No momento do assassinato, Trótski escrevia uma biografia reveladora sobre Stalin.[6] Esta seria uma das motivações para o crime, uma vez que o dirigente soviético desejava ocultar seu passado pré-revolucionário (ver: divergências entre Stalin e Trotsky).[6]

Desconfiando que as reformas econômicas que implantara produziam descontentamento entre a população, Stalin dedicou-se, nos anos 1930, a consolidar seu poder pessoal. Tratou de expulsar toda a oposição política. Se alguém lhe parecesse indesejável desse ponto de vista, ele se encarregava de desacreditá-lo perante a opinião pública.

Em 1934, Sergei Kirov, principal líder do Partido Comunista em Leningrado - e tido como sucessor presuntivo de Stalin - foi assassinado por um anônimo, Nikolaev, de forma até agora obscura; muitos consideram até hoje que Stalin não teria sido estranho a este assassinato. Seja como fôr, Stalin utilizou o assassinato como pretexto imediato para uma série de repressões que passaram para a história como o "Grande Expurgo". No dia 1 de dezembro de 2009 foi divulgado um diário de Nikolaev. Segundo a qual se supôs, que Nikolaev decidiu se vingar de sua demissão feita por Kirov do Instituto de História Party, depois que ele ficou desempregado.[22]

Estes deram-se no período entre 1934 e 1938 no qual Stalin concedeu tratamento duro a todos que tramassem contra o Estado soviético, ou mesmo supostos inimigos do Estado. Entre os alvos mais destacados dessa ação, estava o Exército Vermelho: parte de seus oficiais acima da patente de major foi presa, inclusive treze dos quinze generais-de-exército. Entre estes, Mikhail Tukhachevsky foi uma de suas mais famosas vítimas. Sofreu a acusação de ser agente do serviço secreto alemão. Com base em documentos entregues por Reinhard Heydrich, chefe do Serviço de Segurança das SS, Tukhachevsky foi executado, além de deportar muitos outros para a Sibéria. Com isso foi enfraquecido o comando militar soviético; ou seja, Stalin acreditou nas informações de Heydrich, e sua atitude acabou debilitando a estrutura militar russa, que no entanto conseguiu resistir ao ataque das tropas da Alemanha.

O principal instrumento de perseguição foi a NKVD. De acordo com Alan Bullock,[23] o uso de espancamentos e tortura era comum, um fato francamente admitido por Khrushchev em seu famoso discurso posterior à morte de Stalin, onde ele citou uma circular de Stalin para os secretários regionais em 1939, confirmando que isto tinha sido autorizado pelo Comitê Central em 1937.

Depurações

 
Nikolai Yezhov chefe da NKVDno período 1936-38, foi também vítima do stalinismo em 1940. Este é o detalhe de uma fotografia maior onde Yezhov aparece ao lado de Stalin. Posteriormente, a fotografia original foi adulterada para remover sua imagem (ver: falsificações de fotografias na União Soviética). Como Chefe da NKVD, ele assinou um decreto que levou ao fuzilamento de 681.000 pessoas no período mais intenso conhecido como "a era Yezhov".[24] [25] .

Tinha como objetivo a eliminação de supostos inimigos do governo. Milhares de cidadãos entre eles políticos e militares foram presos, torturados e condenados a morte.

A condenação dos contra-revolucionários nos julgamentos de 1937-38 depois das depurações no Partido, exército e no aparelho estatal, tem raízes na história inicial do movimento revolucionário da Rússia.

Milhões de pessoas participaram no quê acreditavam ser uma batalha contra o czar e a burguesia. Ao ver que a vitória seria inevitável, muitas pessoas entraram para o partido. Entretanto nem todos haviam se tornado bolcheviques porque concordavam com o socialismo. A luta de classes era tal que muitas vezes não havia tempo nem possibilidades para pôr à prova os novos militantes. Até mesmo militantes de outros partidos inimigos dos bolcheviques foram aceitos depois triunfo da revolução. Para uma parcela desses novos militantes foram dados cargos importantes no Partido, Estado e Forças Armadas, tudo dependendo da sua capacidade individual para conduzir a luta de classes.

Eram tempos muito difíceis para o jovem Estado soviético e a grande falta de comunistas, ou simplesmente de pessoas que soubessem ler, o Partido era obrigado a não fazer grandes exigências no que diz respeito à qualidade dos novos militantes. De todos estes problemas formou-se com o tempo uma contradição que dividiu o Partido em dois campos - de um lado os que queriam reduzir o socialismo para atuação de fortalecimento da URSS, ou seja, socialismo em um só país, por outro lado, aqueles que defendiam a ideia de que o socialismo deveria ser espalhado por todo o mundo e que a URSS não deveria se limitar a si própria. A origem destas últimas ideias vinha de Trótski, que foi caçado por Stálin após assumir o poder da URSS.

Trótski foi com o tempo obtendo apoio de alguns dos bolcheviques mais conhecidos. Esta oposição unida contra os ideais defendidas pelos marxistas - Stalinistas, eram uma das alternativas na votação partidária sobre a política a seguir pelo Partido, realizada em 27 de dezembro de 1927. Antes desta votação foi realizada uma grande discussão durante vários anos e não houve dúvida quanto ao resultado. Dos 725.000 votos, a oposição só obteve 6.000 - ou seja, menos de 1% dos militantes do Partido apoiaram a Oposição trotskista.

 



publicado por pimentaeouro às 19:09
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Quarta-feira, 20 de Maio de 2015
Oferta de emprego

 

Arábia Saudita quer contratar carrascos para responder ao aumento das execuções

As autoridades da Arábia Saudita estão à procura de carrascos que terão a responsabilidade de executar, por decapitação, os condenados à morte naquele país, onde já foram executadas este ano 85 pessoas. A oferta de trabalho, hoje divulgada no ‘site’ do Ministério do Serviço Público saudita, propõe oito vagas e não requer qualificações específicas ou experiência, podendo qualquer interessado candidatar-se ao cargo que terá como função “executar condenados à morte”. Os futuros contratados terão também de fazer “amputações” a pessoas condenadas por roubo.

Este processo de recrutamento coincide com um aumento do número de execuções no reino saudita, onde os crimes de homicídio, tráfico de droga, violação, homossexualidade, bruxaria, apostasia e assalto à mão armada são puníveis com a pena de morte. A Arábia Saudita, país ultraconservador, aplica uma versão rígida da ‘sharia’ (lei islâmica).

 

 

P.S.

É um aliado de estimação dos EUA. Petróleo, a quanto obrigas.



publicado por pimentaeouro às 00:48
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Quarta-feira, 13 de Maio de 2015
Dormir, é muito perigoso

Ministro da Defesa da Coreia do Norte executado por adormecer em cerimónia

Hyon Yong-chol foi fuzilado por artilharia antiaérea em frente a centenas de pessoas, de acordo com os serviços secretos sul-coreanos.

A última aparição pública de Hyon Yong-chol (à direita), em Moscovo SERGEI KARPUKHIN / REUTERS

O ministro da Defesa norte-coreano, Hyon Yong-chol, foi executado publicamente por ordem directa do líder Kim Jong-un, de acordo com informações reveladas pelos serviços secretos da Coreia do Sul.

Centenas de pessoas assistiram ao fuzilamento do ministro numa academia militar em Pyongyang no dia 30 de Abril, de acordo com a agência noticiosa Yonhap, que cita uma audiência parlamentar dos serviços secretos sul-coreanos. Hyon foi condenado pelo crime de “lesa-majestade” depois de ter sido encontrado a dormir durante uma cerimónia militar e por “não ter seguido as instruções” do líder norte-coreano.

A execução de uma figura tão bem colocada na hierarquia do poder norte-coreano é interpretada como mais uma demonstração de força de Kim Jong-un. Desde o início do ano, o líder norte-coreano ordenou a execução de 15 oficiais do regime, segundo informações dos serviços secretos sul-coreanos.

Mas a forma como Hyon foi executado – fuzilamento por míssil antiaéreo – é também vista como um sinal de desconforto por parte de Kim e é “indicativo da forma impulsiva da sua tomada de decisões”, diz à BBC o analista Mike Madden.



publicado por pimentaeouro às 20:08
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Domingo, 20 de Julho de 2014
Estado pária #3

 

 

Tanto ódio, tão pouca terra.



publicado por pimentaeouro às 00:51
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Quarta-feira, 16 de Julho de 2014
Estado pária #2

Israel aconselha 100 mil habitantes do Norte de Gaza a deixarem as suas casas

Mensagens dizem que não há intenção de "fazer mal" à população.

 

P.S. Se quizesem fazer mal quantas centenas de milhar teriam de fugir?

 



publicado por pimentaeouro às 17:10
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Estado pária

 

 

 Israel é um Estado pária, não reconhece as convenções internacionais, não reconhece as resoluções da UNO, não reconhece o Estado Palestiniano - já não existe -, não tem constituição e julga que é dono da Palestina por direito divino.

A última ofensiva contra o povo palestiniano já causou: mais de 180 mortos, 1.200 feridos ( 80% são civis), 17.000 refugiados, 869 casas destruídas e, a cereja no bolo, destruiu 47 edifícios da ONU, incluindo escolas, clínicas e armazéns de alimentos e de medicamentos.

Tudo isto feito com bombardeamento aereos, a maior parte durante a noite para aterrorizar a população civil. Resumindo, métodos e técnicas nazis.

Isto é apenas o inicio da ofensiva, seguir-se-á mais uma invasão do território da Faixa de Gaza.

Não há diplomacia nem qualquer negociação que trave Israel, que está a aproveitar a guerra civil da síria e do Iraque para agir impunemente: é aproveitar enquanto o ferro está quente.

Israel é um Estado artificial, falido, sem coesão social ( o principal cimento é o inimigo externo) que só existe com o financiamento e a ajuda militar dos EUA e a conivência envergonhada da U.E.

Destaparam a garrafa e o monstro anda à solta.



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Sexta-feira, 11 de Julho de 2014
Cisjordania e Faixa de Gaza



publicado por pimentaeouro às 00:38
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Quarta-feira, 18 de Dezembro de 2013
O princípio do fim

Faz hoje 53 anos que a União Indiana invadiu o «Esta do India». No início dos anos 60 do século passado a descolonização estava na agenda política internacional.

Contra a realidade que o cercava, Salazar deu ordem para que os 3.500 soldados destacados naquele território lutassem atém ao último homem: para que morressem no altar da Pátria colonial. Isso não aconteceu obviamente e quando regressaram a Portugal foram rotulados de traidores.

Salazar já os tinha traido a todos aos recusar todas as tentativas de negociação. Apenas mais um crime a juntar aos crimes das três guerras coloniais.



publicado por pimentaeouro às 23:13
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Domingo, 3 de Novembro de 2013
Big Brother... americano #4

 

 


A minha janela para a blogosfera é muito pequena mas pelo pouco que tenho observado há poucos blogues a comentar o escândalo da espionagem dos EUA. É simplesmente um sistema de escutas monstruoso, nem os papas Bento XVI e Francisco foram poupados.

Para os aitolas da NSA todo o mundo é suspeito, desde os cidadãos anónimos até dirigentes políticos e chefes de governo.

Que confiança podem ter os países da Europa no seu suposto aliado?

Até agora o Presidente Obama não disse que ia desativar o programa de escutas mas simplesmente e ia proceder a alterações, ou seja trata-se de uma política da Administração americana.

Não faltam metáforas, Matrix é uma delas, onde o homem é dominado pela tecnologia que criou. Parece que já faltou mais.



publicado por pimentaeouro às 22:57
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Quinta-feira, 24 de Outubro de 2013
Big Brother... americano

 

 

Quando George Orwell criou o seu célebre romance “Mil novecentos e oitenta e quatro”, como parábola do domínio totalitário do Estado ( comunista ) através do Bing Brother, que tudo via e tudo ouvia de todos os cidadãos escravizados pelo regime, estávamos na pré-história das comunicações ( nem televisão a preto e branco existia ) e da manipulação das mentes ( controlar as cabeças ).

Olhávamos com condescendência para as inovações que timidamente começavam a surgir e nunca imaginámos que  o ovo da serpente iria gerar um monstro. Hoje também não temos capacidade para imaginar a dimensão e profundidade adquirido pelo moderno Big Brother, que dá pelo nome esclarecedor de Boundless Informant – informador universal.

Ao contrário do que imaginou Orwell  está maravilha da tecnologia nasceu, medrou e mora nos EUA, a pátria da liberdade, que espiam o mundo inteiro.

A «rede» não pesca apenas carapaus e outro peixe miúdo, cidadãos anónimos inovencivos mas supostos terrorista, mas chefes de Estado, Parlamentos, instituições internacionais, as missões da EU,  da ONU, embaixadas de vários países, etc. tudo em grande, aos milhões de escutas: os franceses estimam que foram escutados 70,3 milhões de chamadas telefónicas e SMS dos seus cidadãos só num mês!

Para que que a NASA estas giga toneladas de informação? Para as remeter para o seu arquivo morto? Só um distraído ou um extra terrestre poderia pensar em tal coisa.

Toda esta informação é filtrada, catalogada,  «tratada» e finalmente sintetizada por borucratas invisiveis que ninguém copntrola, para a eleboração de relatórios confidênciais para alguns organismos, poucos, do Estado, incluído  o presidente Obama.

Além de uma imiscuição sem precedentes em diversos Estados e nos seus cidadãos quem «trata» e sintetiza a informação pode direccioná-la para conclusões duvidosas que podem influenciar a política externa do governo dos EUA.

A História ensina que do «tratamento» da informação saí mais informação falsa, controlada por interesses ocultos do que informação objectiva e isenta.

Se um dia destes nos cair um míssil na cabeça já sabemos que fez a pontaria…

O mundo está cada vez mais perigoso e nem dentro de casa nos salvamos.

Exagero? Era óptimo.

 



publicado por pimentaeouro às 13:39
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Quinta-feira, 21 de Fevereiro de 2013
Virgens ofendidas...

Soldado israelita publica imagem no Instagram de criança na mira de uma arma

Um militar israelita de 20 anos está a provocar um coro de indignação por ter publicado na rede de partilha de fotografias uma imagem do que parece ser a mira de uma arma apontada à cabeça de um rapaz palestiniano

, 19 de Fevereiro de 2013
 

  
 

 

Soldado israelita publica imagem no Instagram de criança na mira de uma arma
Reprodução
O exército israelita já está a investigar o caso, depois da onda de condenação global em reação à foto partilhada por Mor Ostrovski. O contexto da imagem não é mencionado, mas pelo fundo vê-se que se trata de uma cidade palestiniana. As ações do soldado "não estão de acordo com o espírito das forças de defesa israelita e os seus valores", reagiu o exército, através de um porta-voz, citado pelo britânico The Guardian.

Ostrovski, que já encerrou, entretanto, a sua conta no Instagram, terá garantido aos seus superiores que não tirou a foto em causa, mas que a encontrou na Internet.



Ler mais: http://visao.sapo.pt/soldado-israelita-publica-imagem-no-instagram-de-crianca-na-mira-de-uma-arma=f713672#ixzz2LULigHRL


P.S. Na infitada as Forças Armadas israelitas consideravam inimigos a abater crianças com 12 anos (que soldado israelita sabe a idade?) que atirassem pedras.




publicado por pimentaeouro às 00:22
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Quinta-feira, 31 de Janeiro de 2013
O único país colonialista no mundo

   

ONU quer o fim dos colunatos de Israel

Nações Unidas acusam Israel de "discriminação sistemática contra o povo palestiniano" e exigem o fim do programa de expansão dos colunatos, prática que "viola de várias maneiras" os direitos humanos da população palestiniana.


No passado dia 13, mais de 500 policiais israelenses cercaram 130 ativistas palestinianos num acampamento de protesto nas colinas em frente ao colunato de Ma’ale Adumim, leste de Jerusalém, na Cisjordânia ocupadaGETTY IMAGES No passado dia 13, mais de 500 policiais israelenses cercaram 130 ativistas palestinianos num acampamento de protesto nas colinas em frente ao colunato de Ma’ale Adumim, leste de Jerusalém, na Cisjordânia ocupada

Dois dias depois de Israel ter boicotado uma reunião do Conselho de Direitos Humanos das Nações Unidas destinada a avaliar o impacto da sua política nos territórios ocupados, a ONU condenou hoje os colunatos israelitas, afirmando que essa prática é um atentado "de diversas maneiras" aos direitos humanos da população palestiniana. 

Segundo a francesa Christine Chanet, presidente da comissão internacional encarregue da avaliação, as violações por parte de Israel "estão interrelacionadas e se caracterizam principalmente pela negação do direito de autodeterminadação e pela discriminação sistemática contra o povo palestiniano, algo que ocorre diariamente".

"Em cumprimento do artigo 49 da IV Convenção de Genebra (relativa à Proteção das Pessoas Civis Em Tempo De Guerra, de 1949), Israel deve por fim a todas as atividades do programa de colunatos sem condições prévias", enfatizou Chanet, ao apresentar as primeiras conclusões do grupo.

"Violência e intimidação"


O documento hoje divulgado informa que desde 1967 os sucessivos Governos israelitas "têm dirigido abertamente, têm participado e têm tido um controlo pleno sobre a planificação, construção, desenvolvimento, consolidação e promoção dos colunatos".

No texto, lê-se ainda que os colunatos foram criados "para o benefício exclusivo dos judeus israelitas", sendo mantidos "através de um sistema de segregação total entre os colonos e o resto da população dos territórios ocupados" (...), "apoiado e facilitado por um controlo militar legal, em detrimento dos direitos dos palestinianos".  

"A motivação que existe por detrás da violência e da intimidação contra os palestinianos e o seu objetivo é forçar as populações locais a abandonarem as suas terras, permitindo a expansão dos colunatos", afirmou Unity Dow, jurista africana, membro da comissão internacional.

As conclusões finais da comissão - que não recebeu permissão de Israel para visitar os colunatos - vão ser apresentadas na próxima sessão plenária do Conselho de Direitos Humanos, que ocorrerá de 25 de fevereiro a 22 de março.

A reunião do Conselho de Direitos Humanos da ONU, à qual Israel recusou-se a participar por recear críticas contra a expansão dos colunatos, é parte do processo de Revisão Periódica Universal imposto a todos os 47 países-membros. A última reunião que contou com a participação de Israel foi em 2008.

Após o recente reconhecimento da Palestina como estado pela ONU, Israel anunciou a construção de 3000 novas casas nos colunatos em Jerusalém Oriental e na Cisjordânia, e prevê ainda reavivar planos de construção numa área conhecida como E1, que liga Jerusalém ao grande colunato de Ma'ale Adumim.

 

 



Ler mais: http://expresso.sapo.pt/onu-quer-o-fim-dos-colunatos-de-israel=f783730#ixzz2JbDv04sM



publicado por pimentaeouro às 23:37
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