Conhece-te a ti mesmo... se puderes.

Quinta-feira, 10 de Dezembro de 2015
Freiras guerreiras

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São um exército de cerca de 1.100 freiras, não confiam nos governos, não confiam nas organizações, não confiam na polícia, não confiam até nos padres.

Estima-se que existam cerca 73 milhões de pessoas vítimas de tráfico humano e a maior parte, cerca de 70%, são mulheres que ficam reduzidas a escravatura sexual. As freiras guerreiras infiltram-se no mundo da exploração sexual, infiltram-se nos bordéis para resgatar mulheres escravizadas.

Estão presentes em 80 países e também resgatam crianças que também seriam escravizadas. Trabalham sem rede sujeitas aos riscos das máfias; ninguém as conhece, ninguém sabe quem são.



publicado por pimentaeouro às 19:00
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Terça-feira, 17 de Março de 2015
Brasil ferido

 

Já não é o que foi. A economia patina, as riquezas naturais são mal aproveitadas, a corrupção dos políticos é uma gangrena nacional, a violência, até nas pequenas cidades, não pára. Tudo corre mal para os brasileiros e para o Brasil.

Resta uma interrogação, Dilma irá manter-se no poder? 



publicado por pimentaeouro às 00:23
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Segunda-feira, 2 de Março de 2015
O Príncipe

 

 

Que vira sapo. A história aconteceu várias vezes mas uma das últimas foi das mais complicadas. Enamoraram-se algures num bar da noite de Lisboa. O namoro avançou rápido como habitualmente

Educado, modos finos,  bom conversador, à mesa do café seduz ( os príncipes encantam com facilidade ) meteu uma viajem pré-nupcial a Marrocos, cidades e deserto a dentro, tudo pago pelo Príncipe, um mãos largas; tudo correu como num conto das Mil e Uma Noites

Pouco tempo depois casaram e ela engravidou. A meio de gravidez bateu-lhe e pô-la fora de casa. No  drama valeu-lhe o apoio dos pais.

O bebé nasceu, uma menina, e ela tentou a reconciliação. Regressou a casa  com a menina e passados poucos meses nova agressão; desta vez aprendeu a lição e apresentou queixa na polícia.

Seguiu a vida dela e ficou a saber que tinha sido mais uma vítima do Príncipe que vira sapo. Não se trata de um D. Juan que coleciona conquistas, é um desequilibrado que não tem emoções nem sentimentos: não é único, há mais.

Não é uma história cor-de-rosa onde são felizes toda a vida mas é vida, e a vida, não é como a gente quer.



publicado por pimentaeouro às 19:54
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Sexta-feira, 13 de Fevereiro de 2015
São Valentim #2

Não conheço detalhes, pormenores, apenas as linhas gerais da história de vida de um casal que conheço há 40 anos.

Ela tirou o curso de História,  a seguir ao 25 de Abril, e foi para o Ensino, ele tirou o curso de Direito, que nunca exerceu, mas tinha uma profissão invulgar, fiscaliza os camiões com mercadoria que importavamos e era bem renumerado, bem acima da média.

Ela é pragmática, terra a terra, com uma linguagem sem rodriguinhos; ele é sofisticado, veste com elegância e tem ar de cavalheiro, seja o que isso for.

Quando casaram, ela tinha um filho do anterior casamento que ele nunca autorizou que entrasse em casa. Tiveram dois filhos que ele educou com cinto; oferecia-lhe joias em ouro, caras, e batia-lhe!

Vistos de fora, parecem um casal normal de coabitação pacífica. Ainda hoje não compreendo como ela aceitou duas violências; não poder receber o filho na sua casa nova e sujeitar-se a maus tratos físicos.

Lamento que a minha história de São Valentim não seja cor de rosa mas a vida é como é.

 



publicado por pimentaeouro às 22:17
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Terça-feira, 27 de Janeiro de 2015
Maria Pinheiro

 

 

Maria já não está entre nós, o marido assassinou-a à facada, depois de ela ter apresentado queixa à PSP. A 24 de Janeiro começou a funcionar o contador macabro dos homicídios domésticos: nestes casos a expressão violência doméstica é demasiado branda.

A polícia nada fez e, diga-se, que pouco ou nada pode fazer, não pode vigiar um potencial assassino 24 horas por dia. A acção dos tribunais é uma vergonha: burocracia, demora e complacência com os assassinos, onde é necessário exactamente o contrário, rapidez e mão pesada.

As associações de apoio às vitimas, disponde de meios limitadíssimos apenas podem apoiar um número muito reduzido de vitimas. Quantas mulheres podem sair de casa e ter uma vida nova de não sejam perseguidas? Resta-lhes dormir com o inimigo,  ceder aos seus caprichos e suportar anos de violência.

O assassino de Maria Pinheiro não é empregado desqualificado, é um bancário reformado. O problema é cultural, ou melhor da baixa cultura da nossa sociedade, do baixo nível de literacia, de uma educação familiar deficiente, de padrões machistas de comportamento que se mantêm arreigados na cabeço do macho lusitano.

O contador já disparou e fai continuar a contagem dos crimes até ao final do ano.



publicado por pimentaeouro às 00:11
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Segunda-feira, 25 de Agosto de 2014
Violência na Terceira Idade

  

 

OMS: 39% dos idosos portugueses são vítimas de violência

 

Por dia, na Europa, quatro milhões de idosos são vítimas de humilhações, quer físicas quer psicológicas. Bofetadas, murros, socos, queimaduras no corpo e cortes propositados são algumas das agressões mais comuns.

 

Portugal está no grupo dos cinco piores países europeus no tratamento aos mais velhos: 39% são vítimas de violência, segundo um estudo da Organização Mundial de Saúde (OMS).

No Relatório de Prevenção contra os Maus Tratos a Idosos, que analisa as agressões dos últimos cinco anos contra os mais velhos (num universo de 53 países europeus), pode ler-se que "Portugal tem um sério problema no que respeita aos maus tratos contra idosos."

Escreve o "Público", que 39%  dos idosos portugueses são vítimas de abusos. Desta lista negra fazem parte apenas mais quatro países: Sérvia, Áustria, Israel e República da Macedónia.

Os dados mostram ainda que 32,9% são vítimas de abusos psicológicos, 16,5% de extorsão, 12,8% de violação dos seus direitos, 9,9% de negligência, 3,6% de abusos sexuais e 2,8% de abusos físicos.

Por dia, na Europa, quatro milhões de idosos são vítimas de humilhações, quer físicas quer psicológicas. A directora da OMS para a Europa, Zsuzsanna Jakab, considera a situação “muito grave”.

“A população europeia está cada vez mais envelhecida, por isso é urgente que os governos resolvam este problema social o mais rápido possível, e que os serviços de saúde prestem socorro às vítimas de maus tratos”, escreve a responsável no relatório.

Em 2050, estima-se que um terço da população terá mais de 60 anos.

 



publicado por pimentaeouro às 16:47
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Quarta-feira, 2 de Julho de 2014
Violência Terceira Idade

 OMS: 39% dos idosos portugueses são vítimas de violência

 

Por dia, na Europa, quatro milhões de idosos são vítimas de humilhações, quer físicas quer psicológicas. Bofetadas, murros, socos, queimaduras no corpo e cortes propositados são algumas das agressões mais comuns.

 

Portugal está no grupo dos cinco piores países europeus no tratamento aos mais velhos: 39% são vítimas de violência, segundo um estudo da Organização Mundial de Saúde (OMS).

No Relatório de Prevenção contra os Maus Tratos a Idosos, que analisa as agressões dos últimos cinco anos contra os mais velhos (num universo de 53 países europeus), pode ler-se que "Portugal tem um sério problema no que respeita aos maus tratos contra idosos."

Escreve o "Público", que 39%  dos idosos portugueses são vítimas de abusos. Desta lista negra fazem parte apenas mais quatro países: Sérvia, Áustria, Israel e República da Macedónia.

Os dados mostram ainda que 32,9% são vítimas de abusos psicológicos, 16,5% de extorsão, 12,8% de violação dos seus direitos, 9,9% de negligência, 3,6% de abusos sexuais e 2,8% de abusos físicos.

Por dia, na Europa, quatro milhões de idosos são vítimas de humilhações, quer físicas quer psicológicas. A directora da OMS para a Europa, Zsuzsanna Jakab, considera a situação “muito grave”.

“A população europeia está cada vez mais envelhecida, por isso é urgente que os governos resolvam este problema social o mais rápido possível, e que os serviços de saúde prestem socorro às vítimas de maus tratos”, escreve a responsável no relatório.

Em 2050, estima-se que um terço da população terá mais de 60 anos.

 



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Sexta-feira, 31 de Janeiro de 2014
A Hora do Diabo
Jovens esperavam mais cinco pessoas na casa do Meco
31 de Janeiro, 2014por Joana Ferreira da Costa
Documentos comprovam que tudo foi preparado para mais pessoas da comissão de praxes.
São cada vez mais fortes os indícios de que deverá ter estado mais alguém no fim-de-semana de 15 de Dezembro, na praia do Meco, onde seis jovens perderam a vida, levados pelas ondas.

Uma reportagem da TVI revelou esta quarta-feira que a casa alugada pelos estudantes da Lusófona estava preparada para 12 pessoas e a lista de compras do supermercado, feitas na véspera do encontro por uma das alunas falecidas, Carina Sanchez, também contava com elas. O único sobrevivente, João Miguel Gouveia, líder do grupo, ainda não foi ouvido pela Polícia Judiciária (PJ), mas deverá ser confrontado com estes dados.

Documentos divulgados pela estação de Queluz comprovam que eram esperados mais cinco membros da Comissão Oficial da Praxe Académica (COPA). Carina Sanchez comprou carne a contar com 12 pessoas e bebidas alcoólicas em grande quantidade: 20 litros de vinho, três garrafas de amêndoa amarga e uma de whisky. A jovem deixou escrito que cada membro devia trazer os seus talheres, sendo necessário levarem mais “cinco para os exm.ºs” esperados no Meco.

Também a pessoa responsável pela limpeza da casa tem garantido que tudo estava preparado para receber 12 pessoas. O SOL sabe que houve três representantes de cursos que faltaram ao encontro, mas geralmente os antigos dux também participavam nestes fins-de-semana. Na COPA, é regra ninguém praxar sozinho - o que é explicado como forma de prevenir abusos, garantindo-se que há testemunhas.

Rituais de sociedades secretas

As famílias das vítimas - que já começaram a ser ouvidas pela Polícia Judiciária - têm cada vez menos dúvidas de que os jovens iam ser submetidos na praia a um ritual para subirem na hierarquia da comissão.

“Ao que sabemos, a noite de sábado seria o ponto alto do encontro, a última prova”, disse ao SOL Fátima Negrão, mãe de outra das vítimas (Pedro, de 24 anos, representante do curso de Gestão). Por isso, não ficou surpreendida com a descrição dos rituais que fazem parte do regulamento da COPA, segundo avançou a TVI.

Esse ritual, inspirado numa obra de Fernando Pessoa, A Hora do Diabo, deve ser feito na praia, em noites de lua cheia, sempre após uma sexta-feira 13. Os membros da direcção da COPA, de olhos vendados e de costas para o mar, têm de responder a perguntas do dux. De cada vez que falham, têm de recuar, em direcção ao mar. Neste ritual é suposto participarem antigos dux.

“Houve provas do género na serra da Arrábida, onde os estudantes foram largados sozinhos e sem telemóvel”, diz Fátima Negrão, sobre outro fim-de-semana da COPA, em 2012.

Os pais, que vão constituir-se assistentes no inquérito criminal, criaram um e-mail para receber denúncias (tragedia.meco@gmail.pt). Já receberam mais de 300 mensagens, denunciando situações ou dando informações “da maior relevância” para a investigação. “Estamos a fazer uma selecção e todos os que forem importantes serão encaminhados para as autoridades” - explica ao SOL António Soares, pai de outra das vítimas, Catarina, de 22 anos.

 

Semanário Sol



publicado por pimentaeouro às 22:50
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Quarta-feira, 11 de Dezembro de 2013
Pós Mandela

Existiram dois Mandela, o guerrilheiro que lutou contra o apartheid e o prisioneiro que compreendeu que a luta armada conduzia o país para o caos. Mandela, pacifista,  aquele que conhecemos e veneramos travou uma luta titânica com o regime e o próprio ANC para fazer prevalecer a via pacifica que evitou um banho de sangue entre negros e brancos. Muitos camaradas do ANC chamaram-lhe vendido e traidor.

Nos dois Mandela, o homem tinha uma forte personalidade, que se impunha até àos seus inimigos.

A transição pacifica que Mandela conseguiu, um milagre, não tem paralelo na História e também não tem paralelo o Homem generoso, sem ódio, que saiu da prisão.

Lamentavelmente, o seu legado não é seguido, em primeiro lugar, na África do Sul. Este pais é um barril de pólvora dilacerado pelo ódio. Tem uma das maiores taxas de criminalidade,  de violência e de corrupção do mundo: o país arco-íris está tapado por nuvens negras de tempestade. O regime do ANC criou ou nova classe média e novos ricos negros saídos das suas fileiras e dos sindicatos. A eterna luta entre ricos e pobres pode fazer o país entrar no caos que Mandela soube evitar.



publicado por pimentaeouro às 17:38
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Quarta-feira, 27 de Novembro de 2013
Violencia doméstica #3

Violência doméstica

Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.

Violência doméstica é a violência, explícita ou velada, literalmente praticada dentro de casa ou no âmbito familiar, entre indivíduos unidos por parentesco civil (marido e mulher, sogra, padrasto) ou parentesco natural pai, mãe, filhos, irmãos etc.1 Inclui diversas práticas, como a violência e o abuso sexual contra as crianças, maus-tratos contra idosos, e violência contra a mulher e contra o homem geralmente nos processos de separação litigiosa além da violência sexual contra o parceiro.

Pode ser dividida em violência física — quando envolve agressão direta, contra pessoas queridas do agredido ou destruição de objectos e pertences do mesmo (patrimonial); violência psicológica — quando envolve agressão verbal, ameaças, gestos e posturas agressivas, juridicamente produzindo danos morais; e violência sócio-económica, quando envolve o controle da vida social da vítima ou de seus recursos económicos. Também alguns consideram violência doméstica o abandono e a negligência quanto a crianças, parceiros ou idosos. Enquadradas na tipologia proposta por Dahlberg; Krug, 2 na categoria interpessoais, subdividindo-se quanto a natureza Física, Sexual, Psicológica ou de Privação e abandono. Afetando ainda a vida doméstica pode-se incluir da categoria autodirigida o comportamento suicida especialmente o suicídio ampliado (associado ao homicídio de familiares) e de comportamentos de auto-abuso especialmente se consideramos o contexto de causalidade. É mais frequente o uso do termo "violência doméstica" para indicar a violência contra parceiros, contra a esposa, contra o marido e filhos. A expressão substitui outras como "violência contra a mulher". Também existem as expressões "violência no relacionamento", "violência conjugal" e "violência intra-familiar".

Note que o poder num relacionamento envolve geralmente a percepçãomútua e expectativas de reação de ambas as partes calcada nos preconceitos e/ou experiências vividas. Uma pessoa pode se considerar como subjugada no relacionamento, enquanto que um observador menos envolvido pode discordar disso.

Muitos casos de violência doméstica encontram-se associados ao consumo de álcool e drogas, pois seu consumo pode tornar a pessoa mais irritável e agressiva especialmente nas crises de abstinência. Nesses casos o agressor pode apresentar inclusive um comportamento absolutamente normal e até mesmo "amável" enquanto sóbrio, o que pode dificultar a decisão da parceiro em denunciá-lo.

Violência e as doenças transmissíveis são as principais causas de morte prematura na humanidade desde tempos imemoriais, com os avanços da medicina, disponibilidade de água potável e melhorias da urbanização a redução das doenças infecciosas e parasitárias, tem voltado o foco da saúde pública para a ocorrência da violência. Contudo como observa Minayo e Souza 3 este é um fenômeno que requer a colaboração interdisciplinar e ação multiprofissional, sem invalidar o papel daepidemiologia para o dimensionamento e compreensão do problema alerta para os riscos de reducionismo e necessidade de uma ação pública.

Estatisticamente a violência contra a mulher é muito maior do que a contra ohomem. Um estudo realizado em São Paulo 4 encontrou-se quanto à relação autor-vítima, que 1.496 (81,1%) agressões ocorreram entre casais, 213 (11,6%) entre pais/responsáveis e filhos, e 135 (7,3%) entre outros familiares. Esse mesmo estudo referindo-se acerca dos motivos da agressão, os chamados “desentendimentos domésticos” que se referem às discussões ligadas à convivência entre vítima e agressor (educação dos filhos; limpeza e organização da casa; divergência quanto à distribuição das tarefas domésticas) prevaleceram em todos os grupos, fato compreensível se for considerado que o lar foi o local de maior ocorrência das agressões. Para muitos autores, são os fatos corriqueiros e banais os responsáveis pela conversão de agressividade em agressão. Complementa ainda que o sentimento de posse do homem em relação à mulher e filhos, bem como a impunidade, são fatores que generalizam a violência.

Há quem afirme que em geral os homens que batem nas mulheres o fazem entre quatro paredes, para que não sejam vistos por parentes, amigos, familiares e colegas do trabalho. A cultura popular tanto propõe a proteção das mulheres (em mulher não se bate nem com uma flor) como estimula a agressão contra as mulheres (mulher gosta de apanhar) chegando a aceitar o homicídio destas em casos de adultério, em defesa da honra. Outra suposição é que a maioria dos casos de violência doméstica são classes financeiras mais baixas, a classe média e a alta também tem casos, mas as mulheres denunciam menos por vergonha e medo de se exporem e a sua família. Segundo Dias 5 o fenômeno ocorre em todas as classes porém mais visíveis entre os indivíduos com fracos recursos econômicos.

A violência praticada contra o homem também existe, mas o homem tende a esconder mais por vergonha. Pode ter como agente tanto a própria mulherquanto parentes ou amigos, convencidos a espancar ou humilhar o companheiro. Também existem casos em que o homem é pego de surpresa, por exemplo, enquanto dorme. Analisando os denominados crimes passionais a partir de notícias publicadas em jornais Noronha e Daltro 6 identificaram que estes representam 8,7% dos crimes noticiados e que destes 68% (51/75) o agressor era do sexo masculino (companheiro, ex-companheiro, noivo ou namorado) nos crimes onde a mulher é a agressora ressalta-se a circunstância de ser o resultado de uma série de agressões onde a mesma foi vítima.



publicado por pimentaeouro às 11:47
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Troglodita lusitano #2



A violência doméstica é o lado negro, preservo do amor. Possui um leque alargado de formas de agressão desde a agressão psicológica, actos de vilência, formas de pressão económica até ao limite do assassinato.

Normalmente é continuada, pode durar anos até a mulher vencer medos e ganhar coragem para fazer a denuncia, que muitas vezes dá origem ao redo-    brar da violência: a mulher é um objecto de posse ilimitada do agressor.

É um problema social que encara com benevolência o agressor e a rede de protecção social de mulher é frágil. É um crime público, grave, que pode ser denunciado por qualquer pessoa. Quantos agressores não gozam de impunidade? Na Justiça reina uma cultura de benevolência com o agressor com condenações quase irrisórias.

A violência doméstica também é exercida contra outros familiares, além da mulher, filhos, idosos e até outros parentes.

Velha na sociedade, existe para além da História com a repetição incessante, até ao absurdo, da mesma cena com os mesmos personagens: o homem é detentor do poder, a mulher é dominada é subjugada; a genética é muito lentamente domesticada pela cultura.

 



publicado por pimentaeouro às 11:43
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Quarta-feira, 16 de Outubro de 2013
Do blogue Nação Valente

O efeito Malala

por Naçao Valente, em 11.10.13

 

Fé no saber

 

Uma criança, um professor, uma caneta e um livro e mudamos o mundo .

                                                 Malala Yousafzai, prémio Sakharov

 

 

Com uma lucidez invejável e rara na sua idade esta jovem muçulmana pôs o dedo na ferida. Como a história, ela própria desvalorizada nos mostra, as grandes saltos civilizacionais são feitos pela cultura. Convêm lembrar que a grande aventura humana rumo ao progresso começou com a invenção da escrita. O principal legado da pré-Antiguidade é o alfabeto. A grande herança da Antiguidade sãos os avanços culturais da Grécia. O que de melhor nos ficou da Idade Média foi a preservação da cultura clássica nos círculos fechados do monaquismo. Foi com esse legado que no Renascimento se construíram os alicerces das sociedades modernas. Aí se gerou o liberalismo e se foram germinando as bases do humanismo. 

 

O Islão após a sua fase de grande desenvolvimento cultural caiu numa idade de trevas de que nunca mais saiu. A  casta dirigente percebeu que só se pode perpetuar ad eternum montada na ignorância. Daí que mantenham os seus povos presos de fundamentalismos religiosos ancestrais. O conhecimento continua capturado por elites poderosas que o escondem da maioria da população. Nestas sociedades teocráticas um dos grupos mais afastados do saber são as mulheres. Os detentores do poder sabem que no dia em que se alargar o acesso ao conhecimento a todos  acontecerá uma verdadeira revolução democrática.

 

 

Malala com a sua visão iluminada, a sua determinação, a sua coragem num contexto extremamente adverso, está a travar uma luta sem tréguas contra o obscurantismo. Será apenas e ainda uma pequena fagulha, incapaz de atear uma grande fogueira num terreno hostil, mas pode acender outros pequenos fogos, replicando outras "malalas", que mobilizem consciências empedernidas. Creio que será um processo longo mas seguramente imparável e que não deixará, também, de ter reflexos nas sociedades ocidentais, reféns de interesses obscuros e em constante regressão civilizacional. Contrariamente aos neo-profetas da desgraça, aos zeladores do primado dos mercados, Malala está a demonstrar que a construção de um mundo mais justo passa, como sempre passou, pelo generalização do conhecimento. Bem haja.

 



publicado por pimentaeouro às 20:57
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Sábado, 29 de Dezembro de 2012
Flagelo nacional

 

 



Na União Indiana as mulheres são tratadas com violência idêntica à que os tabilans praticam, numa escala muito maior. Nove Deli, capital do país é também a capital da  violação das mulheres (aqui). As violações são diárias e contam-se ao minuto. A impunidade dos homens tem reinado e as autoridades, a começar na polícia, dão cobertura a este flagelo nacional.

A tradicional espiritualidade indiana respeitava as mulheres? Existe uma subcultura de violação da mulher tolerada socialmente e o Estado não protege a integridade fisica das mulheres: é a Idade Média no século XXI.

 

 


 



publicado por pimentaeouro às 23:04
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