Conhece-te a ti mesmo... se puderes.
Quarta-feira, 29 de Maio de 2013
Do blogue convence-me

Toda a nossa caminhada na vida é muito pautada por ela, ou não? Trabalhamos arduamente para ter estabilidade! Financeira. Liberdade de movimentos. Estudámos antes. Sacrificando-nos(acima da média) se as possibilidades são escassas. Os nossos pais se esforçam e mais tarde nós o fazemos, para dar educação aos filhos. E tudo, para que tenham mais que nós. Nisso se incluí a estabilidade! Procuramos grande parte da vida alguém que nos entenda. Ame. Acompanhe. Seja quem nos proporcione alguma felicidade.  Sobre tudo o quê? Estabilidade emocional. No fim do dia, percurso, é bom saber com o que se pode contar! Emigramos, terminada a derradeira esperança. E saímos do país para singrar na vida, por quê? Mais estabilidade! Depositamos os nossos "bens" num banco. Com algumas dúvidas, mas com vista a: Multiplicá-los para que um dia a estabilidade mínima, ou abundante, nos bafeje.  Passamos uma vida de correria, a pensar no dia em que felizmente poderemos descansar, sonhando com uma estabilidade quase etérea, que nos dá alento para encarar a rotina.

E no entanto: Há quem defenda que esta estabilidade é um insulto! Críticam-na, baseados em que aspectos? Num grande número de pessoas que durante toda a sua vida, queriam ser diferentes. Ter outra realidade. Mas isso não quer dizer que o que têm/conquistaram não seja o que lhes convêm, por isso o mantêm! Se há quem troque tudo pondo em jogo toda a estabilidade da vida, numa mesma existência de risco, perigo e excitação... Outros há que gostam de ter o seu esquema alinhado. Não é por isso que nãosão também loucos, de quando em vez, deixando todos de boca aberta. Não sei se estou certa, mas se o ser humano não fosse "feito" para viver em comunidade, dependesse também dos afectos... De muitas premissas par se sentir minimamente realizado, no pouco ou muito que conseguiu alcançar, então sim! Poderia deitar tudo a perder num minuto de loucura, vício, ou satisfação do seu ego egoísta. E há muitos momentos em que se arrisca... Atéresulta! Porém no fundo, confessem-me: Quem o faz, e durante todo o tempo, não teme ser descoberto?" Quem se "atira" sem temer verdadeiramente, consequências, presentes ou futuras? Quem já não se atreveu em demasia e não chorou amargamente a "estabilidade" perdida, quer emocional, financeira ou hipotecou levianamente o seu futuro? Muitos, sim não duvido. Ou os completamente livres. Mas poderá chamar-se liberdade nãopartilhar a vida e as suas alegrias, ou decepções, com ninguém só para se poder ser quem se "inventou" que seríamos? Nada dura para sempre. E a vida não é só uma "fantasia"... Ou várias! Até a existência repleta de adrenalina, mas vazia de vozes e olhares cumplices, cansa. Ou aquela que mantida constantemente numa mentira, se prolonga até deixarmos de reconhecer onde está a verdade. Quem passámos a ser... O "homem" para poder ser um todo necessita, minimamente, de ser estável. Saber que no limite do "desastre", haverá sempre uma "almofada" de ar respirável. E de ela também fazem parte os braços de quem respeitamos! Amamos. Pomos acima de todas as aventuras. Quimeras, que possamos encerrar cá dentro. Se a vida fosse uma inconsequência permanente, viveríamos ainda todos numa árvore.

 

Fátima Soares


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publicado por pimentaeouro às 11:19
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1 comentário:
De Fátima Soares a 29 de Maio de 2013 às 11:36
Muito obrigada pela partilha, fico grata e feliz de ter gostado do meu texto. Um beijinho enorme. Boa semana!


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