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Segunda-feira, 11 de Novembro de 2013
Leonardo da Vinci

 

 

Vida de Leonardo da Vinci

Leonardo da Vinci é uma das personagens mais fascinantes da História da Arte. Dono de uma capacidade notável de apreensão de novos conhecimentos e uma constante sede de saber, pautou toda a sua existência por uma busca incessante de novos conhecimentos.

Da sua vida pessoal, pouco se sabe. Não se lhe conhecem musas inspiradoras e o plano afectivo parecia não lhe ser muito querido. Parece ter vivido única e exclusivamente para a sua arte.

Leonardo nasceu em 1452 na pequena localidade de Vinci, perto de Florença, Itália. Na época, era comum associar-se o nome da terra em que se nascia ao nome de baptismo, daí este grande mestre ter ficado conhecido como Leonardo da Vinci.

Filho de uma união ilegítima entre Ser Piero, um notário próspero de Florença e uma camponesa de seu nome Catarina, Leonardo cedo partiu para Florença na companhia de seu pai. 

Florença era, na época, o principal centro cultural de Itália, o que apenas veio ajudar o já potencial artista a desenvolver as suas capacidades. O pai colocou-o como aprendiz na oficina do escultor e pintor Andrea del Verrocchio.

Apesar de não se saber a data exacta da entrada de Leonardo na oficina de arte de Verrocchio, um dos centros de formação mais importantes da Florença quatrocentista, estabelece-se o ano de 1469 como limite para o início das suas actividades artísticas ao serviço do mestre florentino.

Na oficina de Andrea del Verrocchio aprendeu a fabricar tintas, a preparar as bases com gesso para a pintura, a modelação em cera e barro e a dominar todas as ferramentas necessárias ao seu trabalho. 
Verrocchio era mestre na fundição do bronze, na utilização do barro e do mármore, na pintura e no desenho e dominava de forma exímia todas as técnicas artísticas. Foram todos estes conhecimentos que passou aos seus discípulos.

Depois de algum tempo na oficina de Verrocchio, já se dizia que Leonardo ultrapassava o mestre na arte da pintura. Mas foi o próprio Leonardo que mais tarde escreveu nos seus diários “Pobre do aluno que não ultrapassa o mestre.”

Em 1472, Leonardo completara o seu período de formação. No entanto, em vez de se lançar em voos independentes, resolveu permanecer com o mestre, como colaborador independente, ou seja, como colega de artes.

Com 20 anos, Leonardo é oficialmente aceite como pintor na corporação dos artistas de Florença. Em termos práticos, isto significa que, a partir desta data, passa a poder aceitar encomendas por conta própria.

No entanto, continua na oficina de Verrocchio, onde se dedica principalmente à pintura. Começa a pintar Madonas, pinta o seu primeiro retrato (de Ginevra Benci) e inicia a sua primeira grande obra para um altar, A Adoração dos Magos.

Por esta altura, as suas obras já eram facilmente reconhecíveis pela capacidade que Leonardo tinha de dar vida às figuras que pintava.

Em 1482, Leonardo abandonou Florença e partiu rumo a Milão, onde permaneceu durante 18 anos. Na corte de Milão, trabalhou como retratista e cenarista, fez projectos arquitectónicos e concebeu uma grande estátua equestre.

Para além da actividade artística, que conheceu o seu maior expoente durante esta estada em Milão, Leonardo dedicou-se ao aprofundamento dos seus estudos mais técnicos. Assim, estuda vários problemas técnicos, examina obras de canais realizadas nas imediações, desenha máquinas de guerra e outros inventos igualmente vanguardistas. Além disso, começa a investigar as bases da mecânica e da natureza da água.

Leonardo já deixara de ser apenas um artista para se tornar num verdadeiro homem do Renascimento, atento a tudo o que se passava à sua volta e sempre em permanente demanda de respostas às suas questões.

Apesar de Leonardo sempre se ter mantido afastado das lutas políticas da época, em 1499 foi obrigado a tomar uma posição devido à entrada dos franceses em Milão. Depois do seu patrono de longos anos, Ludovico, o Mouro, ter fugido da cidade, Leonardo viu-se obrigado a estabelecer contacto com os franceses.

Embora o rei francês tivesse ficado muito impressionado com o trabalho de Leonardo, o artista resolveu abandonar Milão devido à insegurança política que lá se vivia. Assim, em Dezembro de 1499, partiu para Mântua na companhia dos seus alunos e do matemático Luca Pacioli. De Mântua, partiu rumo a Veneza e, em meados de 1500, regressou a Florença.

Aí permaneceu durante seis anos, tendo voltado à cidade de Milão a convite do seu novo patrono, o rei de França. Os sete anos que aí passou foram dedicados à arquitectura, aos projectos de esculturas, à engenharia, à anatomia e às ilustrações científicas. Nesta fase, pouco tempo dedicou à pintura.

Depois da expulsão dos franceses de Milão, em 1513, Leonardo foi convidado a ir para Roma, onde prosseguiu com os seus estudos científicos, tendo feito o levantamento e o registo cartográfico da cidade.

Após três anos de permanência em Roma, partiu para França em 1517 a convite de Francisco I. Aí viveu os últimos três anos de vida, num pequeno palácio campestre, próximo do palácio de Verão do rei, em Amboise, no Loire, junto do seu discípulo preferido, Francesco Melzi.

Apesar de o rei apenas o chamar para lhe pedir conselhos ou para conversarem, Leonardo possuía o título de premier peintre, architecte et mécanicien du roi.

A 2 de Maio de 1518 morria Leonardo da Vinci, um dos maiores vultos da História da Arte. A sua morte ficou envolta numa aura de mistério, cercada de lendas e enigmas, não se sabendo até hoje, quais as circunstâncias exactas em que morreu.

Foi sepultado na igreja do Convento de São Florêncio, em Amboise, segundo o desejo que deixara explícito em testamento. Apesar de se saber onde foi enterrado, o seu túmulo é, actualmente, impossível de identificar, devido a circunstâncias infelizes.


P.S. Perdi a referencia do autor deste texto.



publicado por pimentaeouro às 17:59
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