2 comentários:
De DyDa/Flordeliz a 30 de Dezembro de 2013 às 20:09
O nosso tempo não foi fácil. ( O meu menos complicado que o seu de certeza).
Hoje, tempos diferentes, problemas distintos, também não está a ser fácil, homem ou mulher, hoje tanto faz.
Há liberdade de expressão. Sim há!
Mas há grilhões que muitas vezes não se notam. Somos escravos tantas vezes do que escolhemos para nós mesmos.
Isto, quando não fazemos do nosso próximo escravos da nosso egoísmo e ânsia de enriquecer a todo o custo.


A vida não é fácil?
Nunca foi!
E de à uns tempos que se vem complicando, para nós e para os nossos descendentes.


Há relatos de vidas que começam tristes e terminam mais tristes ainda.


Que cada um de nós consiga arrancar aos momentos menos felizes força para lutar e contrariar esta tendência de desilusão.


São os meus sinceros desejos.


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Amigo este tempo não ajuda, torna-nos ainda mais tristonhos.
Venha o seu mês que é de sol e alegria.
Beijinho


De pimentaeouro a 31 de Dezembro de 2013 às 00:12

A sociedade de hoje é muito mais complexa do que a sociedade de Salazar e essa complexidade reflete-se no comportamento das pessoas.

Nas relações mulher-homem ou homem-mulher, tanto faz, ainda há muita pedra para partir.

Vejo no meu neto comportamentos machistas que era suposto já não existirem e ainda por cima as raparigas que andam com ele acham natural.

A minha saudosa tia Maria do Carmo, cuja memória guardo com muita gratidão, aprendeu a ler, com cerca de 70 anos, depois de enviuvar: analfabeta filha de mãe também analfabeta.

Regressando a Salazar. Com a cumplicidade activa, neste campo, da Igreja Católica, conseguiu montar um controlo social dos sentimentos e das afectos: a PIDE para os políticos, a moral e os bons costumes obrigatórios na mulher.

Tinha de ir virgem para o casamento, obedecer servilmente ao chefe de família e ser a fada do lar. Para abrir conta no banco tinha que ter autorização do marido.

Aconteceu-me por duas vezes sofrer, na pele, a moral e os bons costume: com a Fernada de uma forma moderada, com a Julieta a proibição pura e simples de namorar com este energúmeno.

Na época eu tinha pouco mais de 20 anos mas as marcas duraram mais de 6 anos. Durante este período não existiu nenhuma mulher na minha vida, quase desesperei.

O resultado foi um casamento tardio com todos os ingredientes – e erros meus – para terminar mal.

Muita coisa mudou deste então, umas boas outras nem tanto. Como diz, a vida não é fácil, nunca foi.

Acontece que já estamos dentro de um buraco, não vemos o fundo nem vemos o futuro dos nossos descendentes.

Aqui a vida pregou-me mais uma partida, mas isso fica para outra altura.

Grande abraço.

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