Conhece-te a ti mesmo... se puderes.
Domingo, 2 de Setembro de 2012
A relevância da insignificância

 

 

 

Com esta televisão (publicidade incluída) e este futebol, Salazar ter-se-ia coroado imperador vitalício, na praça do Império, em cerimónia de grande pompa e circunstância. O seu corpo embalsamado estaria num panteão, construído pelo regime, e hoje centenas de milhares de portugueses iriam, em peregrinação anual, render homenagem ao pai da Pátria.                                  

 

 A velha critica, da oposição, à trilogia “Futebol, Fátima e Fado” foi metida na gaveta e os poderes públicos (Governo e Autarquias), políticos, empresas publicas, televisões, bancos etc. colam-se ao futebol; os primeiros para angariarem um suplemento de popularidade, as empresas para negócios variados, claros ou não.

Esta mancebia da política com o futebol tem implícita a venda da alma a Mefistófeles, que informado sobre as modernas operações financeiras na bolsa, cobra taxas de juro especulativas, que  todos nós  acabamos por pagar no bolo geral dos impostos cobrados pelo  Estado.

As campanhas publicitárias são  enormes cadeias de negócios para vender tudo o que possamos imaginar: camisolas, cachecóis, bonés, malas, sacos e saquetas, edições especiais em jornais, revistas, livros, DVDs, colecções de cromos, pratos, copos, canecas, peças de “artesanato industrial”, etc., etc.. Resumindo, produtos para todas as idades, grupos sociais e sexos, para pobres, remediados e ricos, mas o jackpot vai para as transmissões televisivas

com os milhões de audiências em todo o mundo.

Como negócio que é, o contributo do futebol para o PIB, através do aumento do consumo das famílias, com os produtos acima referidos, deve ser convenientemente estudado pelos economistas, Banco de Portugal incluído. Aquele consumo contribui para relançar a economia, para a implantação e desenvolvimento de empresas com tecnologia de ponta , para a diminuição do défice orçamental. No fundo, aquilo que se espera de um desígnio nacional... ou não passa tudo de conversa de entretenimento e vamos continuar a apertar o cinto?



publicado por pimentaeouro às 17:21
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2 comentários:
De golimix a 3 de Setembro de 2012 às 12:29
Eu já não tenho buracos no meu cinto...
E acho que há pessoas que já passaram o cinto para o pescoço.

Boa semana Image

LMaria


De pimentaeouro a 4 de Setembro de 2012 às 17:00
Já não há saco, como dizem os brasileiros.
Bjs.


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