Conhece-te a ti mesmo... se puderes.
Quinta-feira, 6 de Dezembro de 2012
Ganhos e perdas


Com a impulsão da ex-União Soviética e a viragem do século nasceu a esperança num mundo novo, com paz, progresso, bem-estar social e felicidades para todos. Era uma dose cavalar mas o homem quando se ilude – ou o iludem – acredita no inconcebível.

Acontece que alguém prometeu tudo isto. Quem? Quem havia de ser, os donos do mundo e mandaram fazer festa e deitar foguetes em todo o planeta.

Foi miragem que não durou meia dúzia de anos. Uma vez mais vieram as guerras (na realidade nunca pararam) e a partir de 2.007 a maior crise financeira na História da Humanidade.

O Império do Ocidente abanou, abriu brechas, e para salvar a economia de casino cobram-nos mais impostos e diminuem-nos os rendimentos.

A promessa agora é, miséria, suor e lágrimas! Os especuladores criminosos foram salvos e o inimigo principal passou a ser o Estado Providência.

Défices e dívidas públicos significam que os governos não sabem governar, que praticaram gestão danosa, fizeram negócios ruinosos

Com o sector privado, que deram mordomias e empregos aos amigos e às clientelas partidárias, que usaram o Estado como trampolim para os seus empregos e reformas douradas, que deixaram que os lóbis e os monopólios dominassem o Estado e influenciassem as decisões políticas em seu benefício, que a corrupção prosperasse.

A mãe de todas reformas nunca realizada, nem sequer falada, é a reforma da gestão das Administrações Públicas, Central, Local e Regional: gerir com honestidade, competência e sentido de Estado e do interesse público.

Que no século XXI a maior parte dos governos dos países Ocidentais seja constituída por incompetentes e desonestos é um verdadeiro atentado à democracia.

Há cerca de dois séculos (1.820) os meios de transporte mais rápidos eram o cavalo e a vela, em cada dia apenas se avançava algumas léguas. Hoje viajamos em automóveis muito rápidos e aviões que podem chegar à velocidade do som.

Temos uma panóplia de electrodomésticos para quase tudo, televisores, telemóveis, viagens, a crédito, para qualquer país, mais saúde e higiene e o consumo é progressivamente mais artificial: há duzentos anos não tínhamos nada disto.

Perdemos relações familiares e de vizinhança, relações afectivas e amorosas mais estáveis e duradouras, mais solidão – no meio das multidões – e mais velhos na miséria.  

Qual é o balanço? Progredimos? Moralmente somos melhores, vivemos mais felizes?

Lamentavelmente, acho que não.

 



publicado por pimentaeouro às 13:08
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