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Quarta-feira, 24 de Janeiro de 2018
Napoleao

napoleao.jpg

 

Napoleão Bonaparte (em francêsNapoléon BonaparteAjaccio15 de agosto de 1769 – Santa Helena5 de maio de 1821) foi um líder político e militar durante os últimos estágios da Revolução Francesa. Adotando o nome de Napoleão I, foi Imperador dos Franceses[1]de 18 de maio de 1804 a 6 de abril de 1814, posição que voltou a ocupar por poucos meses em 1815 (20 de março a 22 de junho). Sua reforma legal, o Código Napoleônico, teve uma grande influência na legislação de vários países. Através das guerras napoleônicas, ele foi responsável por estabelecer a hegemonia francesa sobre maior parte da Europa.

Napoleão nasceu na Córsega, filho de pais com ascendência da nobreza italiana e foi treinado como oficial de artilharia na França continental. Em 2011, um exame de DNA de costeletas de Napoleão que eram guardadas em relicário confirmou a origem caucasianade Napoleão desmentindo uma possível ascendência árabe do imperador.[2]

Bonaparte ganhou destaque no âmbito da Primeira República Francesa e liderou com sucesso campanhas contra a Primeira Coligação e a Segunda Coligação. Em 1799, liderou um golpe de Estado e instalou-se como primeiro cônsul.[3] Cinco anos depois, o senado francês o proclamou imperador. Na primeira década do século XIX, o império francês sob comando de Napoleão se envolveu em uma série de conflitos com todas as grandes potências europeias, as Guerras Napoleônicas. Após uma sequência de vitórias, a França garantiu uma posição dominante na Europa continental, e Napoleão manteve a esfera de influência da França, através da formação de amplas alianças e a nomeação de amigos e familiares para governar os outros países europeus como dependentes da França. As campanhas de Napoleão são até hoje estudadas nas academias militares de quase todo o mundo.

Campanha da Rússia em 1812 marcou uma virada na sorte de Napoleão. Seu Grande Armée foi seriamente danificado na campanha e nunca se recuperou totalmente. Em 1813, a Sexta Coligação derrotou suas forças em Leipzig. No ano seguinte, a coligação invadiu a França, forçou Napoleão a abdicar e o exilou na ilha de Elba. Menos de um ano depois, ele fugiu de Elba e retornou ao poder, mas foi derrotado na Batalha de Waterloo, em junho de 1815. Napoleão passou os últimos seis anos de sua vida confinado pelos britânicos na ilha de Santa Helena. Uma autópsia concluiu que ele morreu de câncer no estômago, embora haja suspeitas de envenenamento por arsênio.



publicado por pimentaeouro às 20:23
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Terça-feira, 23 de Janeiro de 2018
Pedro o Grande

 

pedro o grande.jpg

 

Pedro I (Moscou9 de junho de 1672 – São Petersburgo8 de fevereiro de 1725), apelidado de Pedro, o Grande, foi o Czar do Czarado da Rússia de 1682 até a formação do Império Russo em 1721, continuando a reinar como Imperador até sua morte. De pouco depois de sua ascensão até 1696, ele reinou junto com seu meio-irmão mais velho Ivan V. Pedro era o filho mais velho do czar Aleixo com sua segunda esposa Natália Naryshkina, vivendo seus primeiros anos tranquilamente até chegar ao trono com apenas dez anos de idade depois de ser escolhido como o novo soberano pela população moscovita.

 

Foi importante na modernização e ocidentalização da Rússia, país que já estava muito desfasado em relação às potências ocidentais. Também deu ao seu país grande poder depois de derrotar a Suécia na Grande Guerra do Norte, que ficou marcada pela sua grande vitória na Batalha de Poltava em 1709. Ao se aperceber de que a Rússia era socialmente e tecnicamente atrasada, resolveu abrir uma janela para o Ocidente, já como czar, a fim de ingressar no país ideias europeias de progresso. Não sem antes recolher a irmã Sofia aos costumes no Convento das Carmelitas. Empreendeu um périplo de 18 meses pela Europa, em que se fez passar por marinheiro e trabalhar como carpinteiro num estaleiro da Holanda, aprendeu a retalhar a gordura da baleia, estudou anatomia e cirurgia observando dissecação de cadáveres, visitou museus e galerias de arte.



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Segunda-feira, 22 de Janeiro de 2018
Eça de Queirós

José Maria de Eça de Queiroz nasceu em 25 de novembro de 1845, numa casa da Praça do Almada na Póvoa de Varzim, no então número 1 ao 3 do Largo de São Sebastião (hoje Largo Eça de Queiroz), no centro da cidade, em casa de um parente de sua mãe, Francisco Augusto Pereira Soromenho, um dos funcionários aduaneiros da Póvoa de Varzim. Dado os seus pais não serem então casados, considerado indecente em meados do século XIX e este parente de certo relevo local, chefe da alfândega local, este preferiu que o batismo fosse realizado na Igreja Matriz de Vila do Conde, em vez da matriz local, muito próxima à casa, e fosse ocultado o nome da mãe.[5]

Eça era filho de José Maria Teixeira de Queiroz, nascido no Rio de Janeiro em 1820 e delegado do procurador régio em Viana do Castelo, e de Carolina Augusta Pereira d'Eça, nascida em Monção em 1826. O casamento ocorreu posteriormente ao nascimento. O pai de Eça de Queiroz, magistrado e par do reino, convivia regularmente com Camilo Castelo Branco, quando este vinha à Póvoa para se divertir no Largo do Café Chinês. Uma das teses para tentar justificar o facto de os pais do escritor não se terem casado antes do seu nascimento sustenta que Carolina Augusta Pereira de Eça não teria obtido o necessário consentimento da parte de sua mãe, já viúva do coronel José Pereira de Eça. De facto, seis dias após a morte da avó que a isso se oporia, casaram-se os pais de Eça de Queiroz, quando o menino tinha quase quatro anos.

O pai era magistrado, formado em Direito por Coimbra.[4] Foi juiz instrutor do célebre processo de Camilo Castelo Branco, juiz da Relação e do Supremo Tribunal de Justiça, presidente do Tribunal do Comércio, deputado por Aveirofidalgo cavaleiro da Casa Real, par do Reino e do Conselho de Sua Majestade.[6] Foi ainda escritor e poeta.

Eça, por sua vez, apresenta episódios incestuosos em criança relatados no diário de sua prima. Por via dessas contingências foi entregue a uma ama, aos cuidados de quem ficou até passar para a casa de Verdemilho em AradasAveiro, a casa da sua avó paterna. Nessa altura, foi internado no Colégio da Lapa, no Porto, de onde saiu em 1861, com dezasseis anos, para a Universidade de Coimbra, onde estudou Direito.[6] Além do escritor, os pais teriam mais seis filhos.

Estátua na Póvoa de Varzim.
 
Celebração de 1906 na Póvoa de Varzim com a colocação de uma placa comemorando o nascimento de Eça naquela casa da Praça do Almada.
 
Nota de 10 Escudos de 1925, Eça de Queiroz

Em Coimbra, Eça foi amigo de Antero de Quental. Os seus primeiros trabalhos, publicados na revista "Gazeta de Portugal", foram depois coligidos em livro, publicado postumamente com o título Prosas Bárbaras. Eça veraneava na Póvoa de Varzim, quando matriculado na Universidade de Coimbra. Sua tia materna, Carlota, arrendava casa na Póvoa, de verão e com ela, além do sobrinho José Maria, iam também os seus seis filhos, três rapazes e três raparigas.[7]

Em 1866, Eça de Queiroz terminou a Licenciatura em Direito na Universidade de Coimbra e passou a viver em Lisboa, exercendo a advocacia e o jornalismo. Foi director do periódico O Distrito de Évora e colaborou em publicações periódicas como a Renascença [8] (1878-1879?), A Imprensa [9](1885-1891), Ribaltas e gambiarras (1881) e postumamente na Revista de turismo [10] iniciada em 1916 e na Feira da Ladra (1929-1943). Porém, continuaria a colaborar esporadicamente em jornais e revistas ocasionalmente durante toda a vida. Mais tarde fundaria a Revista de Portugal.

Em 1869 e 1870, Eça de Queiroz fez uma viagem de seis semanas ao Oriente (de 23 de outubro de 1869 a 3 de janeiro de 1870), em companhia de D. Luís de Castro, 5.º conde de Resende, irmão da sua futura mulher, D. Emília de Castro, tendo assistido no Egipto à inauguração do canal do Suez: os jornais do Cairo referem «Le Comte de Rezende, grand amiral de Portugal et chevalier de Queiroz». Visitaram, igualmente, a Palestina. Aproveitou as notas de viagem para alguns dos seus trabalhos, o mais notável dos quais o O Mistério da Estrada de Sintra, em 1870, e A Relíquia, publicado em 1887.[6] Em 1871, foi um dos participantes das chamadas Conferências do Casino.

Em 1870 ingressou na Administração Pública, sendo nomeado administrador do concelho de Leiria. Foi enquanto permaneceu nesta cidade, que Eça de Queiroz escreveu a sua primeira novela realista, O Crime do Padre Amaro, publicada em 1875.

Tendo ingressado na carreira diplomática, em 1873 foi nomeado cônsul de Portugal em Havana. Os anos mais produtivos de sua carreira literária foram passados em Inglaterra, entre 1874 e 1878, durante os quais exerceu o cargo em Newcastle e Bristol. Escreveu então alguns dos seus trabalhos mais importantes, como A Capital,[6] escrito numa prosa hábil, plena de realismo. Manteve a sua actividade jornalística, publicando esporadicamente no Diário de Notícias, em Lisboa, a rubrica «Cartas de Inglaterra». Mais tarde, em 1888 seria nomeado cônsul em Paris.[4]

Seu último livro foi A Ilustre Casa de Ramires, sobre um fidalgo do século XIX com problemas para se reconciliar com a grandeza de sua linhagem. É um romance imaginativo, entremeado com capítulos de uma aventura de vingança bárbara que se passa no século XII, escrita por Gonçalo Mendes Ramires, o protagonista. Trata-se de uma novela chamada A Torre de D. Ramires, em que antepassados de Gonçalo são retratados como torres de honra sanguínea, que contrastam com a lassidão moral e intelectual do rapaz.

Aos 40 anos casou com Emília de Castro, com quem teve 4 filhos[11]: Alberto (16-4-1894), António (28-12-1889), José Maria (26 -2 -1888) e Maria (16-1-1887)[12].

Morreu em 16 de Agosto de 1900 na sua casa de Neuilly-sur-Seine, perto de Paris. Teve funeral de Estado,[13] foi sepultado em Cemitério dos Prazeres de Lisboa, mas mais tarde foi transladado para o cemitério de Santa Cruz do Douro em Baião.

Foi também o autor da Correspondência de Fradique Mendes e A Capital, obra cuja elaboração foi concluída pelo filho e publicada, postumamente, em 1925. Fradique Mendes, aventureiro fictício imaginado por Eça e Ramalho Ortigão, aparece também no Mistério da Estrada de Sintra. Seus trabalhos foram traduzidos em aproximadamente vinte línguas.

 



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Quinta-feira, 18 de Janeiro de 2018
D. Afonso VI

 Afonso VI (Lisboa21 de agosto de 1643 – Sintra12 de setembro de 1683), apelidado de "o Vitorioso", foi o Rei de Portugal e Algarves de 1656 até sua morte, o segundo monarca português da Casa de Bragança. Era filho do rei João IV e a sua esposa Luísa de Gusmão, com sua mãe servindo como sua regente desde sua ascensão até 1662 quando foi removida por Afonso e seu favorito Luís de Vasconcelos e Sousa, 3.º Conde de Castelo Melhor.

Seu reinado viu o final da Guerra da Restauração e o reconhecimento da Espanha da independência de Portugal. Afonso também negociou alianças com a França através de seu casamento com Maria Francisca de Saboia. Entretanto, ele era fisicamente e mentalmente fraco, fazendo com que seu irmão mais novo Pedro, Duque de Beja, conspirasse em 1668 para declará-lo incapaz. Pedro tornou-se regente do reino, anulou o casamento de Afonso e casou-se com Maria Francisca. Ele passou o resto de seu reinado praticamente como um prisioneiro.

 

Afonso VI (Lisboa21 de agosto de 1643 – Sintra12 de setembro de 1683), apelidado de "o Vitorioso", foi o Rei de Portugal e Algarves de 1656 até sua morte, o segundo monarca português da Casa de Bragança. Era filho do rei João IV e a sua esposa Luísa de Gusmão, com sua mãe servindo como sua regente desde sua ascensão até 1662 quando foi removida por Afonso e seu favorito Luís de Vasconcelos e Sousa, 3.º Conde de Castelo Melhor.

Seu reinado viu o final da Guerra da Restauração e o reconhecimento da Espanha da independência de Portugal. Afonso também negociou alianças com a França através de seu casamento com Maria Francisca de Saboia. Entretanto, ele era fisicamente e mentalmente fraco, fazendo com que seu irmão mais novo Pedro, Duque de Beja, conspirasse em 1668 para declará-lo incapaz. Pedro tornou-se regente do reino, anulou o casamento de Afonso e casou-se com Maria Francisca. Ele passou o resto de seu reinado praticamente como um prisioneiro.



publicado por pimentaeouro às 19:26
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Quarta-feira, 17 de Janeiro de 2018
Robespierre

 

 

 

Robespierre foi um dos raros defensores do sufrágio universal e da igualdade dos direitos, defendendo a abolição da escravidão e as associações populares. Ele defendia que "a mesma autoridade divina que ordena aos reis serem justos, proíbe aos povos serem escravos".

Embora a Igreja tenha sido um dos principais alvos da Revolução, Robespierre acreditava na existência de um Ser Supremo e dizia que "Se a existência de Deus, se a imortalidade da alma não fossem senão sonhos, ainda assim seriam a mais bela de todas as concepções do espírito humano".

Vários historiadores da época relataram, em detalhes, os acontecimentos daquele período. Um deles, F. A. Mignet, escreveu sobre sua percepção dos ideais de Robespierre e de Saint-Just:

"(...) Robespierre e Saint-Just haviam traçado o plano desta democracia, cujos princípios eles defendiam em todos os seus discursos. Eles queriam mudar os costumes, o espírito e os hábitos da França. Eles queriam transformá-la em uma república à moda dos antigos".

"O domínio exercido pelo povo, magistrados desprovidos de orgulho, cidadãos sem vícios, a fraternidade nos relacionamentos, o culto da virtude, a simplicidade dos modos, a austeridade do caráter, eis o que pretendiam estabelecer".

"Liberdade e igualdade para o governo da república; indivisibilidade em sua forma; virtude como seu princípio; Ser Supremo como o seu culto. Quanto aos cidadãos, fraternidade em seus relacionamentos, probidade em sua conduta, bom senso como espírito, modéstia em suas ações públicas, que eles deveriam nortear para o bem do estado, e não para eles mesmos. Tal era o símbolo de sua democracia."

Na véspera de sua prisão, Robespierre proferiu o que pode ser considerado o seu epitáfio: "A morte não é o sono eterno. Mandai antes gravar: a morte é o início da imortalidade!".



publicado por pimentaeouro às 22:05
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Domingo, 14 de Janeiro de 2018
Luisa Todi

 

Luísa começou a sua carreira pelo teatro musical, aos catorze anos, no Teatro do Conde de Soure, no Tartufo, de Molière. Com a sua irmã mais velha, Cecília Rosa de Aguiar (23 de Agosto de 1746 - ?), cantou em óperas cómicas.

Casou em Lisboa, na Igreja Parquial das Mercês, a 28 de Julho de 1769, com o compositor e primeiro-violinista napolitano e seu grande admirador, Francesco Saverio Todi, filho de Niccolò Todi e de sua mulher Mariana Todi e viúvo de Teresa Todi, de quem não teve filhos (falecida a 31 de Maio de 1769 na freguesia dos Olivais, Lisboa, com óbito registado na paróquia das Mercês, tendo sido sepultada na Igreja Paroquial de Santa Maria dos Olivais). O apelido foi dado pelo marido e fê-la aprender canto com o compositor David Perez, muito conceituado mestre de capela da corte portuguesa. Ao marido deveu o aperfeiçoamento e a dimensão internacional que a levariam a todas as cortes da Europa, como cantora lírica.

Estreou-se em 1771 na corte portuguesa dos futuros D. Maria I e D. Pedro III e cantou no Porto entre 1772 e 1775. Durante esse período aí nasceu o seu primeiro filho João Todi em 1772, e, em 1773, a sua primeira filha Ana José Todi. Em 1775 nasceria em Guimarães a sua filha Maria Clara Todi e, em 1777, em AranjuezEspanha, o seu filho Francisco Xavier Todi.

Em 1777 parte para LondresGrã-Bretanha, para actuar no King's Theatre, sem particular aplauso por parte dos ingleses.

Em 1778 está em ParisFrança, onde a 22 de Novembro nasceria a sua filha Adelaide Antónia Todi, em Versalhes. Em 1780 é aclamada em Turim, no Teatro Régio, tendo assinado um contrato como prima-dona, e em 1780 era já considerada pela crítica como uma das melhores vozes de sempre. Nessa cidade veio a nascer o seu filho Leopoldo Rodrigo Ângelo Todi a 24 de Novembro de 1782.

Brilhou na Áustria, na Alemanha e na Rússia. Veio a Portugal em 1783 para cantar na corte portuguesa. Regressou a Paris, tendo ficado célebre o «duelo» com outra cantora famosa, Gertrud Elisabeth Mara, que dividiu a crítica e o público entre todistas e maratistas.[1]

Convidada, parte com o marido e filhos para a corte de Catarina II da Rússia, em São Petersburgo (1784 a 1788), que a presenteou com jóias fabulosas. Em agradecimento o casal Todi escreveu para a imperatriz a ópera Pollinia. Berlim aplaudiu-a quando ia a caminho da Rússia e, no regresso, Luísa Todi foi convidada por Frederico Guilherme II da Prússia, que lhe deu aposentos no palácio real, carruageme os seus próprios cozinheiros, sem falar do principesco contrato, tendo ali permanecido de 1787 a 1789.

Diversas cidades alemãs a aplaudiram como MogúnciaHanôver e Bona, onde Beethoven a terá ouvido. Cantou ainda em Veneza, na República de VenezaGénova, na República de GénovaPádua, na República de Veneza, Bérgamo, no Ducado de Milão, e Turim, no Reino da Sardenha.

De 1792 a 1796 encantou os madrilenos novamente.

Em 1793 vem à corte de Lisboa por ocasião do baptizado de mais uma filha do herdeiro do trono, o futuro D. João VI, casado com D. Carlota Joaquina. A cantora precisou de uma autorização especial para cantar em público, o que era então proibido às mulheres.

Em 1799 terminou a sua carreira internacional em Nápoles, no Reino de Nápoles.

 
Forum Municipal Luisa Todi em Setúbal

Regressou a Portugal e cantou ainda no Porto, em 1801, onde enviuvou, em Santo Ildefonso, na Rua Nova de Almada, a 28 de Abril de 1803, altura em que se aposenta de vez, tendo usado roupa de luto até ao fim dos seus dias. O seu marido encontra-se sepultado na Igreja de Santo Ildefonso. Viveu naquela cidade, onde viria a perder as suas famosas jóias no trágico acidente da Ponte das Barcas, por ocasião da fuga das invasões francesas de Portugal pelos exércitos de Napoleão, em 1809. A família de Todi foi no entanto presa, mas com a ajuda do General Soult, que a a reconheceu como "a cantora da nação", obtiveram protecção.

Viveu em Lisboa, de 1811 até ao final da sua vida, consta que, com dificuldades económicas e, a partir de 1823, completamente cega.

Luísa Todi, que tinha a capacidade invulgar de cantar com a maior perfeição e expressão em francêsinglêsitaliano e alemão, é considerada a meio-soprano portuguesa mais célebre de todos os tempos.

No seu Tratado da Melodia, Anton Reicha, considera Luísa Todi como «a cantora de todas as centúrias» melhor dizendo «uma cantora para a eternidade».



publicado por pimentaeouro às 11:54
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Sexta-feira, 12 de Janeiro de 2018
Lutero

Martinho Lutero, em alemãoMartin Luther (Eisleben10 de novembro de 1483 — Eisleben, 18 de fevereiro de 1546), foi um monge agostiniano e professor de teologiagermânico que tornou-se uma das figuras centrais da Reforma Protestante. Levantou-se veementemente contra diversos dogmas do catolicismo romano, contestando sobretudo a doutrina de que o perdão de Deus poderia ser adquirido pelo comércio das indulgências. Essa discordância inicial resultou na publicação de suas famosas 95 Tesesem 1517, em um contexto de conflito aberto contra o vendedor de indulgências Johann Tetzel. Sua recusa em retratar-se de seus escritos, a pedido do Papa Leão X em 1520 e do imperador Carlos V na Dieta de Worms em 1521, resultou em sua excomunhão da Igreja Romana e em sua condenação como um fora-da-lei pelo imperador do Sacro Império Romano Germânico.

Lutero propôs, com base em sua interpretação das Sagradas Escrituras, especialmente da Epístola de Paulo aos Romanos, que a salvação não poderia ser alcançada pelas boas obras ou por quaisquer méritos humanos, mas tão somente pela fé em Cristo Jesus (sola fide), único salvador dos homens, sendo gratuitamente oferecida por Deus aos homens. Sua teologia desafiou a infalibilidade papal em termos doutrinários, pois defendia que apenas as Escrituras (sola scriptura) seriam fonte confiável de conhecimento da verdade revelada por Deus.[1] Opôs-se ao sacerdotalismo romano (isto é, à consagrada divisão católica entre clérigos e leigos), por considerar todos os cristãos batizados como sacerdotes e santos.[2] Aqueles que se identificaram com os ensinamentos de Lutero acabaram sendo chamados de luteranos.

Em seus últimos anos, Lutero mostrou-se radical em suas propostas contrárias aos judeus alemães, tendo sido inclusive considerado posteriormente um antissemita. Essas e outras de suas afirmações fizeram de Lutero uma figura bastante controversa entre muitos historiadores e estudiosos.[3] Além disso, muito do que foi escrito a seu respeito sofre da reconhecida parcialidade resultante de paixões religiosas.

 

 


publicado por pimentaeouro às 19:32
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Quarta-feira, 10 de Janeiro de 2018
Voltaire

 

Voltaire foi um pensador que se opôs à intolerância religiosa[3] e à intolerância de opinião existentes na Europa no período em que viveu. Suas ideias reformistas acabaram por fazer com que fosse exilado de seu país de origem, a França. O conjunto de ideias de Voltaire constitui uma tendência de pensamento conhecida como Liberalismo. Exprime na maioria dos seus textos a preocupação da defesa da liberdade, sobretudo do pensar, criticando a censura e a escolástica, como observamos na seguinte frase, escrita por Evelyn Beatrice Hall como tentativa de descrever o espírito de Voltaire: " Posso não concordar com nenhuma palavra do que você disse, mas defenderei até a morte o seu direito de dizê-lo ".

Destaca-se que Voltaire, em sua vida, também foi "conselheiro" de alguns reis, como é o caso de Frederico II, o grande, da Prússia, um déspota esclarecido.

  • Voltaire foi influenciado pelo cientista Isaac Newton e pelo filósofo John Locke;
  • Defendia as liberdades civis (de expressão, religiosa e de associação);
  • Criticou as instituições políticas da monarquia, combatendo o absolutismo; 
  • Criticou o poder da Igreja Católica e sua interferência no sistema político;
  • Foi um defensor do livre comércio, contra o controle do estado na economia;
  • Foi um importante pensador do iluminismo francês e suas ideias influenciaram muito nos processos da Revolução Francesa e de Independência dos Estados Unidos.

 



publicado por pimentaeouro às 21:28
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David Mourão Ferreira

 

Filho de David Ferreira, secretário do diretor da Biblioteca Nacional, originário de Elvas e de Teresa Mourão ferrera, originária de uma aldeia do Baixo Alentejo. David Mourão Ferreira nasceu no extremo ocidental do bairro da Lapa, em Lisboa, numa casa onde viveu até aos 15 anos. Teve um irmão três anos mais novo, Jaime, afilhado de Jaime Cortesão. Frequentou o Colégio Moderno e licenciou-se em Filologia Românica, pela Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa, em 1951.

Tornou-se assistente da Faculdade de Letras em 1958. Entre 1963 e 1973 foi secretário-geral da Sociedade Portuguesa de Autores. David Mourão-Ferreira teve uma ativa colaboração em jornais e revistas, dos quais se destacam o Diário Popular.


Foi também colaborador da revista Seara Nova, para além de ter sido um dos fundadores da revista literária Távola Redonda, que co-dirigiu (1950-1954), com António Manuel Couto Viana e Luís de Macedo. Foi precisamente através desta publicação que a atividade poética de David Mourão Ferreira começou a ganhar relevo, enquanto uma alternativa poética, de pendor lirista, à poesia social[1].

Considerado um dos maiores poetas contemporâneos portugueses do Século XXGanhou notoriedade junto do grande público com os poemas de sua autoria cantados por Amália Rodrigues, como Sombra, Maria Lisboa, Anda o Sol na Minha Rua Nome de Rua, Fado Peniche e sobretudo Barco Negro, entre outros.[carece de fontes][2] Outros fados da sua autoria, como Escada sem corrimão ou Lembra-te sempre de mim, serão interpretados anos depois por Camané[3].

Depois do 25 de Abril de 1974, seria diretor do jornal A Capital e diretor-adjunto do O Dia.

No governo, desempenhou o cargo de Secretário de Estado da Cultura (de 1976 a Janeiro de 1978, e em 1979). Foi por ele assinado, em 1977, o despacho que criou a Companhia Nacional de Bailado.

Foi autor de alguns programas de televisão de que se destacam "Imagens da Poesia Europeia", para a RTP.

A 13 de Julho de 1981 foi condecorado com o grau de Grande-Oficial da Ordem Militar de Sant'Iago da Espada.[4] Em 1996, a 3 de Junho, foi elevado a Grã-Cruz da Ordem Militar de Sant'Iago da Espada.[4] No mesmo ano, 1996, recebeu o Prémio de Carreira da Sociedade Portuguesa de Autores.

Do primeiro casamento, com Maria Eulália, sobrinha de Valentim de Carvalho, teve dois filhos, David João e Adelaide Constança, que lhe deram 11 netos e netas.

Em 2005 é celebrado um protocolo entre a Universidade de Bari e o Instituto Camões, decidindo, como homenagem ao poeta, abrir naquela cidade o Centro Studi Lusofoni - Cátedra David Mourão-Ferreira[5]que, dirigida pela Professora Fernanda Toriello e com a colaboração do professor Rui Costa, tem como objetivo o estudo da obra de David Mourão-Ferreira, assim como a divulgação da língua portuguesa e das culturas lusófonas. Promove também o Prémio Europa David Mourão-Ferreira[6].

Em 2005 a Câmara Municipal de Lisboa homenageou o escritor dando o seu nome a uma avenida no Alto do Lumiar.[7]

Obras[editar | editar código-fonte]

Poesia



publicado por pimentaeouro às 18:37
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Terça-feira, 9 de Janeiro de 2018
Confucio

Considerado um dos mais importantes filósofos chineses, Confúcio nasceu onde hoje fica a província Xantung, no nordeste da China. Seu pai morreu quando ele era tinha apenas três anos de idade e, por isso, ele e sua mãe chegaram até a passar algumas dificuldades. Ele foi professor e estudou história e arqueologia e chegou a visitar Lao Tsé, quando este trabalhava nos arquivos da corte na província de Honan. Embora influenciado por Lao Tsé e pelo Taoísmo, Kung Fu Tsé decidiu seguir um caminho alternativo. A sua filosofia não está tão preocupada com a vida após a morte, como os hinduístas ou taoístas, por exemplo, e sim mais voltada às relações harmoniosas entre as pessoas, os membros da família ou mesmo na sociedade.


Seguindo carreira como filósofo da corte, Kung exortou os governantes chineses a "governarem pela virtude interior" para ganhar o respeito de seus súditos e dar um exemplo para que as pessoas pudessem seguir. O sábio chinês não aprovava a tirania e, acreditava que o Estado existe para benefício do povo, e não o contrário. Como escritor, Kung compilou poemas, estórias e lendas e as reuniu numa série de livros que ainda hoje sobrevivem como clássicos da literatura chinesa. Entre eles estão o Livro dos Poemas, o Livro da História, o Livro das Etiquetas e o Livro das Mutações (o I Ching).


Depois de sua morte, seus escritos continuaram a ser lidos e influenciaram muita gente. Ele acabou sendo descoberto pelos europeus, que publicaram seus trabalhos sob o nome latinizado de Confúcio.


O Confucionismo é hoje uma religião praticada por cinco milhões de pessoas, a maioria delas na Ásia. Ocupa o sexto lugar entre as fés mais seguidas no mundo, embora seja mais um sistema ético do que uma religião. Os princípios do Confucionismo incluem, entre outros, o respeito em relação à família e à sociedade, a fidelidade aos dirigentes e deferência aos superiores, a justiça moral e social e virtude suprema do altruísmo e benevolência.

 

 

Considerado um dos mais importantes filósofos chineses, Confúcio nasceu onde hoje fica a província Xantung, no nordeste da China. Seu pai morreu quando ele era tinha apenas três anos de idade e, por isso, ele e sua mãe chegaram até a passar algumas dificuldades. Ele foi professor e estudou história e arqueologia e chegou a visitar Lao Tsé, quando este trabalhava nos arquivos da corte na província de Honan. Embora influenciado por Lao Tsé e pelo Taoísmo, Kung Fu Tsé decidiu seguir um caminho alternativo. A sua filosofia não está tão preocupada com a vida após a morte, como os hinduístas ou taoístas, por exemplo, e sim mais voltada às relações harmoniosas entre as pessoas, os membros da família ou mesmo na sociedade.


Seguindo carreira como filósofo da corte, Kung exortou os governantes chineses a "governarem pela virtude interior" para ganhar o respeito de seus súditos e dar um exemplo para que as pessoas pudessem seguir. O sábio chinês não aprovava a tirania e, acreditava que o Estado existe para benefício do povo, e não o contrário. Como escritor, Kung compilou poemas, estórias e lendas e as reuniu numa série de livros que ainda hoje sobrevivem como clássicos da literatura chinesa. Entre eles estão o Livro dos Poemas, o Livro da História, o Livro das Etiquetas e o Livro das Mutações (o I Ching).


Depois de sua morte, seus escritos continuaram a ser lidos e influenciaram muita gente. Ele acabou sendo descoberto pelos europeus, que publicaram seus trabalhos sob o nome latinizado de Confúcio.


O Confucionismo é hoje uma religião praticada por cinco milhões de pessoas, a maioria delas na Ásia. Ocupa o sexto lugar entre as fés mais seguidas no mundo, embora seja mais um sistema ético do que uma religião. Os princípios do Confucionismo incluem, entre outros, o respeito em relação à família e à sociedade, a fidelidade aos dirigentes e deferência aos superiores, a justiça moral e social e virtude suprema do altruísmo e benevolência.

 



publicado por pimentaeouro às 18:45
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Robespierre

Revolucionário e político francês (6/5/1758-28/7/1794). Maximilien François Marie Isidore de Robespierre nasce em Arras, numa família da pequena nobreza. É criado pelos avós paternos. Com uma bolsa de estudos, forma-se em direito em Paris.

Advogado do povo, luta contra o absolutismo real e a arbitrariedade da justiça. Ganha admiração por sua austeridade e dedicação, o que lhe vale o apelido de "incorruptível". Começa a carreira política, aos 30 anos, como deputado na Assembléia dos Estados Gerais, convocada por Luís XVI às vésperas da Revolução e embrião da Assembléia Nacional Constituinte, da qual ele também participa.

Maximilien de RobespierreInfluenciado pelas ideias do filósofo iluminista Jean-Jacques Rousseau, defende uma pauta inovadora para a época, que inclui sufrágio universal com eleição direta, educação gratuita obrigatória e imposto de renda progressivo. Na Assembléia, torna-se líder do partido jacobino, facção política radical que defende os interesses da pequena burguesia e dos sans-culotte(artesãos e camponeses), e ganha o controle do governo.

Tenta implantar à força uma democracia popular. É o Período do Terror (junho de 1793 a julho de 1794), marcado pela repressão violenta a qualquer crítico do novo regime, como o ex-aliado Georges-Jacques Danton, executado em 1794. Seu radicalismo provoca uma conspiração entre os dissidentes do partido. Tenta o suicídio, mas morre guilhotinado em Paris.

 


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Domingo, 7 de Janeiro de 2018
Mozart

mozart.jpg

 

 

Wolfgang Amadeus Mozart, (1756-1791) foi um músico e compositor austríaco, considerado um dos maiores nomes da música erudita e um dos compositores mais importantes da história da música clássica.

Wolfgang Amadeus Mozart (1756-1791) nasceu em Salzburg, na Áustria, no dia 27 de janeiro de 1756. Filho do músico da corte Leopold Mozart e Anna Maria Pertl, filha do administrador do castelo de Saint Gilgen. Desde pequeno já demonstrava genialidade para a música. Com quatro anos já assimilava as lições de cravo que a irmã Narienne começava a receber. Diante disso, seu pai passou a ensinar música ao filho, que aprendia com incrível facilidade. Com tão pouca idade, já começava a anotar suas ideias melódicas.

Com cinco anos, Mozart escreveu um concerto para cravo, “Minueto e Trio em Sol Maior”, hoje catalogado no Índice Koechel como o nº 1. (Mozart não dava número de opus às suas composições. A numeração de sua obra seria feita mais tarde pelo musicólogo austríaco Ludwig Koechel). Convencido de que o filho era um gênio, Leopold organizou um programa de estudos e as primeiras excursões ao lado da irmã de 10 anos, uma exímia instrumentista.

A primeira foi em 1762 em Munique. A segunda, retardada por uma forte gripe no jovem músico, foi em Viena, na época, capital do império germânico e centro da vida artística. Elogiado pela refinada sociedade vienense, Mozart e sua irmã despertaram a curiosidade dos nobres e logo foram convidados para se apresentar diante da corte imperial. A carreira musical foi mais uma vez interrompida por uma infecção de escarlatina, que lhe debilitou pelo resto da vida.

Em junho de 1763, esteve em Munique, Augsburgo e Frankfurt, onde contou com salões lotados. Em Bruxelas, depois de se apresentar em um recital para o príncipe Carlos de Lorena, seguiram para a França. Em Versalhes, foram recebidos pela Marquesa de Pompadour. Sem parar de compor, viu suas primeiras obras serem publicadas em Paris. Em Londres, foi recebido pelo rei Jorge III. Estava apenas com oito anos de idade e diante do órgão executou com perfeição as partituras que lhes foram apresentadas.

Mais uma vez, Mozart adoeceu e foi em busca de repouso na cidade de Chelsea, onde foi ciceroneado pelo filho de Bach, então com 28 anos de idade. Em agosto de 1765 viajou para os Países Baixos. Em Haia, criou duas árias, um madrigal para vozes mistas, uma sonata e uma sinfonia. Recomeça uma excursão por diversas cidades da Europa, retornando para Salzburgo em 1766. Em 1767 segue para Viena, mas é acometido de varíola, que lhe deixa marcas no rosto. Em 1768, de volta à Viena, já não alcança os lucros que imaginava. Retorna para Salzburgo, quando é contratado para servir na capela episcopal.

Em 1970, inicia uma excursão na Itália. Em Viena, foi eleito Mestre de Capela Honorário. Em Roma, foi condecorado pelo papa com a Cruz do Esporim de Ouro. Passou três meses em Bolonha, onde aprendeu os segredos do contraponto com o padre Martin e, embora tivesse sete anos menos do que os vinte exigidos pelo regulamento, conquistou uma vaga na Academia Filarmônica Bolonhesa. Acostumado a ser visto como um “virtuose”, agora se sentia como músico e compositor.

Em Julho de 1772, com 16 anos, Wolfgang Amadeus Mozart foi promovido a Mestre de Capela em Salzburgo. Nessa época, já dono de volumosa obra, sofre decepções e amarguras. É humilhado pelo arcebispo e obrigado a fazer as refeições junto aos criados. A imperatriz impedia que o filho Ferdinando ficasse ao lado de um músico que rodava o mundo a maneira de um pedinte. Foi ameaçado de demissão se continuasse insistindo nas excursões, mas Mozart preferiu tentar a sorte. Em 1777, acompanhado da mãe, partiu para Munique, a procura de um emprego fixo. Em Mannheim, experimentou o piano de fabricação Stein, ficou deslumbrado com os recursos oferecidos pelo instrumento. Foi quando escreveu “Sonata Para Piano em Dó Maior”. Aos poucos foi abandonando o cravo, em favor do piano.

Em 1778, sua mãe falece na capital francesa. Mais uma vez, Mozart retorna para Salzburgo, se retrata e conquista o emprego de volta.  Em 1781, após uma encomenda, leva para Munique, a ópera “Idomeneo”, uma das mais notáveis de sua carreira. Depois de se desentender definitivamente com o arcebispo, vai morar em Viena. Em 1782, casa-se com Constanze Weber, com quem teve dois filhos. De 1781 até 1786 foram os anos mais produtivos de Mozart, várias óperas importantes foram compostas, entre elas, “O Rapto de Serralho” (1782), “As Bodas de Fígaro” (1786), sonatas para piano, músicas de câmara, em especial os seis quartetos de cordas dedicadas a Haydn, e diversos concertos para piano. A partir de 1786, mesmo com o sucesso de suas obras, sua popularidade começou a declinar, Mozart começou a enfrentar problemas financeiros e de saúde. No ano de 1791 compôs suas últimas obras, entre elas, as óperas “A Flauta Mágica” e “A Clemência de Tito”, e a missa fúnebre "Réquiem".

Wolfgang Amadeu Mozart faleceu em Viena, na Áustria, no dia 5 de dezembro de 1791. Seu corpo foi velado na catedral de Viena, sem nenhuma pompa, e enterrado em cova não demarcada no cemitério da Igreja de São Marx.

 


publicado por pimentaeouro às 16:51
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Buda

O Buda (o iluminado, em sânscrito) foi Sidarta Gautama, nascido na região do Himalaia (Índia). Viveu por volta de 563 a.C. a 483 a.C.

Era integrante de uma rica família da região e teve uma vida repleta de luxo e segurança até os 29 anos de idade. Sua família não permitia que ele entrasse em contato com a vida fora do palácio e, portanto, Sidarta desconhecia a miséria.

Porém, quando entrou em contato com a pobreza de grande parte da população e com o sofrimento humano, resolveu mudar radicalmente sua vida. Saiu do palácio, deixando esposa e família, e passou a buscar explicações e soluções para o sofrimento humano.

De acordo com os relatos da época, Buda começou a meditar até alcançar a iluminação. A partir deste momento, passou a divulgar seus ensinamentos. O princípio básico do budismo é a busca pela anulação dos desejos materiais como meio de terminar com o sofrimento. Para tanto, é necessário o desenvolvimento de ações e pensamentos corretos (positivos).

A essência dos ensinamentos de Buda (Dharma) encontram-se num livro, composto por 28 capítulos, chamado de Sutra de Lótus.

O Buda (o iluminado, em sânscrito) foi Sidarta Gautama, nascido na região do Himalaia (Índia). Viveu por volta de 563 a.C. a 483 a.C.

Era integrante de uma rica família da região e teve uma vida repleta de luxo e segurança até os 29 anos de idade. Sua família não permitia que ele entrasse em contato com a vida fora do palácio e, portanto, Sidarta desconhecia a miséria.

Porém, quando entrou em contato com a pobreza de grande parte da população e com o sofrimento humano, resolveu mudar radicalmente sua vida. Saiu do palácio, deixando esposa e família, e passou a buscar explicações e soluções para o sofrimento humano.

De acordo com os relatos da época, Buda começou a meditar até alcançar a iluminação. A partir deste momento, passou a divulgar seus ensinamentos. O princípio básico do budismo é a busca pela anulação dos desejos materiais como meio de terminar com o sofrimento. Para tanto, é necessário o desenvolvimento de ações e pensamentos corretos (positivos). 

A essência dos ensinamentos de Buda (Dharma) encontram-se num livro, composto por 28 capítulos, chamado de Sutra de Lótus.





publicado por pimentaeouro às 11:39
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Quinta-feira, 4 de Janeiro de 2018
Dostoievsky

 

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Fiódor Mikhailovitch Dostoiévski[nota 1][nota 2] (Moscou/Moscovo30 de outubro de 1821São Petersburgo28 de janeiro de 1881)[1][2][3][4][nota 3] foi um escritorfilósofo e jornalista do Império Russo. É considerado um dos maiores romancistas e pensadores da história, bem como um dos maiores "psicólogos" que já existiram (na acepção mais ampla do termo, como investigadores da psiquê).[5][6][7]

Entre outros temas, a obra do autor explora o significado do sofrimento e da culpa, o livre-arbítrio, o cristianismo, o racionalismo, o niilismo, a pobreza, a violência, o assassinato, o altruísmo, além de analisar transtornos mentais, muitas vezes ligados à humilhação, ao isolamento, ao sadismo, ao masoquismo e ao suicídio. Pela retratação filosófica e psicológica profunda e atemporal dessas questões, seus escritos são comumente chamados de romances filosóficos e romances psicológicos.[7][8]

Dostoiévski logrou atingir certo sucesso já com seu primeiro romance, Gente Pobre, o qual foi imediatamente elogiado e protegido pelo mais importante crítico russo da primeira metade do século XIX, Vissarion Belínski.[9] Contudo, o escritor não conseguiu repetir o sucesso até seu retorno da Sibéria, quando escreveu o semibiográfico Recordações da Casa dos Mortos, tratando dos anos que passou na prisão. Essa obra foi considerada por Liev Tolstói como o melhor livro de toda a literatura moderna.[10] Alguns anos mais tarde, sua fama aumentaria muito graças aos seus romances Crime e CastigoO Idiota e Os Demônios.[11] Já próximo da morte, seu romance Os Irmãos Karamazov o colocaria como um dos maiores escritores de todos os tempos.[12]

A influência de Dostoiévski é imensa, tendo ele sido reconhecido como precursor dos seguinte movimentos: nietzscheanismopsicanáliseexpressionismosurrealismoteologia da crise e existencialismo.[13][6][14]

 

 

 


publicado por pimentaeouro às 21:28
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Quarta-feira, 3 de Janeiro de 2018
Geraldo se Pavor

Geraldo Geraldes (século XII) foi uma personagem semilendária da história de Portugal à época das lutas da Reconquista. Tornou-se conhecida, já desde o século XII, pelo nome de Geraldo sem Pavor.

Personagem representativa do período de formação das fronteiras de Portugal, acredita-se que fosse um nobre de trato difícil, pelo que muito cedo abandonou o norte de Portugal para tentar a sorte no sul do país, nas lutas contra os mouros. Nessa qualidade, liderou como um caudilho um bando de proscritos, salteadores e aventureiros.

Aquando da conquista da região do Alentejo por D. Afonso Henriques e também da Estremadura espanhola, Geraldo Sem Pavor ofereceu-se como voluntário para tomar a cidade de Évora, bem como outras localidades vizinhas. Utilizando como base de operações o castro hoje conhecido como Castelo do Geraldo próximo de Valverde (Nossa Senhora da Tourega) e do qual existem algumas ruínas, introduziu-se nos muros da cidade, executando o governador mouro e entregando a praça ao soberano.

 
Geraldo sem Pavor representado no brasão de Évora.

De personalidade imprevisível, foi um dos principais entusiastas da tomada de Badajoz, campanha que, em 1169, viria a se revelar um desastre para as forças de D. Afonso Henriques em geral, e para as do próprio Geraldo em particular, que acabou por perder todas as suas terras excepto as do Castelo de Juromenha.

Afirma a tradição que o espírito aventureiro deste nobre o levou a Ceuta, no Norte d'África, em missão de espionagem a serviço secreto de D. Afonso Henriques, que lhe havia recomendado a tomada daquela praça. Quando a verdadeira finalidade da operação foi descoberta, Geraldo morreu à mãos dos almóadas.

 
Praça do Giraldo, praça central de Évora, nomeada em honra de Geraldo

Figura central na iconografia da cidade de Évora, encontra-se representado em posição central no brasão de armas da municipalidade, montado a cavalo e empunhando a espada em riste.

 



publicado por pimentaeouro às 17:35
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