Conhece-te a ti mesmo... se puderes.

Sexta-feira, 25 de Abril de 2014
40 anos de Abril #3

PORTUGAL-WEIMAR

 

Faz parte da agenda política de Passos Coelho liquidar os Estado Social, rasgar a Constituição, a continuar com a austeridade e o empobrecimento do país, implantar um regime neoliberal quimicamente puro e o que mais lhe for consentido. Não será um novo Hitler - os tempos são outros - mas tem pinta de ditador latino americano.

Com este desastre em marcha, o que faz a esquerda, principalmente, a esquerda inutil, PCP e Bloco de esquerda?

Continuam orgulhosamente sós a recusar qualquer aliança com o PS e a deixar a direita de mão livres. Como acham que terão qualquer utilidade politica e participação na governação?

Para que servem além  de iludirem os eleitores que votam neles?

Foi com divisões destas que a República de Weimar  se afundou e Hitler chegou ao puder através de eleições.

Não aprendem nada com a História nem com a vida. 

 

 



publicado por pimentaeouro às 22:49
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Quinta-feira, 24 de Abril de 2014
40 anos de Abril #2


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publicado por pimentaeouro às 23:04
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Domingo, 30 de Março de 2014
Se concorda assine também
O Manifesto 74, intitulado "Reestruturar a dívida insustentável e promover o crescimento, recusando a austeridade", foi igualmente subscrito por 74 economistas estrangeiros

A petição que visa a reestruturação da divida pública portuguesa, colocada ‘online’, ultrapassou hoje as 5.000 assinaturas, podendo descer ao plenário da Assembleia da República.

A petição foi disponibilizada pelo movimento Manifesto 74, que reúne personalidades de todos os quadrantes da sociedade portuguesa, e necessitava de um mínimo de 4.000 assinaturas para ir a discussão no parlamento.

Às 23:45 de hoje tinha 5.085 signatários.

A petição visa que os deputados aprovem "uma resolução recomendando ao Governo o desenvolvimento de um processo preparatório tendente à reestruturação honrada e responsável da dívida", como se salienta na página oficial do Manifesto 74.

"O abaixamento significativo da taxa média de juro do 'stock' da dívida, a extensão de maturidades da dívida para 40 ou mais anos e a reestruturação, pelo menos, de dívida acima dos 60% do Produto Interno Bruto (PIB), tendo na base a dívida oficial", são as condições preconizadas pelos signatários.

A iniciativa do Manifesto 74 visa ainda que a Assembleia da República desencadeie "um processo parlamentar de audição pública de personalidades relevantes" sobre a reestruturação da dívida de Portugal, contraída no âmbito do programa de reajustamento.

O constitucionalista Jorge Miranda, um dos subscritores da petição à Assembleia da República, realçou hoje a necessidade de aprofundar o debate na sociedade, porque, salientou, "o problema vai-se agravando".

Jorge Miranda disse que "o sentido essencial da petição" é o de "tornar patente perante a Assembleia da República, perante o órgão representativo dos cidadãos, o órgão por excelência do mundo democrático, toda a problemática que está à volta da dívida e a necessidade de reponderar o problema, o que não tem sido feito até agora".

"À medida que o tempo vai passando e que os juros da dívida vão sendo pagos, não nos conseguimos libertar da dívida e o problema vai-se agravando", considerou o constitucionalista.

Além de Jorge Miranda, assinaram a petição Alfredo José de Sousa (ex-provedor da Justiça), Lídia Jorge (escritora), Pinto Ramalho (ex-chefe do Estado Maior do Exército), Melo Gomes (ex-chefe do Estado Maior da Armada), Januário Torgal (ex-bispo das Forças Armadas), Seixas da Costa (ex-secretário de Estado dos Assuntos Europeus), Eugénio da Fonseca (presidente da Cáritas Portuguesa), Pacheco Pereira (professor universitário) e Ana Gomes (eurodeputada), entre outros.

 



publicado por pimentaeouro às 15:33
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Quinta-feira, 20 de Março de 2014
É a guerra!

 Ou eles, os especuladores financeiros, ou nós! Engordam e prosperam com a nossa miséria.

Vamos todos para a rua gritar pela reestruturação da dívida e a demissão de Passos Ladrão, serventuário dos bancos e obstaculo ao crescimento da economia e à igualdade ne distribuição dos sacrifícios da crise.

 

Manifesto da dívida recebe apoio de 74 economistas estrangeiros

Manifesto dos 74 transpôs a fronteira e já recebeu o apoio de economistas de 20 nacionalidades, dos EUA à Alemanha.

 

São 74 economistas estrangeiros que agora se vêm juntar às 74 personalidades portuguesas que, na semana passada, publicaram um manifesto a defender a reestruturação da dívida pública nacional. São economistas, muitos com cargos de relevo em instituições internacionais como o FMI, editores de revistas científicas de economia e autores de livros e ensaios de referência na área.

Estes economistas assinam um documento – com um conteúdo muito semelhante ao manifesto promovido por João Cravinho – intitulado “Reestruturar a dívida insustentável e promover o crescimento, recusando a austeridade”, no qual manifestam total concordância com o documento subscrito por vários políticos portugueses (de Manuela Ferreira Leite a Francisco Louçã), empresários, sindicalistas, académicos e constitucionalistas.

Neste novo manifesto, os 74 economistas estrangeiros dizem apoiar “os esforços dos que em Portugal propõem a reestruturação da dívida pública global, no sentido de se obterem menores taxas de juro e prazos mais amplos, de modo a que o esforço de pagamento seja compatível com uma estratégia de crescimento, de investimento e de criação de emprego”.

Subscrevem este manifesto, a que o PÚBLICO teve acesso, académicos de várias correntes de pensamento económico e de muitas nacionalidades: dos EUA, Canadá, México, Brasil, Argentina, África do Sul, Austrália, Alemanha, França, Reino Unido, Itália, Espanha, Grécia, Estónia, Noruega, Dinamarca, Bélgica, Áustria, Polónia e Suíça.

É um apoio de peso ao manifesto dos 74 notáveis portugueses que têm estado sob fogo, sobretudo por causa do timing que escolheram para o apresentar (dois meses antes da saída do resgate), e que provocou um intenso debate nacional.

O primeiro-ministro, Pedro Passos Coelho, foi um dos primeiros a criticarem o documento, referindo-se ao grupo como “essa gente”, acusando-o de "irrealismo" e de pôr em causa o financiamento do país.

O manifesto original provocou duas baixas na Casa Civil de Cavaco Silva – os dois consultores do Presidente que o subscreveram (Vítor Martins e Sevinate Pinto) foram exonerados horas depois de ter sido tornado público.

Neste novo manifesto de apoio, os economistas estrangeiros subscrevem um texto, espécie de súmula do manifesto dinamizado por João Cravinho e Francisco Louçã, no qual sublinham que, “como economistas de diversas opiniões”, têm expressado “preocupações quanto aos efeitos da estratégia de austeridade na Europa”.

Recomendam “a rejeição das ideias da ‘recessão curativa’ e da ‘austeridade expansionista’ e os programas impostos a vários países”. É o caso de Portugal onde, dizem, “a austeridade (…) agravou a recessão, aumentou a dívida pública e impôs sofrimento social à medida que as pensões e salários foram sendo reduzidos”.

Os economistas
Entre os 74 estrangeiros que subscrevem a ideia de reestruturar a dívida portuguesa está Marc Blyth, da Universidade Brown, nos EUA, que foi o autor do “melhor livro de 2013” para o Financial Times, o best-sellerinternacional Austeridade.

Vários destes economistas têm papéis de relevo em instituições que podem estar em causa numa eventual reestruturação da dívida. É o caso de José Antonio Ocampo, anterior ministro das Finanças da Colômbia e secretário-geral adjunto das Nações Unidas, que é hoje professor da Universidade de Columbia, EUA, e consultor da ONU e do Independent Evaluation Office do FMI.

 



publicado por pimentaeouro às 14:29
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Quarta-feira, 12 de Março de 2014
Simplesmente, não podemos pagar #2

Sem apresentar um único argumento ou ideia, Passos Coelho apelidou, os subscritores de um documento sobre a reestruturação da dívida pública, de irresponsáveis. Foi arrogante e insolente.

Todos os subscritores daquele documento tem currículo profissional, cultural e político muito superior ao de Passos Coelho que não passa de um aparatik do aparelho do PSD, catapultado a primeiro-ministro pela eminência parda de Ângelo Correia.

Acontece que quase todos os subscritores pertencem às elites do país. Existe alguma comparação possível entre Passos Coelho e Manuel Sobrinho Simões ou Manuela Silva, para citar apenas dois nomes? Adriano Moreira é irresponsável?

O que se espera de um primeiro-ministro é que seja responsável e Passos Coelho, este sim, é irresponsável. Cego com a ideologia neoliberal - patologia ideológica, como classificam os antropólogos - Passos Coelho persiste em afundar o país. Como travá-lo?

Este episódio também serve para ilustrar a degradação a que chegou a governação do país.

Quanto ao volume da dívida pública não há qualquer hipótese que não passe pela sua reestruturação e quanto mais tarde pior.



publicado por pimentaeouro às 18:12
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Terça-feira, 11 de Março de 2014
Simplesmente, não podemos pagar

Notáveis da esquerda e da direita apelam à reestruturação da dívida portuguesa

Manifesto subscrito por 70 personalidades, de diferentes quadrantes políticos, inclui Ferreira Leite e Louçã e apela à reestruturação da dívida, mesmo a “contragosto da Alemanha”.

De Adriano Moreira, Freitas do Amaral a Bagão Félix. Passando por Manuela Ferreira Leite e António Capucho. Continuando com Ferro Rodrigues, Manuela Arcanjo e João Cravinho. Até chegar a Carvalho da Silva ou a Francisco Louçã. São políticos, alguns ex-ministros, mas também há empresários, patrões, sindicalistas, académicos e constitucionalistas que defendem a chamada “reestruturação responsável da dívida”, condição sem a qual, dizem, continuará a imperar a política da austeridade pela austeridade e, sem a qual não será possível o crescimento e o emprego.

A dois meses do final do programa de resgate da troika, este grupo de personalidades, que têm visões bastaste diferentes sobre a forma como o país deve lidar com a crise, junta-se para fazer um apelo comum para que Portugal encete esforços junto dos seus parceiros europeus para preparar uma reestruturação da dívida pública que, com os valores actuais, dizem ser “insustentável”. No final do ano passado, o rácio da dívida pública rondava os 130% do PIB (120% líquida de depósitos).

São estes números que levam este grupo a dizer que “a dívida pública tornar-se-á insustentável na ausência de crescimento duradouro significativo”, e que para a combater seriam necessários “saldos orçamentais primários verdadeiramente excepcionais, insusceptíveis de imposição prolongada”. Ainda este fim-de-semana, no prefácio dos Roteiros, o Presidente da República calculava que mesmo que Portugal conseguisse todos os anos um excedente primário de 3% (e num cenário de crescimento anual do PIB nominal de 4% e com juros da dívida de 4%), só em 2035 é que o país conseguiria atingir um rácio da dívida pública de 60% do PIB, um limite imposto por Maastricht e com o qual Portugal se comprometeu ainda mais ao subscrever o Pacto Orçamental.

Sem reestruturação da dívida, este manifesto vaticina que “o Estado continuará enredado e tolhido na vã tentativa de resolver os problemas do défice orçamental e da dívida pública pela única via da austeridade”. E se assim for, o grupo dos 70 traça um cenário negro: degradação dos serviços e prestações fornecidos pelo Estado, queda da procura, economia a definhar, maior precariedade do trabalho, emigração de jovens qualificados, rarefacção do crédito da banca e inúmeras empresas ver-se-iam compelidas a reduzir efectivos.

Alemanha no pós-guerra
A reestruturação não é sinónimo de não pagar a dívida e, como tal, o manifesto fala numa “reestruturação responsável” que seja feita “no espaço institucional europeu, embora provavelmente a contragosto, designadamente dos responsáveis alemães”. Os 70 alertam que mesmo que o país “cumpra as boas práticas de rigor orçamental, de acordo com as normas constitucionais”, não vai conseguir contornar sozinho o problema do excesso de endividamento, já que perdeu a soberania monetária e cambial para intervir na economia.

Portugal deverá poder contar com a solidariedade dos parceiros europeus, tal como, dizem, a Alemanha beneficiou de um perdão e de uma restruturação da dívida no período pós-guerra. Recordam que pelo Acordo de Londres sobre a dívida externa alemã, de 27 de Fevereiro de 1953, a dívida externa alemã anterior à II Guerra Mundial foi perdoada em 46% e a posterior à II Guerra em 51,2%. Da remanescente, 17% ficaram a juro zero e 38% a juro de 2,5%. Os juros devidos desde 1934 foram igualmente perdoados. Foi também acordado um período de carência de cinco anos e limitadas as responsabilidades anuais futuras ao máximo de 5% das exportações no mesmo ano.

E se o alongamento da maturidade da dívida foi uma das causas que esteve na origem do chamado “milagre económico da Alemanha”, o manifesto sugere para Portugal uma “extensão das maturidades da dívida para 40 ou mais anos”, recordando que a nossa dívida “tem picos violentos”. De agora até 2017, calculam, “o reembolso da dívida de médio e longo prazo atingirá cerca de 48 mil milhões”. E qual a dívida a ser reestruturada? O grupo dos 70 sugere que incida sobre a dívida em excesso e que ultrapasse o limiar dos 60% do PIB. E como os juros da dívida pública directa absorvem 4,5% da riqueza nacional, o manifesto também sugere uma redução significativa da taxa média de juro do stock da dívida nacional.

Os subscritores
A ideia de apelar “ao debate e à preparação, em prazo útil, das melhores soluções para a reestruturação da dívida” partiu do João Cravinho, ex-ministro socialista das Obras Públicas, em articulação com Eduardo Paz Ferreira, Bagão Félix e José Reis da Universidade de Coimbra. Mais tarde juntou-se Louçã. Na lista dos subscritores, também fazem parte personalidades ligadas ao mundo empresarial, como António Saraiva da CIP, João Vieira Lopes da CCP, Esmeralda Dourado, Henrique Neto e o também ex-ministro Ricardo Bayão Horta. O manifesto também é subscrito por constitucionalistas como Joaquim Gomes Canotilho, Jorge Novais ou Pedro Bacelar de Vasconcelos. Alfredo Bruto da Costa, António Sampaio da Nóvoa, Boaventura Sousa Santos, José Silva Lopes, Adriano Pimpão, o ex-ministro da Economia Luís Braga da Cruz e Adalberto Campos Fernandes são outros nomes com peso no manifesto.



publicado por pimentaeouro às 21:07
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Segunda-feira, 10 de Março de 2014
Mentiroso e albradão

 

 

Mentiroso para a frente e aldradão para trás. Estou a falar de Passos ( já veremos o apelido) que desde 2.011 anunciou sucessivos cortes nos salários da Função Pública nos reformados e pensionistas, nos subsídios de férias e de Natal, como provisórios que seria repostos logo ali ao virar da esquina quando a economia estivesse a todo o vapor e o deficit controlado nos 2,5%.

Passos xxxxx sabia que mentia e as metas do ajustamento impostas pela troika nunca foram cumpridas.

Agora diz que: todas as medidas de austeridade que eram provisórias são definitivas e que nunca mais veremos o que nos foi tirado a Bem da Pátria e dos credores que esmifram a Pátria; que nunca mais voltaremos aos rendimentos de 2.011.

Uma albradice, já recuamos uma década nos cortes dos rendimentos e no desmantelamento dos serviços públicos, Segurança Social, Saúde e Educação à cabeça.

No meu blogue não escrevo difamações, insultos, etc. , escrevo em português antigo, com alguns erros e gralhas, é certo: já corre na gíria popular - vox populi -, inventada por autor anónimo, a frase "Passos ladrão".

Vendo pelo mesmo preço que comprei, nem mais um cêntimo.



publicado por pimentaeouro às 22:29
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Quinta-feira, 27 de Fevereiro de 2014
Mensageiro das más notícias

 

 

 Decididamente sou o mensageiro das más notícias. Na  Pérsia antiga já me tinham cortado o pescoço, no anonimato da blogosfera não corro esse risco, quando muito os visitantes vão para outras paragens menos agoirentas.

A propaganda do governo ultrapassa, de longe, a propaganda de Salazar. Agora temos o folhetim da saída limpa, pós troika, ou do programa cautelar, todos os dias há uma versão diferente e com nuances: saída limpa, meio limpa, programa cautelar meio programa, etc.

Conversa fiada para inglês ver. Que decide é Bruxelas e quem manda em Bruxelas são os «mercados» financeiros.

A agência Moody´s já pôs tudo em pratos limpos: não interessa para nada discutir como vai ser o pós troika, Portugal vai ter austeridade “por muitos e muitos anos”.

Pelas minhas contas, feitas de cabeça, com o lápis atrás da orelha, pelo menos dez anos ninguém nos tira, ao fim do décimo ano logo se vê como será.

Roça o crime público que nem governo, nem Assembleia da República, nem partidos políticos assumam esta realidade e, pelo contrário, continuem a esconder a verdade ao país.

É o nosso futuro e o futuro dos nossos filhos e netos que está em jogo e todos temos o direito de saber o que nos espera.

 



publicado por pimentaeouro às 20:32
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Sexta-feira, 24 de Janeiro de 2014
Resquicios feudais

Vítimas do Meco vistas a rastejar com pedras nos tornozelos

 

 

Não é de hoje, já no tempo de Salazar as praxes eram pouco saudáveis. Dai para cá tem sido sempre a baixar o nível.

As praxes adquiriram práticas, arbitrárias e absolutamente condenáveis e as suas comissões são integradas por estudantes (?) de mau porte.

É urgente que o Ministério da Educação tenha a coragem de ilegalizar as praxes mesmo que perca alguns votos. Ou é preciso de morram mais estudantes?



publicado por pimentaeouro às 00:44
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Quinta-feira, 23 de Janeiro de 2014
Candido ou o optimismo
O discurso do poder hoje assenta num rito de passagem. Estamos em 2014, o nosso ano da “libertação do resgate”, o nosso 1640, o ano em que a troika se vai embora. Este é o tempo, que culmina com um rito de passagem, porque o momento lustral de recuperação da “soberania” tem data. Por isso, acentua-se o momento da “passagem”, para festejar um resultado e anunciar uma nova aurora. É tudo ficção, porque não há nenhuma mudança substancial a ocorrer em Maio de 2014, vamos continuar presos àquilo a que já estamos presos, seja pela troika, seja pelo direito de veto de Bruxelas aos Orçamentos, seja pelo Pacto Orçamental, mas é uma ficção útil, instrumental. Festejemos.


Para que é que serve este tempo até Maio? Para nos dizer que até lá temos que aceitar tudo, em particular esse Orçamento e as suas sucessivas revisões, cujo conteúdo miraculosamente não entra no discurso oficial, a não ser como o “instrumento necessário” para o fim do resgate, ou seja, uma coisa neutra e menor. Discute-se e fala-se muito de uma coisa etérea, os “sinais da retoma”, e quase nada sobre uma coisa dura e sólida, o Orçamento que aumenta e muito a austeridade para 2014. Quando vejo alguém centrar o seu discurso nos “sinais da retoma” já sei ao que vem, e já sei aquilo de que não vai falar.


Do blogue Abrupto


publicado por pimentaeouro às 23:32
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Segunda-feira, 20 de Janeiro de 2014
Pantano

Quando Guterres se demitiu, nos idos de 2.001, disse aos portugueses que era por causa do pântano mas não disse quem era a fauna que o habitava. Segue apenas um exemplo das relações incestuosas entre governantes,  deputados e o sector privado.

Sendo a corrupção um factor de bloqueio da economia é de estranhar que a troka, nas sua 9 avaliações do memorando, nunca se tenha lembrado deste problema e não é por falta de matéria-prima.

 

 

"Trinta anos antes de assumir as funções de consultor da PMV (Hospital de S. Martinho), o actual secretário de Estado da Segurança Social, Agostinho Branquinho, já tinha ligações ao universo da saúde. Segundo disse ao PÚBLICO, trabalhou no. Hospital de Gaia (como funcionário administrativo) entre 1976 e 1980. F0L5Í que conheceu, como colega, Joaquim Teixeira, actual administrador único da PMV.

Agostinho Branquinho garante que até se tornar seu consultor, em 2006, nunca teve com ele "qualquer relação comercial ou empresarial". No final do ano seguinte, Joaquim Teixeira tornou-se administrador único de uma empresa de publicidade, a NTM, que passou a funcionar nas instalações da PMV. Branquinho tinha sido o seu único proprietário até 2003 e manteve-se ligado a ela até à sua falência em 2012.

Ainda a propósito destas duas empresas, registe-se que o cargo de "fiscal único" de ambas passou a ser desempenhado em 2007 por Virgílio Macedo, actual deputado na Assembleia da República e líder do PSD no distrito do Porto. Nessa altura, e

até entrar para o actual Governo, o presidente da assembleia geral da NTM era o advogado José Pedro Aguiar-Branco, agora ministro da Defesa.

Pouco mais de uma década depois de ter deixado o Hospital de Gaia, Branquinho, que se licenciara em História, em 1981, voltou ao sector da saúde, em i 1993, mas já como administrador não executivo do Hospital da Prelada. A gestão desta unidade de saúde pública tinha sido entregue pelo primeiro Governo de Cavaco Silva à Misericórdia do Porto cinco anos antes. Nesse mesmo período, 1993-1995, foi também administrador não executivo e secretário-geral da Misericórdia do Porto.

O interesse do ex-deputado pelo negócio da saúde aparece depois documentado no Diário da República, que dá conta, em Outubro de 2000, da criação da Nortevital, uma empresa que abriu várias clínicas dentárias na zona do Porto. Os sócios fundadores foram Agostinho Branquinho, que ficou como gerente, Rui Rio (ex-presidente da Câmara do Porto), José Pedro Aguiar-Branco e Diogo Gandra. A sociedade desfez-se ao fim de três anos, com Diogo Gandra

e outros sócios a comprarem as quotas de Branquinho, Rio e Aguiar-Branco.

O regresso de Branquinho à saúde, em termos profissionais, acontece em 2006, ano em que, segundo ele, começou a trabalhar como consultor da PMV - ao mesmo tempo que cumpria, desde 2005, o seu segundo mandato de deputado.

Após o seu abandono da Assembleia da República, em 2010, para ocupar o lugar de administrador da empresa Ongoing no Brasil, Branquinho voltou a Portugal em 2012 e foi nomeado administrador da Misericórdia do Porto. A sua passagem por este lugar executivo durou apenas oito meses e em Julho do ano passado tomou posse como secretário de Estado da Segurança Social, substituindo Marco António Costa.

Nessa altura soube-se que o Governo tinha decidido entregar, sem concurso público, a gestão do Centro de Reabilitação do Norte à Misericórdia do Porto (foto). A nova unidade de saúde de Vila Nova de Gaia tinha custado ao Estado 32 milhões e estava pronta para abrir desde Julho de 2012."

 

Jornal Público, 20 de Janeiro

 



publicado por pimentaeouro às 20:13
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Sexta-feira, 10 de Janeiro de 2014
Embuste grosseiro

 

Passos Coelho é um desastre como primeiro-ministro e um talento como propagandista. Tem sido exímio na arte de enganar para disfarçar as medidas de austeridade que continua a impor como a via única para o céu.

Deste jogo faz parte jogar uns sectores da população contra outros sectores, os jovens contra os reformados é apenas um exemplo.

Sem qualquer fundo de verdade, Passos Coelho afirma que os actuais reformados estão a ser subsidiados pelos trabalhadores que estão no activo e pelo mais jovens: é redondamente falso.

Os actuais pensionistas estão a ser subsidiados única e exclusivamente pelas contribuições que pagaram ao longo de carreiras com 30 e 40 anos de contribuições.

Não é o Orçamento de Estado, nem a dívida nem os actuais contribuintes que pagam para os actuais reformados e pensionistas. É um embuste grosseiro que deve ser desmascarado.

 

 

 



publicado por pimentaeouro às 10:06
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Domingo, 22 de Dezembro de 2013
Vampiros

Aumentaram o IRS, o IVA e o IMI; aumentaram a luz, o gás, a água e os transportes; cortaram os salários, as pensões e os subsídios; atiram-nos para o desemprego como lixo; tiram-nos a confiança, a esperança e a alegria de viver; dão-nos a incerteza, a dúvida e o medo.

Roubam o futuro aos jovens e a vida aos velhos. Querem mais sangue e miséria, ainda não estão saciados; eles comem tudo e não deixam nada, cantou o Zeca Afonso.

Malditos sejam cem vezes!


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publicado por pimentaeouro às 11:28
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Segunda-feira, 25 de Novembro de 2013
Troika conduzindo o governo

 

 

 

Brueghel


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publicado por pimentaeouro às 22:10
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Sexta-feira, 22 de Novembro de 2013
Acautele-se

Em 2.014 vai haver procedimento cautelar ou não vai haver. O governo numa semana diz que não, na semana seguinte diz que sim. Mistério, em que ficamos? Passos Coelho não diz abertamente mas quer nova intervenção. Assim como a troika serviu para dar cobertura à sua política de austeridade espartana, o procedimento cautelar irá servir para dar cobertura ao seu fundamentalismo neoliberal.

Não é exactamente mais do mesmo, é muito pior. Mais um ano de sacrifícios para Portugal continuar a afundar-se e a aumentar a miséria para os níveis do anterior regime.

Acautelem-se, ou melhor, revoltem-se!







publicado por pimentaeouro às 22:21
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